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Urna Bios1

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Embalagens ao longo da vida

Postado em 14 fevereiro 2013 por Elisa Quartim

Qual foi a embalagem que nos trouxe ao mundo?

Quais embalagens usamos para nos proteger e transportar?

Qual embalagem nos leva embora?

 

Considerando que uma embalagem é toda envoltura que armazena algo temporariamente e tem a função de transporte, armazenamento, manipulação, proteção, e de transmitir informações sobre o seu conteúdo, podemos ampliar muito o que consideramos embalagem e nos colocar na posição de “produto”.

Logo nos nossos primeiros dias de vida, permanecemos na barriga de nossa mãe durante mais ou menos nove meses. Embalagem que a natureza tão perfeitamente desenvolveu que nos protege e transporta, e ainda podemos usar a nossa mãe para comunicar nosso desconforto dando pequenos chutes ou nos movimentando.

gravidez

 

Depois que nascemos, logo sentimos falta do calorzinho da barriga e precisamos de roupas para nos proteger do frio.

Além de proteger, a  roupa transmite informações sobre a nossa personalidade e pode até informar qual é a nossa profissão. Algumas podem aguentar desde o fogo até temperaturas abaixo de zero.

roupa

 

E no final, quando o nosso corpo atinge o máximo de sua validade, precisamos de algo que nos transporte e dê um fim a matéria que sobrou. Nos tornamos um resíduo sólido e junto todas as conseqüências de quando não é bem feita a nossa disposição final. Como qualquer resíduo orgânico o nosso corpo se decompõe e produzindo o chorume e gás metano.

Um cadáver médio, por exemplo, pode produzir entre 30 e 40 litros de chorume, ou necrochorume, que pode ser ainda mais nocivo. Ele resulta da mistura de água, sais minerais e substâncias tóxicas como a putrescina e a cadaverina, podendo contamidar o solo e o lençol freático. Os cemitérios deveriam ter o mesmo tipo de construção que os aterros sanitários, com uma camada impermeabilizante, mas não é essa a realidade. Sem falar os resíduos do caixão (ainda não ouvi falar em caixão reutilizável).

Para que opta por esse fim, alguns designers pensaram em opções de embalagens para o enterro.

Uma dessas opções foi desenvolvida pelo designer espanhol Hazel Selina. O Ecopod é feito com folhas de amoreira e papel reciclado compressado (principalmente jornais usados) disponível em diversas cores.

Ecopods1

Tem ainda a opção escolhida pelo inglês Keith Floyd que encomendou um caixão feito com cascas de banana. Vejam a história dele aqui.

caixao palha

Para quem optar por ser cremado, apesar de gerar menos resíduo, acaba também impactando o meio ambiente. Cada cremação libera entre 200 kg e 400 kg de gases do efeito estufa na atmosfera, o equivalente a uma ida e volta de carro entre Rio e São Paulo e e consome cerca de 45 quilos de GPL (gás de cozinha). A cremação é responsável pela emissão de mercúrio, poluição que termina no ar e nos mares, segundo a organização The Natural Death Centre.
Os mesmos fabricantes do Ecopod também pensaram em uma solução de embalagem para isso, a urna ARKA Acorn Urn, onde elas também são desenvolvidas em várias cores e com papel reciclado.

Urna ARKA Acorn Urn

 

Já os designers espanhóis Martín Azúa e Gerard Moliné criaram a Urna Bios, uma pequena caixa em forma de cone que pode abrigar cinzas humanas e, quando enterrada, dá inicio a uma outra vida pois dentro dela há uma semente de planta, escolhida pelo freguês antes de morrer, que poucos dias depois de enterrada, começa a germinar e a crescer, marcando claramente o novo lugar que o antigo corpo ocupa na terra. De acordo com o site de Azúa, “a Urna Bios reintegra o homem ao ciclo de vida natural”.

Para não prejudicar o solo, a Urna Bios é feita com casca de coco, celulose e turfa – um material de origem vegetal – e pode se desintegrar na natureza sem impactá-la.

 

Urna Bios1

 

Assim como as embalagens dos produtos que consumimos no nosso dia a dia, pouco paramos para pensar nas embalagens que nos protegem. Ainda bem que já estão pensando nisso.
Fontes:

http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/blog-da-redacao/urna-biodegradavel-enterra-as-cinzas-de-morto-e-germina-uma-arvore/

http://super.abril.com.br/blogs/planeta/um-crime-depois-de-morto/

http://www.nopatio.com.br/ecofriendly/caixoes-biodegradaveis-feitos-de-jornal/

http://www.ecopod.co.uk/

http://www.institutodeengenharia.org.br/site/noticias/exibe/id_sessao/4/id_noticia/6364/Funeral-verde-ganha-adeptos-no-Reino-Unido

http://www.martinazua.com/cas/cas/urna-bios/

 

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cadicominhocas_beneficios

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Cadico Minhocas faz minhocários com embalagens

Postado em 10 maio 2012 por Elisa Quartim

A Rede de Minhocários Cadico Minhocas é uma iniciativa empreendedora que dissemina e estimula o tratamento de resíduos orgânicos, utilizando um sistema de minhocário simples, feito a partir materiais reutilizáveis, como baldes encontrados no lixo e, portanto, é de baixo custo, sendo viável economicamente para qualquer público.

