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Rakafuki  – Embalagem de lâmpada LED promove economia de energia

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Rakafuki – Embalagem de lâmpada LED promove economia de energia

Postado em 28 setembro 2012 por Elisa Quartim

O projeto Rakafuki Friends é uma experiência de usar o design divertido de ajudar as crianças e adultos se engajar com o conceito abstrato de eficiência energética. Cada Rakafuki Friend é uma lâmpada LED super-eficiente, vestida como um porco, frango ou canguru.

Brian Dougherty, um dos fundadores da Celery Design Collaborative, teve a ideia do projeto como uma forma de arrecadar dinheiro para a escola que sua filha frequenta, a Rosa Parks Elementary. A filha de Dougherty, que é uma aluna da terceira série, veio com o nome e até escreveu uma música tema para o Rakafuki Friends.

Vários designers da Celery Design colaboraram para fazer o projeto acontecer, projetaram tudo, desde os protótipos embalagens, logotipo e até o site.

Como funciona

  1. Cada animal contém uma lâmpada LED eficiente .
  2. Substitua a lâmpada incandescente velha, e economize energia.
  3. Economize dinheiro ao longo da longa vida útil da lâmpada.
  4. Dê uma segunda vida para sua lâmpada velha após o seu uso, é só colocá-la na embalagem.*

* Isso foi a única coisa que não achei bem resolvido. Acho muito perigoso dar uma lâmpada de vidro para uma criança brincar. A cabeça do animal depende da lâmpada para ficar presa. O ideal seria uma embalagem que ficasse ainda com o formato de bicho, mesmo sem a lâmpada.

 

 

Dentro da embalagem está uma lâmpada Pharox LED, feita por Lemins Lighting, um dos clientes da Celery Design, onde já falamos de outro projetos deles aqui. As lâmpadas podem durar até 35 vezes mais que uma lâmpada incandescente e 8 vezes mais que uma lâmpada CFL e utiliza apenas 8 watts de eletricidade.

100% dos lucros das vendas do Rakafuki Friends vai para Rosa Parks Elementary. O objetivo do projeto é arrecadar $10,000. Para isso, todas as partes envolvidas estão doando seu tempo e fornecimento de materiais a preço de custo ou abaixo do custo real. A New Leaf Paper também doou 100% dos papéis reciclados, de pós-consumo, utilizadas para a embalagem.

As pessoas envolvidas no projeto esperam que as crianças possam inspirar os pais a mudar seus hábitos de compra, assim, as famílias vão começar a poupar energia e dinheiro. Os Rakafuki Friends promovem a eficiência energética, enfatizando alegria e imaginação, em vez do medo. Ação comum nas escolas que educam as crianças pelo medo da falta de recursos naturais no futuro.

Uma coisa que este projeto nos faz relfletir é a necessidade de tornar os produtos responsáveis mais desejáveis. O comportamento do consumidor é uma coisa estranha, grande parte é impulsionada pelo desejo. Argumentos racionais nem sempre funcionam.

Brian Dougherty  mostrou este projeto no Brasil na Conferência Design para Vida – 2012, em Salvador, e em São Paulo na FAU USP. Ele também veio para divulgar o seu livro “Design Gráfico Sustentável” que já falei aqui no blog.

 

Fonte:

http://rakafuki.com/

http://www.celerydesign.com/

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eBay box2

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eBay Box – caixa retornável

Postado em 18 outubro 2010 por Elisa Quartim

O eBay, famoso portal de intermediação de vendas de objetos do mundo, está lançando a eBay Box. O projeto piloto anunciado pelo Green Team do eBay promove uma embalagem desenvolvida especialmente para ser reutilizada.  A ideia é que cada embalagem seja reutilizada por no mínimo cinco vezes no envio de produtos negociados através do site.

As novas embalagens são feitas com papelão ondulado 100% reciclado e com certificação FSC (Conselho de Manejo Florestal, entidade que atesta o uso correto de materiais celulósicos).

