Archive | Rotulagem Ambiental

transgenicos

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Símbolo de transgênicos

Postado em 21 setembro 2011 por Elisa Quartim

O símbolo de transgêncos, um triângulo com a letra “T” em seu interior, é obrigatória para facilitar a identificação pelo consumidor sobre presença de transgênicos nos alimentos. A lei é de 2003, mas poucas pessoas acabam reparando nele ou até mesmo usando.

O símbolo tem como objetivo padronizar a informação sobre a presença de produtos geneticamente modificados, até então identificada pelo próprio fabricante.

O artigo 2º do Decreto 4.680/2003 que limita a obrigatoriedade da informação da presença de transgênicos nos rótulos dos produtos que tivessem até 1% de OGM (Organismos Geneticamente Modificados) em sua composição.

A norma exige que, acima desse percentual, tanto os produtos embalados quanto os vendidos a granel ou in natura, tragam no rótulo da embalagem ou do recipiente em que estão contidos, em destaque, no painel principal e juntamente com um símbolo, algumas expressões padronizadas para informar a sua origem e composição transgênica. Há uma exceção para o Estado de São Paulo. Em 1999 foi aprovada uma lei que exige que todos os alimentos que contiverem transgênicos, independentemente da quantidade, tragam a informação obrigatória no rótulo: “alimento geneticamente modificado” ou “contém, na composição, alimento geneticamente modificado”, conforme o caso.
Aplicação

  • Ele deverá ser aplicado nos produtos embalados ou nos in natura, vendidos a granel. No caso de aplicação em embalagens coloridas, o fundo do triângulo deverá ser preenchido com a cor amarela.
  • Se os rótulos forem impressos em preto e branco, o fundo interno deverá permanecer branco (ou transparente). A proposta também estabelece as dimensões mínimas para a aplicação da marca, conforme a rotulagem do produto.
  • Ele deverá constar no painel principal da embalagem, que é o que fica voltado diretamente para o consumidor quando o produto está na prateleira.
  • Deve estar em destaque e em contraste de cores que assegure a correta visibilidade.
  • O triângulo será eqüilátero.
  • A área a ser ocupada pelo símbolo transgênico deve representar, no mínimo, 0,4% da área do painel principal, não podendo ser inferior a 10,82531mm2 (ou triângulo com laterais equivalentes a 5mm).
  • De acordo com o decreto federal, o rótulo deve ter uma das seguintes expressões, dependendo do caso: “(nome do produto) transgênico”, “contém (nome do ingrediente ou ingredientes) transgênico(s)” ou “produto produzido a partir de (nome do produto) transgênico”. O decreto determina ainda que o consumidor seja informado sobre a espécie doadora do gene no local reservado para a identificação dos ingredientes.

Se suspeitar de produto que contenha transgênico sem a devida rotulagem, o consumidor deve denunciar aos Procons, ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça (www.mj.gov.br/DPDC/) às Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais, à Secretaria de Defesa Agropecuária, a uma das Delegacias Federais de Agricultura nos estados ou o Ministério da Agricultura (www.agricultura.gov.br) .

 

Fonte:

http://www.idec.org.br/noticia.asp?id=12535

http://www.idec.org.br/emacao.asp?id=596

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Linha de aveias Sentir Bem repensa o seu ciclo de vida

Postado em 09 agosto 2011 por Elisa Quartim

O Walmart participa do Projeto Sustentabilidade de Ponta a Ponta a linha de aveias Sentir Bem. Composta por seis produtos e produzida pela Nat Cereais de Lagoa Vermelha (RS), teve seu ciclo de vida redesenhado, num processo que contemplou seis diferentes iniciativas que melhoraram a cadeia produtiva desde o plantio da aveia até o descarte da embalagem pelo consumidor final.
O primeiro passo foi repensar a origem da matéria prima e fortalecer a parceria com produtores: a forma de plantio da aveia passou a utilizar em 100% a tecnologia de manejo com plantio direto, que aumenta a produtividade por hectare e reduz os impactos de erosão do solo. Foram privilegiados produtores de aveia do entorno da fábrica – até 30 quilômetros de distância –, e foi firmado um contrato de garantia de compra entre esses e a Nat Cereais. O resultado se manifesta em duas dimensões: a social, porque prestigia a comunidade local, e a ambiental, pela maior produtividade por área cultivada, pela redução da erosão do solo e das emissões de gás carbônico, devido aos deslocamentos menores do campo até a fábrica.
A segunda parte do processo foi reaproveitar os resíduos industriais. Antes, as cascas da aveia eram em boa parte descartadas em uma área do próprio terreno da fábrica e se decompunham naturalmente, gerando gás metano. Com a intervenção, as cascas passaram a ter três destinações nobres do ponto de vista ambiental: como ingrediente de ração animal (um poder nutritivo antes desperdiçado), como cama de aviário e como combustível de caldeira em uma indústria próxima à fábrica.
Pesquisar na região da fábrica permitiu a implementação de mais uma iniciativa. Foi identificada uma oportunidade de aperfeiçoar o processo energético da fábrica, aproveitando como combustível de caldeira a biomassa de resíduos de MDF de uma indústria moveleira situada a cerca de 500 metros da fábrica, que antes era descartada, substituindo lenha proveniente de eucaliptos.

