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Dica Sustentável – Comunicação nas Embalagens

Postado em 28 setembro 2010 por Elisa Quartim

Desde que começamos a comprar produtos em supermercados,as embalagens tornaram-se o principal meio de comunicação do seu produto. Sem a presença do vendedor para comunicar todos os benefícios e história do produto, a embalagem é essencial para que essas informações sejam passadas na hora da venda e possibilite a escolha do seu produto.

Hoje, com os consumidores cada vez mais conscientes, essa comunicação deve ser feita sincera e responsável, caso contrário seu produto vai passar a imagem de mentiroso e suas vendas poderão cair.

Dicas para uma comunicação sustentável nas embalagens:

  • Diga a verdade
  • Use chamadas (claims) específicas – não faça grandes chamadas ambientais
  • Não exagerar atributos de um produto
  • Usar as qualificações de forma clara e visível
  • Ter provas confiáveis como backup para ter crédito
  • Distinguir entre produto, embalagem ou serviço
  • Identificação da matéria-prima de todos os componentes
  • Certifique se o consumidor pode compreender claramente o significado por trás
    das chamadas
  • Falar das características da nova embalagem e os ganhos ambientais
    conquistados
  • Uso adequado da embalagem
  • Mostrar formas de reaproveitamento da embalagem
  • Mostrar forma de desmontagem e destinação adequada
  • Seja firme, util, verdadeiro, alegre e doce.

O símbolos e ícones criados na comunicação da embalagem devem ser usados com muita responsabilidade. Usar adequadamente os símbolos de reciclagem e não criar ícones que confundam o consumidor, como de parecerem selos de aprovação ambiental. Vejam mais dicas de símbols de reciclagem no post “Dica Sustentável – Rotulagem e símbolos de reciclagem”.

Cuidado com o greenwashing.

Greenwashing significa o ato de induzir o consumidor ao erro quanto à práticas ambientais de uma empresa ou os benefícios ambientais de um produto ou serviço. A tradução literal seria uma “lavagem verde”.

Vejam os 7 pecados do greenwashing.

  1. Pecado do Custo Ambiental Camuflado
  2. Pecado da Falta de Prova
  3. Pecado da Incerteza
  4. Pecado do Culto a Falsos Rótulos
  5. Pecado da Irrelevância
  6. Pecado do “Menos Pior”
  7. Pecado da Mentira

Vejam mais informações sobre greenwashing aqui.

No Brasil não há um órgão específico que regule a rotulagem ambiental, mas a ABRE –Associação Brasileira de Embalagem –lançou uma cartilha com diretrizes baseadas na norma ISO 14021 que visam padronizar a rotulagem ambiental aplicada às embalagens.

Rotulagem Tipo II –Auto-Declarações Ambientais.
A norma ISO 14021 considera que os rótulos das embalagens devem:

  • ser exatos e não enganosos;
  • ser substanciados e verificáveis;
  • ser relevantes àquele produto ou serviço em particular;
  • ser específicos e claros sobre a que atributo é relativo;
  • não resultar em má interpretação;
  • ser significativos em relação a todo impacto ambiental do produto ou serviço durante o ciclo de vida;
  • ser apresentados de maneira a indicar claramente a reivindicação ambiental com uma declaração explanatória;
  • e não ser apresentados de maneira a parecer certificado por uma organização de terceira parte.

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Unomarketing

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Unomarketing – Comunicação Consciente

Postado em 27 agosto 2010 por Elisa Quartim

Foi prorrogado as inscrições com desconto para Unomarketing 2010 até 15 de setembro (quarta-feira). O participante que se inscrever neste período terá 8% de desconto. Após essa data, as inscrições efetuadas serão de valor integral.

Unomarketing é um seminário que visa ampliar a consciência dos profissionais de comunicação e marketing com relação ao papel que desempenham na promoção e estímulo das ações socioambientais adotadas pelas empresas. O Unomarketing propõe e valoriza novas ideias para garantir a transparência no processo comunicativo. Realizado pela primeira vez em junho 2009, o projeto resultou também no Portal Unomarketing com notícias, artigos e outros conteúdos relacionados à comunicação consciente.