Criada pelo Green Team, um departamento da empresa dedicado à criação de práticas mais sustentáveis, a caixa apresenta espaços para que os usuários escrevam pequenos relatos, ajudando a construir crônicas sobre o uso de cada embalagem. As histórias das eBay Boxes serão documentadas numa página da internet ( thebox.ebay.com).

Eles calculam que se toda caixa for reutilizada no mínimo cinco vezes, evitaram que quase 4 000 árvores sejam cortadas, irão economizar 9 milhões de litros de água e conservar energia suficiente para abastecer 49 casas por um ano.

Um programa-piloto pretende distribuir 100 000 unidades nos Estados Unidos e premiar com um cupom de 1 dólar quem ajudar a monitorar o reuso das embalagens.

O design gráfico da embalagem é lindo. As imagens criam uma ligação emocional. O fato do histórico da embalagem ficar na embalagem cria um maior envolvimento com o processo. As imagens das caixas, quando juntas, formam uma grande árvore comunicando bem a mensagem de “verdes” que querem passar.

Os gráficos e imagens são impressos em 2 cores, porém acabam usando muito mais tinta do que o usual. Além de aumentar o valor do custo da caixa, quando descartado, será muito mais tinta que irá para o meio ambiente.

Uma boa ideia para esse tipo de embalagem é poder reutilizar a embalagem usando os 2 lados como esse exemplo da Salazar Packaging.

No mais, sempre que possível, qualquer embalagem pode ser reutilizada, basta usar o bom senso.

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lata-aluminio

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Dica Sustentável – Comunicação nas Embalagens

Postado em 28 setembro 2010 por Elisa Quartim

Desde que começamos a comprar produtos em supermercados,as embalagens tornaram-se o principal meio de comunicação do seu produto. Sem a presença do vendedor para comunicar todos os benefícios e história do produto, a embalagem é essencial para que essas informações sejam passadas na hora da venda e possibilite a escolha do seu produto.

Hoje, com os consumidores cada vez mais conscientes, essa comunicação deve ser feita sincera e responsável, caso contrário seu produto vai passar a imagem de mentiroso e suas vendas poderão cair.

Dicas para uma comunicação sustentável nas embalagens:

  • Diga a verdade
  • Use chamadas (claims) específicas – não faça grandes chamadas ambientais
  • Não exagerar atributos de um produto
  • Usar as qualificações de forma clara e visível
  • Ter provas confiáveis como backup para ter crédito
  • Distinguir entre produto, embalagem ou serviço
  • Identificação da matéria-prima de todos os componentes
  • Certifique se o consumidor pode compreender claramente o significado por trás
    das chamadas
  • Falar das características da nova embalagem e os ganhos ambientais
    conquistados
  • Uso adequado da embalagem
  • Mostrar formas de reaproveitamento da embalagem
  • Mostrar forma de desmontagem e destinação adequada
  • Seja firme, util, verdadeiro, alegre e doce.

O símbolos e ícones criados na comunicação da embalagem devem ser usados com muita responsabilidade. Usar adequadamente os símbolos de reciclagem e não criar ícones que confundam o consumidor, como de parecerem selos de aprovação ambiental. Vejam mais dicas de símbols de reciclagem no post “Dica Sustentável – Rotulagem e símbolos de reciclagem”.

Cuidado com o greenwashing.

Greenwashing significa o ato de induzir o consumidor ao erro quanto à práticas ambientais de uma empresa ou os benefícios ambientais de um produto ou serviço. A tradução literal seria uma “lavagem verde”.

Vejam os 7 pecados do greenwashing.

  1. Pecado do Custo Ambiental Camuflado
  2. Pecado da Falta de Prova
  3. Pecado da Incerteza
  4. Pecado do Culto a Falsos Rótulos
  5. Pecado da Irrelevância
  6. Pecado do “Menos Pior”
  7. Pecado da Mentira

Vejam mais informações sobre greenwashing aqui.

No Brasil não há um órgão específico que regule a rotulagem ambiental, mas a ABRE –Associação Brasileira de Embalagem –lançou uma cartilha com diretrizes baseadas na norma ISO 14021 que visam padronizar a rotulagem ambiental aplicada às embalagens.

