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haverá a idade das coisas leves

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Livro – Haverá a idade das coisas leves

Postado em 20 abril 2012 por Elisa Quartim

Haverá a idade das coisas leves
de Thierry Kazazian

 

Haverá a idade das coisas leves é uma reflexão sobre todos os objetos que invadem nosso cotidiano e pesam no nosso meio ambiente, mas que poderiam se tornar leves e duráveis se fossem verdadeiros serviços. Thierry Kazazian propõe desenvolver bens e serviços planejados de forma sustentável, desde sua concepção até seu descarte para a reciclagem.

O livro dá uma passada nos principais acontecimentos históricos mundiais que tangenciam o design. Em seguida trabalha os principais conceitos do design para a sustentabilidade como a interdependência, o tempo e suas variedades, os ciclos de transformação (naturais e artificiais), e como chegar ao “optimum” com um produto mais leve.

No final o livro exemplifica esses conceitos de forma criativa e visual com a apresentação de 7 empresas fictícias que pertence, cada uma delas, a uma área essencial  e cotidiana da vida: água, alimentação, energia, habitação, esporte e multimídia. São ideias como, por exemplo, utilizar toda a energia produzida com os exercícios das pessoas, em academias de ginásticas, em energia para abastecer pilhas, baterias e a própria academia ou então, um sistema de utilização coletiva de automóveis, que em alguns aspectos é bastante parecido com o que já existe na França com as bicicletas. No fim de cada apresentação de empresa fictícia, ele confrontar as sugestões com as ações de grandes multinacionais francesas reais, como Danone, Renault e Suez, que são apresentadas em forma de entrevistas com executivos dessas empresas.

É um livro recomendado não só para designers como para novos empreendedores que querem se inspirar para iniciar um novo negócio ou apenas interessados em formas criativas de se criar um novo mundo melhor e mais sustentável. Incorporar o conceito da sustentabilidade em todos os setores da vida é, hoje, não só uma necessidade do ponto de vista socioambiental como também uma estratégia imprescindível de toda e qualquer empresa com pretensões a sobreviver daqui para diante.

 

SOBRE O AUTOR

Thierry Kazazian é designer, diplomado pela Domus Academy, de Milão. Em 1988, tornou-se um dos fundadores da O2, primeira agência internacional de designers que adotam o conceito do desenvolvimento sustentável em todos os seus projetos.

 

SOBRE O PROJETO GRÁFICO

Bem ilustrado e diagramado, é um livro com várias fotos, ilustrações e infográficos que ajudam a entender melhor os impactos das atividades das empresas no meio ambiente, o ciclo de produção e de vida de um item.

A obra original foi impressa em papel proveniente de 50% de madeira gerada de maneira sustentável, sem uso de cloro, e de 50% de fibras recicladas. Na edição brasileira, não havendo papel com as mesmas especificações no mercado, utilizou-se o papel couché fosco, originado de madeira de reflorestamento e produzido por empresa que preserva o meio ambiente.

 

ESTRUTURA DO LIVRO

Histórico
A utopia modernista

1851
A inauguração do Palácio de Cristal
O batismo da Revolução Industrial

1929
O craque da Bolsa
A sociedade de produção descobre a existência do consumidor

1945
Hiroshima e Nagasaki
O progresso perde a inocência

1963
O primeiro hipermercado
A sociedade de consumo

1969
O primeiro homem na Lua
Descobrimos a Terra

1973
A primeira crise do petróleo
A tomada de consciência

1986
Chernobil
Desastres e iniciativas

Hoje… a idade das coisas leves
O acordo fértil

Interdependência
O um e o todo
A economia integra a interdependência
A empresa interdependente
O produto interdependente

Tempo
Uma infinita variedade de tempos
O tempo efêmero
A empresa durável
O produto durável

Ciclo
Ciclo e transformação
A ruptura das sociedades modernas
A empresa como ecossistema
O produto como elemento de um ecossistema

Optimum
A leveza da matéria
O máximo em vez do optimum
A empresa da economia leve
O produto leve

Os serviços
Propostas para um desenvolvimento sustentável no cotidiano

Água
Problemática
Serviço Ovive
Entrevista Grupo Suez

Alimentação
Problemática
Serviço Myrtille Potiron
Entrevista Danone

Energia
Problemática
Serviço Energénie
Entrevista Grupo EDF

Habitação
Problemática
Serviço L’Atelier
Entrevista Castorama

Mobilidade
Problemática
Serviço Mobileasy
Entrevista Renault

Esporte
Problemática
Serviço Human Powered
Entrevista Grupo Lafuma

Multimídia
Problemática
Serviço Suny
Entrevista Thomson

Anexos dos serviços
Pegada ecológica
Glossário
Agradecimentos

 

FICHA TÉCNICA

Título: Haverá a idade das coisas leves: design e desenvolvimento sustentável
Autor: Thierry Kazazian
Editora: SENAC
Formato: 196 páginas, 24 x 20 cm
ISBN: 978-85-7359-803-2
Data de publicação: 2005
Edição: 2ª
ABNT: KAZAZIAN, Thierry (org). Haverá a idade das coisas leves: design e desenvolvimento sustentável, 2ª. Ed., São Paulo: SENAC, 2005.

 

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Livro – Design para um mundo complexo

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Livro – Design para um mundo complexo

Postado em 18 março 2012 por Elisa Quartim

DESIGN PARA UM MUNDO COMPLEXO
de Rafael Cardoso

O livro Design para um mundo complexo, de Rafael Cardoso, discute o papel do design em uma sociedade cada vez mais complexa. Rafael revê noções básicas como forma, função e significado, demonstrando como nossa relação com as coisas são definidas pela mutabilidade.