Repensados a matéria-prima e o processo produtivo, o grupo passou a examinar a embalagem. Foi possível reduzir o peso e a utilização do papel sem que a embalagem perdesse sua função protetora. Produzidas com menos papel (cartão certificado pelo FSC – Forest Stewardship Council), as caixinhas utilizam menos 10% de massa de celulose, deixando de emitir gás carbônico e gás metano no aterro da parcela não reciclada. Além disso, foi possível conseguir mais um benefício: aumentar de 80 para cem o número de caixas de produto transportado por palete, reduzindo as viagens realizadas da fábrica ao Walmart. E, já que o objetivo era otimizar todos os aspectos possíveis, foram colocadas na embalagem orientações úteis sobre sustentabilidade e descarte, para integrar o consumidor final ao processo e estimular o consumo consciente.
A comunidade local também foi contemplada no âmbito social: tanto o fornecedor (que é uma empresa familiar) quanto o Walmart revertem a quantia de R$ 0,02 para cada unidade vendida da linha de aveias para uma instituição localizada próximo à fábrica, que atende cerca de 150 crianças e adolescentes. Com isto, estima-se que ao longo do ano seja possível captar entre R$ 15 mil e 18 mil – sem alterar o preço final do produto e sem onerar o consumidor.
Participaram diretamente desse projeto 19 pessoas do Walmart e do fabricante. O desenvolvimento do Projeto Sustentabilidade de Ponta a Ponta das aveias Sentir Bem contaminou positivamente todos os que compartilharam o esforço de aplicar conhecimento científico e necessidade mercadológica com uma visão de generosidade coletiva.

SUSTENTABILIDADE NA MEDIDA

O projeto teve como foco a forma de produção (plantio direto) com menor erosão, menor consumo de recursos (combustíveis nos processos/transporte e materiais, como o cartão das embalagens e lenha para caldeira) e aproveitamento de resíduos (casca da aveia e resíduos de MDF) em toda a cadeia produtiva, além da campanha educacional com foco na sustentabilidade ambiental e ação de responsabilidade social na região de produção da aveia. Os ganhos ambientais alcançados pelo projeto para a estimativa de venda anual na rede Walmart foram:

  • redução da emissão de CO2equivalente = – 1.105 ton
  • redução no consumo de óleo diesel/ou óleo combustível = – 4.885 L
  • redução da massa de embalagem = – 1.578 kg
  • redução de Resíduo Industrial = – 208.000 kg
  • ações de Responsabilidade Social = entre R$ 15.000,00 e 18.000,00/ano para a Instituição “Amor Perfeito – Associação Criança e Adolescente”

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Veja Perfumes Sensações repensa o seu ciclo de vida

Postado em 05 agosto 2011 por Elisa Quartim

Veja Perfumes Sensações estreia com melhorias no processo e é apresentando ao mercado a sua versão dois litros. Algumas mudanças foram feitas, com a garantia de que o consumidor terá o mesmo produto que tinha antes, porém mais sustentável.

Na rotulagem foi reservado um espaço “green”, intitulado Nossa Casa, Nosso Planeta, para comunicar as melhorias ambientais do produto, incluindo os itens técnicos importantes para a reciclagem de cada um dos itens da embalagem e dicas de consumo consciente para o consumidor, como a importância da responsabilidade ambiental e do papel das empresas e das pessoas.