Dentre os palestrantes já confirmados estão nomes de peso como André Trigueiro (Globo News), Alejandro Pinedo (Interbrand), Elisa Prado (Tetra Pak), Fred Gelli (Tátil Design), José Carlos Duarte (IBM), Ricardo Voltolini (Ideia Socioambiental), Percival Caropreso (Setor 2 ½), Koann Skrzyniarz (Sustainable Life Media), e Miriam Chaves (Rádio Eldorado).

Esse espaço será muito importante para se discutir a comunicação hoje para que ela seja feita de forma consciente em todos os setores. Sendo a embalagem um meio de comunicação do produto de uma empresa com o seu consumidor, é essencial que essa comunicação sempre seja feita de forma honesta e justa.

Para mais informações, acesse o portal: http://www.unomarketing.com.br

Serviço
Feira e Seminário Unomarketing – Comunicação Consciente
Data: 28 e 29 de setembro de 2010
Horário: das 9h às 19h
Local: Fecomercio (Rua Doutor Plínio Barreto, 285 – São Paulo – SP)

Valores com desconto
Seminário:
1 dia – R$ 404,80
2 dias -  R$ 736,00

Fórum:
R$ 138

Associados de organizações apoiadoras do evento, ONGs e estudantes possuem valores diferenciados.

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Bate papo sobre #EcoDesign

Postado em 27 novembro 2009 por Elisa Quartim

Dia 25 de novembro participei de um bate papo organizado pela Carol Hoffmann (@carolhoffmann) do Blog Amenidades do Design sobre Eco Design via twitter. Participou também do bate papo a Ana Camargo (@AnaCamargo) do blog Branding 3.0 da Tátil Design. Tivemos também a participação de outros twitteiros como @logobr, @changzer e @gelserravalle.

Uma nova forma de se discutir idéias e que deu muito certo.

A Carol fez uma edição do papo, que vou reproduzir aqui.

@carolhoffmann – Para iniciarmos será que poderiamos listar os principios que consideram mais importantes a projetos eco?

@elisaqb – Podemos falar do tripé da sustentabilidade econômico, social e ambiental. Tudo surge daí.

@branding30 – Alguns principios que são encontrados em todos projetos da natureza; ciclo, óptimo, interdependencia

@carolhoffmann – Ótimo !! Vcs podem falar um pouco sobre cada um em tweets separados.

@elisaqb – Ambiental. O produto deve pensar em seu impacto desde a produção até o pós consumo.

@branding30 – Ciclo na natureza é o conceito que cada percurso está conectado ao próximo, de forma eterna.

@carolhoffmann – Ciclo – podemos definir como ciclo de vida do produto, certo?

@elisaqb – Isso mesmo!

@branding30 – No design, podemos dizer que o ciclo se refere ao ciclo de vida do produto.

@elisaqb – O ideal seria um ciclo infinito, que chamam do berço ao berço.

@branding30 – Mas é bem mais do que isso, é também a forma como ele entra em contato com usuários, lugares, materiais.

@carolhoffmann – Elisa cita o carater ambiental que ao meu ver equivale ao ciclo de vida do produto, certo?

@elisaqb – Geralmente para se calcular o ciclo de vida visa mais o lado ambiental

@branding30 – Uma análise de ciclo de vida de um produto também deve contemplar o social e econômico, os outros dois pés.

@elisaqb – Esse calculo pode focar em um ou mais aspectos ambientais, como emissão de gases, energia, etc

@branding30 – toxinas que fazem mal a pessoas, principios economicos que nao respeitam economias locais .

@elisaqb – Mas nada adianta se não for viável econômicamente e inacessível para a maioria das pessoas

@elisaqb – Ou se usar uma matéria prima de uma região que utiliza trabalho infantil para sua extração.

@branding30 – exatamente, elisa

@elisaqb – O designer tem a obrigação de pensar na funcionalidade para que não haja desperdício.

@carolhoffmann – Concordo com a Elisa, projeto deve ser pensado para não gerar desperdicio .

@elisaqb – Na hora do consumo é muito importante informar como foi fabricado, para ter critérios de escolha.