Design para um mundo complexo é uma homenagem e uma revisão crítica à publicação Design for the Real World, de Victor Papanek .Tem como propósito voltar a algumas questões apresentadas nos anos 1970, com um olhar sobre o mundo de hoje. Nesse sentido, trata de evidenciar as contundentes mudanças entre os anos 1960, que concebem o ensino do Design no Brasil, e a atualidade, para uma necessária mudança de paradigma no âmbito educacional. Papanek alertava para a perda de sentido do design de matriz modernista recente e perversamente estetizado em face de um mundo assolado pela miséria,  violência e degradação, e conclamava os designers a saírem de seu universo autorreferente para projetarem soluções para o mundo real.

O livro faz uma reflexão à noção modernista de função. Atualizado para o mundo real, cuja materialidade passou definitivamente a ser envolvida e permeada por uma camada de informação e imaterialidade. Segundo Cardoso, para que o design possa ter qualquer efetividade sobre esta realidade, precisará necessariamente considerar sua complexidade, entendida como um sistema composto de muitos elementos, camadas e estruturas, cujas inter-relações condicionam e redefinem continuamente o funcionamento do todo.

Ele propõe um compreensão mais aprofundada da natureza dos artefatos, levando em consideração os fatores que condicionam o processo de significação. E os significados dos objetos podem mudar com o tempo. O designer está acostumado a projetar pensando em um ciclo de vida linear, limitado ao tempo de uma única função inicialmente proposta (da fabrica chegando até o consumidor). Porém Cardoso nos chama a atenção, que ao fim da vida considerada útil para alguns pode ter um novo significado para outros, como um valor econômico para a reciclagem daquele material.

O lixo nada mais é do que a matéria desprovida de sentido. É possível redimir uma parcela das coisas que tratamos como lixo pela requalificação do seu sentido; repensar o ciclo de vida para nossa era de crise ambiental. O pensamento sistêmico talvez seja o aspecto mais importante do design no mundo atual. Quando alguém pergunta: “qual a função do objeto?”, a formulação da questão já condiciona a resposta a ser singular e necessariamente limitada no tempo. Abrimos a possibilidade de pensar o projeto do modo plural e polivalente.

Talvez a principal lição para o design seja a de que não existem receitas formais capazes de equacionar os desafios da atualidade, muito menos encantações como “a forma segue a função” que resolverão os imensos desafios do mundo complexo em que estamos inseridos. Segundo Cardoso não existe função, existem funções.

Este livro é uma poderosa ferramenta teórica, elaborada de maneira clara tanto ao leigo quanto ao estudioso.

 

SOBRE O AUTOR

Rafael Cardoso é escritor e historiador da arte. PHD em história da arte pelo Courtauld Institute of Art (Universidade de Londres), atua como professor da Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e também como curador.

 

SOBRE O PROJETO GRÁFICO

 

O projeto gráfico de Design para um mundo complexo merece um comentário à parte. A começar pelo papel, conhecido como Kraft Ouro, que substituiu os papeis comumente utilizados nos miolos de livros. Esse papel é em geral empregado na indústria de envelopes. A escolha desse papel é um comentário sobre nosso costume de destinar certos materiais a certos usos pelo engessamento de suas funções.

Não se trata, contudo, de simplesmente utilizar um papel estranho. Se os envelopes contêm mensagens, e se alguns papéis são mais utilizados para a fabricação de envelopes, eles passam também a significar embalagem, independentemente de sua configuração como envelope. Assim, além de reforçar o caráter de mensagem que permeia todo o livro, o projeto induz a outra experiência fundamental: a leitura se produz numa embalagem (a teoria), que se relaciona de forma sempre incerta e incompleta com seu conteúdo (a realidade).

Dois dispositivos visuais aprofundam e reafirmam esse comportamento: por um lado, todas as imagens mesmo as fotografias e logotipos foram transformadas em ilustrações em preto-e-branco desenhadas à mão, próximas de esboços. A capa e as demais seções do livro são identificadas e permeadas por uma padronagem hexagonal que, multiplicada, produz uma imagem semelhante às redes dentro de redes dentro de redes.

 

Mensagem, embalagem, esboço e rede, o projeto gráfico de Design para um mundo complexo pode ser entendido como uma metáfora material que transforma em experiência de leitura a afirmação de Aldous Huxley escolhida como epígrafe para o livro: Nossas teorias mais refinadas, nossas descrições mais elaboradas são apenas simplificações cruas e bárbaras de uma realidade que é, em suas amostras cada vez menores, infinitamente complexa.

Ilustrações: Francisco França
Quarta capa: André Stolarski
Impresso em papel kraft ouro 30% reciclado
Brochura com sobrecapa

 

 

ESTRUTURA DO LIVRO

 

Agradecimentos
Um apelo à leitura (à guisa de prefácio)

INTRODUÇÃO
Os propósitos do design no cenário atual

Do “mundo real” ao mundo complexo
Adequação e forma
Compressão e complexidade

CAPÍTULO 1
Contexto, memória, identidade: o objeto situado no tempo-espaço.

A imobilidade das coisas
Fatores condicionantes do significado
Memória, identidade e design

CAPÍTULO 2
A vida e a fala das formas: significação como processo dinâmico.

Formas, funções e valores.
O que dizem as aparências.
A multiplicidade de significados
A linguagem das formas.
A persistência dos artefatos.
Ciclo de vida do artefato.

CAPÍTULO 3
Caiu na rede, é pixel: desafios do admirável mundo virtual.

A paisagem deslizante da rede.
A modernidade em redes.
Informação e navegação.
A malha fina da visualidade.

CONCLUSÃO
Novos valores para o design (e seu aprendizado).

Abaixo o ensino!
Viva o aprendizado!
O designer pensante.