Rotulagem Tipo II –Auto-Declarações Ambientais.
A norma ISO 14021 considera que os rótulos das embalagens devem:

  • ser exatos e não enganosos;
  • ser substanciados e verificáveis;
  • ser relevantes àquele produto ou serviço em particular;
  • ser específicos e claros sobre a que atributo é relativo;
  • não resultar em má interpretação;
  • ser significativos em relação a todo impacto ambiental do produto ou serviço durante o ciclo de vida;
  • ser apresentados de maneira a indicar claramente a reivindicação ambiental com uma declaração explanatória;
  • e não ser apresentados de maneira a parecer certificado por uma organização de terceira parte.

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Unomarketing

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Unomarketing – Comunicação Consciente

Postado em 27 agosto 2010 por Elisa Quartim

Foi prorrogado as inscrições com desconto para Unomarketing 2010 até 15 de setembro (quarta-feira). O participante que se inscrever neste período terá 8% de desconto. Após essa data, as inscrições efetuadas serão de valor integral.

Unomarketing é um seminário que visa ampliar a consciência dos profissionais de comunicação e marketing com relação ao papel que desempenham na promoção e estímulo das ações socioambientais adotadas pelas empresas. O Unomarketing propõe e valoriza novas ideias para garantir a transparência no processo comunicativo. Realizado pela primeira vez em junho 2009, o projeto resultou também no Portal Unomarketing com notícias, artigos e outros conteúdos relacionados à comunicação consciente.

Dentre os palestrantes já confirmados estão nomes de peso como André Trigueiro (Globo News), Alejandro Pinedo (Interbrand), Elisa Prado (Tetra Pak), Fred Gelli (Tátil Design), José Carlos Duarte (IBM), Ricardo Voltolini (Ideia Socioambiental), Percival Caropreso (Setor 2 ½), Koann Skrzyniarz (Sustainable Life Media), e Miriam Chaves (Rádio Eldorado).

Esse espaço será muito importante para se discutir a comunicação hoje para que ela seja feita de forma consciente em todos os setores. Sendo a embalagem um meio de comunicação do produto de uma empresa com o seu consumidor, é essencial que essa comunicação sempre seja feita de forma honesta e justa.

Para mais informações, acesse o portal: http://www.unomarketing.com.br

Serviço
Feira e Seminário Unomarketing – Comunicação Consciente
Data: 28 e 29 de setembro de 2010
Horário: das 9h às 19h
Local: Fecomercio (Rua Doutor Plínio Barreto, 285 – São Paulo – SP)

Valores com desconto
Seminário:
1 dia – R$ 404,80
2 dias -  R$ 736,00

Fórum:
R$ 138

Associados de organizações apoiadoras do evento, ONGs e estudantes possuem valores diferenciados.

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ECOBRIL-PASTILHA-RALO-VERSO

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Ecobril – produtos ecológicos da Bombril

Postado em 18 maio 2010 por Elisa Quartim

A Bombril anunciou que até o final deste mês lançará uma nova linha de produtos de limpeza ecológicos. Serão 24 itens onde, segundo a empresa, a nova linha é fabricada a partir de matérias-primas naturais e de fontes renováveis. Além dos produtos serem concentrados.

As embalagens são recicladas e recicláveis e os refis são econômicos. Não foi informado se foi feito alguma Análise do Ciclo de Vida para o desenvolvimento das embalagens. O desenvolvimento das embalagens foi inspirado no segmento de cosméticos seguindo um tendência desse tipo de produto feito no exterior.

Um dos principais itens da nova linha da Bombril é a pastilha para ralo. Desenvolvido pela empresa de biotecnologia SuperBac, o produto é inédito no mercado brasileiro e atua contra odores desagradáveis e entupimentos. O processo utiliza microorganismos para degradar os resíduos orgânicos e, por isso, além de não agredir o meio ambiente, promove um pré-tratamento da água descartada.

As embalagens da linha Ecobril divulga e incentiva a ideia dos 4Rs (reduzir, reutizar, reciclar e respeitar a biodiversidade), através de ícones simbolizando cada R. Assim cumpre a função educativa, que é um dos caminhos para a sustentabilidade nas embalagens.