@branding30 – um dos principios mais importantes, eu acho, é a interdependência…

@branding30 – tudo está conectado a tudo!!! e é disso que temos que lembrar em toda criação

@carolhoffmann – neste caso a ana acabou de definir a interdependência, certo? Que ocorre em todo o ciclo, do berço ao berço .

@branding30 – somos responsáveis por todas nossas criações!

@branding30 – vejo muito nosso papel como os designers de novos serviços, maneiras de consumir, ideais.

@carolhoffmann – Vamos dar dicas práticas para os designers que estão nos acompanhando.

@branding30 – visitem designers accord, e leiam dicas, artigos, e livros que podem ajudar praticamente.

@carolhoffmann – Sempre questionar todo o processo de fabricação e o ciclo de vida do produto.

@carolhoffmann – Fale um pouco mais sobre as maneiras de consumir que citou, Ana.

@branding30 – porque comprar um celular a cada seis meses?

@elisaqb – A vantagem que vejo nesses novos aparelhos é que unem várias coisas em um objeto só, economizando material.

@branding30 – prefiro que os designers da nokia, por exemplo, joguem toda sua criatividade num aparelho incrível.

@branding30 – com o qual eu terei uma enorme conexão emocional, e por isso não vou querer descartá-lo com facilidade

@carolhoffmann – Concordo, o aparelho deve durar anos …

@branding30 – e pro qual a nokia pode me vender upgrades de tempos em tempos, criando uma relação de fidelização

@elisaqb – Em um futuro mais sustentável, a venda de serviços será a grande vantagem

@elisaqb – Assim teremos aparelhos atualizados sem consumo de material.

@branding30 – desenhando serviços, cria-se uma relação de negócios mais forte entre o consumidor e a nokia.

@carolhoffmann – Esta questão do celular é exatamente a tradução do criterio: Extender a vida util do produto

@branding30 – além de economizar material, se as pessoas jogam fora menos aparelhos, temos menos resíduos.

@carolhoffmann – e não devemos esquecer as embalagens! Devemos evitar excessos e tentar estender a vida util delas tambem.

@elisaqb – e podemos fazer isso questionando se a quantidade de embalagem utilizada é realmente necessária.

@branding30 – embalagens são grandes vilãs do nosso dia a dia…compõem 30% do nosso lixo!

@elisaqb – Embalagens eficientes não necessitam de sub embalagens

@carolhoffmann – E nós designer somos responsáveis por esse lixo que as embalagens geram…

@carolhoffmann – Todos devem ter mais consciência na hora de criar, evitar embalagens desnecessárias que serão descartadas rapidamente.

@branding30 – vejam a loja Unpackaged na Inglaterra…as pessoas levam suas próprias embalagens

@elisaqb – a loja Unpackaged, mesmo com essa proposta, teve que criar embalagens para guardar e retornáveis

@branding30 – é uma ótima novidade, que simplifica a vida do consumidor e reduz a quantidade de lixo.

@elisaqb – Hoje, não consigo ver um mundo sem embalagens. Temos apenas que melhorá-las

@branding30 – claro, é impossível nos livrarmos delas, né? mas desenharam embalagens mais duráveis.

@carolhoffmann – Mas temos o problema da cultura… Sera que no Brasil a Unpackaged daria certo?

@elisaqb – Acho que não é um problema só do Brasil, é uma mudança de pensamento geral.

@branding30 – eu acho que daria certo se pesasse no bolso…assim como funciona com a proibição de sacos plásticos.

@carolhoffmann – é verdade, na Alemanha funciona porque existem impostos e multas.

@elisaqb – Sobre a loja Unpackaged http://bit.ly/8QdzJ3

@elisaqb – As leis ajudam, mas o ideal seria não precisar delas e cada um fizesse a sua parte.

@branding30 – concordo elisa! apesar de serem consideradas “vilãs” do lixo, tem uma função indispensável.

@branding30 – mas acho importante o papel do governo, já que infelizmente não podemos contar com “a parte” de cada um.

