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Recycling, Downcycling e Upcycling

Postado em 17 fevereiro 2011 por Elisa Quartim

A Reciclagem (recycling) na sua definição mais exata, é a recuperação de um material ou produto para que possa ser reutilizado em um outro produto sem perder as suas características técnicas. O material é recuperado e se torna matéria prima para o mesmo produto do qual era feito originalmente.

Um exemplo é a garrafa de vidro, que pode ser derretida, e virar outra garrafa novamente. No caso dos plásticos, com a resina PET, ele pode ser reciclada em outra garrafa plástica ou algo de mesmo valor. Isso também acontece com as latas de alumínio.

Porém muitos materiais não podem ser reutilizados para se fabricar o produto original, por perderem suas propriedades técnicas.

Downcycling

Downcycling é o processo de recuperação de um material para reuso em um produto com menor valor, ou seja, a integridade do material é de certa forma comprometida com o processo de recuperação.

Algumas resinas plásticas, como a PEAD, usadas como matéria-prima de embalagens primárias, de leite, iogurte e sucos não podem ser verdadeiramente recicladas. O resultado de sua recuperação não pode ser usada novamente como embalagens de produtos alimentícios. Inclusive está na legislação da Anvisa. Estas resinas são transformadas em coisas como mesas, cadeiras, lixeiras e requerem tratamento extra em termos de energia e dos produtos químicos que compõem as resinas.

Outro exemplo de material que não pode ser reciclado e sim downcycled é o papel. O papel para escrita de boa qualidade não pode ser reciclado em papel do mesmo tipo, com as mesmas características, ele é então downcycled em papéis para fotocópia, papel cartão e papel higiênico.

Upcycling

Upcycling é um processo de recuperação que converte os resíduos muitas vezes desperdiçados em novos materiais ou produtos com melhor qualidade e valor ambiental.

Um exemplo bem conhecido é a utilização de lona de caminhões usadas na fabricação de roupas, bolsas, chapéus, bonés e outros artigos com alto valor agregado. Ou o uso de resíduos para o artesanato ou design de novos produtos.

Reciclar ou não reciclar?

A palavra reciclagem acaba sendo usada em todos esses processos, até mesmo para poder simplificar para um leigo, mas na hora da escolha do material para a fabricação da embalagem, ou mesmo no nosso dia a dia, no nosso consumo, é importante entender essas diferenças e usá-las como critério de escolha.

É importante lembrar que a reciclagem pode requerer muita energia em seu processo produzindo artigos com menor valor ambiental. E não podemos justificar o consumo exagerado de produtos só porque as embalagens são “recicláveis”.

Pense sempre nos “3Rs” na seguinte ordem: reduzir, reusar e reciclar.

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Decoração pública de Natal com embalagens

Postado em 23 dezembro 2010 por Elisa Quartim

Chega o final de ano e todos se preparam para esse momento especial decorando com capricho e embelezando a cidade.

O que mudou nos últimos tempos é que as decorações começaram a aproveitar embalagens que seriam jogadas fora para uma segunda função muito mais alegre. Optando por uma decoração feita com material reciclável incentiva toda uma cadeia envolvida no processo e vários grupos de pessoas.

O material

Para adquirir o material necessário é preciso envolver cooperativas ou pessoas que já estejam trabalhando no processo de seleção de material. Adquirindo esse material você acaba ajudando várias famílias que vivem desse trabalho.

Outra opção é envolver vizinhos e amigos durante um tempo antes, para que separem esse material e contribuam para a decoração. Uma boa forma de iniciar a educação ambiental em uma pequena comunidade.

Projetando a decoração

Envolva artistas locais, conhecidos e desconhecidos, que tenham habilidade com esse tipo de material. Façam um bom planejamento prevendo a quantidade de material que será necessária.

Produção

Contrate pessoas da comunidade, ou mesmo as que estejam ligadas à cooperativa. Pode ser uma boa forma de desenvolver habilidades e transformar em novas formas de trabalho. O treinamento pode ser dado pelos mais experientes ou pelos artistas que desenvolveram a decoração.