Com mais de 120 minhocários diretamente espalhados pelo Brasil (editado em Abril/2012), e certamente mais minhocários que foram feitos pelas próprias pessoas que se apropriaram da ideia, o Cadico Minhocas ganhou uma visibilidade considerável nesse primeiro ano de atuação, constatada pelo crescente número de visitas ao endereço eletrônico: www.cadicominhocas.blogspot.com e pelos três importantes prêmios que conquistou, colocando o Cadico Minhocas entre as 10 soluções práticas e fáceis para auxiliar na sustentabilidade global nas comunicações a respeito das comemorações do Dia da Terra 2012.

O objetivo da Rede de Minhocários Cadico Minhocas é disseminar as técnicas de tratamento de resíduos orgânicos de forma caseira em zonas urbanas, eliminando assim a proliferação de doenças que o descarte descuidado pode vir a gerar, ao contrário do que se possa pensar, o tratamente diminui a incidência de animais-vetores, como ratos e baratas, pois o processo não tem cheiro. Colabora também para que os aterros sanitários tenham seu volume de resíduos diminuidos e que eles emitam menos gases.

Hoje, o lixo de São Paulo contribui com 25% dos gases de efeito estufa responsáveis pelos efeitos climáticos diretamente relacionados com as fortes chuvas do verão e o longo período seco do inverno.

 

O Minhocário

Diferente dos minhocários comerciais, o minhocário é feito a partir de materiais reutilizados, que seriam considerados lixo por outras pessoas, mas que é a matéria prima da construção da estrutura capaz de dar fim correto ao resíduo orgânico e gerar húmus de minhoca como substrato na horta caseira.

Suas três camadas são herméticas, impedindo que as minhocas saiam dos recipientes. Sua tampa possui pequenos orifícios por onde o ar entra.

Nos dois recipientes de cima, o fundo é furado, permitindo que o resíduo líquido do processo de decomposição escoe para a camada inferior. Esses orifícios são maiores que os da tampa, permitindo o trânsito das minhocas entre as camadas.

O último recipiente é totalmente vedado, responsável pela coleta do resíduo líquido que será utilizado, posteriormente, como biofertilizante para suas plantas durante a rega. Todos os recipientes são unidos por meio dessa estrutura circular, que é removível.

Camada com resíduo líquido biofertilizante

Este resíduo líquido deve ser transferido para um outro recipiente, para que possa ser preparado o biofertilizante, que consiste na adição de 10 partes de água para 1 desse resíduo líquido. Retire a estrutura circular. Despeje em um outro recipiente (garrafa ou pote) para armezar e utilizar na rega.

 

Vantagens

 

Comércio justo

O minhocário é comercializado a partir de uma ideia de mercado justo, pois não visa gerar altos lucros com a venda, acompanha perenemente o consumidor no tratamento de seu resíduo, com dicas de manejo e suporte via e-mail. A estrutura do minhocário vem acompanhado de uma quantidade significativa de minhocas vermelhas da califórnia (mais indicadas para o processo, devido a sua velocidade de produção de húmus e de reprodução).

O valor consciente do minhocário é de R$ 50,00, acompanhado de minhocas vermelhas da califórnia (em torno de 10~15 em diferentes fases de crescimento – somente para entragas locais), manual de manejo online e suporte via e-mail.  Capacidade para cerca de 30 kg de resíduo orgânico (o Kit completo).

A entrega pode ser feita pessoalmente, na estação Tucuruvi do METRÔ, ou em Guarulhos, ou ainda enviado via PAC (com os encargos por conta do comprador).

O preço pode ser negociado por consumidores que não possuirem condições financeiras suficientes, sendo possível o comércio de trocas por outros talentos.

Maiores informações: cadicominhocas [arroba] gmail [ponto] com

http://cadicominhocas.blogspot.com.br/

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Aterro Sanitário Sítio São João

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Aterro Sanitário Sítio São João

Postado em 02 dezembro 2011 por Elisa Quartim

No dia 1º de novembro visitei o Aterro Sanitário Sítio São João e gostaria de mostrar para vocês.

O Aterro Sanitário Sítio São João, operado por regime de concessão pela EcoUrbis Ambiental S.A. desde outubro de 2004, abrange uma área de 82,4 hectares (824 mil metros quadrados) sendo que 50,0 hectares são destinados a disposição de resíduos sólidos, ou seja, 60,68% do espaço. Um dia esse espaço deve acabar e devemos desde agora separar o que é reciclável para prolongar o seu tempo de uso. Com a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, só poderá ir para o aterro o rejeito, que é tudo que não pode ser aproveitado ou reutilizado. Na visita pude ver que ainda estamos bem longe dessa realidade. Boa parte do lixo eram embalagens que poderiam ser recicladas.

O aterro, cujo início operacional data de dezembro de 1992, recebeu até novembro de 2009 cerca de 30.000.000 toneladas de resíduos.

Imagem de um dia de lixo sendo descarregado, de apenas uma parte da cidade de São Paulo.

A média diária de resíduos recebidos nos últimos anos foi de 7.000 toneladas e a geração de líquido percolado (chorume), transportado por carretas para o tratamento junto a SABESP, ultrapassavam os 1.800 m³ por dia.

O chorume não é tratado no local, ele é levado em caminhões para a SABESP para ser tratado e transformado em água de reúso.