 

FICHA TÉCNICA

Título: Design para um mundo complexo
Autor: Rafael Cardoso
Editora: Cosac Naify
Formato: 268 páginas, 12 x 18 cm
ISBN: 9788540500983
Data de publicação: 2012
Edição: 1ª
ABNT: CARDOSO, Rafael . Design para um mundo complexo. 1ª ed. São Paulo: Cosac Naify, 2012. ISBN 9788540500983.

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Livro – Design de Embalagem: 100 fundamentos de projeto e aplicação

Postado em 09 março 2012 por Elisa Quartim

Design de Embalagem: 100 fundamentos de projeto e aplicação;

de Sarah Roncarelli e Candace Ellicott

 

 

O livro DESIGN DE EMBALAGEM é um guia completo, porém introdutório onde reúne os desafios do design com desenvoltura, criatividade e praticidade. É um ótimo livro para quem quer começar a entender o design de embalagens.

São duzentas páginas de projetos inspiradores de design para embalagens do mundo todo, proporcionando uma visão prática do trabalho de designers. Ele tem uma grande variedade de exemplos úteis para cada estágio do processo de design, incluindo o briefing criativo, o desenvolvimento do conceito, o processo do design, impressão, apresentação e marketing.

Uma seção do livro é dedicada a exemplos de design sustentável nas embalagens onde fala das práticas, e impressão sustentáveis, de embalagens multiuso e sobre alguns materiais utilizados. Transmite informações práticas ilustrado com exemplos que acompanham cada conceito abordado.

Segundo o livro, um design de embalagem eficiente equilibra considerações estéticas tais como forma, cor, materiais, tipografia, imagens e técnicas de impressão com requisitos práticos como a apresentação na prateleira, branding e marketing.

Esse é um daqueles livros que é bom deixar sempre a mão para aqueles momentos de falta de inspiração.

 

Sobre as autoras:

Candace Ellicott e Sarah Roncarelli são diretoras da Fifty Strategy & Creative, uma empresa de design especializada em design de marcas e em marketing. Candace e Sara criam logotipos, identidades de marcas e aplicações para todas as mídias, incluindo transmissão e distribuição de informações, peças impressas e internet para produtos e serviços de vários setores de mercado. São profissionais criativas, experientes e eternas pesquisadoras dos grandes pensadores da criação e das estratégias, independentemente do meio em que atuem.

 

Estrutura do livro

INTRODUÇÃO
O DESAFIO DO DESIGN

1. Obtenha o briefing correto
2. Design para o cliente, não para si próprio
3. Organizando uma linha de produtos
4. Design para marca própria
5. Design para expor
6. Relevância do design da embalagem

CONSIDERAÇÕES SOBRE DESIGN: MATERIAIS
7. Pesquisar as opções
8. Design de vidros e garrafas
9. Papel cartão
10. Metal
11. Plástico
12. Embrulhos
13. Materiais inovadores

CONSIDERAÇÕES SOBRE DESIGN: FORMAS
14. Marcas que incluem a forma
15. Forma define função, Função define forma
16. Design de sacolas
17. Embalagens moldadas
18. Linha de limite gráfico
19. Dobras especiais
20. Janelas reveladoras
21. Inovação

CONSIDERAÇÕES SOBRE DESIGN:RÓTULOS
22. Design de rótulos
23. Formato
24. Aberturas e dobras em rótulos
CONSIDERAÇÕES SOBRE DESIGN:IMPRESSÃO
25. Litografia com quatro cores
26. Litografia com três ou menos cores
27. Flexografia
28. Gravação a laser
29. Serigrafia
30. Técnicas especiais: tintas e vernizes
31. Técnicas especiais: estampagem metálica

CONSIDERAÇÕES SOBRE MARCA E MERCADO
32. Embalagem como ferramenta de vendas
33. Dados demográficos
34. Dados psicográficos
35. Design com padrão de marca
36. Embalagens para mastígio
37. O que há num nome?
38. Embalagens mascotes
39. Banho, beleza e saúde
40. Tecnologia
41. Doces e confeitos
42. Vinhos e licores
43. Bebidas
44. Livros e mídias
45. Moda
46. Alimentos
47. Casa e jardim
48. Produtos para crianças
49. Material de escritório e de arte
50. Produtos para animais de estimação
51. Artigos para adultos

DESIGN SUSTENTÁVEL
52. Práticas sustentáveis
53. Impressão sutentável
54. Opções de plástico
55. Opções de papel
56. Embalagens multiuso
57. Embalagens biodegradáveis e recicláveis

PROCESSO DE DESIGN
58. Criar uma ligação emocional
59. Contar uma história
60. Defi nir o tom correto
61. Design lúdico
62. Metáforas e parábolas
63. Humor e perspicácia
64. Informar
65. A arte do exagero
66. Imite com “Faux”
67. Buscando o equilíbrio
68. Explorar padrões
69. Linhas e regras
70. Pintura e desenho
71. Iconografi a e simbolismo
72. Xilogravuras e desenhos
73. Fotografia
74. Design retrô
75. Uso tático das cores
76. Ausência de cores
77. Exagero nas cores
78. Não esconda a base
79. Design minimalista
80. Usar todos os lados
81. Hierarquia e dominância
82. Noções básicas sobre letras
83. Fontes que dão humor e caráter
84. Letras artesanais
85. Letras como imagem
86. Adaptando de outras línguas
87. Código de barras e informações importantes
88. Impacto na prateleira
89. Proteção para o produto
90. Desembrulhando
91. Design de funcionalidade conveniente
92. Vários produtos por embalagem
93. Embalagens decorativas e colecionáveis
94. Gargalos, etiquetas e acessórios
95. Quebrando as regras

PESQUISA E REVISÃO
96. Testando e fazendo alterações
97. Medição do retorno do investimento
98. Antecipando a marca de amanhã
99. Pesquisa com o cliente
100. Celebrando uma marca de sucesso

CONTRIBUIÇÕES
SOBRE AS AUTORAS

 

Ficha técnica

Título: Design de Embalagem: 100 fundamentos de projeto e aplicação
Autor: Sarah Roncarelli e Candace Ellicott
Editora: Blucher
Formato: 208 páginas, 21,5 x 25,5 cm
ISBN: 9788521205647
Data de publicação: 2011
Edição: 1ª
ABNT: RONCARELLI, Sarah; ELLICOTT, Candace. Design de Embalagem: 100 fundamentos de projeto e aplicação. 1ª ed. São Paulo: Blucher, 2011. ISBN 9788521205647.

