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Hemp 4 Haiti – Embalagem reutilizável de fibra de cânhamo

Postado em 31 Outubro 2011 por Elisa Quartim

O designer americano Blake Lowther projetou uma embalagem reutilizável para enviar alimentos não perecíveis para as vítimas no Haiti. A ideia é enviar produtos com uma embalagem reutilizável, feito com uma das fibras naturais mais resistentes (a fibra de cânhamo) e, caso seja descartada, por ser uma fibra natural, é compostável. Elimina os resíduos e poluição ambiental que os produtos de ajuda aos desastres acabam deixando para trás. A embalagem é fabricada em instalações verde.

A embalagem é trabalhada à mão com cânhamo de alta qualidade, trançado de forma que pode ser facilmente desfiada depois que as mercadorias não perecíveis forem consumidas.  Uma vez desfiada, o cânhamo tem inúmeras aplicações práticas vitais para os esforços de ajuda. Levando o pacto em produtos de socorro, Hemp 4 fornece Haiti lutando comunidades com os meios para seguir em frente.

Junto à embalagem, vem uma etiqueta, identificando o produto enviado com uma foto. Ao desdobrar a etiqueta, há algumas sugestões de como reutilizar a embalagem e a fibra de cânhamo.

Não confundir o cânhamo com a maconha, cujo teor de THC (Tetraidrocanabinol) é bem superior ao do cânhamo, apesar de ambos pertencerem ao género Cannabis. A planta é integralmente utilizada para os mais diversos fins, mas destaca-se especialmente a sua fibra, também chamada de filame, muito usada na indústria de papel, pois um hectare de cânhamo produz o mesmo que quatro hectares de eucaliptos, num período de vinte anos.

Fonte:

http://www.behance.net/gallery/Hemp-4-Haiti-Project/

http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2nhamo

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transgenicos

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Símbolo de transgênicos

Postado em 21 Setembro 2011 por Elisa Quartim

O símbolo de transgêncos, um triângulo com a letra “T” em seu interior, é obrigatória para facilitar a identificação pelo consumidor sobre presença de transgênicos nos alimentos. A lei é de 2003, mas poucas pessoas acabam reparando nele ou até mesmo usando.

O símbolo tem como objetivo padronizar a informação sobre a presença de produtos geneticamente modificados, até então identificada pelo próprio fabricante.

O artigo 2º do Decreto 4.680/2003 que limita a obrigatoriedade da informação da presença de transgênicos nos rótulos dos produtos que tivessem até 1% de OGM (Organismos Geneticamente Modificados) em sua composição.

A norma exige que, acima desse percentual, tanto os produtos embalados quanto os vendidos a granel ou in natura, tragam no rótulo da embalagem ou do recipiente em que estão contidos, em destaque, no painel principal e juntamente com um símbolo, algumas expressões padronizadas para informar a sua origem e composição transgênica. Há uma exceção para o Estado de São Paulo. Em 1999 foi aprovada uma lei que exige que todos os alimentos que contiverem transgênicos, independentemente da quantidade, tragam a informação obrigatória no rótulo: “alimento geneticamente modificado” ou “contém, na composição, alimento geneticamente modificado”, conforme o caso.
Aplicação

  • Ele deverá ser aplicado nos produtos embalados ou nos in natura, vendidos a granel. No caso de aplicação em embalagens coloridas, o fundo do triângulo deverá ser preenchido com a cor amarela.
  • Se os rótulos forem impressos em preto e branco, o fundo interno deverá permanecer branco (ou transparente). A proposta também estabelece as dimensões mínimas para a aplicação da marca, conforme a rotulagem do produto.
  • Ele deverá constar no painel principal da embalagem, que é o que fica voltado diretamente para o consumidor quando o produto está na prateleira.
  • Deve estar em destaque e em contraste de cores que assegure a correta visibilidade.
  • O triângulo será eqüilátero.
  • A área a ser ocupada pelo símbolo transgênico deve representar, no mínimo, 0,4% da área do painel principal, não podendo ser inferior a 10,82531mm2 (ou triângulo com laterais equivalentes a 5mm).
  • De acordo com o decreto federal, o rótulo deve ter uma das seguintes expressões, dependendo do caso: “(nome do produto) transgênico”, “contém (nome do ingrediente ou ingredientes) transgênico(s)” ou “produto produzido a partir de (nome do produto) transgênico”. O decreto determina ainda que o consumidor seja informado sobre a espécie doadora do gene no local reservado para a identificação dos ingredientes.