Outra novidade da linha da Bombril são os refis dos produtos Multiuso e do Limpa vidros. Além dos frascos de 500 ml, os consumidores podem comprar o sachet concentrado de 100 ml e preparar o produto em casa, dissolvendo o conteúdo na água.

Com os lançamentos ecológicos, a empresa pretende atingir, principalmente, as classes A e B. Mas fica um pensamento, porque não desenvolver um produto ecológico acessível à todos? Não estariam aumentando ainda mais a quantidade de embalagens descartadas criando uma nova linha e não trabalhando na que já existe, que, por ser de grande consumo, tem um impacto maior?

Fico feliz que cada vez mais as empresas brasileiras estão começando a se preocupar mais com o impacto de seus produtos

Fonte:

http://economia.ig.com.br/inovacao/

http://www.bombrileco.com.br/

Design: http://www.mndesign.com.br

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Unomarketing

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Unomarketing – Marketing Sustentável

Postado em 01 junho 2009 por Elisa Quartim

Unomarketing

Esta semana, em São Paulo acontecerá um evento inédito no país. Unomarketing – Comunicação Consciente: Feira e Seminário Internacional de Marketing Sustentável lança o debate sobre o papel dos profissionais do setor no atual cenário mundial.

Quando: 02, 03 e 04 de junho de 2009
Onde: Fecomercio – São Paulo / SP
Público: Profissionais de marketing, publicidade, mídia, marketing promocional, comunicação, promoção de eventos, estudantes, profissionais de responsabilidade social e ambiental.

Mais informações
Realização: Sator

http://www.unomarketing.com.br/


Mas o que é Marketing Sustentável? O artigo de Hilary Bromberg nos explica bem.

Dez passos para o marketing sustentável

Após alguns anos de construção, a sustentabilidade e o “verde” foram a temática na maior parte dos anos de 2007 e 2008. Porém, com a recente queda do mercado, o diálogo se voltou mais para manter um teto sobre a cabeça do que manter um telhado verde.

E o que uma marca sustentável deve fazer? Abaixo, estão algumas estratégias para mantê-lo à tona durante estes tempos tumultuosos.

1. Em primeiro lugar, tenha orgulho da sua marca sustentável, e saiba que há um forte núcleo de pessoas por aí que ainda se preocupam com a sustentabilidade e que irá continuar a preocupar-se. Eles podem não falar, mas mantiveram-se na linha – comprando orgânicos, reciclando, utilizando lâmpadas fluorescentes compactas, preferindo empresas que apóiam o comércio justo e causas ambientais, procurando produtos locais, buscando diminuir o uso de produtos tóxicos para casa e o corpo, buscando saúde e bem-estar e uma vida mais equilibrada e simples, apoiando as ações ambientais positivas e justiça social, sempre que possível. Uma sondagem recente confirma: 85% das pessoas ainda desejam comprar produtos de empresas socialmente responsáveis, independentemente da economia.

2. Se for uma marca com credibilidade em sustentabilidade, você vai se dar muito bem, e provavelmente ainda superar o mercado em geral. Se fizer apenas “greenwashing”, então agora seria um bom momento para parar, pois o mercado está mais preocupado com o “valor” do que com valores, num momento como este (não importa o que digam as pesquisas).

3. Seja socialmente responsável. Fale sobre isso. Seja mais socialmente responsável que nunca. Fale ainda mais sobre isso. Consumidores conscientes preocupam-se muito mais com as ações socialmente responsáveis internas da empresa (como tratam seus empregados) que com ações ambientalmente responsáveis. E esse sentimento só deve crescer.

4. Antecipe as crescentes atitudes anti-consumo e concentre-se em oferecer uma experiência de qualidade. Em tempos como este, as pessoas terão uma atitude de rejeição natural ao consumo em geral e irão ressentir-se da mera existência de bens que, simplesmente, não podem pagar. Até mesmo rejeitando a própria ideia de consumo se já estiverem estabelecidas no caminho para a sustentabilidade.