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Livro – Cradle to Cradle

Postado em 20 fevereiro 2012 por Elisa Quartim

Cradle to Cradle. Remaking the way we make things de William Mcdonough e Michael Braungart.

Livro do arquiteto William McDonough e do químico Michael Braungart, é um manifesto pedindo a transformação da indústria humana através de um design ecologicamente inteligente. Fala que o sistema industrial que hoje apenas toma, faz e joga fora (takes, makes and wastes) pode se tornar um criador de bens e serviços que geram valor ecológico, social e econômico.

Cradle to Cradle é fala sobre mudar o nosso sistema baseado no berço ao túmulo (sistemas que não consideram a utilização ou eliminação do produto (e seus materiais) depois que o consumidor o utiliza. Eles mostram como resído pode ser “comida” e retornar para os nossos sistemas técnicos (bens de consumo) e os sistemas naturais (edifício do solo, qualidade da água, ect.). Trata-se de “refazer a maneira como fazemos as coisas.”

Um dos temas-chave do livro é que apenas minimizar os danos não é bom o suficiente. Em vez disso, os autores propõem que mudemos os nossos processos de design de modo que a reutilização e a inserção de materiais pós consumo sejam construídos diretamente no processo de criação. Em vez de minimizar resíduos, podemos criar valor.

Cradle to Cradle vai além da noção de ter a reciclagem como etapa final em um fluxo de processo. O livro se baseia na ideia de que os resíduos não precisam existir. Nós podemos projetar nossas vidas e produtos em torno da noção que nossos resíduos podem voltar a alimentar outro sistema. Desde a maneira como vivemos até como projetamos e produzimos nossos bens.

O mundo natural fornece o modelo para o que os autores sugerem. O uso de nutrientes naturais, como energia solar e eólica pode ser observado desde a vida de um inseta até uma cerejeira. Eles sugerem que a chave é trabalhar junto, e não contra. A natureza respeita a biodiversidade, a elegância e abundância do que está ao nosso redor. E devemos começar nosso processo de design com a noção de que há uma coisa chamada resíduo.
Indústrias que respeitem a diversidade se envolvem com materiais locais e seus fluxos de energia, junto com as forças locais sociais, culturais e econômicas. Em vez de ver-se como entidades autônomas, sem relação com a cultura ou a paisagem em torno deles.

Ao longo do livro ele discute a noção dos princípios de design que podem ser perigosos. Como o “downcycling” (reciclagem com perda de qualidade técnica), que apenas adia o problema. Os produtos se tornam cada vez mais instáveis (e ambientalmente problemáticos) quando são reciclados.

Ele detalha sobre o que significa projetar produto com design que é apenas menos ruim, mas sim 100% bom. Os autores olham para a arquitetura e como podemos projetar construções que levam em conta a diversidade das suas configurações, e as necessidades naturais de seus habitantes.

O livro termina com “Cinco Passos para o Eco-efetividade”, um resumo elegante de como colocar os princípios filosóficos discutidos no livro em prática. Algumas delas, como “Passo 2: Siga informadas preferências pessoais” pode parecer um pouco incomum, defendendo que usamos o nosso sentido estético, as nossas observações e nosso próprio senso de prazer para orientar nossas decisões de design. Enquanto outros, como “Passo 4: reinventar” pode parecer demasiado amplo para o leitor médio. No entanto, o livro é cheio de exemplos específicos, principalmente da indústria, que é fácil imaginar o que eles estão defendendo a funcionar na prática.

Afinal, o próprio livro não é apenas projetado para se encaixar na filosofia do “berço ao berço”, também está escrito de uma forma que é fácil de ler, linguisticamente elegante e atraente.

Direcionado para designers, engenheiros e formadores de opinião. O texto é claro, simples e adequado para todos os níveis de conhecimento. Cada leitor encontrará coisas diferentes no livro. Ele serve como um guia para o desenvolvimento sustentável. Desde o seu lançamento em 2002 tem influenciado várias pessoas a repensar os seus processos.

Sobre o livro

A edição americana, publicada em 2002, é um exemplo prático do que é pregado no livro. Eles consideraram tudo, desde o “papel”, tinta, cola, e fim de vida dos materiais. Impresso em papel sintético, feito a partir de resinas plásticas e fibras inorgânicas. É a prova d’água e durável. Não usa fibras de madeira ou tintas feitas com materiais perigosos.

Não apenas pode ser reciclado como também é considerado como um nutriente técnico, pois pode ser reutilizado indefinidamente e transformado em outros livros. O design é de Charles Melcher da Melcher Media.

Já a edição inglesa, de 2008, eles escolheram produzir o livro com papel reciclado e certificação FSC. Na introdução do livro eles explicam a mudança. Na edição americana de 2002 eles queriam demonstrar que a mudança era possível e funcionava. O livro de papel sintético, segundo eles, não é economicamente viável, ainda mais se quem compra vai guardá-lo para sempre e não vai reaproveitar o material. Faria mais sentido para jornais e revistas que, após serem lidos, seriam devolvidos para a reciclagem. A tinta pode ser lavada e reutilizar a página. Não é melhor ou pior, apenas algo para se pensar.