@elisaqb – porém a embalagem reutilizável não pode ser a única solução, lotando casas

@elisaqb – Para ser reutilizável o design tem que ser muito legal para ninguém querer jogar fora.

@changzer – podemos desenvolver a embalagem de maneira que ela mesma seja utilizada como complemento do produto

@carolhoffmann – é esse tipo de pensamento que devemos ter como designers

@branding30 – para designers grafico, também recomendo design can change http://www.designcanchange.org/

@carolhoffmann – ontem tive um papo com @changzer sobre o uso do papelão transformando produtos em ecológicos.

@carolhoffmann – Sabemos que #ecoDesign não é apenas usar papelão e tintas a base de soja.

@carolhoffmann – Apesar do papelão ser uma materia prima que gera menos residuo no seu processo de fabricação.

@elisaqb – No #ecoDesign tudo depende (uso, descarte, transporte, etc.) temos que pensar em tudo.

@elisaqb – para produtos de longa duração melhor um material mais durável que o papelão

@branding30 – exatamente: #ecodesign também não pode ter apenas uma cara verde. Tem que ter um visual atraente, sempre.

@elisaqb – mas para eventos como o BDW as cadeiras de papelão foram perfeitas http://bit.ly/1GA7pc

@carolhoffmann – Essa exploração exagerada seria um eco wash? o que podemos considerar eco wash?

@branding30 – greenwashing é tentar “esverdear” uma marca, produto ou iniciativa mas de forma totalmente superficial.

@elisaqb – Faltam pessoas organizadas para apontar esses eco washs.

@carolhoffmann – :-) greenwashing, isso mesmo! ;-)

@elisaqb – greenwashing – sinto falta de um termo em português.

@branding30 – alguns sites que falam sobre greenwashing: http://www.greenwashingindex.com/

@branding30 – em inglês também dizem maquiagem verde, pode ser um bom termo para adotarmos ;-)

@carolhoffmann – Para melhorarmos o conhecimento do pessoal: Como podemos definir Design Sustentável?

@branding30 – de muitas maneiras!

@branding30 – é uma forma de projetar e criar levando-se em consideração pessoas e os impactos ambientais da criação.

@elisaqb – Design Sustentável – É um conjunto de ferramentas, conceitos e estratégias que visam desenvolver produtos e soluções mais sustentáveis.

@elisaqb – Definição visual do que é design sustentável no idds http://bit.ly/7onaCD

@carolhoffmann – vcs conhecem esse livro http://bit.ly/9yoS5? Considero uma boa leitura para conscientização.

@elisaqb – Esse livro é mais focado no design gráfico. Muito bom. http://bit.ly/7IJUf5

@carolhoffmann – pensar sobre esses acessórios ou objetos é função nossa, função exatamente do designer in reply to @riccardobenetti

@gelserravalle – O que vocês tem a dizer sobre a ênfase que se tem dado aos derivados de bamboo?

@branding30 – acho que nenhum material é a única solução para um design mais sustentável in reply to gelserravalle

@carolhoffmann – Vale a mesma máxima do papelão, depende do uso e não vale desmatar para plantar a materia prima in reply to @gelserravalle

@carolhoffmann – O @changzer indica este para saber + requisitos ambientais de produtos industriais http://twitpic.com/qvyrc

@elisaqb – Esse livro é um dos mais citados. A bíblia! http://twitpic.com/qvyrc in reply to changzer

@carolhoffmann – Para finalizar vou colocar algumas definições para o pessoal, complementem por favor.

@carolhoffmann – #ecoDesign é um meio de reduzir ou eliminar impactos ao meio ambiente, substituindo produtos e processos por outros menos nocivos.

@carolhoffmann – Use material de baixo impacto ambiental: menos poluentes, não-tóxico, de produção sustentável ou reciclados, ou que requerem menos energia na fabricação.

@carolhoffmann – Escolha processos de fabricação que utilizem menos energia.

@elisaqb – Muito difícil escolher um processo de fabricação. Precisaria de uma análise.

@carolhoffmann – É verdade, cada caso é um caso a ser estudado em particular.

@elisaqb – Usar materiais que sejam de fontes renováveis.