Envolva a comunidade na produção da decoração. Acaba unindo as pessoas e dá continuidade ao processo de educação ambiental que se iniciou na seleção do material.

Comunicação

Divulgue a decoração na imprensa e nas mídias digitais, para que outras pessoas e cidades se inspirem na sua decoração. Mostre o processo e se possível coloque um passo a passo.

Vejam abaixo alguns exemplos:

Árvore com garrafa PET em Haifa – Israel

A designer Hadas Itzcovitch e seu pai o artista Ernest Itzcovitch, criaram em Haifa, nordeste de Israel, uma árvore de natal feita com garrafas PET.

Ernest e Hadas Itzcovitch usaram 5480 garrafas de plástico para construir a árvore. As luzes são de lâmpadas LED que economizam muito mais energia. Eles esperam que ela desperte as pessoas para as questões ambientais e de reciclagem.

Vejam o vídeo com o depoimento da designer:

Fonte:

http://allinpackaging.eu/

Conjunto Nacional – São Paulo

Todo ano, desde 2001, o prédio do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, região central da capital paulista, se enfeita para o Natal com o material reciclável recolhido no condomínio.

Esse ano forma usados 7.000 CDs velhos, 24 mil garrafas PET e 24 mil embalagens plásticas, que foram reutilizados e transformados em adereços natalinos.

Na galeria, que fica na parte interna do edifício, o presépio montado é assinado pelo cenógrafo e diretor de arte Silvio Galvão, que, há dez anos, produz a decoração natalina do prédio. Ele ocupa uma área de aproximadamente 40 metros quadrados.

O projeto, executado em 180 dias, gerou trabalho para cerca de cem pessoas, desde criadores e mestres artesãos, até catadores das cooperativas.

Só na decoração da fachada, que é composta por 12 taças de 5 metros de altura, foram usadas cerca de 21 mil embalagens PET. O trabalho foi confeccionado pela Cooperativa Social de Trabalho e Produção de Arte Alternativa e Coleta Seletiva (Cooperaacs), com orientação do artesão Sandro Rodrigues. O material foi recolhido por meio do Programa de Coleta Seletiva, que funciona no subsolo do prédio desde 1992.

Fonte:

http://www.natalnacional.com.br/

Rede de supermercados Pão de Açúcar

Doze lojas da rede Pão de Açúcar terão, no Natal deste ano, enfeites – flores, mandalas, anjos e árvores natalinas – feitos a partir de garrafas PET e latas de óleo recicladas. Dez delas ficam na capital paulista e duas no interior do Estado (em Indaiatuba e Campinas).

No total, foram usados 90 mil garrafas e latas de óleo para criar 184 peças. A produção dos objetos foi feita por 22 pessoas, além do artista plástico Ivo Dantas.


Depois do Natal, os enfeites serão recolhidos por cooperativas e enviados para reciclagem.

Nas lojas da rede que ficaram fora do projeto, parte dos enfeites das árvores será de material reciclado, feitos pelos próprios funcionários, que receberam treinamento para desenvolver essa ação.

Vejam um vídeo do projeto:

Fonte:

http://www.guiadaembalagem.com.br/

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Dica Sustentável – Design para Desmontagem

Postado em 27 outubro 2010 por Elisa Quartim

O chamado Design para Desmontagem ou DfD (Design for Disassembly) é condição necessária para que os produtos possam ser economicamente recicláveis. Quando a desmontagem da embalagem não é considerada no início do projeto, pode até inviabilizar a sua reciclagem, apesar de os materiais serem tecnicamente recicláveis.

O Design para Desmontagem influencia de forma decisiva a reciclagem e facilita a desmontagem, tornando possível a reutilização e a remanufatura de forma mais eficiente, prolongando a vida útil dos produtos ou de seus componentes.

A dificuldade em desmontar uma embalagem pode inviabilizar a reciclagem por não prever o alto custo de mão-de-obra. Por ganharem pela venda de quantidade de materiais, o custo do tempo para desmontar uma embalagem pode inviabilizar a sua reciclagem.