 

Sobre os autores

William McDonough é arquiteto, e o principal fundador da William McDonough + Partners, Arquitetura e Design Comunidade, com sede em Charlottesville, Virgínia. De 1994 a 1999 atuou como reitor da escola de arquitetura na Universidade de Virginia. Em 1999 a revista Time reconheceu-o como um “Herói para o Planeta”, afirmando que “seu utopismo é baseada em uma filosofia que, demonstrada de maneira prática, está mudando o design do mundo.” Em 1996, ele recebeu o Prêmio Presidential Award for Sustainable Development, a mais alta honraria ambiental dada pelos Estados Unidos.

Michael Braungart é um químico e fundador da Environmental Protection Encouragement Agency (EPEA), em Hamburgo, Alemanha. Antes de iniciar EPEA, ele era o diretor da seção de química do Greenpeace. Desde 1984 ele tem dado palestras em universidades, empresas e instituições de todo o mundo sobre os novos conceitos críticos para a química ecológica e gestão de fluxo de materiais. Dr. Braungart é o destinatário de inúmeras homenagens, prêmios e bolsas de estudo da Fundação Heinz, a W. Alton Jones Foundation e outras organizações.

Em 1995, os autores criaram McDonough Braungart Design Chemistry, uma empresa de desenvolvimento de produto e sistemas que auxilia as empresas na implementação de seu protocolo de design sustentável. Seus clientes incluem a Ford Motor Company, a Nike, Herman Miller, a BASF, DesignTex, Pendleton, Volvo, e a cidade de Chicago. O site da empresa é www.mbdc.com

Estrutura do livro

  1. This book is not a tree (edição americana)
    Introduction to the 2008 Edition (edição inglesa)
  2. Why being “Less Bad” is no good
  3. Eco-effectiveness
  4. Waste Equals Food
  5. Respect Diversity
  6. Putting Eco-Effectiveness into Practice

Ficha técnica

Título: Cradle to Cradle: Remaking the way we make things.
Autor
: William Mcdonough e Michael Braungart
Editora: North Point Press
Formato: 208 páginas, 14,4 x 22,3 cm
ISBN: 9780865475878
Edição:
1ª 2002 (North Point Press – EUA)
2ª 2008 (Vintage – Inglaterra)
ABNT: MCDONOUGH, William; BRAUNGART, Michael. Cradle to Cradle: Remaking the way we make things. Edição 1 ed.. Nova Iorque: North Point Press, 2002. ISBN 9780865475878.

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design grafico sustentavel

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Livro – Design Gráfico Sustentável

Postado em 15 fevereiro 2012 por Elisa Quartim

Design Gráfico Sustentável de Brian Dougherty

A editora Rosari trouxe a tradução para o Brasil do livro Design Gráfico Sustentável (Green Graphic Design). Escrito pelo designer norte-americano Brian Dougherty, o texto se baseia na experiência da Celery, escritório de design da qual é sócio e que desenvolve, desde 1997, trabalhos de branding e design gráfico ligados à sustentabilidade ambiental.

Dougherty discute questões que, inicialmente, parecem amplamente difundidas na cultura projetual dos designers gráficos. Ele aprofunda certos assuntos pertinentes e que nem sempre são conhecidos ou cuidadosamente analisados por grande parte dos designers. Os processos de descarte de papel e plástico, dois dos materiais mais utilizados pelos profissionais de design, e as pesquisas de matérias-primas menos agressivos ao ambiente, entre eles. Mas o livro mostra bem que a função do designer, em relação à sustentabilidade, não é apenas a escolha dos materiais. Ele fala que há três formas distintas de pensar no papel do designer gráfico: como manipulador de materiais, como criador de mensagens e como agente de mudanças.

O autor mostra a importância do design, trabalhando junto com o cliente, para o desenvolvimento de uma marca baseada em valores (branding), a responsabilidade empresarial, as realidades do descompasso ecológico e a popularização da ecologia.

O livro apresenta a metodologia de projeto utilizada pela Celery, que consiste em pensar na vida útil do produto de trás para frente, ou seja, do seu descarte até a sua elaboração. É nessa linha de raciocínio que ele desenvolve as discussões, fazendo uso de alguns projetos realizados pela empresa, os problemas enfrentados, as soluções, os êxitos e as falhas, o que torna palpáveis e mais fáceis de serem compreendidos os temas abordados.

Uma das questões centrais do livro, que o autor ressalta em diversos momentos, é a necessidade de maior participação dos designers nas tomadas de decisões das empresas. É responsabilidade do designer sugerir, colaborar e alertar seus clientes para a construção das estratégias da marca e/ou determinado produto. Para Dougherty, o designer gráfico é um dos principais agentes de mudança, responsável pela criação da forma do produto (como suporte de comunicação) e, sobretudo, por exercer grande influência no modo como os usuários interagem com ele.

Ao longo do livro, algumas observações pertinentes são acrescentadas mostrando um pouco da nossa realidade. No final, o apêndice à edição brasileira traz referências dos materiais encontrados no Brasil, como papéis, tintas e gráficas certificadas.

A edição brasileira tem algumas adaptações em relação ao original americano. O livro se inicia com o prefácio escrito pela jornalista especializada em design, Adélia Borges. Vejam o prefácio no site dela.

Design Gráfico Sustentável apresenta e discute questões fundamentais e, ainda hoje, pouco presentes no dia-a-dia dos designers. Faz isso apresentando os cases de sua empresa e compartilhando dados de pesquisas de materiais e processos produtivos sustentáveis. É leitura obrigatória para estudantes, recém formados e profissionais de diversas áreas relacionadas a comunicação e produção de materiais impressos.