Imagem da piscina de Chorume

 

Contribuindo para a redução de emissões de Gases do Efeito Estufa, o biogás, gerado através da decomposição dos resíduos, é captado e conduzido até a termelétrica a gás do Aterro, onde sua operação é de responsabilidade da empresa São João Energia Ambiental, que consome 12.000 m3/h de gás para a geração de 20 MWh de energia elétrica.

Mensalmente são emitidos relatórios de controle geotécnico, estudo de estabilidade do maciço e controle ambiental, com análise dos poços de monitoramento à montante e jusante, das águas de nascente e do chorume gerado.

 

Compensação Ambiental do Aterro São João

Os projetos de Compensação Ambiental do Aterro Sanitário Sítio São João foram desenvolvidos e implantados pela concessionária EcoUrbis Ambiental S/A que os assumiu ao iniciar seu contrato com a Prefeitura de São Paulo, para a coleta e destinação de resíduos sólidos domiciliares da região sudeste.

Como parte das compensações ambientais do aterro São João, a EcoUrbis já plantou cerca de 62.000 mudas de árvores de espécies nativas do planalto brasileiro, em uma área aproximada de 760.000 m²;

Também foi implantado um Viveiro de Mudas Nativas que desde abril de 2009 vem produzindo cerca de 80.000 mudas/ano destinadas para o plantio nos diversos projetos ambiental.


Imagem do Viveiro Florestal de Mudas Nativas EcoÍris

Central de Tratamento de resíduos Leste – CTL


Imagem Aterro Central de Tratamento de Resíduos Leste

A Central de Tratamento de Resíduos Leste, mais novo aterro da prefeitura de São Paulo, está inserida numa área total de 1.123.590,00 m², sendo 389.500 m² (34%) a área destinada para a disposição final dos resíduos sólidos urbanos. Recebe os resíduos domésticos gerados nas regiões Sul e Leste da cidade de São Paulo, atendendo assim mais de 6 milhões de habitantes;

A área total de plantio com árvores nativas, em cumprimento aos projetos de compensação ambiental, perfaz mais de 930.000 m² e já foram plantadas mais de 177.000 mudas. Após o término dos plantios de mudas nativas nas áreas de compensação
ambiental terão sido recuperados dentro do Município de São Paulo mais de 5,5 milhões de metros quadrados (aproximadamente 3,5 vezes o Parque do Ibirapuera, com 1,5 milhões de metros quadrados);


 Imagem Compensações Ambientais da CTL

Como compensação ambiental da CTL está sendo implantado o Parque Sapopemba com quadras e equipamentos de lazer e esportes no antigo Aterro de mesmo nome totalizando mais de 304.000 m², que serão entregues a população ainda este ano;

Também frutos das compensações ambientais serão pavimentadas diversas vias no entorno do aterro, dentre elas, Av. Sapopemba (5.400m), Av. Bento Guelfi (2.000m) e já foram concluídas as pavimentações das ruas do bairro Jardim Arantes (1.200m), totalizando 8.600m de pavimentação.

Através do programa de educação ambiental, Programa Ver de Perto, mais de 7.700 pessoas já participaram das palestras educativas promovidas pela EcoUrbis e visitas ao aterro sanitário e viveiro de mudas. A EcoUrbis já disponibilizou mais de 1000 mudas nativas para a comunidade dos bairros do entorno do aterro mostrando sua vocação concernente com sua responsabilidade ambiental.

100% do chorume gerado pelos aterros são transportados por carretas para as estações de tratamento da SABESP, de acordo com o Termo de Cooperação Técnica assinado entre a PMSP e SABESP.

Projeto de Biogás da CTL

O projeto de Biogás da CTL está em fase de enquadramento como MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) do Protocolo de Kyoto, perante a ONU (Organização das Nações Unidas). A tecnologia proposta para a exploração do gás bioquímico gerado no aterro
permitirá extrair e destruir o componente metano reduzindo significativamente a emanação de gases de efeito estufa para a atmosfera.

Estação de Queima de Biogás


Imagem do projeto da usina de Biogás

O equipamento principal do projeto é o queimador enclausurado (flare) que destrói o componente metano do gás de aterro sanitário com taxas acima de 98% de eficiência, reduzindo a emissão de odores e impactos ambientais adversos.

Usina Termoelétrica à Biogás

Imagem do Croqui ilustrativo do Projeto da Usina Termoelétrica à Biogás.

 

A Usina Termelétrica a Biogás (UTE) a ser instalada gerará aproximadamente 19,0 MW em seu pico de produção. Terá capacidade de transmitir mais de 160.000MW/ano de energia limpa para rede. A produção de energia limpa possibilitará a geração e comercialização dos créditos de carbono no mercado internacional.

Somente o projeto da CTL produzirá energia equivalente ao consumo de cerca de 300.000 habitantes. O projeto impulsionará o desenvolvimento regional sustentável, uma vez que dentre outros benefícios reduz as emissões de Gases de Efeito Estufa,
promove a geração de empregos e desenvolve tecnologias modernas de controle ambiental de aterros sanitários. O total de reduções durante o primeiro período (7 anos) na obtenção de créditos do projeto será de 5.372.779 toneladas de CO2e, aproximadamente
767.540 ton CO2e/ano que deixarão de ser emitidos par a atmosfera.