Agora é o momento de questionar seriamente seu produto, sua marca e sua mensagem – “qualidade” é um valor central para o consumidor consciente, e deve tornar-se ainda mais, com as pessoas cada vez mais seletivas (por necessidade) no que compram.

5. Dito isto, luxos acessíveis e prazeres “sem culpa” irão prosperar neste ambiente, como durante a “Grande Depressão” e qualquer outra baixa econômica. Dica: você está dando às pessoas realmente algo que tem um impacto positivo em sua vida e do planeta (relativamente, claro).

Sejam chocolates orgânicos “nutritivos”, que prometam “êxtase” na embalagem, ou uma camiseta de algodão biológico extra-macio, se você oferece pequenos prazeres acessíveis, o consumidor pode ser atraído. E se puder lançar mão de certas qualidades como “artesanal”, “nutritivo” ou “espiritualmente elevado”, a sua oferta vai parecer ainda mais luxuosa, porque estes são os novos valores que definem “luxo” para o consumidor consciente.

6. Você provavelmente tem menos dinheiro para gastar com marketing atualmente, mas as redes sociais são um poderoso meio de difusão. Preste atenção no alcance digital e bidirecional da comunicação no espaço digital. Pessoas que tenham incorporado a sustentabilidade a suas identidades sentem-se bem ao elogiar produtos neste espaço – ainda é tão difícil encontrar bons produtos e serviços “responsáveis” que os consumidores tendem a falar em suas redes sobre o que encontraram.

Então, domine o espaço digital – comece um Twitter, desenvolva uma comunidade no Facebook, mantenha uma conversa bidirecional transparente com o seu público-alvo, deixe seu próprio site completamente interativo, e você verá seu marketing ir muito mais longe.

7. Não tente conquistar pessoas com mensagens de valores malfeitos. Algo onipresente nos últimos meses. Como uma marca para a sustentabilidade, seu foco é no tripé da sustentabilidade (pessoas, planeta, lucro) e seus consumidores se preocupam com isso. Ao focar no custo, de repente, você corre o risco de aparentar manipulação e fugir da marca.

Os produtos “verdes” tiveram bastante dificuldade para estabelecer-se nos últimos anos, por conta dos preços (entre outras razões), e agora não seria um bom momento para chamar a atenção para o fato menor de que produtos e serviços dessa qualidade tendem a custar um pouco mais. Consumidores conscientes não compram seu produto porque é o mais barato, este nunca foi o seu valor proposição, e nunca deveria ser. Não comprometa seus valores num momento como este.

8. Dado que as pessoas, certamente, terão problemas para arcar com seu produto, seja generoso. Muito generoso. E se fizer isso com produtos grátis e programas lealdade, em vez de reduções de preço, as pessoas vão amá-lo ainda mais. Reduções de preço depreciam sua marca; brindes arquitetados inteligentemente criam profundo sentimento de identificação.

Durante a “Grande Depressão”, os cinemas ofereciam conjuntos de prata – peça por peça, semana por semana – e apresentaram-se sempre com casa cheia, mesmo nos piores momentos. A amostra-grátis é uma das táticas mais poderosas para produtos alimentares – 24% das pessoas, quando recebem uma amostra de um produto, compram-no em vez do produto que pretendiam adquirir. Então dê coisas. Dê livremente e inteligentemente e o consumidor se ligará à sua marca.

9. Compreenda as raízes profundas da sustentabilidade. Isto lhe dará as melhores pistas sobre o que fazer, como se expressar e ter consciência do que os consumidores realmente querem. Para compreender um movimento, temos de olhar para as crenças de seus inventores e primeiros participantes – é aqui que tudo começa. A sustentabilidade não é uma moda ou uma tendência. É uma mudança cultural sísmica, e ela está aqui para ficar.

10. De fato, a atual conjuntura econômica é um resultado direto de excessos anteriores. E uma correção é realmente uma boa coisa. Então pense bem sobre o que você está tentando vender. Examine-a de todos os ângulos, e pergunte-se se é verdadeiramente necessária. Mudar está na moda. Redes P2P estão desenvolvendo poderosas alternativas para consumo gratuito – troca de roupas entre fashionistas em festas do “troca-troca”; a couchsurfing.com torna os hotéis obsoletos; freecycling, freeganism, e toda a espécie de “empréstimo”, as redes aumentam a cada dia.