@carolhoffmann – Qualidade e durabilidade: produzir produtos que durem mais tempo e funcionem melhor a fim de gerar menos lixo.

@carolhoffmann – Propor objetos feitos a partir da reutilização ou reaproveitamento de outros objetos.

@carolhoffmann – criar ciclos fechados sustentáveis, como a Elisa disse do berço ao berço.

@carolhoffmann – Para finalizar… Vcs conhecem casos de modularidade no projeto que se encaixem no #ecoDesign ?

@elisaqb – Os móveis do BDW eram modulares e feitos de papelão reciclado.

@changzer – modularidade pode prever atualizações, ótima saida pra #ecoDesign

@branding30 – modularidade, em muitos casos, já é um benefício por ter um processo produtivo melhor e ter usos diversos.

@carolhoffmann – Gente, gostaria de agradecer, acho que nosso bate papo foi super produtivo e informativo para todos, certo?

@branding30 – certíssimo! foi super bacana, carol!

@elisaqb – O bate papo foi ótimo! Carol obrigada pelo convite.

@carolhoffmann – Iniciamos um processo de pensamento coletivo sobre #ecoDesign muito produtivo para todos.

@elisaqb – Vcs podem me encontrar também no @emb_sustentavel e @iddsinfo

@branding30 – Brigada, galera! Vcs podem me encontrar no twitter @branding30 ou no @AnaCamargo

@carolhoffmann – Também gostei muito. Acho que podemos fazer outros destes :-) )

@carolhoffmann – Muito obrigada pela presença de vcs e de todos os que participaram!! :-)

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Unomarketing

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Unomarketing – Marketing Sustentável

Postado em 01 junho 2009 por Elisa Quartim

Unomarketing

Esta semana, em São Paulo acontecerá um evento inédito no país. Unomarketing – Comunicação Consciente: Feira e Seminário Internacional de Marketing Sustentável lança o debate sobre o papel dos profissionais do setor no atual cenário mundial.

Quando: 02, 03 e 04 de junho de 2009
Onde: Fecomercio – São Paulo / SP
Público: Profissionais de marketing, publicidade, mídia, marketing promocional, comunicação, promoção de eventos, estudantes, profissionais de responsabilidade social e ambiental.

Mais informações
Realização: Sator

http://www.unomarketing.com.br/


Mas o que é Marketing Sustentável? O artigo de Hilary Bromberg nos explica bem.

Dez passos para o marketing sustentável

Após alguns anos de construção, a sustentabilidade e o “verde” foram a temática na maior parte dos anos de 2007 e 2008. Porém, com a recente queda do mercado, o diálogo se voltou mais para manter um teto sobre a cabeça do que manter um telhado verde.

E o que uma marca sustentável deve fazer? Abaixo, estão algumas estratégias para mantê-lo à tona durante estes tempos tumultuosos.

1. Em primeiro lugar, tenha orgulho da sua marca sustentável, e saiba que há um forte núcleo de pessoas por aí que ainda se preocupam com a sustentabilidade e que irá continuar a preocupar-se. Eles podem não falar, mas mantiveram-se na linha – comprando orgânicos, reciclando, utilizando lâmpadas fluorescentes compactas, preferindo empresas que apóiam o comércio justo e causas ambientais, procurando produtos locais, buscando diminuir o uso de produtos tóxicos para casa e o corpo, buscando saúde e bem-estar e uma vida mais equilibrada e simples, apoiando as ações ambientais positivas e justiça social, sempre que possível. Uma sondagem recente confirma: 85% das pessoas ainda desejam comprar produtos de empresas socialmente responsáveis, independentemente da economia.

2. Se for uma marca com credibilidade em sustentabilidade, você vai se dar muito bem, e provavelmente ainda superar o mercado em geral. Se fizer apenas “greenwashing”, então agora seria um bom momento para parar, pois o mercado está mais preocupado com o “valor” do que com valores, num momento como este (não importa o que digam as pesquisas).

3. Seja socialmente responsável. Fale sobre isso. Seja mais socialmente responsável que nunca. Fale ainda mais sobre isso. Consumidores conscientes preocupam-se muito mais com as ações socialmente responsáveis internas da empresa (como tratam seus empregados) que com ações ambientalmente responsáveis. E esse sentimento só deve crescer.