Uma das causas para esse problema são embalagens produzidas com multimateriais, onde individualmente são recicláveis, mas por serem difíceis de separa acabam não sendo descartados.

Vejam um exemplo comum de uma embalagem multimaterial:

Cada parte da embalagem é uma material diferente. O lacre, por exemplo, além de ser de uma material diferente do frasco, por ser pequeno, ele se perde no caminho para a reciclagem e acaba indo para o lixo comum. O rótulo, pode até ter sido feito de papel, mas muito provavelmente ele não será reciclado por causa do adesivo usado.

Por isso é necessário que cada vez mais se reduza a quantidade de materiais usados na embalagem, desde que não prejudique o produto, para facilitar a desmontagem. Se não for possível a redução de materiais que pelo menos eles sejam fáceis de desmontar.

Vejam um exemplo de embalagem que reduziu a quantidade de materiais conforme a sua evolução:

O Design para Desmontagem maximiza as fontes de reciclagem e minimiza a potencialidade de poluição de produtos.

Algumas dicas para o Design para Desmontagem de embalagens.

  • Selecionar materiais tendo em consideração os impactos futuros e que tenham um alto valor para a reutilização e reciclagem.
  • Projetar conexões que sejam acessíveis visualmente, fisicamente e ergonomicamente aumentando a proteção e segurança dos trabalhadores da reciclagem.
  • Minimizar ou eliminar as ligações químicas como por exemplo as colas.
  • Dar preferência para conexões mecânicas
  • Dar preferência à separação mecânica ao invés da elétrica e hidráulica diminuindo etapas de produção, podendo as peças serem facilmente separadas nas cooperativas de reciclagem.
  • Considerar os equipamentos mecânicos padrões que são utilizados na reciclagem, ou a falta deles.
  • Ser simples na estrutura e forma facilitando a sua construção e desmontagem.
  • Intercambiar materiais e sistemas que apresentam princípios de modularidade, independência e normalização facilitando a reutilização.
  • Seguro na desmontagem permitindo a segurança dos trabalhadores envolvidos reduzindo riscos.
  • Documentar e testar formas possíveis de desmontagem.

Fonte:

DfD Design for Disassembly in the built environment: a guide to closed-loop design and building em pdf

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Design Sustentável ou Ecodesign?

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Design Sustentável ou Ecodesign?

Postado em 21 outubro 2010 por Elisa Quartim

Ecodesign é a mesma coisa que design sustentável? E green design? Muitas dúvidas surgem quando começamos a estudar o assunto, inclusive alguns autores ou sites na internet acabam confundindo os termos – por isso vou tentar esclarecer um pouco esses termos que é a base deste blog.


Reutilização de uma lâmpada como vaso desenvolvido pelo escritório argentino Minimahuella.

Leia mais

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Dica Sustentável – Comunicação nas Embalagens

Postado em 28 setembro 2010 por Elisa Quartim

Desde que começamos a comprar produtos em supermercados,as embalagens tornaram-se o principal meio de comunicação do seu produto. Sem a presença do vendedor para comunicar todos os benefícios e história do produto, a embalagem é essencial para que essas informações sejam passadas na hora da venda e possibilite a escolha do seu produto.

Hoje, com os consumidores cada vez mais conscientes, essa comunicação deve ser feita sincera e responsável, caso contrário seu produto vai passar a imagem de mentiroso e suas vendas poderão cair.

Dicas para uma comunicação sustentável nas embalagens:

  • Diga a verdade
  • Use chamadas (claims) específicas – não faça grandes chamadas ambientais
  • Não exagerar atributos de um produto
  • Usar as qualificações de forma clara e visível
  • Ter provas confiáveis como backup para ter crédito
  • Distinguir entre produto, embalagem ou serviço
  • Identificação da matéria-prima de todos os componentes
  • Certifique se o consumidor pode compreender claramente o significado por trás
    das chamadas
  • Falar das características da nova embalagem e os ganhos ambientais
    conquistados
  • Uso adequado da embalagem
  • Mostrar formas de reaproveitamento da embalagem
  • Mostrar forma de desmontagem e destinação adequada
  • Seja firme, util, verdadeiro, alegre e doce.