 

Como viram é bom saber como realmente deve ser um aterro. É uma obra de engenharia, e não apenas um terreno onde é jogado tudo o que a sociedade acha que não tem mais serventia. Em um aterro sanitário, é um grande controle das pessoas que trabalham no local e não há catadores trabalhando de forma insalubre. O ideal seria que todos fossem assim, mas infelizmente no Brasil, segundo dados da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) mostram que cerca de 1.600 municípios brasileiros destinam seus resíduos em lixões e apenas 27,7% dos resíduos no Brasil vão, de fato, para aterros sanitários.

A Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), instituída em 2010, prevê a extinção dos lixões no Brasil até 2014. Vamos torcer!

 

Fonte: Ecourbis

www.abrelpe.org.br/

www.abrelpe.org.br/

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FOTO LIXO PUBLICACAO

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Enchentes X Embalagens e Resíduos Urbanos

Postado em 17 agosto 2011 por Elisa Quartim


Estamos em uma das épocas mais secas do ano e muitos devem ter estranhado o título deste post. Porém é exatamente nessa época que devemos nos prevenir das chuvas e enchentes que acontecem no verão. É nessa época, que o descaso com os resíduos não coletados vem à tona. O descaso da população e dos governos em dar um destino adequado ao nosso lixo acaba aparecendo na porta de nossas casas na época das chuvas intensas. Aquela embalagem, a bituca de cigarro, o panfleto da construtora, e muitos outros materiais duráveis, sobreviverão até o verão.

Os resíduos urbanos são compostos basicamente por embalagens, pilhas, lâmpadas, pneus, plásticos, metais, medicamentos, eletroeletrônicos, orgânicos (restos alimentares), produtos químicos, papéis, vidros e outros. O país gerou mais de 57 milhões toneladas de resíduos sólidos em 2009, crescimento de 7,7% em relação ao volume do ano anterior. As capitais e as cidades com mais de 500 mil habitantes foram responsáveis por quase 23 milhões de toneladas de RSU dia (Abrelpe, 2009). Boa parte desses resíduos é coletada pela prefeitura e enviada para aterros ou lixões, mas uma outra grande parte fica pelo caminho.
Um dos motivos é o descarte inadequado em sacos de plástico que rasgam facilmente. Muitos usam as sacolinhas dos supermercados que estão cada vez mais finas e frágeis. Outro tipo de descarte inadequado (e sujeito a multa) é a colocação do saco de lixo em horário inadequado longe do horário de coleta. Tenho visto também muitos “catadores autônomos” que abrem os sacos a procura de materiais de maior valor comercial deixando os outros materiais espalhados pela rua. Não é a realidade da maioria dos catadores, muitos sabem da sua importância do seu serviço na sociedade e fazem de forma correta.
Falta educação ambiental para todos os setores da sociedade. Muitas madames, colocam as fezes de seus cãezinhos em sacos plásticos e jogam no chão mesmo. Além de não contribuírem nada na limpeza ainda pioram a situação, tornando a fez impermeável, podendo para nas bocas de lobo.

Estamos na época certa em que as bocas de lobo devem ser limpas. Nesse período é que podemos ver o descaso da população pelos materiais encontrados, são embalagens, plásticos, papéis, sapatos, etc. Nosso sistema de vazão de águas é muito irregular e as galerias e nem sempre são limpos com a frequência devida. Por isso a responsabilidade de todos de evitar ao máximo o aumento desse problema.

 

Descarte clandestino de lixo

Outro grande problema é o descarte clandestino de lixo. Isso acontece geralmente onde a coleta da prefeitura é insuficiente. Terrenos sem uso acabam sendo usados como lixões, sem controle nenhum. Acabam gerando um aumento das áreas de risco, doenças e redução da qualidade de vida dos habitantes da região.

Em áreas de mananciais e dos afluentes de rios, perto do centros urbanos, também são alvos do descarte clandestino. Geralmente são habitações ilegais, onde o governo está proibido de fornecer uma estrutura básica, como coleta de lixo, e acabam jogando em locais que mais deveriam ser protegidos. Nesses locais há uma redução do O2 dissolvido, alteração dos padrões de potabilidade e destruição da fauna e flora ambiente séptico
Sem ter por onde escoar, a água fica represada pelo excesso de resíduo, causando enchentes.

Causas das enchentes

•    despejos sem tratamento: resíduos sólidos, esgoto sanitário e efluentes industriais;
•    redução da qualidade dos mananciais:
•    manejo inadequado, destruição da mata ciliar, depósito de lixo, despejo intermitente de esgoto;
•    baixa vazão.
•    falta de investimentos públicos em sistemas de tratamento;
•    ausência de políticas e programas nos quais, meio ambiente é prioridade;
•    educação ambiental dissociada da sustentabilidade ambiental;
•    ausência de uma política regional para resíduos sólidos;
•    fiscalização desaparelhada e ineficiente.

Devemos agora nos preparar e nos prevenir para que novas tragédias não aconteçam no verão. Fiscalizar nossas ruas e chamar a atenção quando for observado algum abuso.

A embalagem não anda sozinha e nem sai voando para aparecer na época das enchentes, alguém comprou o produto, consumiu e descartou de forma inadequada. Se o que mais chama a nossa atenção nessa época é o volume de embalagens boiando é porque de algum lugar ela veio.
Vamos cada um fazer a sua parte. O consumidor deve separar o lixo por seco e húmido, colocar para a coleta um pouco antes do horário e a prefeitura deve ter coleta separada para materiais recicláveis e não recicláveis. Falta um bom gerenciamento desses resíduos, porém não é mais admissível que no próximo verão vejamos cenas como temos visto nos últimos anos.