Se suspeitar de produto que contenha transgênico sem a devida rotulagem, o consumidor deve denunciar aos Procons, ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça (www.mj.gov.br/DPDC/) às Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais, à Secretaria de Defesa Agropecuária, a uma das Delegacias Federais de Agricultura nos estados ou o Ministério da Agricultura (www.agricultura.gov.br) .

 

Fonte:

http://www.idec.org.br/noticia.asp?id=12535

http://www.idec.org.br/emacao.asp?id=596

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Linha de aveias Sentir Bem repensa o seu ciclo de vida

Postado em 09 Agosto 2011 por Elisa Quartim

O Walmart participa do Projeto Sustentabilidade de Ponta a Ponta a linha de aveias Sentir Bem. Composta por seis produtos e produzida pela Nat Cereais de Lagoa Vermelha (RS), teve seu ciclo de vida redesenhado, num processo que contemplou seis diferentes iniciativas que melhoraram a cadeia produtiva desde o plantio da aveia até o descarte da embalagem pelo consumidor final.
O primeiro passo foi repensar a origem da matéria prima e fortalecer a parceria com produtores: a forma de plantio da aveia passou a utilizar em 100% a tecnologia de manejo com plantio direto, que aumenta a produtividade por hectare e reduz os impactos de erosão do solo. Foram privilegiados produtores de aveia do entorno da fábrica – até 30 quilômetros de distância –, e foi firmado um contrato de garantia de compra entre esses e a Nat Cereais. O resultado se manifesta em duas dimensões: a social, porque prestigia a comunidade local, e a ambiental, pela maior produtividade por área cultivada, pela redução da erosão do solo e das emissões de gás carbônico, devido aos deslocamentos menores do campo até a fábrica.
A segunda parte do processo foi reaproveitar os resíduos industriais. Antes, as cascas da aveia eram em boa parte descartadas em uma área do próprio terreno da fábrica e se decompunham naturalmente, gerando gás metano. Com a intervenção, as cascas passaram a ter três destinações nobres do ponto de vista ambiental: como ingrediente de ração animal (um poder nutritivo antes desperdiçado), como cama de aviário e como combustível de caldeira em uma indústria próxima à fábrica.
Pesquisar na região da fábrica permitiu a implementação de mais uma iniciativa. Foi identificada uma oportunidade de aperfeiçoar o processo energético da fábrica, aproveitando como combustível de caldeira a biomassa de resíduos de MDF de uma indústria moveleira situada a cerca de 500 metros da fábrica, que antes era descartada, substituindo lenha proveniente de eucaliptos.