O símbolos e ícones criados na comunicação da embalagem devem ser usados com muita responsabilidade. Usar adequadamente os símbolos de reciclagem e não criar ícones que confundam o consumidor, como de parecerem selos de aprovação ambiental. Vejam mais dicas de símbols de reciclagem no post “Dica Sustentável – Rotulagem e símbolos de reciclagem”.

Cuidado com o greenwashing.

Greenwashing significa o ato de induzir o consumidor ao erro quanto à práticas ambientais de uma empresa ou os benefícios ambientais de um produto ou serviço. A tradução literal seria uma “lavagem verde”.

Vejam os 7 pecados do greenwashing.

  1. Pecado do Custo Ambiental Camuflado
  2. Pecado da Falta de Prova
  3. Pecado da Incerteza
  4. Pecado do Culto a Falsos Rótulos
  5. Pecado da Irrelevância
  6. Pecado do “Menos Pior”
  7. Pecado da Mentira

Vejam mais informações sobre greenwashing aqui.

No Brasil não há um órgão específico que regule a rotulagem ambiental, mas a ABRE –Associação Brasileira de Embalagem –lançou uma cartilha com diretrizes baseadas na norma ISO 14021 que visam padronizar a rotulagem ambiental aplicada às embalagens.

Rotulagem Tipo II –Auto-Declarações Ambientais.
A norma ISO 14021 considera que os rótulos das embalagens devem:

  • ser exatos e não enganosos;
  • ser substanciados e verificáveis;
  • ser relevantes àquele produto ou serviço em particular;
  • ser específicos e claros sobre a que atributo é relativo;
  • não resultar em má interpretação;
  • ser significativos em relação a todo impacto ambiental do produto ou serviço durante o ciclo de vida;
  • ser apresentados de maneira a indicar claramente a reivindicação ambiental com uma declaração explanatória;
  • e não ser apresentados de maneira a parecer certificado por uma organização de terceira parte.

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Dica sustentável – Brindes de final de ano

Postado em 23 setembro 2010 por Elisa Quartim

Chega essa época do ano, as empresas começam a correr atrás de brindes de final de ano. Na correria acabam escolhendo brindes que serão descartados quase que imediatamente quando chegam no cliente, por não serem interessantes ou óbvios demais.

O melhor brinde é aquele que a pessoa não tem coragem de jogar fora, de tão bom que ele é. Dessa forma a marca da sua empresa permanecerá por mais tempo com o seu cliente e por não ter sido descartado, não será gerado mais um resíduo.

A seguir algumas dicas de como escolher brindes melhores e mais sustentáveis:

Brindes multifuncionais

Escolha brindes que tenham mais de uma função. Onde, por exemplo, a própria embalagem seja o brinde. Um exemplo é a caixa de vinho que vira luminária.

Além de o vinho ser um presente tradicional dado aos executivos de empresas, mesmo após o seu consumo, ele provavelmente vai manter a luminária em seu escritório ou em sua casa e não vai se esquecer de quem deu. Veja mais sobre a embalagem-luminária aqui.

Sacolas retornáveis

Nos últimos tempos as empresas querendo parecer mais ecológicas começaram a dar de brinde de natal as famosas “eco-bags” ou, como eu prefiro chamar, sacolas retornáveis. Atualmente recebemos tantas sacolas retornáveis que nem temos mais onde guardar e acabamos nos desfazendo. A melhor sacola retornável é aquela que é a mais prática, bonita e que dificilmente vamos esquecer em casa.

