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Quantas embalagens você usou em um dia?

Postado em 29 agosto 2012 por Elisa Quartim

Essa pergunta feita na disciplina de design de embalagens da FAU USP, onde atualmente estou trabalhando como professora assistente, me inspirou a escrever o post de hoje.  A pergunta foi um exercício dado aos alunos.

Meu trabalho é pesquisar soluções mais sustentáveis para as embalagens, e por isso resolvi observar se faço no meu dia aquilo que falo e divulgo. Achei que seria interessante compartilhar com vocês.

Vale a pena parar para pensar nos nossos hábitos do dia-a-dia e ver, com o resultado, como podemos melhorar. Vocês já pensaram como a embalagem faz parte do seu dia?

Como fiz o exercício:

  • Escolhi um dia comum em que trabalho em casa, saindo apenas para uma reunião fora.
  • Estabeleci que embalagem é tudo que pode conter, proteger e transportar e tenha sido produzida dentro de um sistema industrial.
  • Registrei a embalagem apenas uma vez, mesmo que tenha sido usado mais de uma vez ao longo do dia.
  • Não vale a embalagem que tenha tido apenas um contato visual, vale apenas as que tive alguma interação.
  • No final separei o que era embalagem reutilizada e o que foi para a reciclagem.
  • Considerei que embalagem reutilizada é aquela que foi usada para uma segunda função.

Resultado

  • 58 embalagens em um dia
  • 29 reutilizadas
  • 10 foram para a reciclagem

Mesmo tentando usar o mínimo de embalagem por dia, fiquei espantada com a quantidade que acabei usando, mas para quem cozinha em casa é difícil reduzir. Meu sonho é um dia poder colher a comida fresquinha no quintal de casa e não precisar guardar tanta coisa na geladeira. A reutilização é um caminho para reduzir a quantidade de embalagem por isso resolvi contar.

 

E agora o desafio: quantas embalagens você usou hoje?

 

Vejam abaixo, com mais detalhes, como foi a contagem:

 

Café da manhã

 

1 – saco de pão
2 – levedura de cerveja
1 – azeite
1 – café solúvel
1 – embalagem para guardar o levedura de cerveja
1 – embalagem para guardar o açúcar cristal
Total: 7
Total de embalagens reutilizadas: 3

Obs: Vocês podem achar estranho a levedura, mas faz tempo que parei de comer margarina e substituí por azeite com um pouco de levedura. Fica muito bom e é bem mais saudável. Uso uma antiga embalagem de azeitona para guardar e servir mas nesse dia tive que reabastecer. O açúcar eu guardo em uma antiga embalagem de mel.

 

Cesta de orgânicos

1 – caixa de papelão
1 – fita
3 – saquinhos de rede
6 – saquinhos de plástico para guardar na geladeira
Total: 11
Total de embalagens reutilizadas: 6

Obs: A cesta de orgânicos é uma ótima saída para evitar excesso de embalagens, se fosse comprar tudo no supermercado provavelmente ia vir tudo em saquinhos plásticos ou bandejas de isopor.

Considerei a fita da couve porque ela ajuda no transporte e a proteger para que as folhas não fiquem soltas. Nunca vi nenhum estudo mas acho que o saquinho de rede de plástico usa bem menos material que o saquinho distribuído no supermercado.

Esse saquinho eu sempre reutilizo para guardar as coisas na geladeira. Como ela é tipo Frost Free, desidrata muito as folhas que tenho que proteger. O saquinho reutilizado é apenas usado quando as folhas e os legumes ainda não foram higienizados. Sempre coloco uma data para saber quando guardei.

Comprei a cesta de orgânicos aqui: http://www.maisorganicos.com.br/

 

Garrafa de água

1 – garrafa de água

Total de embalagens reutilizadas: 1

Obs: Reutilizo várias vezes uma garrafa de água com gás para guardar a água filtrada. De vez em quando tenho que trocar, mas foi a embalagem mais prática que encontrei até agora e que cabe na porta de geladeira.

 

Limpeza

1 – Porta detergente
4 – cestos de lixo
6 – saquinhos de lixo reutilizados
1 – saco de lixo novo
Total:  12
Total de embalagens reutilizadas: 8

Obs: Uso detergente concentrado onde, em geral, compro uma embalagem refil e coloco no meu porta detergente.

Uso dois saquinhos de plástico para o lixo, um é para a proteção em caso de vazamento e que troco com menos freqüência. Para o lixo da pia reutilizo os saquinhos de legumes do supermercado e para o lixo maior compro um que seja produzido com plástico reciclado. Para o lixo do banheiro e do escritório eu uso um só saquinho reutilizado de legumes.