4. Antecipe as crescentes atitudes anti-consumo e concentre-se em oferecer uma experiência de qualidade. Em tempos como este, as pessoas terão uma atitude de rejeição natural ao consumo em geral e irão ressentir-se da mera existência de bens que, simplesmente, não podem pagar. Até mesmo rejeitando a própria ideia de consumo se já estiverem estabelecidas no caminho para a sustentabilidade.

Agora é o momento de questionar seriamente seu produto, sua marca e sua mensagem – “qualidade” é um valor central para o consumidor consciente, e deve tornar-se ainda mais, com as pessoas cada vez mais seletivas (por necessidade) no que compram.

5. Dito isto, luxos acessíveis e prazeres “sem culpa” irão prosperar neste ambiente, como durante a “Grande Depressão” e qualquer outra baixa econômica. Dica: você está dando às pessoas realmente algo que tem um impacto positivo em sua vida e do planeta (relativamente, claro).

Sejam chocolates orgânicos “nutritivos”, que prometam “êxtase” na embalagem, ou uma camiseta de algodão biológico extra-macio, se você oferece pequenos prazeres acessíveis, o consumidor pode ser atraído. E se puder lançar mão de certas qualidades como “artesanal”, “nutritivo” ou “espiritualmente elevado”, a sua oferta vai parecer ainda mais luxuosa, porque estes são os novos valores que definem “luxo” para o consumidor consciente.

6. Você provavelmente tem menos dinheiro para gastar com marketing atualmente, mas as redes sociais são um poderoso meio de difusão. Preste atenção no alcance digital e bidirecional da comunicação no espaço digital. Pessoas que tenham incorporado a sustentabilidade a suas identidades sentem-se bem ao elogiar produtos neste espaço – ainda é tão difícil encontrar bons produtos e serviços “responsáveis” que os consumidores tendem a falar em suas redes sobre o que encontraram.

Então, domine o espaço digital – comece um Twitter, desenvolva uma comunidade no Facebook, mantenha uma conversa bidirecional transparente com o seu público-alvo, deixe seu próprio site completamente interativo, e você verá seu marketing ir muito mais longe.

7. Não tente conquistar pessoas com mensagens de valores malfeitos. Algo onipresente nos últimos meses. Como uma marca para a sustentabilidade, seu foco é no tripé da sustentabilidade (pessoas, planeta, lucro) e seus consumidores se preocupam com isso. Ao focar no custo, de repente, você corre o risco de aparentar manipulação e fugir da marca.

Os produtos “verdes” tiveram bastante dificuldade para estabelecer-se nos últimos anos, por conta dos preços (entre outras razões), e agora não seria um bom momento para chamar a atenção para o fato menor de que produtos e serviços dessa qualidade tendem a custar um pouco mais. Consumidores conscientes não compram seu produto porque é o mais barato, este nunca foi o seu valor proposição, e nunca deveria ser. Não comprometa seus valores num momento como este.

8. Dado que as pessoas, certamente, terão problemas para arcar com seu produto, seja generoso. Muito generoso. E se fizer isso com produtos grátis e programas lealdade, em vez de reduções de preço, as pessoas vão amá-lo ainda mais. Reduções de preço depreciam sua marca; brindes arquitetados inteligentemente criam profundo sentimento de identificação.

Durante a “Grande Depressão”, os cinemas ofereciam conjuntos de prata – peça por peça, semana por semana – e apresentaram-se sempre com casa cheia, mesmo nos piores momentos. A amostra-grátis é uma das táticas mais poderosas para produtos alimentares – 24% das pessoas, quando recebem uma amostra de um produto, compram-no em vez do produto que pretendiam adquirir. Então dê coisas. Dê livremente e inteligentemente e o consumidor se ligará à sua marca.