Um exemplo é a sacola Biobag, desenvolvida pelo DesfiacocO d.e.s.i.g.n, de Curitiba, e um dos selecionados da Bienal Brasileira de Design. As sacolas desenvolvidas por eles são práticas e funcionais. O formato leve e compacto facilita o carregamento da sacola na bolsa ou no porta-luvas do carro. Kits com mais de uma sacola possobilitam a separação das compras e permitem a melhor distribuição do peso.  O material (nylon) foi escolhido pela resistência, facilidade na limpeza e impermeabilidade.

Calendário

Um dos brindes mais comuns e que muitos acabam adotando é o calendário. Se ele for bonito, pode ser que ele seja escolhido pelo seu cliente para ficar na mesa dele durante um ano, mas certamente, em algum momento, ele será descartado. Que tal dar um calendário permanente?

Encontrei esse modelo e vários fornecedores de brindes, mas não descobri quem é o fabricante. Ele é simples, bonito e tem espaço para que a sua marca seja aplicada de forma criativa e bonita. Feito de metal, ele irá permanecer por muitos anos na mesa do seu cliente.

ONGs e instituições de caridade

Aproveite essa época e ajude instituições comprando os brindes produzidos por eles. Escolha uma instituição em que acredite e que ofereça brindes criativos, duráveis ou feitos com materiais ambientalmente corretos.

Um exemplo são os produtos produzidos pelo Instituto Papel Solidário. Eles têm como finalidade conectar as associações sem fins lucrativos, os negócios sociais, as empresas sociais e os empreendimentos solidários associados para ampliar através do empreendedorismo e da inovação, os impactos e ganhos das ações que desenvolvem nas comunidades onde atuam

Um dos produtos que eles fazem é o Kit Semente. No kit, o papel foi usado para transmitir a sua mensagem de final de ano contém sementes, que podem ser plantadas no vaso que vem no Kit e poderá permanecer por muito tempo na mesa de seu cliente.

Algumas dicas:

  • Escolha brindes multifuncionais
  • Conheça melhor o seu cliente antes de escolher o brinde
  • Utilize materiais ambientalmente corretos
  • Ajude instituições de caridade que produzem brindes criativos
  • Escolha brindes duráveis
  • Beleza é fundamental
  • Criatividade e originalidade fazem a diferença

Caso queiram mais ideias para desenvolver o seu Kit ou estão em dúvida se o brinde que escolheram é realmente sustentável, (ou até pedir um projeto original e personalizado pra sua marca) – contate serviço de consultoria de Elisa Quartim que ficaremos felizes em ajudar.

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ergonomia

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Dica Sustentável – Ergonomia

Postado em 10 setembro 2010 por Elisa Quartim

Parece meio óbvio para quem estuda design que ergonomia é essencial, mas na prática observamos que a ergonomia é esquecida, muitas vezes por economia.

A ergonomia é a disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema, e também é a profissão que aplica teoria, princípios, dados e métodos para projetar a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho geral de um sistema.

Não podemos esquecer que quem utiliza as embalagens são seres humanos. A forma e medidas devem ser pensadas conforme as pessoas envolvidas em todo o ciclo de vida de uma embalagem.

Tenho observados muitas mudanças em prol da sustentabilidade que acabam pecando quando pensamos na hora do uso da embalagem.

Produtos de limpeza, como o amaciante de 2 litros, que antes eram produzidos em PEAD, hoje estão migrando para o PET, material mais valorizado na reciclagem e, atualmente, mais econômico para a empresa. Porém o PET, por sua forma de produção, impossibilita que a embalagem tenha alça, fazendo com que a embalagem escorregue da mão molhada.

As mini tampas das garrafas de refrigerante, já encontradas em várias bebidas em produzidas por vários fornecedores, acabam dificultando a abertura da garrafa. Apesar de sua grande economia de material, dimuiu a área de empunhadura, e com isso, tenho observado as pessoas com mais dificuldade em abrir a garrafa.

Porém, existem alguns exemplos de produtos que estão utilizando a ergonomia a favor da sustentabilidade.