Repensados a matéria-prima e o processo produtivo, o grupo passou a examinar a embalagem. Foi possível reduzir o peso e a utilização do papel sem que a embalagem perdesse sua função protetora. Produzidas com menos papel (cartão certificado pelo FSC – Forest Stewardship Council), as caixinhas utilizam menos 10% de massa de celulose, deixando de emitir gás carbônico e gás metano no aterro da parcela não reciclada. Além disso, foi possível conseguir mais um benefício: aumentar de 80 para cem o número de caixas de produto transportado por palete, reduzindo as viagens realizadas da fábrica ao Walmart. E, já que o objetivo era otimizar todos os aspectos possíveis, foram colocadas na embalagem orientações úteis sobre sustentabilidade e descarte, para integrar o consumidor final ao processo e estimular o consumo consciente.
A comunidade local também foi contemplada no âmbito social: tanto o fornecedor (que é uma empresa familiar) quanto o Walmart revertem a quantia de R$ 0,02 para cada unidade vendida da linha de aveias para uma instituição localizada próximo à fábrica, que atende cerca de 150 crianças e adolescentes. Com isto, estima-se que ao longo do ano seja possível captar entre R$ 15 mil e 18 mil – sem alterar o preço final do produto e sem onerar o consumidor.
Participaram diretamente desse projeto 19 pessoas do Walmart e do fabricante. O desenvolvimento do Projeto Sustentabilidade de Ponta a Ponta das aveias Sentir Bem contaminou positivamente todos os que compartilharam o esforço de aplicar conhecimento científico e necessidade mercadológica com uma visão de generosidade coletiva.

SUSTENTABILIDADE NA MEDIDA

O projeto teve como foco a forma de produção (plantio direto) com menor erosão, menor consumo de recursos (combustíveis nos processos/transporte e materiais, como o cartão das embalagens e lenha para caldeira) e aproveitamento de resíduos (casca da aveia e resíduos de MDF) em toda a cadeia produtiva, além da campanha educacional com foco na sustentabilidade ambiental e ação de responsabilidade social na região de produção da aveia. Os ganhos ambientais alcançados pelo projeto para a estimativa de venda anual na rede Walmart foram:

  • redução da emissão de CO2equivalente = – 1.105 ton
  • redução no consumo de óleo diesel/ou óleo combustível = – 4.885 L
  • redução da massa de embalagem = – 1.578 kg
  • redução de Resíduo Industrial = – 208.000 kg
  • ações de Responsabilidade Social = entre R$ 15.000,00 e 18.000,00/ano para a Instituição “Amor Perfeito – Associação Criança e Adolescente”

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Veja Perfumes Sensações repensa o seu ciclo de vida

Postado em 05 Agosto 2011 por Elisa Quartim

Veja Perfumes Sensações estreia com melhorias no processo e é apresentando ao mercado a sua versão dois litros. Algumas mudanças foram feitas, com a garantia de que o consumidor terá o mesmo produto que tinha antes, porém mais sustentável.

Na rotulagem foi reservado um espaço “green”, intitulado Nossa Casa, Nosso Planeta, para comunicar as melhorias ambientais do produto, incluindo os itens técnicos importantes para a reciclagem de cada um dos itens da embalagem e dicas de consumo consciente para o consumidor, como a importância da responsabilidade ambiental e do papel das empresas e das pessoas.

No processo de repensar o ciclo de vida do produto o processo produtivo foi aprimorado, agregando diversas melhorias. Foi obtida uma redução de uma hora no tempo de fabricação do produto com o desenvolvimento de uma nova fórmula e redução de energia no sopro das embalagens, além de menos consumo de papelão nas bandejas que transportam o produto, e diversas melhorias na planta como por exemplo a substituição das lâmpadas pelas de LED e um novo compressor com menor gasto de energia.

A empresa desenvolveu a versão dois litros, que usa menos 47% de material por litro de produto quando comparado com a embalagem de 500ml. Além disso, foram feitas algumas melhorias no produto atual em relação ao critério de sustentabilidade, como a redução em 7% do material da tampa e em 6% da gramatura do rótulo. Um diferencial no projeto envolve também a produção do rótulo com tinta à base de soja, que gera menos resíduos para o meio ambiente.

Veja Perfumes Sensações é comercializado somente no Brasil. O projeto usou recursos internos da empresa e teve o envolvimento de 6 pessoas diretamente, entre as quais executivos das áreas de desenvolvimento de embalagens e marketing, engenheiros e pesquisadores. Houve ainda um trabalho de parceria com os principais fornecedores, que se envolveram bastante – um dos objetivos de um projeto que tem como objetivo mobilizar pessoas e organizações em direção à sustentabilidade.