 

Almoço

3  – saquinhos (couve, brócolis e tangerina)
3 – caixas
1 – trigo para quibe
1 – saleiro
1 – shoyu
1 – farinha de madioca
1 – ácool para limpar a mesa
1 – adoçante Stevia
3 – vidros para tempero seco
Total: 15
Total de embalagens reutilizadas: 8

Obs: Tento guardar o que posso em caixas (legumes, folhas,temperos frescos, etc), depois de higienizados, pois dura bem mais do que guardar em saquinhos e não gera nenhum resíduo. Nem tudo está na foto pois preparei o almoço junto com meu marido e vi depois outras embalagens que não tinha registrado. Comemos uma torta viva de couve com brócolis. A torta é apenas desidratada no forno com a porta aberta.

 

 Saída à tarde

1 – batom
1 – rímel
1 – bolsa
1 – garrafa vidro com água
1 – saquinho salgado
1 – bisnaguinha
1 – pão integral
1 – geléia
1 – sacola retornável dobrável
Total: 9
Total de embalagens reutilizadas: 3

Obs: Sempre levo uma sacola na bolsa para essas compras de miudezas no supermercado. Ela é dobrável e não ocupa espaço na bolsa. Resolvi incluir a bolsa pelas funções que estabeleci no começo e, além disso, muitas vezes ela substitui muito bem um saquinho de alguma compra na rua.

Sempre levo uma garrafa pequena de vidro com água na bolsa. assim evito de comprar uma garrafinha descartável na rua ou de usar um copo plástico descartável.

Aí também está uma parte do que comi à noite.

 

Higiene pessoal

1 – shampoo
1 – gel de limpeza facial
1 – fio dental
1 – pasta de dente
Total: 4
Total de embalagens reutilizadas: 0

Obs: o sabonete que usei para lavar as mãos e tomar banho estava sem embalagem

 

Embalagens emcaminhadas para a reciclagem

Total de embalagens enviadas para reciclagem em uma dia:  10

Obs: Usei a caixa dos orgânicos para guardar as embalagens que depois joguei no cesto para embalagens recicláveis do condomínio. Como o lixo é seco não precisa usar mais um saquinho só para levar para o cesto do condomínio.

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2ª edição do programa Sustentabilidade de Ponta a Ponta do Walmart

Postado em 25 julho 2011 por Elisa Quartim

No início de 2010, o Walmart lançava um projeto para contribuir com o desenvolvimento sustentável do mercado brasileiro. Em parceria com grandes empresas fornecedoras, a rede colocou produtos nas gôndolas que tiveram seu processo de fabricação repensado para serem mais amigáveis ao meio ambiente e obtiveram um crescimento de até 40% em suas vendas. Vejam o post da época.

Agora, o varejista inicia a segunda etapa da ação, com o apoio de 13 companhias, incluindo Ambev, Danone, Kimberly-Clark, Kraft Foods, L’oreal, Mars, Philips, Reckitt Benckiser, Santher, Sara Lee, SC Johnson, Whirlpool e Nat Cereais, responsável pela marca própria Sentir Bem, do Walmart.

A ideia é modificar toda a cadeia de produção e levar a sustentabilidade aos três pilares do conhecido como triple bottom line: people, planet e profit, o que significa colaborar para o desenvolvimento social e do meio ambiente, sem deixar de lado a questão econômica.

Pensando nisso, os produtos precisam maximizar os lucros das empresas, sem mexer com o bolso do consumidor, e garantir práticas que ajudem a preservar o planeta. A ideia do projeto “Sustentabilidade de Ponta a Ponta” é fazer com que as indústrias escolham os principais itens da categoria e trabalhem para melhorar os processos envolvidos.

A partir da definição, o produto passa por uma análise técnica de todo o processo de produção, com a ajuda do CETEA, para gerar as mudanças possíveis, do início ao fim da cadeia.

Este ano, o projeto já aponta resultados positivos. As transformações realizadas nos 13 produtos representam uma decréscimo do uso de água de dois milhões de litros ao ano e 19 milhões de Kwh de energia.

Com relação às emissões de gases do efeito estufa, houve queda de 3.171 tons de CO2, correspondendo à economia de 17,3 milhões de km rodados. As reduções das embalagens também possibilitaram mais espaço nos caminhões, aumentando entre 32% e 64% na capacidade das carretas.