Vejam algum vídeos interessantes sobre o assunto:

Enxente X Lixo

FANTÁSTICO: Lixo provoca alagamentos nas ruas de São Paulo (07/02/10)

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Linha de aveias Sentir Bem repensa o seu ciclo de vida

Postado em 09 agosto 2011 por Elisa Quartim

O Walmart participa do Projeto Sustentabilidade de Ponta a Ponta a linha de aveias Sentir Bem. Composta por seis produtos e produzida pela Nat Cereais de Lagoa Vermelha (RS), teve seu ciclo de vida redesenhado, num processo que contemplou seis diferentes iniciativas que melhoraram a cadeia produtiva desde o plantio da aveia até o descarte da embalagem pelo consumidor final.
O primeiro passo foi repensar a origem da matéria prima e fortalecer a parceria com produtores: a forma de plantio da aveia passou a utilizar em 100% a tecnologia de manejo com plantio direto, que aumenta a produtividade por hectare e reduz os impactos de erosão do solo. Foram privilegiados produtores de aveia do entorno da fábrica – até 30 quilômetros de distância –, e foi firmado um contrato de garantia de compra entre esses e a Nat Cereais. O resultado se manifesta em duas dimensões: a social, porque prestigia a comunidade local, e a ambiental, pela maior produtividade por área cultivada, pela redução da erosão do solo e das emissões de gás carbônico, devido aos deslocamentos menores do campo até a fábrica.
A segunda parte do processo foi reaproveitar os resíduos industriais. Antes, as cascas da aveia eram em boa parte descartadas em uma área do próprio terreno da fábrica e se decompunham naturalmente, gerando gás metano. Com a intervenção, as cascas passaram a ter três destinações nobres do ponto de vista ambiental: como ingrediente de ração animal (um poder nutritivo antes desperdiçado), como cama de aviário e como combustível de caldeira em uma indústria próxima à fábrica.
Pesquisar na região da fábrica permitiu a implementação de mais uma iniciativa. Foi identificada uma oportunidade de aperfeiçoar o processo energético da fábrica, aproveitando como combustível de caldeira a biomassa de resíduos de MDF de uma indústria moveleira situada a cerca de 500 metros da fábrica, que antes era descartada, substituindo lenha proveniente de eucaliptos.

Repensados a matéria-prima e o processo produtivo, o grupo passou a examinar a embalagem. Foi possível reduzir o peso e a utilização do papel sem que a embalagem perdesse sua função protetora. Produzidas com menos papel (cartão certificado pelo FSC – Forest Stewardship Council), as caixinhas utilizam menos 10% de massa de celulose, deixando de emitir gás carbônico e gás metano no aterro da parcela não reciclada. Além disso, foi possível conseguir mais um benefício: aumentar de 80 para cem o número de caixas de produto transportado por palete, reduzindo as viagens realizadas da fábrica ao Walmart. E, já que o objetivo era otimizar todos os aspectos possíveis, foram colocadas na embalagem orientações úteis sobre sustentabilidade e descarte, para integrar o consumidor final ao processo e estimular o consumo consciente.
A comunidade local também foi contemplada no âmbito social: tanto o fornecedor (que é uma empresa familiar) quanto o Walmart revertem a quantia de R$ 0,02 para cada unidade vendida da linha de aveias para uma instituição localizada próximo à fábrica, que atende cerca de 150 crianças e adolescentes. Com isto, estima-se que ao longo do ano seja possível captar entre R$ 15 mil e 18 mil – sem alterar o preço final do produto e sem onerar o consumidor.
Participaram diretamente desse projeto 19 pessoas do Walmart e do fabricante. O desenvolvimento do Projeto Sustentabilidade de Ponta a Ponta das aveias Sentir Bem contaminou positivamente todos os que compartilharam o esforço de aplicar conhecimento científico e necessidade mercadológica com uma visão de generosidade coletiva.

SUSTENTABILIDADE NA MEDIDA

O projeto teve como foco a forma de produção (plantio direto) com menor erosão, menor consumo de recursos (combustíveis nos processos/transporte e materiais, como o cartão das embalagens e lenha para caldeira) e aproveitamento de resíduos (casca da aveia e resíduos de MDF) em toda a cadeia produtiva, além da campanha educacional com foco na sustentabilidade ambiental e ação de responsabilidade social na região de produção da aveia. Os ganhos ambientais alcançados pelo projeto para a estimativa de venda anual na rede Walmart foram:

  • redução da emissão de CO2equivalente = – 1.105 ton
  • redução no consumo de óleo diesel/ou óleo combustível = – 4.885 L
  • redução da massa de embalagem = – 1.578 kg
  • redução de Resíduo Industrial = – 208.000 kg
  • ações de Responsabilidade Social = entre R$ 15.000,00 e 18.000,00/ano para a Instituição “Amor Perfeito – Associação Criança e Adolescente”

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Pato Purific repensa o ciclo de vida de suas pastilhas sanitárias

Postado em 06 agosto 2011 por Elisa Quartim


A Pato Pastilha Adesiva acaba de ser lançado para atender um consumidor novo, aquele preocupado com uma limpeza eficaz e que deseja um perfume agradável no seu banheiro. Fabricada pela SC Johnson, ao participar do Projeto Sustentabilidade de Ponta a Ponta do Walmart, repensa o ciclo de vida do produto. O produto é uma extensão de linha e não substitui o produto atual, sendo a primeira pastilha unitária a ser lançada no Brasil. Com esse produto, a SC Johnson espera aumentar a participação de mercado, com um crescimento acima de 10%.