SUSTENTABILIDADE NA MEDIDA


Esse projeto teve como base melhorias no processo produtivo, redução de massa de embalagem, com destaque para o desenvolvimento de uma nova embalagem de PET de 2 Litros e tecnologia para uso de embalagem 100% reciclada. Os ganhos ambientais alcançados pelo projeto para a estimativa de venda anual na rede Walmart foram:

  • redução de 1805,3 kg de material de embalagem por ano
  • redução de 14.577 kWh no consumo de energia elétrica associada ao aumento de eficiência no processo produtivo
  • economia de 33,6 litros no consumo de óleo diesel/ou óleo combustível no transporte
  • redução total de 451 kg CO2eq por ano
  • tecnologia para utilização de embalagem de PET 100% reciclado pós consumo
  • emprego de rótulos impressos com tinta à base de soja
  • utilização de rótulos de papel e caixas de papelão com certificação FSC

 

Fonte:

http://www.walmartsustentabilidade.com.br/sustentabilidade-pontaaponta-2011/

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2ª edição do programa Sustentabilidade de Ponta a Ponta do Walmart

Postado em 25 Julho 2011 por Elisa Quartim

No início de 2010, o Walmart lançava um projeto para contribuir com o desenvolvimento sustentável do mercado brasileiro. Em parceria com grandes empresas fornecedoras, a rede colocou produtos nas gôndolas que tiveram seu processo de fabricação repensado para serem mais amigáveis ao meio ambiente e obtiveram um crescimento de até 40% em suas vendas. Vejam o post da época.

Agora, o varejista inicia a segunda etapa da ação, com o apoio de 13 companhias, incluindo Ambev, Danone, Kimberly-Clark, Kraft Foods, L’oreal, Mars, Philips, Reckitt Benckiser, Santher, Sara Lee, SC Johnson, Whirlpool e Nat Cereais, responsável pela marca própria Sentir Bem, do Walmart.

A ideia é modificar toda a cadeia de produção e levar a sustentabilidade aos três pilares do conhecido como triple bottom line: people, planet e profit, o que significa colaborar para o desenvolvimento social e do meio ambiente, sem deixar de lado a questão econômica.

Pensando nisso, os produtos precisam maximizar os lucros das empresas, sem mexer com o bolso do consumidor, e garantir práticas que ajudem a preservar o planeta. A ideia do projeto “Sustentabilidade de Ponta a Ponta” é fazer com que as indústrias escolham os principais itens da categoria e trabalhem para melhorar os processos envolvidos.

A partir da definição, o produto passa por uma análise técnica de todo o processo de produção, com a ajuda do CETEA, para gerar as mudanças possíveis, do início ao fim da cadeia.

Este ano, o projeto já aponta resultados positivos. As transformações realizadas nos 13 produtos representam uma decréscimo do uso de água de dois milhões de litros ao ano e 19 milhões de Kwh de energia.

Com relação às emissões de gases do efeito estufa, houve queda de 3.171 tons de CO2, correspondendo à economia de 17,3 milhões de km rodados. As reduções das embalagens também possibilitaram mais espaço nos caminhões, aumentando entre 32% e 64% na capacidade das carretas.

Observando os cases com atenção, podemos perceber que em grande parte as mudanças ocorreram na redução de materiais e repensando seus processos de produção. Parece que o redesign das embalagens não foi uma prioridade, o que poderia ajudar muito o resultado desses projetos. Em nenhum dos cases foi mostrado a equipe de design. Por que será?

Os próximos posts mostrarão os 10 produtos dessa segunda edição e os ganhos obtidos dessa parceria. É um bom exemplo de como o varejo pode e deve se envolver e apoiar iniciativas de sustentabilidade de seus fornecedores. Eles fazem parte do ciclo devida do produto e são os primeiros que percebem as necessidades do consumidor cada vez mais exigente.