Observando os cases com atenção, podemos perceber que em grande parte as mudanças ocorreram na redução de materiais e repensando seus processos de produção. Parece que o redesign das embalagens não foi uma prioridade, o que poderia ajudar muito o resultado desses projetos. Em nenhum dos cases foi mostrado a equipe de design. Por que será?

Os próximos posts mostrarão os 10 produtos dessa segunda edição e os ganhos obtidos dessa parceria. É um bom exemplo de como o varejo pode e deve se envolver e apoiar iniciativas de sustentabilidade de seus fornecedores. Eles fazem parte do ciclo devida do produto e são os primeiros que percebem as necessidades do consumidor cada vez mais exigente.

Fonte:

http://www.walmartsustentabilidade.com.br/sustentabilidade-pontaaponta-2011/

http://exame.abril.com.br/

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Dica Sustentável – Comunicação nas Embalagens

Postado em 28 setembro 2010 por Elisa Quartim

Desde que começamos a comprar produtos em supermercados,as embalagens tornaram-se o principal meio de comunicação do seu produto. Sem a presença do vendedor para comunicar todos os benefícios e história do produto, a embalagem é essencial para que essas informações sejam passadas na hora da venda e possibilite a escolha do seu produto.

Hoje, com os consumidores cada vez mais conscientes, essa comunicação deve ser feita sincera e responsável, caso contrário seu produto vai passar a imagem de mentiroso e suas vendas poderão cair.

Dicas para uma comunicação sustentável nas embalagens:

  • Diga a verdade
  • Use chamadas (claims) específicas – não faça grandes chamadas ambientais
  • Não exagerar atributos de um produto
  • Usar as qualificações de forma clara e visível
  • Ter provas confiáveis como backup para ter crédito
  • Distinguir entre produto, embalagem ou serviço
  • Identificação da matéria-prima de todos os componentes
  • Certifique se o consumidor pode compreender claramente o significado por trás
    das chamadas
  • Falar das características da nova embalagem e os ganhos ambientais
    conquistados
  • Uso adequado da embalagem
  • Mostrar formas de reaproveitamento da embalagem
  • Mostrar forma de desmontagem e destinação adequada
  • Seja firme, util, verdadeiro, alegre e doce.

O símbolos e ícones criados na comunicação da embalagem devem ser usados com muita responsabilidade. Usar adequadamente os símbolos de reciclagem e não criar ícones que confundam o consumidor, como de parecerem selos de aprovação ambiental. Vejam mais dicas de símbols de reciclagem no post “Dica Sustentável – Rotulagem e símbolos de reciclagem”.

Cuidado com o greenwashing.

Greenwashing significa o ato de induzir o consumidor ao erro quanto à práticas ambientais de uma empresa ou os benefícios ambientais de um produto ou serviço. A tradução literal seria uma “lavagem verde”.

Vejam os 7 pecados do greenwashing.

  1. Pecado do Custo Ambiental Camuflado
  2. Pecado da Falta de Prova
  3. Pecado da Incerteza
  4. Pecado do Culto a Falsos Rótulos
  5. Pecado da Irrelevância
  6. Pecado do “Menos Pior”
  7. Pecado da Mentira

Vejam mais informações sobre greenwashing aqui.

No Brasil não há um órgão específico que regule a rotulagem ambiental, mas a ABRE –Associação Brasileira de Embalagem –lançou uma cartilha com diretrizes baseadas na norma ISO 14021 que visam padronizar a rotulagem ambiental aplicada às embalagens.

Rotulagem Tipo II –Auto-Declarações Ambientais.
A norma ISO 14021 considera que os rótulos das embalagens devem:

  • ser exatos e não enganosos;
  • ser substanciados e verificáveis;
  • ser relevantes àquele produto ou serviço em particular;
  • ser específicos e claros sobre a que atributo é relativo;
  • não resultar em má interpretação;
  • ser significativos em relação a todo impacto ambiental do produto ou serviço durante o ciclo de vida;
  • ser apresentados de maneira a indicar claramente a reivindicação ambiental com uma declaração explanatória;
  • e não ser apresentados de maneira a parecer certificado por uma organização de terceira parte.

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Unomarketing

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Unomarketing – Comunicação Consciente

Postado em 27 agosto 2010 por Elisa Quartim

Foi prorrogado as inscrições com desconto para Unomarketing 2010 até 15 de setembro (quarta-feira). O participante que se inscrever neste período terá 8% de desconto. Após essa data, as inscrições efetuadas serão de valor integral.