No processo de repensar o ciclo de vida do produto o processo produtivo foi aprimorado, agregando diversas melhorias. Foi obtida uma redução de uma hora no tempo de fabricação do produto com o desenvolvimento de uma nova fórmula e redução de energia no sopro das embalagens, além de menos consumo de papelão nas bandejas que transportam o produto, e diversas melhorias na planta como por exemplo a substituição das lâmpadas pelas de LED e um novo compressor com menor gasto de energia.

A empresa desenvolveu a versão dois litros, que usa menos 47% de material por litro de produto quando comparado com a embalagem de 500ml. Além disso, foram feitas algumas melhorias no produto atual em relação ao critério de sustentabilidade, como a redução em 7% do material da tampa e em 6% da gramatura do rótulo. Um diferencial no projeto envolve também a produção do rótulo com tinta à base de soja, que gera menos resíduos para o meio ambiente.

Veja Perfumes Sensações é comercializado somente no Brasil. O projeto usou recursos internos da empresa e teve o envolvimento de 6 pessoas diretamente, entre as quais executivos das áreas de desenvolvimento de embalagens e marketing, engenheiros e pesquisadores. Houve ainda um trabalho de parceria com os principais fornecedores, que se envolveram bastante – um dos objetivos de um projeto que tem como objetivo mobilizar pessoas e organizações em direção à sustentabilidade.

SUSTENTABILIDADE NA MEDIDA


Esse projeto teve como base melhorias no processo produtivo, redução de massa de embalagem, com destaque para o desenvolvimento de uma nova embalagem de PET de 2 Litros e tecnologia para uso de embalagem 100% reciclada. Os ganhos ambientais alcançados pelo projeto para a estimativa de venda anual na rede Walmart foram:

  • redução de 1805,3 kg de material de embalagem por ano
  • redução de 14.577 kWh no consumo de energia elétrica associada ao aumento de eficiência no processo produtivo
  • economia de 33,6 litros no consumo de óleo diesel/ou óleo combustível no transporte
  • redução total de 451 kg CO2eq por ano
  • tecnologia para utilização de embalagem de PET 100% reciclado pós consumo
  • emprego de rótulos impressos com tinta à base de soja
  • utilização de rótulos de papel e caixas de papelão com certificação FSC

 

Fonte:

http://www.walmartsustentabilidade.com.br/sustentabilidade-pontaaponta-2011/

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Novo selo de produtos orgânicos

Postado em 29 março 2011 por Elisa Quartim

Desde o início do ano, todos os produtos orgânicos vendidos no Brasil deverão usar o selo do SisOrg (Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica). Para obter o selo os produtos são certificados por Auditoria e Sistemas Participativos de Garantia.

Selo do SisOrg

O Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica – SisOrg é gerido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa e é integrado por órgãos e entidades da administração pública federal e pelos Organismos de Avaliação da Conformidade, entendidos por Certificação por Auditoria e Sistemas Participativos de Garantia, credenciados pelo Mapa. Os Estados e o Distrito Federal poderão integrar o SisOrg mediante convênios específicos firmados com o Mapa.

Um selo para facilitar a identificação e um consumo mais consciente

O selo de Produto Orgânico vem para ajudar o consumidor que deseja consumir um produto orgânico mas não conhece todas as entidades que credenciam esse tipo de produto. Agora basta observar um selo.

Antes várias entidades tinham o seu próprio selo. Elas continuam certificando, porém agora o selo é igual para todas.

Vejam os selos das empresas certificadoras:

Design do selo SisOrg

Apesar da vitória da união de todas as certificadoras em um único selo, infelizmente o design escolhido para uma função tão importante não ficou bem resolvido.

Problemas de design encontrados:

1- Redução limitada

  • O texto em letras pequenas abaixo do selo, impossibilita a sua redução.
  • O tamanho mínimo exigido é de 2,5 cm de largura.
  • Obrigação de informar se o selo foi obtido por Certificação por Auditoria ou Sistemas Participativos de Garantia.

2- Formato horizontal

O ideal é que o formato de um selo de certificação seja quadrado ou redonda, para aumentar as possibilidades de aplicação. É só observar como são os selos de outros países

China

Canadá

Estados Unidos

3- Obrigatoriedade de estar na face frontal da embalagem

  • Briga com a marca do produto
  • Dificulta a identificação do produto
  • Em casos em que a embalagem é pequena (temperos, geléias, etc) a marca fica enorme

Isso pode desestimular o seu uso, que além de ser caro ainda vai atrapalhar a visualização da marca do produto.