Fonte:

http://www.walmartsustentabilidade.com.br/sustentabilidade-pontaaponta-2011/

http://exame.abril.com.br/

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Mutter_save FOOD_CMYK

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Embalagem para a redução de desperdício de comida

Postado em 11 Maio 2011 por Elisa Quartim

Um dos grandes problemas do mundo atual é o fato de milhões de pessoas passarem fome enquanto um volume excessivo de
alimentos é perdido. Pelas estimativas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), as perdas podem atingir 1,2 bilhão de toneladas por ano. Nos países desenvolvidos o desperdício chega a 300 quilos per capita por ano. A embalagem pode desempenhar um papel importante no combate a esse flagelo protegendo o alimento e facilitando a sua distribuição.

Por isso, fechou uma parceria com a alemã Messe Düsseldorf, organizadora da feira Interpack, para realizar paralelamente
ao evento, nos dias 16 e 17 de maio próximo, um congresso sobre o tema: o Save Food. O objetivo da FAO e da Messe Düsseldorf é reunir no evento representantes de indústrias de alimentos e embalagem, do varejo, políticos, pesquisadores e organizações não-governamentais (ONGs).

Para os organizadores, medidas têm de ser tomadas agora para evitar uma catástrofe ainda maior no futuro. Hoje  a maioria das perdas de alimentos ocorre durante a cadeia produtiva, como resultado de práticas inadequadas de fabricação, acondicionamento, transporte e venda. Aprimoramentos em embalagem podem ajudar a reverter a situação.

Durante o evento, a FAO irá apresentar os resultados de três estudos atualmente em curso. O primeiro deles investiga as razões e o grau de perdas de alimentos em países desenvolvidos e calcula o nível em que diferentes tipos de embalagem podem ajudar a remediá-las. O segundo estudo é similar, mas calcado em economias emergentes. Já o terceiro visa quantificar os investimentos necessários para garantir, nesses mesmos países subdesenvolvidos, o suprimento suficiente
de alimentos embalados.

Fonte:

http://www.embalagemmarca.com.br

http://www.save-food.org

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usdaseal

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Novo selo de produtos orgânicos

Postado em 29 Março 2011 por Elisa Quartim

Desde o início do ano, todos os produtos orgânicos vendidos no Brasil deverão usar o selo do SisOrg (Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica). Para obter o selo os produtos são certificados por Auditoria e Sistemas Participativos de Garantia.

Selo do SisOrg

O Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica – SisOrg é gerido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa e é integrado por órgãos e entidades da administração pública federal e pelos Organismos de Avaliação da Conformidade, entendidos por Certificação por Auditoria e Sistemas Participativos de Garantia, credenciados pelo Mapa. Os Estados e o Distrito Federal poderão integrar o SisOrg mediante convênios específicos firmados com o Mapa.

Um selo para facilitar a identificação e um consumo mais consciente

O selo de Produto Orgânico vem para ajudar o consumidor que deseja consumir um produto orgânico mas não conhece todas as entidades que credenciam esse tipo de produto. Agora basta observar um selo.

Antes várias entidades tinham o seu próprio selo. Elas continuam certificando, porém agora o selo é igual para todas.

Vejam os selos das empresas certificadoras:

Design do selo SisOrg

Apesar da vitória da união de todas as certificadoras em um único selo, infelizmente o design escolhido para uma função tão importante não ficou bem resolvido.

Problemas de design encontrados:

1- Redução limitada

  • O texto em letras pequenas abaixo do selo, impossibilita a sua redução.
  • O tamanho mínimo exigido é de 2,5 cm de largura.
  • Obrigação de informar se o selo foi obtido por Certificação por Auditoria ou Sistemas Participativos de Garantia.