Unomarketing é um seminário que visa ampliar a consciência dos profissionais de comunicação e marketing com relação ao papel que desempenham na promoção e estímulo das ações socioambientais adotadas pelas empresas. O Unomarketing propõe e valoriza novas ideias para garantir a transparência no processo comunicativo. Realizado pela primeira vez em junho 2009, o projeto resultou também no Portal Unomarketing com notícias, artigos e outros conteúdos relacionados à comunicação consciente.

Dentre os palestrantes já confirmados estão nomes de peso como André Trigueiro (Globo News), Alejandro Pinedo (Interbrand), Elisa Prado (Tetra Pak), Fred Gelli (Tátil Design), José Carlos Duarte (IBM), Ricardo Voltolini (Ideia Socioambiental), Percival Caropreso (Setor 2 ½), Koann Skrzyniarz (Sustainable Life Media), e Miriam Chaves (Rádio Eldorado).

Esse espaço será muito importante para se discutir a comunicação hoje para que ela seja feita de forma consciente em todos os setores. Sendo a embalagem um meio de comunicação do produto de uma empresa com o seu consumidor, é essencial que essa comunicação sempre seja feita de forma honesta e justa.

Para mais informações, acesse o portal: http://www.unomarketing.com.br

Serviço
Feira e Seminário Unomarketing – Comunicação Consciente
Data: 28 e 29 de setembro de 2010
Horário: das 9h às 19h
Local: Fecomercio (Rua Doutor Plínio Barreto, 285 – São Paulo – SP)

Valores com desconto
Seminário:
1 dia – R$ 404,80
2 dias -  R$ 736,00

Fórum:
R$ 138

Associados de organizações apoiadoras do evento, ONGs e estudantes possuem valores diferenciados.

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Consumo consciente em crescimento no Brasil

Postado em 09 março 2010 por Elisa Quartim

O comportamento do consumidor brasileiro vem mudando quando o assunto é sustentabilidade. A Unomarketing lançou o primeiro volume de uma série de dossiês relativos à comunicação consciente que serão realizados em parceria com os profissionais Ricardo Voltolini, da Ideia Sustentável e Luiz Bouabci, da Mob Consult. Estiveram presentes aproximadamente 60 profissionais das áreas de comunicação e sustentabilidade.

Durante apresentação, os responsáveis pelo desenvolvimento do dossiê sobre Consumo Consciente expuseram o processo de criação, pesquisa e mapeamento do documento além de apresentar, em primeira mão, o resultado do empreendimento aos convidados.

Os dados do Monitor de Responsabilidade Social Corporativa mostra como o consumidor brasileiro está insatisfeito com a conduta socioambiental das empresas nacionais e ainda aponta três tendências que vão interferir nos mercados nacional e internacional.

A primeira delas é que “intenções, nem sempre predizem ações” . Consumidores podem manifestar a intenção de consumir de forma mais consciente em pesquisas, mas não agir desse modo na prática.

A segunda conclusão é que “ o consumo consciente é filho da abundância, mas alavancado pela escassez”. Com a situação econômica favorável, o consumo responsável cai. Em crise, o consumo punitivo cresce.

A terceira conclusão é que “o consumo consciente não é aleatório, mas também não é linear. O consumo consciente segue ciclos” . A lógica tem a ver com fases cíclicas. Começa com o deslumbramento em relação ao assunto, seguida pela fase da cobertura midiática intensa. Na terceira fase, a mídia deixa de se deslumbrar e pesa os prós e os contras, ajudando a formar e estabilizar as opiniões. Na quarta fase há uma conscientização gradual dos custos e consequências pessoais. Na quinta fase, se consolidam as opiniões. Estamos na segunda fase do consumo consciente. O mesmo processo se deu com situações como a ascensão da democracia.

Alguns dados da pesquisa:

  • Dois em cada 10 brasileiros já levam em consideração o compromisso socioambiental da empresa antes de comprar um determinado produto.
    O nível de engajamento ainda é pequeno se comparado a consumidores dos Estados Unidos e dos países da Europa, mas a mudança de hábito indica que esses números só tendem a aumentar, principalmente com a utilização das novas tecnologias.
  • Os consumidores brasileiros têm estado mais atentos e críticos em relação às atitudes tomadas pelas empresas.
    Além disso, eles têm expectativas positivas com relação às empresas que estão 20% acima da média mundial e uma avaliação negativa que está três pontos acima da média de outros países. Há uma desconfiança maior quanto às informações passadas pelo varejo em geral e, de certa forma, essa atitude está atrapalhando a expansão do consumo consciente no país.
  • As tecnologias vem ajudando a acelerar o processo de adoção do consumo consciente.
    Nos Estados Unidos, uma ferramenta chamada GoodGuide tem revolucionado nos supermercado. O aplicativo, que pode ser posto no celular, informa rapidamente ao comprador todos os dados socioambientais do produto na medida em que tem acesso a seu código de barras. Assim, o consumidor saberá se o item pesquisado pode vir a causar danos à saúde ou se há algo ilegal em sua cadeia produtiva, como uso de trabalho escravo. Tudo isso em segundos.
  • Grande parte dos fabricantes ainda não investe na transparência quando o assunto é rotulagem de produtos.
    Embora o Brasil ainda apresente uma alta taxa de analfabetismo funcional, a tendência é que o consumidor busque mais informações nos rótulos e siga o que está sendo observado no mundo. A mídia, nesse ponto, tem um papel importante para fazer valer
A íntegra do dossiê, um total de 16 páginas, está disponível na edição 19 da revista Ideia Socioambiental e está disponível aqui para download em versão PDF.
Fonte:

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Blog Action Day 2009

Postado em 15 outubro 2009 por Elisa Quartim

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Hoje é dia em que os blogs do mundo estão se reunindo para falar sobre um assunto, e esse ano o tema é sobre as alterações climáticas. O objetivo é alertar as pessoas sobre a sua responsabilidade nas alterações climáticas. Cabe ao governo criar leis para a diminuição de gazes poluentes e cabe a cada um de nós, nas nossas escolhas do dia-a-dia, fazer a diferença.

Chegou a hora de agirmos.

As empresas e os profissionais envolvidos no setor de embalagem devem rever suas produções e adaptá-las para que tenham um menor impacto possível no meio ambiente antes, durante e após o consumo. Que tal rever o volume de suas embalagens, pesquisar novos materiais, ter uma produção locar e facilitar o transporte? Muita coisa pode ser feita e revista.

E nós o que podemos fazer?

Podemos escolher melhor os produtos que compramos, analizar suas embalagens, pesquizar como foram produzidos e denunciar produtos que exploram os animais e contaminam o meio ambiente. E no final levar tudo em uma sacola retornável para não aumentar ainda mais o impacto.

Depois em nossa casa podemos separar o nosso lixo e assim dar uma chance para que essas embalagens sejam reaproveitadas e não terminem em lixões que depois vão contaminar o solo e emitir gazes poluentes.

Cada um deve fazer a sua parte.

Blog oficial do evento
http://blogactionday.blogtv.uol.com.br/

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Unpackaged – Loja sem embalagem

Postado em 07 junho 2009 por Elisa Quartim

A maioria dos produtos orgânicos, geralmente acabam esquecendo de pensar em uma embalagem que tenham um impacto menor no meio ambiente, e todo o trabalho na hora da produção do alimento, perde quando embalado em uma embalagemmal pensada.

Mas uma loja em Londres foi além disso, vende seus produtos sem embalagem. É a Unpackaged.

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A loja vende produtos orgãnicos de produção local, com prioridade para cooperativas e redes sociais. A comunidade traz a sua própria embalagem, como sacolas, potes e caixas.

Para o próximo ano também haverá um serviços de entrega para escritórios locais. Eles irão entregar sabonete líquido, papel higiênico, chá, açúcar e outros produtos não-perecíveis ecológicos.

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O design da loja foi projetada pela Multistorey.  O logotipo da loja foi inspirado nos potes multiuso usados na loja. A loja foi construida em uma antiga mercearia e toda a sua comunicação foi baseada nela.

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Os recipientes para grãos foram inspirados no piso que já existia na loja, em branco e preto.

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Os recipientes tem o mesmo formato de pote do logotipo.

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Caixas de madeira e outros recipientes retornáveis que chegam do fornecedor são usados para expor os produtos. E logo na vitrine, usando a mesma imagem do logo, apresenta o conceito da loja para quem está passando.

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Caso o consumidor não leve a embalagem, eles tem disponível embalagens que o consumidor pode levar emprestada uma com o compromisso de devolver.

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Para a inauguração da loja foram desenvolvidos convites utilizando embalagens de cereais e sabão em pó. Foi colado por cima delas uma estampa com as informações da loja e o diagrama que explica o funcionamento da loja.

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No fim o que ficou claro pra mim, é que apesar de se vender como um loja sem embalagens, ela teve que desenvolver embalagens para poder guardar, proteger e expor seus produtos, funções básicas da embalagens que não podemos esquecer e por isso dela dependemos, apenas devemos repensar em como desenvolvê-las.