Cartilha sobre orgânicos

Veja a cartilha, ilustrada por Ziraldo, que fala sobre o selo e sobre os produtos orgânicos.

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Dica Sustentável – Comunicação nas Embalagens

Postado em 28 setembro 2010 por Elisa Quartim

Desde que começamos a comprar produtos em supermercados,as embalagens tornaram-se o principal meio de comunicação do seu produto. Sem a presença do vendedor para comunicar todos os benefícios e história do produto, a embalagem é essencial para que essas informações sejam passadas na hora da venda e possibilite a escolha do seu produto.

Hoje, com os consumidores cada vez mais conscientes, essa comunicação deve ser feita sincera e responsável, caso contrário seu produto vai passar a imagem de mentiroso e suas vendas poderão cair.

Dicas para uma comunicação sustentável nas embalagens:

  • Diga a verdade
  • Use chamadas (claims) específicas – não faça grandes chamadas ambientais
  • Não exagerar atributos de um produto
  • Usar as qualificações de forma clara e visível
  • Ter provas confiáveis como backup para ter crédito
  • Distinguir entre produto, embalagem ou serviço
  • Identificação da matéria-prima de todos os componentes
  • Certifique se o consumidor pode compreender claramente o significado por trás
    das chamadas
  • Falar das características da nova embalagem e os ganhos ambientais
    conquistados
  • Uso adequado da embalagem
  • Mostrar formas de reaproveitamento da embalagem
  • Mostrar forma de desmontagem e destinação adequada
  • Seja firme, util, verdadeiro, alegre e doce.

O símbolos e ícones criados na comunicação da embalagem devem ser usados com muita responsabilidade. Usar adequadamente os símbolos de reciclagem e não criar ícones que confundam o consumidor, como de parecerem selos de aprovação ambiental. Vejam mais dicas de símbols de reciclagem no post “Dica Sustentável – Rotulagem e símbolos de reciclagem”.

Cuidado com o greenwashing.

Greenwashing significa o ato de induzir o consumidor ao erro quanto à práticas ambientais de uma empresa ou os benefícios ambientais de um produto ou serviço. A tradução literal seria uma “lavagem verde”.

Vejam os 7 pecados do greenwashing.

  1. Pecado do Custo Ambiental Camuflado
  2. Pecado da Falta de Prova
  3. Pecado da Incerteza
  4. Pecado do Culto a Falsos Rótulos
  5. Pecado da Irrelevância
  6. Pecado do “Menos Pior”
  7. Pecado da Mentira

Vejam mais informações sobre greenwashing aqui.

No Brasil não há um órgão específico que regule a rotulagem ambiental, mas a ABRE –Associação Brasileira de Embalagem –lançou uma cartilha com diretrizes baseadas na norma ISO 14021 que visam padronizar a rotulagem ambiental aplicada às embalagens.

Rotulagem Tipo II –Auto-Declarações Ambientais.
A norma ISO 14021 considera que os rótulos das embalagens devem:

  • ser exatos e não enganosos;
  • ser substanciados e verificáveis;
  • ser relevantes àquele produto ou serviço em particular;
  • ser específicos e claros sobre a que atributo é relativo;
  • não resultar em má interpretação;
  • ser significativos em relação a todo impacto ambiental do produto ou serviço durante o ciclo de vida;
  • ser apresentados de maneira a indicar claramente a reivindicação ambiental com uma declaração explanatória;
  • e não ser apresentados de maneira a parecer certificado por uma organização de terceira parte.

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Dica Sustentável – Rotulagem e símbolos de reciclagem

Postado em 02 setembro 2010 por Elisa Quartim

A simbologia de descarte seletivo e de reciclabilidade dos materiais, hoje presença constante nas embalagens, é fundamental para alertar os consumidores sobre o descarte seletivo, bem como orientar a separação devida de cada material.

No site da ABRE está disponível para download a nova Cartilha de Diretrizes de Rotulagem Ambiental para Embalagens que é uma complementação cartilha de Diretrizes de Sustentabilidade para a Cadeia Produtiva de Embalagem e Bens de Consumo.

As cartilhas são baseadas na ISO 14062 e orientam como os símbolos devem ser usados.

Vejam os principais símbolos de identificação de materiais:

Para os plásticos são utilizados os símbolos em formato triangular com o número indentificando a qual plástico se refere:

Hoje o número 7, de outros plásticos, englobam cada vez mais materiais, por isso é recomentável que se escreva abaixo do símbolo o material a que se refere.