Como a tampa Child Proof desenvolvidas pela Clever Pack. Normalmente as tampas que são à prova de abertura por crianças acabam atingindo também os idosos que tem dificuldade em abrir. Assim, desenvolveram uma tampa leve de apenas uma peça monomaterial, sem necessidade de montagem extra, resultando em uma peça segura, mais barata, gerando um menor impacto ambiental, além de mais prática para os idosos. Veja mais sobre a tampa Child Proof aqui.

Outro exemplo é a embalagem de tinta Dulux, the EasyCan desenvolvida por Martin Bunce da Tim Horse. A embalagem, em um volume pequeno, é para pessoas que querem fazer pequenos serviços em casa. Muitas dessas pessoas são mulheres. Com a embalagem antiga, as mulheres não conseguiam segurar com uma mão só, tendo que apoiar a embalagem no chão. Como a distância entre o local de trabalho ficava longe de onde estava a lata, a tinta acabava respingando gerando muito desperdício de tinta. Como a forma acinturada, as mulheres podem segurar com uma mão só e usar a outra para pintar. Sustentabilidade também é desenvolver embalagens que aproveitem o máximo o seu produto.

Algumas dicas:

  • Observar as necessidades do usuário final
  • Testar inovações com pessoas não envolvidas no desenvolvimento da embalagem
  • Segurança do usuário na hora de abertura e fechamento
  • Ergonomia de leitura, respeitando um tamanho de letra mínimo que possa ser lido pela maioria das pessoas.
  • Otimizar seu desempenho para não haver desperdício de produto na hora do uso
  • Otimizar a embalagem visando a integração em todo o seu ciclo de vida

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Dica Sustentável – Rotulagem e símbolos de reciclagem

Postado em 02 setembro 2010 por Elisa Quartim

A simbologia de descarte seletivo e de reciclabilidade dos materiais, hoje presença constante nas embalagens, é fundamental para alertar os consumidores sobre o descarte seletivo, bem como orientar a separação devida de cada material.

No site da ABRE está disponível para download a nova Cartilha de Diretrizes de Rotulagem Ambiental para Embalagens que é uma complementação cartilha de Diretrizes de Sustentabilidade para a Cadeia Produtiva de Embalagem e Bens de Consumo.

As cartilhas são baseadas na ISO 14062 e orientam como os símbolos devem ser usados.

Vejam os principais símbolos de identificação de materiais:

Para os plásticos são utilizados os símbolos em formato triangular com o número indentificando a qual plástico se refere:

Hoje o número 7, de outros plásticos, englobam cada vez mais materiais, por isso é recomentável que se escreva abaixo do símbolo o material a que se refere.

É importante que todos os materiais utilizados nas embalagens sejam identificados. Vejam por exemplo como a Taeq, do Pão de Açúcar, tem identificado os materiais em suas embalagens:

Quando o espaço da embalagem permite, é interessante aproveitar e incentivar a reciclagem educando como deve ser feito o descarte. Em embalagens com menos espaço eles colocam os materiais no texto ou utilizam os símbolos dessa forma:

Vejam algumas das recomendações para a rotulagem da cartilha da ABRE:

Alguns exemplos de elaboração inadequada da rotulagem:

  • Evitem a utilização de liguagem visual que remetem a outras certificações existentes.
  • Evite termos generalistas.
  • Evite informações irrelevantes como a do CFC
  • Evite imagens ou frases que tragam mensagens vagas ou generalistas

Um simbolo que tem sido muito usado nas embalagens brasileiras é o do Green Dot:

Esse símbolo é de um programa privado alemão, o Der Grüne Punkt, destinado às embalagens. Fundado em 1990, o programa envolve órgãos privados e estatais com o objetivo de tornar reciclável o lixo gerado pela disposição final de embalagens. Envolve mais de 400 empresas e confia na consciência ecológica do consumidor, fundamental para seu funcionamento. As indústrias envolvidas garantem que o material recolhido será de fato reciclado, independente do sistema de coleta municipal. Com alcance de um ponto de recepção para cada 500 habitantes, o sistema separa vidros de três tipos, papel, plásticos de quatro tipos, embalagens laminadas para bebidas e dois tipos de metais. Cobra taxas para concessão da logomarca proporcional ao volume de vendas na Alemanha e ao tamanho da embalagem.