Design: http://www.multistorey.net/pf_unpackaged.html

http://beunpackaged.com/

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Consumo consciente de embalagem

Postado em 04 junho 2009 por Elisa Quartim

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O Ministério do Meio Ambiente criou uma cartilha para os consumidores de consumo consciente de embalagens Tem várias dicas legais e separa o trecho que fala sobre ecodesign. Vejam:

Ecodesign

É todo o processo que contempla os aspectos ambientais onde o objetivo principal é projetar ambientes, desenvolver produtos e executar serviços que de alguma maneira irão reduzir o uso dos recursos não-renováveis ou ainda minimizar o impacto ambiental dos mesmos durante seu ciclo de vida. Isto significa reduzir a geração de resíduo e economizar custos de disposição final.

Ecodesign é uma ferramenta de competitividade utilizada pelas empresas nas áreas de arquitetura, engenharia e design, tanto no mercado interno quanto externo, atendendo novos modelos de produção e consumo, contribuindo para o desenvolvimento sustentável através da substituição de produtos e processos por outros menos nocivos ao meio ambiente.

Segundo Ezio Manzini, ecodesign é a “atividade que, ligando o tecnicamente possível com o ecologicamente necessário, faz nascer novas propostas que sejam social e culturalmente aceitáveis.”

Alguns princípios de ecodesign já estão sedo incorporados pela indústria, como:

  • Escolha de materiais de baixo impacto ambiental: menos poluentes, não tóxicos, de produção sustentável ou reciclados, ou ainda que requeiram menos energia na fabricação;
  • Eficiência energética: minimização do consumo de energia para os processos de fabricação;
  • Qualidade e durabilidade: produtos mais duráveis e que funcionem melhor, a fim de gerar menos lixo;
  • Modularidade: objetos com peças intercambiáveis, que possam ser trocadas em caso de defeito, evitando a troca de todo o produto, o que também gera menos lixo;
  • Reutilização/Reaproveitamento: projetar produtos para sobreviver ao seu ciclo de vida, podendo ser reutilizados ou reaproveitados para outras funções após seu primeiro uso.

A cartilha completa vocês podem ver nesse endereço:
http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=133

Vejam também dicas de consumo consciente feitas pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul
http://www.brde.com.br/asse_midia_consumo.asp

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Unomarketing – Marketing Sustentável

Postado em 01 junho 2009 por Elisa Quartim

Unomarketing

Esta semana, em São Paulo acontecerá um evento inédito no país. Unomarketing – Comunicação Consciente: Feira e Seminário Internacional de Marketing Sustentável lança o debate sobre o papel dos profissionais do setor no atual cenário mundial.

Quando: 02, 03 e 04 de junho de 2009
Onde: Fecomercio – São Paulo / SP
Público: Profissionais de marketing, publicidade, mídia, marketing promocional, comunicação, promoção de eventos, estudantes, profissionais de responsabilidade social e ambiental.

Mais informações
Realização: Sator

http://www.unomarketing.com.br/


Mas o que é Marketing Sustentável? O artigo de Hilary Bromberg nos explica bem.

Dez passos para o marketing sustentável

Após alguns anos de construção, a sustentabilidade e o “verde” foram a temática na maior parte dos anos de 2007 e 2008. Porém, com a recente queda do mercado, o diálogo se voltou mais para manter um teto sobre a cabeça do que manter um telhado verde.

E o que uma marca sustentável deve fazer? Abaixo, estão algumas estratégias para mantê-lo à tona durante estes tempos tumultuosos.

1. Em primeiro lugar, tenha orgulho da sua marca sustentável, e saiba que há um forte núcleo de pessoas por aí que ainda se preocupam com a sustentabilidade e que irá continuar a preocupar-se. Eles podem não falar, mas mantiveram-se na linha – comprando orgânicos, reciclando, utilizando lâmpadas fluorescentes compactas, preferindo empresas que apóiam o comércio justo e causas ambientais, procurando produtos locais, buscando diminuir o uso de produtos tóxicos para casa e o corpo, buscando saúde e bem-estar e uma vida mais equilibrada e simples, apoiando as ações ambientais positivas e justiça social, sempre que possível. Uma sondagem recente confirma: 85% das pessoas ainda desejam comprar produtos de empresas socialmente responsáveis, independentemente da economia.

2. Se for uma marca com credibilidade em sustentabilidade, você vai se dar muito bem, e provavelmente ainda superar o mercado em geral. Se fizer apenas “greenwashing”, então agora seria um bom momento para parar, pois o mercado está mais preocupado com o “valor” do que com valores, num momento como este (não importa o que digam as pesquisas).