É importante que todos os materiais utilizados nas embalagens sejam identificados. Vejam por exemplo como a Taeq, do Pão de Açúcar, tem identificado os materiais em suas embalagens:

Quando o espaço da embalagem permite, é interessante aproveitar e incentivar a reciclagem educando como deve ser feito o descarte. Em embalagens com menos espaço eles colocam os materiais no texto ou utilizam os símbolos dessa forma:

Vejam algumas das recomendações para a rotulagem da cartilha da ABRE:

Alguns exemplos de elaboração inadequada da rotulagem:

  • Evitem a utilização de liguagem visual que remetem a outras certificações existentes.
  • Evite termos generalistas.
  • Evite informações irrelevantes como a do CFC
  • Evite imagens ou frases que tragam mensagens vagas ou generalistas

Um simbolo que tem sido muito usado nas embalagens brasileiras é o do Green Dot:

Esse símbolo é de um programa privado alemão, o Der Grüne Punkt, destinado às embalagens. Fundado em 1990, o programa envolve órgãos privados e estatais com o objetivo de tornar reciclável o lixo gerado pela disposição final de embalagens. Envolve mais de 400 empresas e confia na consciência ecológica do consumidor, fundamental para seu funcionamento. As indústrias envolvidas garantem que o material recolhido será de fato reciclado, independente do sistema de coleta municipal. Com alcance de um ponto de recepção para cada 500 habitantes, o sistema separa vidros de três tipos, papel, plásticos de quatro tipos, embalagens laminadas para bebidas e dois tipos de metais. Cobra taxas para concessão da logomarca proporcional ao volume de vendas na Alemanha e ao tamanho da embalagem.

Por isso, esse símbolo só deve ser usado caso o produto seja comercializado na Europa, no Brasil ele apenas confunde o consumidor. Se o produto for comercializado no Brasil e na Europa com a mesma embalagem, é recomendável que sejam usados os outros símbolos que identificam os materiais da embalagem.

Atenção, o uso desse símbolo não necessariamente significa que o material da embalagem é reciclável.


A sustentabilidade nas embalagens começa com a correta identificação e orientação em suas embalagens. Façam de forma clara e honesta.

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Ecologia é tema das novas embalagens de Panco

Postado em 17 agosto 2010 por Elisa Quartim

Com o objetivo de alertar os consumidores sobre as questões ambientais e demonstrar a preocupação da marca com a preservação da Natureza, a Panco está lançando embalagens com temas ecológicos para dois dos seus principais produtos: as Bisnaguinhas Originais e o tradicional Pão de Forma Premium.

Batizada de “Conheça as nossas árvores”, a série inédita de embalagens das Bisnaguinhas Originais homenageia as árvores brasileiras e é composta por quatro embalagens ilustradas cada uma com uma espécie de árvore: Pau-brasil, Araucária, Ipê-amarelo e Açaí. Para reforçar o conceito educativo da campanha, as embalagens trazem informações sobre cada espécie. Outras curiosidades sobre as árvores estarão no site www.bisnaguinhas.com.br.

Para as embalagens da linha de Pão de Forma Premium, que seguem a tendência mundial de redução de matéria prima e melhor utilização dos recursos naturais, a empresa criou a série “Reciclagem” com dicas e informações sustentáveis sobre o tema como: simbologia, descarte e coleta seletiva.

A Panco tem pesquisado novas técnicas para a reduzir a utilização de recursos naturais em suas embalagens. Como por exemplo no Pão de Forma Premium, onde foi feita uma redução na dimensão (corpo da embalagem) de quase 5% o que significa dizer que são dezenas de toneladas de filme plástico (PE) que são deixadas de ser utilizadas ao ano, preservando assim os recursos naturais. Além da redução na quantidade de cores impressas na embalagem, que seguindo o mesmo conceito, deixa de utilizar em torno de uma tonelada de tinta e milhares de litros de solventes todo ano.
Nas embalagens das Bisnaguinhas, os estudos mostraram que, não temos como fazer estes ajustes, pois já está tecnicamente ajustada a esta tendência.

Fonte:

Fatos & Notícias

http://www.bisnaguinhas.com.br

http://www.grupobimbo.com.br/

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todynho1-227×300

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Toddynho passa mensagem errada em embalagem

Postado em 19 abril 2010 por Elisa Quartim

Já havia postado aqui antes a iniciativa da Pepsi em colocar em suas embalagens o tema de educação ambiental para as crianças. Mas parece que eles se perderam no meio do caminho.