9. Compreenda as raízes profundas da sustentabilidade. Isto lhe dará as melhores pistas sobre o que fazer, como se expressar e ter consciência do que os consumidores realmente querem. Para compreender um movimento, temos de olhar para as crenças de seus inventores e primeiros participantes – é aqui que tudo começa. A sustentabilidade não é uma moda ou uma tendência. É uma mudança cultural sísmica, e ela está aqui para ficar.

10. De fato, a atual conjuntura econômica é um resultado direto de excessos anteriores. E uma correção é realmente uma boa coisa. Então pense bem sobre o que você está tentando vender. Examine-a de todos os ângulos, e pergunte-se se é verdadeiramente necessária. Mudar está na moda. Redes P2P estão desenvolvendo poderosas alternativas para consumo gratuito – troca de roupas entre fashionistas em festas do “troca-troca”; a couchsurfing.com torna os hotéis obsoletos; freecycling, freeganism, e toda a espécie de “empréstimo”, as redes aumentam a cada dia.

Estas tendências desafiam os modelos convencionais de compra em todas as etapas. Então, pergunte-se: o que você realmente pretende dar às pessoas? Elas realmente precisam disso? E, principalmente, se é possível encontrar outra forma de obtê-lo? Desafie suas próprias práticas de sustentabilidade em todos os pontos.
Hilary Bromberg é romancista e ex-neurocientista cognitiva, é diretora Estratégica na egg, uma empresa de comunicação de marcas, que trabalha exclusivamente com marcas sustentáveis.

Fonte:http://www.bio2.com.br/

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Os 7 pecados do Greenwashing

Postado em 04 maio 2009 por Elisa Quartim

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Greenwash sem tradução em português, significa o ato de induzir o consumidor ao erro quanto à práticas ambientais de uma empresa ou os benefícios ambientais de um produto ou serviço. A tradução literal seria uma “lavagem verde”

Existem vários produtos que afirmam ser verde nas prateleiras das lojas hoje em dia, porém, os produtos “naturais” e “orgânicos” são mais prováveis cometer pelo menos um dos Sete Pecados da Greenwashing-como compilado por TerraChoice Ambiental Marketing ( http://sinsofgreenwashing.org/).

Entre 2007 e 2009, os produtos chamados verdes tem aumentado entre 40% e 176%. Entre os produtos pesquisados, 98% dos produtos cometeram pelo menos um pecado de Greenwashing. de acordo com o relatório do TerraChoice “The 2009 Seven Sins of Greenwashing.”

Os Sete Pecados de Greenwashing são:

1. Pecado do Custo Ambiental Camuflado

Ele se caracteriza em uma ação econômica que visa à resolução de problema mas acarreta outro, obrigando uma escolha.

Ocorre quando uma questão ambiental é enfatizada em detrimento dos potencialmente mais sérias preocupações. Em outras palavras, quando comercialização esconde um trade-off entre as questões ambientais. Papel, por exemplo, não é necessariamente ambientalmente preferível apenas porque sua origem é de floresta cujo manejo é sustentável.

2. Pecado da Falta de Prova

Isto acontece quando as afirmações ambientais não são apoiadas por elementos de prova ou de certificação. Um exemplo comum são os lenços faciais que se dizem diferentes percentagens de conteúdo reciclado de pós-consumo, sem fornecer qualquer detalhes.

3. Pecado da Incerteza

Ocorre quando a chamada do produto é tão carente de particularidades como sem sentido. “Natural” é um exemplo desse pecado. Arsénio, urânio, mercúrio, e formaldeído são todos naturais e venenosos. “Natural” não é necessariamente “verde”.

4. Pecado do Culto a Falsos Rótulos
Isso acontece quando os marketeiros criam uma falsa sugestão ou uma imagem parecida com certificação para induzir os consumidores a pensar que um produto passou por um processo de certificação de produto verde.

Um exemplo desse pecado é colocar um selo certificação do programa ambiental da empresa para a qual não necessariamente define o produto como verde.

5. Pecado da Irrelevância
Este pecado surge quando um problema ambiental não relacionados ao produto é enfatizado. Um exemplo é a alegação de que um produto é “isento de CFC,” uma vez que os CFCs são proibidos por lei.6. O Pecado de menor de dois males

6. Pecado do “Menos Pior”
Ocorre quando a chamada do produto afirmam ser “verde” sobre uma categoria de produto que ela própria não tem benefícios ambientais. Cigarros orgânicos são um exemplo deste pecado.