3. Seja socialmente responsável. Fale sobre isso. Seja mais socialmente responsável que nunca. Fale ainda mais sobre isso. Consumidores conscientes preocupam-se muito mais com as ações socialmente responsáveis internas da empresa (como tratam seus empregados) que com ações ambientalmente responsáveis. E esse sentimento só deve crescer.

4. Antecipe as crescentes atitudes anti-consumo e concentre-se em oferecer uma experiência de qualidade. Em tempos como este, as pessoas terão uma atitude de rejeição natural ao consumo em geral e irão ressentir-se da mera existência de bens que, simplesmente, não podem pagar. Até mesmo rejeitando a própria ideia de consumo se já estiverem estabelecidas no caminho para a sustentabilidade.

Agora é o momento de questionar seriamente seu produto, sua marca e sua mensagem – “qualidade” é um valor central para o consumidor consciente, e deve tornar-se ainda mais, com as pessoas cada vez mais seletivas (por necessidade) no que compram.

5. Dito isto, luxos acessíveis e prazeres “sem culpa” irão prosperar neste ambiente, como durante a “Grande Depressão” e qualquer outra baixa econômica. Dica: você está dando às pessoas realmente algo que tem um impacto positivo em sua vida e do planeta (relativamente, claro).

Sejam chocolates orgânicos “nutritivos”, que prometam “êxtase” na embalagem, ou uma camiseta de algodão biológico extra-macio, se você oferece pequenos prazeres acessíveis, o consumidor pode ser atraído. E se puder lançar mão de certas qualidades como “artesanal”, “nutritivo” ou “espiritualmente elevado”, a sua oferta vai parecer ainda mais luxuosa, porque estes são os novos valores que definem “luxo” para o consumidor consciente.

6. Você provavelmente tem menos dinheiro para gastar com marketing atualmente, mas as redes sociais são um poderoso meio de difusão. Preste atenção no alcance digital e bidirecional da comunicação no espaço digital. Pessoas que tenham incorporado a sustentabilidade a suas identidades sentem-se bem ao elogiar produtos neste espaço – ainda é tão difícil encontrar bons produtos e serviços “responsáveis” que os consumidores tendem a falar em suas redes sobre o que encontraram.

Então, domine o espaço digital – comece um Twitter, desenvolva uma comunidade no Facebook, mantenha uma conversa bidirecional transparente com o seu público-alvo, deixe seu próprio site completamente interativo, e você verá seu marketing ir muito mais longe.

7. Não tente conquistar pessoas com mensagens de valores malfeitos. Algo onipresente nos últimos meses. Como uma marca para a sustentabilidade, seu foco é no tripé da sustentabilidade (pessoas, planeta, lucro) e seus consumidores se preocupam com isso. Ao focar no custo, de repente, você corre o risco de aparentar manipulação e fugir da marca.

Os produtos “verdes” tiveram bastante dificuldade para estabelecer-se nos últimos anos, por conta dos preços (entre outras razões), e agora não seria um bom momento para chamar a atenção para o fato menor de que produtos e serviços dessa qualidade tendem a custar um pouco mais. Consumidores conscientes não compram seu produto porque é o mais barato, este nunca foi o seu valor proposição, e nunca deveria ser. Não comprometa seus valores num momento como este.

8. Dado que as pessoas, certamente, terão problemas para arcar com seu produto, seja generoso. Muito generoso. E se fizer isso com produtos grátis e programas lealdade, em vez de reduções de preço, as pessoas vão amá-lo ainda mais. Reduções de preço depreciam sua marca; brindes arquitetados inteligentemente criam profundo sentimento de identificação.

Durante a “Grande Depressão”, os cinemas ofereciam conjuntos de prata – peça por peça, semana por semana – e apresentaram-se sempre com casa cheia, mesmo nos piores momentos. A amostra-grátis é uma das táticas mais poderosas para produtos alimentares – 24% das pessoas, quando recebem uma amostra de um produto, compram-no em vez do produto que pretendiam adquirir. Então dê coisas. Dê livremente e inteligentemente e o consumidor se ligará à sua marca.

9. Compreenda as raízes profundas da sustentabilidade. Isto lhe dará as melhores pistas sobre o que fazer, como se expressar e ter consciência do que os consumidores realmente querem. Para compreender um movimento, temos de olhar para as crenças de seus inventores e primeiros participantes – é aqui que tudo começa. A sustentabilidade não é uma moda ou uma tendência. É uma mudança cultural sísmica, e ela está aqui para ficar.