Como mostrou bem Carolina Meyer, do blog 4P do portal da revista Exame, eles se equivocaram nessa embalagem.

Antes de tudo leiam a embalagem.

Reparem na imagem acima. Pelo sentido da leitura e hierarquia das fontes (ou letras), o “Desmatando florestas” vem logo em seguida ao “É divertido ajudar o planeta”. Ou seja, a mensagem transmitida é oposta ao que se pretende. Nosso primeiro impulso é ler “É divertido ajudar o planeta desmatando florestas”?!!!

Só depois de prestar muita atenção à caixinha é que se percebe um selinho de “isso não se faz” à direita dentro de um círculo vermelho, que some em cima do marrom.

Isso sem falar no erro de português (vamos lembrar que se trata de um produto direcionado ao público infantil). “Reciclar 1 tonelada de papel poupam quantas árvores?”. Não seria “poupa”?

Essas são os erros mais gritantes, mas existem outros problemas que também podem ser mal interpretados. O porquinho malfeitor aparece com um cigarro na boca e a árvore da direita parece assobiar como se quisesse disfarçar o ocorrido, num claro sinal de constrangimento. Ela seria uma cúmplice?. Ela não deveria estar feliz por impedir o desmatamento?

Ou seja,devemos tomar muito cuidado ao comunicar qualquer coisa na embalagem. A leitura em gôndola é muito rápida e não há tempo para transmitir informações confusas. O consumidor receberá essa informação com ruído e não vai comprar o produto.

Vejam algumas dicas de como comunicar a sustentabilidade na embalagem:

  • Diga a verdade
  • Usar as qualificações de forma clara e visível
  • Certifique se o consumidor pode compreender claramente o significado por trás das chamadas
  • Use chamadas (claims) específicas – não faça grandes chamadas ambientais
  • Não exagerar atributos de um produto
  • Ter provas confiáveis como backup para ter crédito
  • Distinguir entre produto, embalagem ou serviço
  • Identificação da matéria-prima de todos os componentes;
  • Falar das características da nova embalagem e os ganhos ambientais conquistados;
  • Uso adequado da embalagem
  • Mostrar formas de reaproveitamento da embalagem
  • Mostrar forma de desmontagem e destinação adequada.

Fonte:

http://portalexame.abril.com.br/

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Logística reversa de embalagens

Postado em 09 janeiro 2010 por Elisa Quartim

A logística reversa é a área da logística que trata dos aspectos de retornos de produtos, embalagens ou materiais ao seu centro produtivo. 

Antigamente esse sistema funcionava muito bem na indústria de bebidas, com a reutilização das garrafas. O produto chegava ao consumidor e retornava ao seu centro produtivo para que sua embalagem fosse reutilizada e voltasse ao consumidor final. O processo era contínuo e aparentemente cessou a partir do momento em que as embalagens passaram a ser descartáveis.

Hoje, empresas incentivadas pelas Normas ISO 14000 e preocupadas com a gestão ambiental, começaram a reciclar materiais e embalagens descartáveis, como latas de alumínio, garrafas plásticas e caixas de papelão, entre outras, que passaram a se destacar como matéria-prima e deixaram de ser tratadas como lixo.

Ou seja, a logística reversa hoje funciona no processo de reciclagem, uma vez que esses materiais retornam a diferentes centros produtivos em forma de matéria prima. Não voltam para a indústria de uma forma direta, passando por operativas de reciclagem e atravessadores. A logística reversa é utilizada em prol da empresa, transformando materiais, que seriam inutilizados, em matéria-prima, reduzindo assim, os custos para a empresa.

As empresas estão cada vez mais acompanhando o ciclo de vida de seus produtos para aumentar ainda mais a eficiência de todo o processo produtivo e obsrvando os impactos que cada fase pode ter no meio ambiente. As novas regulamentações ambientais, em especial as referentes aos resíduos, vêm obrigando a logística a operar nos seus cálculos com os “custos e os benefícios externos”.

Logística reversa no Brasil

No Brasil ainda não existe nenhuma legislação que abranja esta questão, e por isso o processo de logística reversa está em difusão e ainda não é encarado pelas empresas como um processo “necessário” , visto que a maioria das empresas não possui um departamento específico para gerir essa questão.