2- Formato horizontal

O ideal é que o formato de um selo de certificação seja quadrado ou redonda, para aumentar as possibilidades de aplicação. É só observar como são os selos de outros países

China

Canadá

Estados Unidos

3- Obrigatoriedade de estar na face frontal da embalagem

  • Briga com a marca do produto
  • Dificulta a identificação do produto
  • Em casos em que a embalagem é pequena (temperos, geléias, etc) a marca fica enorme

Isso pode desestimular o seu uso, que além de ser caro ainda vai atrapalhar a visualização da marca do produto.

Cartilha sobre orgânicos

Veja a cartilha, ilustrada por Ziraldo, que fala sobre o selo e sobre os produtos orgânicos.

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Senninha _Cepera

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Embalagem/brinquedo – multifuncional e educativo

Postado em 11 Outubro 2010 por Elisa Quartim

As funções básicas da embalagem são conter, proteger, vender e transportar. Porém cada vez mais empresas e designers estão encontrando novas funções para a embalagem para prolongar o seu ciclo de vida e evitando o descarte imediato. Uma das formas é transformá-la em um brinquedo.

A embalagem/ brinquedo tem sido muito utilizada como um incentivo de vendas para as crianças e acabam convencendo os pais a comprarem o produto. Mas o que poucas vezes é pensado que se for bem feita, além de evitar o descarte imediato, pode ser uma forma de incentivar a criança a brincar mais e desenvolver novas habilidades.

Embalagem/brinquedo de montar

Um bom exemplo disso é a embalagem Y-Water desenvolvida pela Fuseproject.

Y Water é uma água aromatizada infantil onde a embalagem pode ser reutilizada pelas próprias crianças para projetos criativos de construção.

Embalagem/brinquedo para ensinar

As embalagens da linha Naturé da Natura foram desenvolvidas para mostrar às crianças a importância da água.

As caixas dos produtos, feitas em papel, podem virar teatrinhos, jogos da memória e vários outros brinquedos.

Embalagem/brinquedo/carrinho

Caixas e embalagens naturalmente já se transformavam em carrinhos no imaginário das crianças. Alguns produtos perceberam isso e resolveram agregar uma marca licenciada à uma segunda função de brinquedo.

Uma delas é a embalagem de xampu da Hot Wheels produzida pela Biotropic Cosmética.

A embalagem, com rótulo termoencolhível, tem o formato de um carrinho. Além disso a embalagem promocional com 2 xampus é um caminhão, sendo mais um brinquedo. O design é da VY2.

Outrou exemplo de embalagem/carrinho são as embalagens de Ketchup e Mostarda Cepêra da linha Senninha.

Além de ser uma embalagem/brinquedo parte do das vendas são revertidas aos programas desenvolvidos pelo Instituto Ayrton Senna, que garantem educação de qualidade a meninos e meninas. O design das embalagens foi desenvolvido pela agência Plano Design e Propaganda.

Brinquedos criados com embalagens pelas crianças

Além das embalagens que já foram projetadas qualquer uma pode virar um brinquedo. O adulto pode incentivar isso oferecendo como uma opção de brincadeira. Os pequenos vão precisar de auxílio garantindo assim a sua segurança, mas os maiores podem descobrir um mundo totalmente novo que vem de uma fonte fértil e criativa que é a sua imaginação.

Vejam alguns exemplos aqui.


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Dica Sustentável – Design inclusivo para deficientes visuais

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Dica Sustentável – Design inclusivo para deficientes visuais

Postado em 07 Outubro 2010 por Elisa Quartim

O design tem a função de suprir as necessidades das pessoas, porém acabam nivelando essas pessoas pela média, todos com boa saúde e sem nenhuma dificuldade de comunicação. As pessoas que saem da estatística acabam sendo prejudicadas e se sentindo fora desse grupo e acabam ficando dependentes de outras pessoas que estão na media estudada.

Embalagens para deficientes visuais

As pessoas de baixa visão ou com algum tipo de deficiência visual, faz parte desse grupo que não é considerado na hora do desenvolvimento das embalagens. Os textos com os ingredientes em letras minúsculas podem fazer com que uma pessoa com esse tipo de dificuldade de leitura consuma o produto e corra o risco de ter alguma reação alérgica.