10. De fato, a atual conjuntura econômica é um resultado direto de excessos anteriores. E uma correção é realmente uma boa coisa. Então pense bem sobre o que você está tentando vender. Examine-a de todos os ângulos, e pergunte-se se é verdadeiramente necessária. Mudar está na moda. Redes P2P estão desenvolvendo poderosas alternativas para consumo gratuito – troca de roupas entre fashionistas em festas do “troca-troca”; a couchsurfing.com torna os hotéis obsoletos; freecycling, freeganism, e toda a espécie de “empréstimo”, as redes aumentam a cada dia.

Estas tendências desafiam os modelos convencionais de compra em todas as etapas. Então, pergunte-se: o que você realmente pretende dar às pessoas? Elas realmente precisam disso? E, principalmente, se é possível encontrar outra forma de obtê-lo? Desafie suas próprias práticas de sustentabilidade em todos os pontos.
Hilary Bromberg é romancista e ex-neurocientista cognitiva, é diretora Estratégica na egg, uma empresa de comunicação de marcas, que trabalha exclusivamente com marcas sustentáveis.

Fonte:http://www.bio2.com.br/

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Os 7 pecados do Greenwashing

Postado em 04 maio 2009 por Elisa Quartim

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Greenwash sem tradução em português, significa o ato de induzir o consumidor ao erro quanto à práticas ambientais de uma empresa ou os benefícios ambientais de um produto ou serviço. A tradução literal seria uma “lavagem verde”

Existem vários produtos que afirmam ser verde nas prateleiras das lojas hoje em dia, porém, os produtos “naturais” e “orgânicos” são mais prováveis cometer pelo menos um dos Sete Pecados da Greenwashing-como compilado por TerraChoice Ambiental Marketing ( http://sinsofgreenwashing.org/).

Entre 2007 e 2009, os produtos chamados verdes tem aumentado entre 40% e 176%. Entre os produtos pesquisados, 98% dos produtos cometeram pelo menos um pecado de Greenwashing. de acordo com o relatório do TerraChoice “The 2009 Seven Sins of Greenwashing.”

Os Sete Pecados de Greenwashing são:

1. Pecado do Custo Ambiental Camuflado

Ele se caracteriza em uma ação econômica que visa à resolução de problema mas acarreta outro, obrigando uma escolha.

Ocorre quando uma questão ambiental é enfatizada em detrimento dos potencialmente mais sérias preocupações. Em outras palavras, quando comercialização esconde um trade-off entre as questões ambientais. Papel, por exemplo, não é necessariamente ambientalmente preferível apenas porque sua origem é de floresta cujo manejo é sustentável.

2. Pecado da Falta de Prova

Isto acontece quando as afirmações ambientais não são apoiadas por elementos de prova ou de certificação. Um exemplo comum são os lenços faciais que se dizem diferentes percentagens de conteúdo reciclado de pós-consumo, sem fornecer qualquer detalhes.

3. Pecado da Incerteza

Ocorre quando a chamada do produto é tão carente de particularidades como sem sentido. “Natural” é um exemplo desse pecado. Arsénio, urânio, mercúrio, e formaldeído são todos naturais e venenosos. “Natural” não é necessariamente “verde”.

4. Pecado do Culto a Falsos Rótulos
Isso acontece quando os marketeiros criam uma falsa sugestão ou uma imagem parecida com certificação para induzir os consumidores a pensar que um produto passou por um processo de certificação de produto verde.

Um exemplo desse pecado é colocar um selo certificação do programa ambiental da empresa para a qual não necessariamente define o produto como verde.

5. Pecado da Irrelevância
Este pecado surge quando um problema ambiental não relacionados ao produto é enfatizado. Um exemplo é a alegação de que um produto é “isento de CFC,” uma vez que os CFCs são proibidos por lei.6. O Pecado de menor de dois males

6. Pecado do “Menos Pior”
Ocorre quando a chamada do produto afirmam ser “verde” sobre uma categoria de produto que ela própria não tem benefícios ambientais. Cigarros orgânicos são um exemplo deste pecado.

7. Pecado da Mentira

É quando alegações ambientais são falsas. Um exemplo comum é afirmar falsamente ser produtos com certificação de economia de energia.

O relatório analisa o estado do greenwashing no Reino Unido e na Austrália. Foram analizados quase 1.000 produtos em cada um destes dois países, revelando que greenwashing é um desafio internacional.

Fontes:

http://terrachoice.com/

http://sinsofgreenwashing.org/

Comentários (2)

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