Estas tendências desafiam os modelos convencionais de compra em todas as etapas. Então, pergunte-se: o que você realmente pretende dar às pessoas? Elas realmente precisam disso? E, principalmente, se é possível encontrar outra forma de obtê-lo? Desafie suas próprias práticas de sustentabilidade em todos os pontos.
Hilary Bromberg é romancista e ex-neurocientista cognitiva, é diretora Estratégica na egg, uma empresa de comunicação de marcas, que trabalha exclusivamente com marcas sustentáveis.

Fonte:http://www.bio2.com.br/

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greenwashing_seven_sins

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Os 7 pecados do Greenwashing

Postado em 04 maio 2009 por Elisa Quartim

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Greenwash sem tradução em português, significa o ato de induzir o consumidor ao erro quanto à práticas ambientais de uma empresa ou os benefícios ambientais de um produto ou serviço. A tradução literal seria uma “lavagem verde”

Existem vários produtos que afirmam ser verde nas prateleiras das lojas hoje em dia, porém, os produtos “naturais” e “orgânicos” são mais prováveis cometer pelo menos um dos Sete Pecados da Greenwashing-como compilado por TerraChoice Ambiental Marketing ( http://sinsofgreenwashing.org/).

Entre 2007 e 2009, os produtos chamados verdes tem aumentado entre 40% e 176%. Entre os produtos pesquisados, 98% dos produtos cometeram pelo menos um pecado de Greenwashing. de acordo com o relatório do TerraChoice “The 2009 Seven Sins of Greenwashing.”

Os Sete Pecados de Greenwashing são:

1. Pecado do Custo Ambiental Camuflado

Ele se caracteriza em uma ação econômica que visa à resolução de problema mas acarreta outro, obrigando uma escolha.

Ocorre quando uma questão ambiental é enfatizada em detrimento dos potencialmente mais sérias preocupações. Em outras palavras, quando comercialização esconde um trade-off entre as questões ambientais. Papel, por exemplo, não é necessariamente ambientalmente preferível apenas porque sua origem é de floresta cujo manejo é sustentável.

2. Pecado da Falta de Prova

Isto acontece quando as afirmações ambientais não são apoiadas por elementos de prova ou de certificação. Um exemplo comum são os lenços faciais que se dizem diferentes percentagens de conteúdo reciclado de pós-consumo, sem fornecer qualquer detalhes.

3. Pecado da Incerteza

Ocorre quando a chamada do produto é tão carente de particularidades como sem sentido. “Natural” é um exemplo desse pecado. Arsénio, urânio, mercúrio, e formaldeído são todos naturais e venenosos. “Natural” não é necessariamente “verde”.

4. Pecado do Culto a Falsos Rótulos
Isso acontece quando os marketeiros criam uma falsa sugestão ou uma imagem parecida com certificação para induzir os consumidores a pensar que um produto passou por um processo de certificação de produto verde.

Um exemplo desse pecado é colocar um selo certificação do programa ambiental da empresa para a qual não necessariamente define o produto como verde.

5. Pecado da Irrelevância
Este pecado surge quando um problema ambiental não relacionados ao produto é enfatizado. Um exemplo é a alegação de que um produto é “isento de CFC,” uma vez que os CFCs são proibidos por lei.6. O Pecado de menor de dois males

6. Pecado do “Menos Pior”
Ocorre quando a chamada do produto afirmam ser “verde” sobre uma categoria de produto que ela própria não tem benefícios ambientais. Cigarros orgânicos são um exemplo deste pecado.

7. Pecado da Mentira

É quando alegações ambientais são falsas. Um exemplo comum é afirmar falsamente ser produtos com certificação de economia de energia.

O relatório analisa o estado do greenwashing no Reino Unido e na Austrália. Foram analizados quase 1.000 produtos em cada um destes dois países, revelando que greenwashing é um desafio internacional.

Fontes:

http://terrachoice.com/

http://sinsofgreenwashing.org/

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