7. Pecado da Mentira

É quando alegações ambientais são falsas. Um exemplo comum é afirmar falsamente ser produtos com certificação de economia de energia.

O relatório analisa o estado do greenwashing no Reino Unido e na Austrália. Foram analizados quase 1.000 produtos em cada um destes dois países, revelando que greenwashing é um desafio internacional.

Fontes:

http://terrachoice.com/

http://sinsofgreenwashing.org/

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Greenwash, o que é isso?

Postado em 20 agosto 2008 por Elisa Quartim

Em inglês, o termo greenwash é uma mistura de green e whitewash, sendo que este último é uma espécie de tinta branca barata aplicada na fachada de casas. A expressão costuma ser usada para se referir ao que eles entendem como propaganda corporativa que tenta mascarar um desempenho ambiental fraco. Agora, há uma preocupação crescente. Corporações estão usando freneticamente latas de greenwash, o que traz conseqüências graves à credibilidade de todo o campo da comunicação ligada à sustentabilidade.

Segundo Rogerio Ruschel*, os seis pecados do apelo greenwashing são:

Pecado dos malefícios “esquecidos”
O principal pecado encontrado na pesquisa, estando em 56% dos produtos pesquisados, caracteriza-se pelo fato do produto destacar apenas um benefício ambiental e “esquecer” os outros. Exemplos: Meu produto é reciclável (mas é extremamente gastador de energia e água para ser produzido); meu produto é feito sem teste em animais (mas sua decomposição natural pode prejudicar a cadeia alimentar natural).

Pecado da falta de provas
Representando 26% das promessas encontradas, é utilizado por produtos que anunciam benefícios ambientais sem comprovação científica ou certificação respeitável. Nesta categoria são encontrados xampus que não são testados em animais, produtos de papel com uso de material reciclado, lâmpadas com maior eficiência energética – todos sem comprovação dos argumentos disponível ao consumidor.

Pecado da promessa vaga
Entre as promessas vagas – encontradas em 11% dos produtos pesquisados – estão produtos “não-tóxicos” (e sabemos que qualquer produto em excesso pode intoxicar uma pessoa); produtos “livre de químicos” (o que é impossível, porque todos os insumos de todos os produtos têm elementos químicos em sua composição); “100% natural” (urânio, arsênico e outros venenos também são “naturais”); “ambientalmente produzido”, “verde”, “conscientemente ecológico”, todas promessas 100% vagas. E estamos falando de embalagens – imagine aqui no Brasil as promessas vagas que vemos diariamente na propaganda…

Pecado da irrelevância

Pecado encontrado em 4% dos produtos pesquisados, caracteriza-se por destacar um benefício que pode ser verdadeiro, mas não é relevante. A mais irrelevante das promessas foi a relacionada ao CFC, banido do mercado norte-americano nos anos 70: inseticidas, lubrificantes, espumas de barba, limpadores de janelas e desinfetantes, por exemplo, todos livres de CFC. A promessa é irrelevante porque, se não fossem livres de CFC, estes produtos não teriam licença para estar à venda no mercado…

Pecado da mentira
Encontrado em 1% dos produtos, é simplesmente uma mentira deslavada.

Pecado dos dois demônios
Encontrado em 1% dos produtos, são benefícios verdadeiros, mas aplicados em produtos cuja categoria inteira tem sua existência questionada, como cigarros orgânicos, inseticidas ou herbicidas orgânicos.

Ainda não existe no Brasil um grupo que analise e aponte os produtos com “greenwashing”, mas esse movimento logo poderá chegar aqui, e é bom que as empresas realmente divulguem em suas embalagens a verdade e que antes de anunciarem façam uma boa análise de seus produtos.

*Rogerio Ruschel é diretor da Ruschel & Associados Marketing Ecológico e editor da revista eletrônica Business do Bem, onde este artigo foi publicado originalmente.
http://www.rts.org.br/artigos/os-seis-pecados-do-greenwashing

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