 

Sobre o autor

Brian Dougherty é o diretor de criação do escritório Celery. Ele orienta os clientes através do processo criativo, indo fundo na particularidades de cada empres,a para encontrar inspiração para novas soluções de design. Ele facilita oficinas colaborativas de criação onde trabalha às fases iniciais de desenvolvimento do projeto. Brian também supervisiona a equipe de designers da Celery em Berkeley como desenvolver e produzir projetos para impressão, web, embalagem e ambientes.

 

Ficha técnica

Título: Design gráfico sustentável
Autor: BRIAN DOUGHERTY
Tradução: Rogério Bettoni
Prefácio de Adélia Borges
Editora: ROSARI
Formato: 184 páginas, 16×23 cm, brochura, ilustrado, colorido e p&b
ISBN: 9788580500035
Data de publicação: Março, 2011
Edição: 1ª
ABNT: DOUGHERTY, Brian. Design gráfico sustentável. 1ª ed. São Paulo: Rosari, 2011. 184 pgs. ISBN 9788580500035.

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Livro – O papel social do design gráfico

Postado em 06 fevereiro 2012 por Elisa Quartim

O papel social do design gráfico | História, conceitos & atuação profissional.
Organizado por Marcos da Costa Braga.

O debate que este livro suscita não é se o design afeta ou não a sociedade. Afinal, ele nasceu para criar e transmitir mensagens para as pessoas. A questão levantada é se o designer deveria se restringir aos interesses de seus contratantes ou expandir sua capacidade comunicativa à sociedade como um todo.

Qual seria o papel fundamental do designer na sociedade? Seria a comunicação visual uma ferramenta unicamente voltada para a propaganda e para o consumo excessivo? Não seria de responsabilidade do profissional provocar no público uma reflexão sobre sustentabilidade e responsabilidade social?

Essas são apenas algumas das questões levantadas e organizadas pelo designer e doutor em comunicação visual Marcos da Costa Braga no livro “O Papel Social do Design Gráfico” da editora Senac, lançado recentemente em todo o Brasil.

 

Estrutura

A obra é uma coletânea de ensaios com diferentes conceitos e abordagens de autores distintos acerca da atuação do profissional de design gráfico relacionado às questões sociais, sendo um guia elucidativo sobre esse tema ainda pouco explorado nas publicações nacionais.

O livro começa com o ótimo texto de Marcos Braga que nos situa sobre tema em questão e levanta as questões que serão refletidas pelos outros autores nos capítulos seguintes.

No capítulo 1 “A dimensão social do design gráfico no construtivismo”, escrito por Maria do Carmo Curtis, aborda o construtivismo, movimento russo ligado à ideologia socialista. Enfoca o construtivismo na perspectiva de sua dimensão social, ao tratar da conciliação entre as necessidades materiais e a expressão das aspirações de uma sociedade em fase de transição e sua produção gráfica, em uma sociedade com índice de 70% de analfabetismo.

No capítulo 2 “Contestação gráfica: engajamento político¬ social por meio do design gráfico”, escrito por Flávia de Barros Neves, apresenta modos de praticar o design fora do status quo da profissão. Esse texto pretende falar sobre o uso da comunicação visual para a divulgação de mensagens de cunho político-social, como campanhas anti-guerra e movimento feminista indo além da questão ecológica.

No capítulo 3 “Com design, além do design: os dois lados de um design gráfico com preocupações sociais”, escrito por Rafael Tadashi Miyashiro, propõe a reflexão sobre a realização entre design gráfico e a sociedade a partir de exemplos de indivíduos e grupos que praticam ou praticaram o design gráfico com preocupações sociais em meio a um cenário de ampliação do conceito design e de aumento da consciência da complexidade do mundo.

No capítulo 4 “Design: responsabilidade social no horário do expediente”, escrito por Joaquim Redig, ele parte do princípio de que não existe design que não seja social. Se não for social (para a sociedade) não é design. Considera que a função do design é intrínseca a natureza do design. Defende que a responsabilidade social seja uma noção integrada em todas as atividades das empresas. E afirma que enquanto as melhorias sociais não forem realizadas dentro do horário expediente, não haverá melhorias sociais na sociedade de um modo geral.

No capítulo 5 “Design social, o herói de mil faces, como condição para atuação contemporânea”, escrito por Edna Cunha Lima e Bianca Martins, discute e mostra exemplos de como a trajetória do social vem sendo entendida e praticada no meio do design em épocas e situações diversas, com a intenção de compreender em que consiste a prática do design social nos dias atuais. Discute, ainda, a fertilização recíproca entre conceitos de design social e design thinking e reflexos dessas abordagens no ensino do design.
No capítulo 6 “Design para educação: uma possível contribuição para o ensino fundamental brasileiro”, escrito por Solange Galvão Coutinho e Maria Teresa Lopes, aborda os aspectos que interligam o design gráfico (e da informação) e a educação, especialmente na mediação entre as áreas. De forma crítica e exploratória, apresenta a problemática do ensino frágil e muitas vezes inconsistente da linguagem gráfica nas escolas brasileiras de ensino fundamental. E apresenta algumas considerações acerca da pluralidade das linguages contemporâneas como ferramenta cognitiva para a relação ensino/aprendizagem e da importância do design para o professor.

No capítulo 7 “Aprendendo com as ruas: a tipografia e o vernacular”, escrito por Priscila Lena Farias, pretende demonstrar que a incorporação de elementos vernaculares no design de tipos possui significados sociais distintos quando realizada em países que contam com um forte legado tipográfico, e em países onde certa tradição tipográfica pode ser iniciada a partir dessa incorporação. Neste último caso, exemplifica-se um importante aspecto do papel social do projeto, que é o de configurar identidades através da expressão visual de elementos da cultura local.