As pastilhas são vendidas em caixas de cartão com três unidades, e com embalagens unitárias e para viabilizar o novo produto – que agora ganhou embalagens coloridas para exposição individual no ponto de venda –, a empresa investiu na nacionalização do processo. Por um lado, incentivou dois fornecedores (um em São Paulo e outro em Manaus) a produzirem no Brasil o filme flowpack necessário para as embalagens unitárias, que antes era importado. Na outra ponta, a SC Johnson implantou uma linha de produção em Manaus, em substituição à importação do produto. Reduzindo importações, houve uma diminuição da complexidade logística, que diminuiu o consumo de combustíveis fósseis e emissão de CO2, gerando novos postos de trabalho.
O processo de repensar o produto e lançá-lo em embalagens individuais levou a um redimensionamento das embalagens secundárias e de transporte, diminuição do consumo de matérias-primas e otimização dos fretes com ganhos de 35% a 63% no aproveitamento do transporte. Houve uma redução de 63% da massa de embalagem secundária e 65% do consumo de tinta de impressão do cartucho, além da redução de 34% do papelão – que teve um aumento de 100% no uso de fibras recicladas pós-consumo. O processo repensado promoveu um menor impacto ambiental devido à redução total de 14,01 quilos de CO2 na produção de cada mil pastilhas, considerando-se energia, transporte e redução de resíduos de embalagem celulósica enviados para aterros sanitários.
Pelo fato de aderirem diretamente na superfície do vaso sanitário, as pastilhas sanitárias da SC Johnson já haviam eliminado a necessidade de suportes plásticos, reduzindo grandes volumes de resíduos sólidos. Agora, as pastilhas adesivas Pato 1 Unidade vão levar praticidade e higiene a novos consumidores, uma contribuição social com relevância em termos de saúde pública.

O projeto foi realizado totalmente com recursos gerados no Brasil e coordenado por um time multifuncional de seis pessoas das áreas de Processo Industrial, Desenvolvimento de Embalagens, Logística e Segurança, Saúde, e Meio Ambiente, e mobilizou a parceria de laboratórios de desenvolvimento de embalagem de fornecedores: um grande mutirão para levar higiene sanitária para consumidores que ainda não tinham acesso a esse recurso.

SUSTENTABILIDADE NA MEDIDA


Este projeto teve como base melhorias no processo produtivo, com destaque para implantação do processo produtivo em Manaus, bem como a redução da massa da embalagem e da emissão de CO2 equivalente devido à redução nas etapas de transporte, consumo de energia e resíduos de embalagem celulósica enviados para o aterro. Os ganhos ambientais alcançados pelo projeto para a estimativa de venda anual na rede Walmart foram:

  • redução de 639 kg de material de embalagem
  • redução total de 3632 kg CO2 equivalente no transporte, energia e resíduos de embalagem celulósica enviados para o aterro
  • redução de 298 L de óleo combustível residual
  • redução de 73 L de diesel
  • redução de 381 kg de resíduos de embalagem enviados para o aterro
  • 63% de ganho no aproveitamento de frete (carga paletizada)

Fonte:

http://www.walmartsustentabilidade.com.br/sustentabilidade-pontaaponta-2011/

 

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Pilão Origem repensa o seu ciclo de vida

Postado em 25 julho 2011 por Elisa Quartim

A Sara Lee, junto com o projeto Sustentabilidade de Ponta a Ponta do Walmart, desenvolveu o Pilão Origem, um novo produto derivado da marca Pilão com diferenciais de sustentabilidade em toda a sua cadeia de fabricação. Ao repensar o ciclo de vida dos seus produtos, a empresa desenvolveu um café de alta qualidade, com sabor superior para agradar o exigente paladar do consumidor brasileiro – e como este consumidor também está mais preocupado com seus hábitos de consumo, a empresa procurou minimizar os impactos ambientais do ciclo produtivo e pós-consumo.
As principais propostas de melhoria em termos de sustentabilidade se efetivaram principalmente no uso de matérias-primas e insumos certificados.

Em relação às embalagens de transporte também foram feitas mudanças: as caixas foram confeccionadas a partir de papelão ondulado 100% reciclado com certificação FSC (Forest Stewardship Council). Reduziu-se para zero o uso de etiquetas de identificação nas caixas e o filme stretch, envoltório dos paletes, teve sua massa reduzida em 20%.

Em relação à matéria-prima, o novo produto já nasceu em berço nobre: contém em sua formulação 60% de grãos UTZ CERTIFIED Good Inside®, certificação em aspectos de sustentabilidade, o que garantiu a certificação pelo programa Cafés Sustentáveis do Brasil da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café). Além de menor impacto ambiental, o café Pilão Origem, bebida encorpada, de aroma e sabor intensos, foi classificado na categoria de café Superior pelo Programa de Qualidade do Café da ABIC.
Na ponta do consumo, disseminando a cultura de sustentabilidade, o café Pilão Origem utiliza a embalagem para informar e educar o consumidor quanto ao uso de sobras e resíduos pós-preparo, como o aproveitamento da borra de café no combate à dengue.