Mas iniciativas de algumas empresas já podem ser observada. Como a da rede de supermercados do Pão de Açúcar e sua marca própria Taeq. O projeto Logística Reversa Taeq traz de volta às gôndolas as embalagens que foram deixadas pelos consumidores nas Estações de Reciclagem ou nos Caixas Verdes das lojas.

A primeira etapa da ação contempla o material cartonado onde Taeq já utiliza parte do insumo proveniente de aparas de papel – 50% de material de embalagens recicláveis e 50% de resíduo industrial. Isso pode ser observado nas linhas de chás orgânicos, cama, mesa e banho, sabonete em barra, barrinhas de cereal orgânicas e uva-passa. Em 2010, a ação envolverá outros materiais, como plástico, aço, alumínio e vidro e outras linhas de produtos.

Outra projeto, mas que ainda não está funcionando, é da água Caxambu.

Além da embalagem ter um design bem bonito, no verso do rótulo eles colocam uma frase “Recompramos sua embalagem, informe-se”. Liguei para o SAC deles e falaram que esse sistema ainda não está funcionando e assim que começar eles entrarao em contato comigo. Vamos esperar, pois isso incentivará muitas pessoas a devolverem as garrafas para a indústria.

Conclusão

Na verdade, muitas empresas trabalham com o conceito de logística reversa, porém nem todas encaram esse processo como parte integrante e necessária para o bom andamento ou para o aumento nos custos das empresas. Uma empresa que recebe um produto como fruto de devolução por qualquer motivo já está aplicando conceitos de logística reversa, bem como aquela que compra materiais recicláveis para transformá-los em matéria-prima novamente.

Esse processo pode ser encarado que trará benefícios diversospara empresa, a começar pela redução de custos, ou pode ser um grande problema, pois representa custos que precisam ser controlados.

O fato é que cada vez mais todas as empresas deverão dar mais atenção para isso,ara que não se arrependa no futuro.

Fonte:

http://www.coladaweb.com/administracao/logistica-reversa

http://www.paodeacucarverde.com.br/

http://www.copasa.com.br/

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Cartilha Diretrizes de Sustentabilidade.

Postado em 18 junho 2009 por Elisa Quartim

cartilha_diretrizes-1

A Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), por meio de seu Comitê de Meio Ambiente e Sustentabilidade, lançou na FISPAL a Cartilha Diretrizes de Sustentabilidade para a Cadeia Produtiva de Embalagem e Bens de Consumo.

O objetivo principal da cartilha é possibilitar a cada empresa a auto-avaliação de indicadores ambientais de sustentabilidade. O desenvolvimento da cartilha envolveu dois anos de discussões e trabalho do Comitê de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Abre e reuniu profissionais de empresas da cadeia produtiva de embalagem, bem como de entidades e centros de pesquisa correlatos à área. Seu caráter é orientativo e será aprimorado a partir das experiências de aplicação dos indicadores.

O uso dessa ferramenta pelas empresas contribuirá para a melhoria do desempenho e imagem do setor, da sua interface com o consumidor e para a busca de incentivos fiscais com foco ambiental junto ao poder público. Também possibilitará que toda a cadeia produtiva trabalhe em uma mesma direção na busca da melhoria contínua do desempenho ambiental de seus produtos, processos produtivos e embalagens, ao longo de todas as etapas de produção. Sob a ótica da sustentabilidade, trará competitividade e ganhos econômicos para os setores envolvidos, qualidade de vida para a sociedade e a redução de impactos ao meio ambiente.

Os indicadores ambientais da planilha foram desenvolvidos com base no conceito de ecodesign (design for environment), essencial para que a sociedade brasileira tenha acesso a produtos sem comprometer a disponibilidade de recursos naturais para as futuras gerações.

Como sugestão, foram sinalizados os indicadores relacionados a cada etapa do ciclo de vida do produto, entretanto esses podem ser reavaliados por cada empresa. Estes indicadores são inerentes aos estágios produtivos e de consumo, abrangendo desde a produção de matérias-primas, embalagem, acondicionamento do produto, distribuição – logística e varejo, consumo e destinação adequada no descarte, trazendo sugestões de métrica de avaliação para cada indicador.

O estabelecimento pelas empresas de suas metas e o acompanhamento anual de seus indicadores trará uma visão clara e objetiva da evolução do desempenho ambiental global. Outros indicadores poderão ser determinados, conforme a dinâmica e prioridades do mercado.

Fonte: http://www.pack.com.br/

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