Este livro é de extrema importância para os dias atuais onde se questiona o papel social de todas as profissões. O designer tem uma força para a mudança social que geralmente não é reconhecida. O livro nos lembra do papel do bom designer onde a preocupação social faz parte do desenvolvimento do projeto. Recomendo para designer de todas as áreas, não só os designers gráficos.

 

Sobre o organizador.

Marcos da Costa Braga é doutor em História Social pela Universidade federal Fluminense (UFF) e bacharel em Desenho Industrial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Membro do corpo editorial do periódico científico Estudos em Design e do conselho editorial da revista Arcos. Autor de vários artigos sobre História do Design no Brasil.

 

Ficha técnica

Título: O papel social do design gráfico | História, conceitos & atuação profissional
Autor: Marcos da Costa Braga
Editora: Senac São Paulo
Projeto gráfico: Ângela Cardoso Braga
Formato: 192 páginas, 16 X 23 cm
ISBN: 9788539601172
Edição: 1
ABNT: BRAGA, Marcos da Costa (org.). O papel social do design gráfico. História, conceitos & atuação profissional. Edição. 1 ed. São Paulo: Senac. ISBN 9788539601172.

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Livro_foto – CAPA

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Livro – Embalagens: design, materiais, processos, máquinas e sustentabilidade.

Postado em 16 dezembro 2011 por Elisa Quartim

O Instituto de Embalagens lançou no dia 12 de dezembro, em São Paulo, o livro “Embalagens: Design, Materiais, Processos, Máquinas e Sustentabilidade”.

A obra tem como principal objetivo atualizar os profissionais do setor sobre as novidades do universo de embalagens com dados nacionais e internacionais de economia, mercado, inovações até novas tendências e práticas que contribuem diretamente na questão de sustentabilidade, além de descrever novidades sobre materiais, processos e máquinas.

O livro chega como uma evolução do livro anterior do Instituto, lançado em 2009, o “Embalagens: Design, Materiais, Processos e  Máquinas”. O tema sustentabilidade antes era abordado no meio dos outros temas e agora conta com um espaço reservado para esse tema.

Aborda temas como rotulagem ambiental, Análise do Ciclo de Vida, reciclagem, logística reversa, certificações ambientais e política nacional de resíduos sólidos. Os outros temas que já existiam no livro anterior foram atualizados e ampliados.

A edição contou com a colaboração de 42 autores que são referências em suas áreas de atuação. O livro possui 400 páginas em 62 capítulos que contam o fluxo completo de desenvolvimento de uma embalagem, desde a história da embalagem até o descarte responsável.

O livro vem em uma embalagem de papel cartão, o papel usado no livro é certificado pelo PEFC (Programa para o reconhecimento dos Esquemas de Certificação Florestal), e tem identificação em Braille na contra-capa.

O livro é destinado aos profissionais de diversas áreas da indústria usuária de embalagens, bem como indústrias da cadeia de embalagem, desde matéria-prima até serviços (material, técnica, design, varejo, logística, marketing, operadores de máquinas entre outros). Embora técnica, a edição foi pensada e desenvolvida para ser acessível aos profissionais de todos os níveis de conhecimento: de estudantes a empresários.

 

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Victor Papanek um exemplo a ser seguido

Postado em 26 novembro 2010 por Elisa Quartim

Victor Papanek (1927-1999), foi designer e educador. Um grande defensor do design de produtos, ferramentas e infra-estruturas comunitárias socialmente e ecologicamente responsáveis. Foi o primeiro designer em questionar a relação do design com o meio ambiente , isso nos anos 70, um homem a frente do seu tempo.
Mas foi ridicularizado pelos colegas de profissão por suas posturas radicais e exageradas. Ele desaprovava de produtos manufaturados, que eram inseguros, vistosos, mal adaptados, ou essencialmente inútil. Seus produtos, textos e palestras foram considerados um exemplo e estímulo por muitos designers.
Papanek foi um filósofo do design, como tal, ele foi um incansável promotor dos objetivos de design e abordagens que seriam sensíveis a considerações sociais e ecológicas. Ele escreveu que “o design se tornou a ferramenta mais poderosa com a qual o homem molda suas ferramentas e ambientes (e, por extensão, a sociedade e a si mesmo)”.

 

Design for the Real World

Em 1971 ele produziu sua crítica ambiental e ecológica do design, substituindo os argumentos morais da boa forma por outros baseados em preocupações ambientalistas e no hiato entre as culturas do primeiro e do terceiro mundo. Ele escreveu o livro “Design for the real world”, onde já expressava desesperadamente essa preocupação com a relação  homem-natureza e o papel do design em essa relação como produtor de artefatos.

Até onde sei esse livro ainda não tem em português.

The green imperative

Já o seu último livro, editado em 1995, anos depois do livro citado anteriormente, ele reforça o seu apelo para o design ecologicamente correto de tudo, de embalagens à edifícios.

Esse livro possui uma edição em português, editado em Portugal, pela editora Edições 70

Papanek mostra muitas maneiras instrutivas de avaliar o impacto ambiental de diferentes materiais e processos de fabricação. O autor acredita de forma apaixonada no poder do design para influenciar as nossas vidas e o meio ambiente para o bem ou para o mal. Neste livro demonstra como todos – dos criadores aos consumidores – podem contribuir para o bem estar da população o do planeta através de uma nova consciência do design e da tecnologia.