Esse projeto envolveu uma equipe multidisciplinar, com representantes das áreas de desenvolvimento de produtos, marketing, suprimentos, operações, logística, compra de café verde, planejamento, finanças, vendas e trade marketing. Em paralelo, toda a equipe de Desenvolvimento de Produtos esteve direta ou indiretamente envolvida no projeto, o que foi uma forma de aprendizado que será replicada em outros produtos da empresa.

SUSTENTABILIDADE NA MEDIDA


Este projeto teve como base melhorias no processo produtivo, com destaque para certificação do café em critérios sociais, ambientais e de qualidade, bem como a redução da massa da embalagem e do consumo de tinta de impressão. Os ganhos ambientais alcançados pelo projeto para a estimativa de venda anual na rede Walmart foram:

  • redução de 87,6 kg de material de embalagem primária
  • redução de 13,4 kg no consumo de tinta de impressão
  • eliminação de 1,6 kg de etiquetas usadas nas caixas de papelão ondulado
  • redução de 2,7 kg de filme stretch
  • redução de 105,3 kg de resíduo de embalagem pós-consumo
  • economia de 2,3 litros de diesel no transporte das embalagens
  • redução de 6,1 kg CO2 equivalente no transporte da embalagem primária
  • café certificado Cafés Sustentáveis do Brasil, tipo Superior (60% UTZ Certified)

Fonte:

http://www.walmartsustentabilidade.com.br/sustentabilidade-pontaaponta-2011/

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glass is good

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Troca de vidro por vale compras acontece no Carrefour

Postado em 27 junho 2011 por Elisa Quartim

A Diageo, importadora e líder mundial em negócios com bebidas alcoólicas, iniciou uma promoção em parceria com os supermercados Carrefour, a cada 3 garrafas de vidro ou 1 garrafa de Smirnoff você ganha R$ 0,50 em compras no supermercado.

Essa promoção faz parte do projeto de coleta seletiva da DIAGEO “Glass is Good”, patrocinado pela marca Smirnoff.
Trata-se de um projeto de logística reversa de vidro e responsabilidade socioambiental.

 

Na troca das garrafas vazias, a promotora entrega um cartão de vale-presente do Carrefour que pode ser usada em qualquer loja da rede Carrefour.

As garrafas são colocadas em coletores produzidos pela Metragreen, que é feito com aparas de tubo de creme dental, sendo sua composição 75% plástico e 25% alumínio. Super durável, podendo ficar em áreas abertas podendo sofrer a ação das chuvas e do tempo.

O projeto é por tempo limitado, ou até esgotarem os Vales-Presentes, pois ainda estão testando a resposta da população.
A troca apenas poderá ser feita com a presença da promotora.
O horário para a troca é de segunda a sexta, das 14h às 20h e finais de semana das 10h às 21h.
O regulamento pode ser conferido nos postos de troca.

Apenas algumas lojas do Carrefour estão participando. Vejam quais são:

Osasco: Av. dos Autonomistas, 1542 – Vila Yara
Santo Amaro: Av. Santo Amaro, 3907
Pinheiros: Av. das Nações Unidas, 15187 – V. Gomes
Morumbi (Jardim Sul): Av. Giovanni Gronchi, 5930 – Jd. Leonor
Limão: Av. Otaviano Alvez de Lima, 1824

 

Testando a promoção

Fui testar a promoção no Carrefour da Av. Santo Amaro. Logo de cara já senti um problema, a obrigatoriedade da presença da promotora. Vou quase todo dia nesse supermercado e só a vi uma vez, quando consegui fazer a troca. Na falta da promotora, outro funcionário do Carrefour deveria se responsabilizar pela compra. Voltei algumas vezes com as garrafas vazias para casa.

Após trocar o vale-presente nas compras (que funcionou muito bem), a caixa me devolveu o cartão.
Eu imaginava que ele seria recolhido para depois ser reaproveitado, mas agora tenho em mãos um cartão não reciclável.

O cartão é feito para ser durável e por isso é composto por vários plásticos e materiais. Por que no processo de logística reversa só está incluso o vidro e não todos os materiais envolvidos na campanha?

Pelo número reduzido de lojas, imagino que esse seja um projeto piloto, e espero que minhas observações ajudem a melhorá-lo para quando ele for realmente for efetivado

 

Atualização do post

Hoje fui trocar as minhas embalagens de vidro e a promoção já fez a mudança que eu tinha sugerido.

Agora, após trocar o vale-presente no caixa do supermercado, ele é recolhido pelas promotoras e levado para a central para se recarregado.

Tinha falado também sobre o problema da obrigatoriedade da presença da promotora.

Elas podem ir embora quando acaba a cota de vale-presente qie elas tem por dia ou quando a caixa aonde estão guardando as embalagens fica cheia.

As promotoras me contaram que a promoção está sendo um sucesso, tem dias que tem gente que chega com um carrinho cheio de embalagens de vidro. Por isso é bom chegar cedo.

A cooperativa que está recebendo as garrafas é a Associação Vira Lata  http://www.viralata.org.br/

A data final foi prorrogada para até o dia 29 de julho, mas devido sucesso eles pretendem estender para outros supermercados. Aguardem!

 

Fonte:

http://www.diageo.com/

http://metagreen.com.br/

http://artcontrast.com.br/

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ECOMed oquepode_2

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Ecomed, estação coletora de resíduos de medicamentos.