Por isso, esse símbolo só deve ser usado caso o produto seja comercializado na Europa, no Brasil ele apenas confunde o consumidor. Se o produto for comercializado no Brasil e na Europa com a mesma embalagem, é recomendável que sejam usados os outros símbolos que identificam os materiais da embalagem.

Atenção, o uso desse símbolo não necessariamente significa que o material da embalagem é reciclável.


A sustentabilidade nas embalagens começa com a correta identificação e orientação em suas embalagens. Façam de forma clara e honesta.

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Dica Sustentável – Tinta

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Dica Sustentável – Tinta

Postado em 25 agosto 2010 por Elisa Quartim

A maior parte das tintas utilizadas hoje nas embalagens, contém metais pesados.

Elas podem gerar problemas de saúde na hora da produção das embalagens quanto emite gases tóxicos que são inspirados pelos funcionários da gráfica.

Depois, no pós consumo, a tinta vai para o meio ambiente contaminando o solo. (isso se não for reciclada).

Por isso aqui vai algumas dicas de com reduzir esse impacto causado pelas tintas:

Usar o mínimo de tinta possível

Com um bom design, é possível limitar a quantidade de tinta usada, aproveitando a cor do papel na comunicação da embalagem. Vejam o exemplo do Matte Leão:

Usar tintas à base de vegetais

Hoje já existem muitas tintas que são à base de vegetais como a soja. Com esse tipo de tinta a embalagem pode ser mais facilmente ir para a compostagem, pois não corre o risco de contaminar o solo. E aumenta a quantidade de papel/papelão que pode ser reciclada porque as fibras são menos danificadas. Vejam o exemplo do Sansung Reclaim:

Usar tintas à base d’água
Não contém tantos metais pesados e não impactam tanto o meio ambiente.

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Ecologia é tema das novas embalagens de Panco

Postado em 17 agosto 2010 por Elisa Quartim

Com o objetivo de alertar os consumidores sobre as questões ambientais e demonstrar a preocupação da marca com a preservação da Natureza, a Panco está lançando embalagens com temas ecológicos para dois dos seus principais produtos: as Bisnaguinhas Originais e o tradicional Pão de Forma Premium.

Batizada de “Conheça as nossas árvores”, a série inédita de embalagens das Bisnaguinhas Originais homenageia as árvores brasileiras e é composta por quatro embalagens ilustradas cada uma com uma espécie de árvore: Pau-brasil, Araucária, Ipê-amarelo e Açaí. Para reforçar o conceito educativo da campanha, as embalagens trazem informações sobre cada espécie. Outras curiosidades sobre as árvores estarão no site www.bisnaguinhas.com.br.

Para as embalagens da linha de Pão de Forma Premium, que seguem a tendência mundial de redução de matéria prima e melhor utilização dos recursos naturais, a empresa criou a série “Reciclagem” com dicas e informações sustentáveis sobre o tema como: simbologia, descarte e coleta seletiva.

A Panco tem pesquisado novas técnicas para a reduzir a utilização de recursos naturais em suas embalagens. Como por exemplo no Pão de Forma Premium, onde foi feita uma redução na dimensão (corpo da embalagem) de quase 5% o que significa dizer que são dezenas de toneladas de filme plástico (PE) que são deixadas de ser utilizadas ao ano, preservando assim os recursos naturais. Além da redução na quantidade de cores impressas na embalagem, que seguindo o mesmo conceito, deixa de utilizar em torno de uma tonelada de tinta e milhares de litros de solventes todo ano.
Nas embalagens das Bisnaguinhas, os estudos mostraram que, não temos como fazer estes ajustes, pois já está tecnicamente ajustada a esta tendência.

Fonte:

Fatos & Notícias

http://www.bisnaguinhas.com.br

http://www.grupobimbo.com.br/

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