No caso dos remédios a Anvisa determina a obrigatoriedade do nome do remédio em braile nas caixas, além da inclusão de informações sobre conservação e prazo de validade do produto após a abertura. O objetivo da medida é tornar os rótulos de medicamentos mais claros e úteis à sociedade.

Mas no caso de outros produtos de consumo poucos fabricantes se preocupam em colocar as informações em Braile. No caso dos cartuchos de papel não há motivo para isso acontecer pois a tecnologia hoje para a impressão em braile está acessível e pode ser aplicado a curto prazo.

Um exemplo completo nesse sentido é o um projeto conceitual da designer Andrea Zeman de embalagens de temperos. Ela conseguiu através de efeitos táteis, como formas e texturas, uma diferenciação de produto para os deficientes visuais, além do texto em braile.

Já os cartuchos das embalagens da Taeq, além de usarem o papel reciclado obtido nas lojas da rede Pão de Açúcar (leia sobre a logística reversa), é uma das poucas empresas que coloca o texto em braile em suas embalagens de papel.

Algumas dicas de design inclusivo:

  • Formas diferenciadas – A forma é muito importante. Os cegos acabam desenvolvendo uma sensibilidade muito grande no tato e conseguem detectar as mínimas diferenças.
  • Texturas – É tão importante quanto a forma.
  • Texto Braille – É a maneira mais fácil e mais lógica para diferenciar as embalagens.
  • Orientação espacial – a embalagem não deve ficar limitada apenas a uma parte de uma área para  chamar a atenção na gôndola. Ela deve ser capaz de se movimentada e guardada em qualquer lugar.
  • Letras legíveis – Informações importantes como ingredientes que podem causar alergia devem ficar em destaque para que possa ser lido com facilidade.
  • Instruções de uso – devem ser claras e se possível utilizar ícones para facilitar a leitura.

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maisqumaonda2

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Mais que uma onda – Embalagens feitas com caixas de papelão

Postado em 30 Setembro 2010 por Elisa Quartim

As embalagens “mais que uma onda” foi o resultado de uma atividade de extensão da PUC Goiás, através da Coordenação de Arte e Cultura e do Programa de Incubadora Social, junto à Cooperativa de Reciclagem de Lixo (Cooprec), de Goiânia. Coordenado pela professora de Design, Edith Lotufo, tendo a colaboração dos designers Leandro Antonio de Oliveira e João Paulo Alves, além de alunos do curso.

Esse projeto reaproveita caixas de papelão para o desenvolvimento de brindes, módulos para expositores e mobiliário de eventos, entre outros. Os produtos apresentam maior resistência e durabilidade devido à espessura generosa das paredes dos objetos e ao tipo de acabamento de cantos arredondados. Encaixes geram peças de diversos usos e tamanhos com total aproveitamento do material empregado.

Desde 2006 o conjunto de embalagens “mais que uma onda” está sendo produzido no Núcleo Artesanal de Reciclagem da Cooprec “Arte Conquista”, coordenado por Maria Neonice de Oliveira.

Nos últimos anos o grupo da Arte Conquista realizou um grande número de encomendas entre elas para eventos da PUC, o Ministério Público de Goiás e diversas empresas de Goiânia e São Paulo. Em 2007 o projeto recebeu o Prêmio Planeta Casa na categoria Ação Social e teve agora o reconhecimento do projeto de design pelo uso consequente dos materiais, do processo de fabricação e quanto à sustentabilidade da proposta. E esse ano foi um dos selecionados para a Bienal Brasileira de Design.

Fonte:

http://www.arteconquistadesign.blogspot.com

http://www.bienalbrasileiradedesign.com.br/bienal2010/

Arte Conquista
Maria Neonice de O. Silva
mneonice [arroba] gmail [ponto] com

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