Postado em 25 maio 2011 por Elisa Quartim

Para cada quilo de medicamento descartado no lixo comum ou na fossa sanitária, cerca de 450 mil litros de água são contaminados. A conta, feita pela Brasil Health Service (BHS), que fornece produtos para o segmento médico, convenceu a Droga Raia e o laboratório Medley a alugar uma máquina com sistema computadorizado para coletar medicamentos vencidos e garantir o descarte seguro.

Segundo a Anvisa, só na capital paulistana são vendidos no varejo 170 milhões de produtos farmacêuticos por mês. Faz pouco tempo, remédios vencidos ou em desuso iam parar no lixo comum ou no vaso sanitário, hábito que pode causar a contaminação da água e do solo por substâncias químicas.

É importante lembrar que mesmo as embalagens primárias – aquelas que entram em contato com a medicação – são consideradas como resíduos perigosos, já que podem ter sido contaminadas, e devem ser descartadas corretamente junto aos remédios.

 

Mas, desde o final do ano passado, foi inaugurado o programa Descarte Consciente.  Aprovado pela Secretaria de Saúde da cidade de São Paulo, o projeto é criação da Brasil Health Service (BHS), empresa de tecnologia e inovação em saúde, em parceria com a rede Droga Raia e a Medley. Ele já conta com 13 postos de recolhimento de fármacos na cidade de São Paulo.

Todos os postos de recolhimento são equipados com a Ecomed, uma estação coletora de resíduos de medicamento. A estação oferece três compartimentos de depósito: um para pomadas e comprimidos, um para líquidos e sprays e outro para caixas e bulas, que devem ser rasgadas antes do descarte.

Os coletores têm aberturas do tipo boca de lobo e portas com fechamento a chave, impedindo a retirada do material depositado. Antes de fazer o descarte, o consumidor registra o tipo do medicamento que deverá depositar por meio do leitor de código de barras da Ecomed, sistema que permite o rastreamento de remédios controlados evitando que esse tipo de medicação seja desviada e revendida ilegalmente.

Os dados registrados na máquina são usados para a elaboração do preservômetro – um índice que permite ao consumidor acompanhar quanto foi recolhido e quais os benefícios dessa coleta para o meio ambiente. De acordo com estimativas do pesquisador e sócio da BHS, Joe Roseman, cada quilo de medicamento recolhido deixará de contaminar 450 mil de litros de água e, segundo projeções do especialista, cerca de 186 toneladas devem ser coletadas no primeiro ano de funcionamento do programa.

Da Ecomed, o material é levado pelo Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb), órgão gerenciador dos serviços prestados na cidade de São Paulo, para a destinação final correta. Medicamentos vencidos e produtos químicos são enviados para usinas de incineração certificadas, enquanto seringas e agulhas são encaminhadas para uma usina de tratamento para serem descontaminadas e, em seguida, são mandadas para aterros especiais.

O Descarte Consciente já chegou a Limeira, no interior de São Paulo,  e sua implantação em Belo Horizonte e Porto Alegre já está sendo negociada. O número de postos de descarte ainda deve crescer bastante. A rede Droga Raia pretende alcançar a marca de 200 lojas equipadas com a Ecomed.

Fonte:

http://www.oecocidades.com/

http://www.descarteconsciente.com.br/

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dog_pot3

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Dog Pot embalagem para os “resíduos” do seu melhor amigo

Postado em 02 dezembro 2010 por Elisa Quartim

O passeio com seu cachorrinho agora pode ficar mais agradável. As fezes deixadas por nossos amiguinhos são um grande problema urbano e cada um deve ajudá-lo a dar um destinho melhor ao seus resíduos.

O caminho mais comum tem sido o uso das sacolinhas plásticas que são distribuídas gratuitamente nos supermercados, porém um saco plástico tradicional leva centenas de anos para se decompor, enquanto que o coco do cachorro leva apenas uma semana. Se a cada passeio for gasto um saquinho, ao final de um ano toneladas de plástico estarão acumuladas nos lixões de todo o país. Além do problema das pessoas que fazem esse serviço pela metade, coletando as fezes com o saquinho e depois jogando na rua, correndo o risco de cair no bueiro e entupir a sua passagem.

Já as sacolas oxi-biodegradáveis distribuídas em alguns supermercados podem levar apenas 60 dias para se desfazerem naturalmente (dependendo de algumas condições específicas de temperatura e oxigênio) porém a tinta usada na sacola, geralmente tóxica, podem contaminar o solo.

Uma outra alternativa seria utilizar sacolas de papel ou jornal, que possuem um impacto menor que o do plástico, porém rasgam facilmente e podem tornar a tarefa bem desagradável.

Para tentar facilitar o trabalho, o designer coreano chamado Young-Long Choi, criou um método muito higiênico e prático, que promete resolver todos os problemas dos donos de cães civilizados.

O Dog Pot (ainda não comercializado no Brasil), é uma espécie de embalagem feito de papel grosso, que se transforma num apanhador de fezes muito eficiente. Veja abaixo como ele funciona.

O ideal mesmo seria educar o animal a fazer coco em casa e evitar a saída com a sacolinha ou qualquer outro material. Mas seja em casa ou na rua, jogue as fezes de preferência no vaso sanitário da sua casa.

Fonte:

http://www.yankodesign.com/

http://www.ecodesenvolvimento.org.br/

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