Fonte:

http://en.wikipedia.org/wiki/Victor_Papanek

http://www.edicoes70.pt/

http://www.thamesandhudson.com/

 

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Design for the real world:
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Arquitectura e Design (tradução do The green imperative)
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9094&tipo=25&nitem=199436

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Metaprojeto2

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Livros Metadesign e Metaprojeto – design para a complexidade

Postado em 10 novembro 2010 por Elisa Quartim

Dois livros da editora Blucher vieram diretamente ao encontro de uma pesquisa que tenho feito sobre uma metodologia de design para desenvolver produtos com o foco na sustentabilidade.

É preciso rever as metodologias usadas atualmente, não que estejam erradas, mas sim ampliar os seus objetivos e incluindo questões sociais e ambientais. Essas questões por si só já são bem complexas e como acrescentar isso em um produto?

Metadesign

Um dos livros é o Metadesign de Caio Adorno Vassão, que faz parte da coleção “Pensando o Design”, coordenada por Carlos Zibel Costa, Marcos Braga e Priscila Farias, e publicada pela Editora Blucher. São 6 volumes muitíssimo interessantes, versando desde os games, como o trabalho de Alan Richard da Luz, até os “letreiramentos populares”, de Fátima Finizola.


O Metadesign é um meio de se construir a simplicidade a partir da complexidade. O livro explica que a complexidade exige meios inovadores para que possa ser apropriada pelo Design. O Metadesign é um meio de se construir a simplicidade a partir da complexidade – e a Arquitetura Livre oferece uma abordagem ética para isso. A proposta é compreender esse contexto como uma ECOLOGIA, por meio da chamada “ecologia profunda”, que relaciona a ecologia “natural” e a “artificial”.

O livro é baseado na tese de doutorado de Caio Vassão que trata das questões relativas ao projeto para a Computação Ubíqua (Design de Interação), adotando o ponto de vista da chamada “cultura de projeto”. Vejam dois textos do blog do Caio em que ele trabalha essa questão:

http://caiovassao.com.br/2010/02/25/cultura-de-projeto/
http://caiovassao.com.br/2010/04/05/cultura-de-projeto-2/

De maneira geral, ele trata da questão como “Projeto de Entidades Complexas”, e relaciona com questões contemporâneas como a Emergência, a Ecologia Profunda e os processos colaborativos.

Metaprojeto


Um outro livro que trata de questões parecidas, mas com algumas diferenças, é o livro Metaprojeto de Dijon De Moraes, também da editora Blucher. Esse livro se dedica ao Design de Produtos e embalagens, pouco entrando em gráfico, interativos, etc.

O livro fala do Metaprojeto como um espaço de reflexão disciplinar e de elaboração dos conteúdos da cultura do projeto. A obra nasceu da necessidade de uma plataforma de conhecimentos que sustente e oriente a atividade de design em um cenário fluido e em constante mutação.
Pelo seu caráter dinâmico, o metaprojeto desponta como um modelo que considera todas as hipóteses possíveis dentro da potencialidade do design, mas que não produz out puts como modelo projetual único e soluções técnicas preestabelecidas. O metaprojeto, como observado no livro, é uma alternativa posta ao design, contrapondo os limites da metodologia convencional, ao se colocar como etapa prévia de reflexão e suporte ao desenvolvimento do projeto em um cenário mutante e complexo.

Metadesign e Metaprojeto

Comparando os 2 livros, a proposta de Caio Vassão é mais geral, tratando de uma abordagem para o compreender, visualizar e projetar “coisas complexas” e do ponto de vista filosófico, ele trabalha com autores contemporâneos e controversos, enquanto o Moraes está mais amparado pelo establishment do Design europeu. Ou seja, há diálogos, mas com diferenças.
Mas os dois livros são muito interessantes e devem ser lidos por todos os designers e interessados em encontrar uma metodologia para se trabalhar a complexidade.

Fonte:

http://www.blucher.com.br/

http://caiovassao.com.br/

 

Compre aqui:

Metadesign:

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9094&tipo=25&nitem=22347201

Metaprojeto:

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Livro – Product Design in the Sustainable Era

Postado em 22 outubro 2010 por Elisa Quartim

Foi lançado recentemente o livro da editora Taschen “Product Design in the Sustainable Era”.

Ele mostra produtos sustentaveis ao redor do mundo (brasileiros inclusive). A curadoria do livro foi feito pelo designer brasileiro por Dalcacio Reis.

O livro reúne mais de 180 desses projetos inovadores e premiados em mais de 20 países, lançada por escritórios de design e empresas líderes mundiais, incluindo a IDEO, IBM e New Deal Design. Entre projetos apresentados, há muitos conceitos e protótipos, mas também muita coisa já existente no mercado ou pronta para entrar. Os produtos selecionados são focados na otimização de recursos (energia, água e matérias primas) e também na mudança de comportamento e em pilares sociais.

Vejam 2 exemplos de embalagens apresentadas no livro abaixo.

Sobre o autor:
Dalcacio Reis nasceu no Brasil e trabalhou como designer de produto no Rio de Janeiro antes de se juntar a Ana Couto Branding & Design. Depois de gerir vários projectos na América Latina, Reis fez um MBA em Negócios Sustentáveis, a fim de desenvolver projetos para uma nova era de desenvolvimento de produtos e comportamento do consumidor.

Sobre o editor:
Julius Wiedemann nasceu no Brasil, estudou design gráfico e marketing, e foi editor de arte para revistas digitais e design em Tóquio. Escreve para mídas vários veículos como Illustration Now!, Advertising Now, Logo Design, and Brand Identity Now!

Vejam a entrevista com Dalcacio na Revista abcDesign:
http://abcdesign.com.br/design-de-produto/entrevista-dalcacio-reis/

Fonte:
http://www.taschen.com/

Comprem o livro aqui:
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9094&tipo=25&nitem=22164786

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