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Quantas embalagens você usou em um dia?

Postado em 29 agosto 2012 por Elisa Quartim

Essa pergunta feita na disciplina de design de embalagens da FAU USP, onde atualmente estou trabalhando como professora assistente, me inspirou a escrever o post de hoje.  A pergunta foi um exercício dado aos alunos.

Meu trabalho é pesquisar soluções mais sustentáveis para as embalagens, e por isso resolvi observar se faço no meu dia aquilo que falo e divulgo. Achei que seria interessante compartilhar com vocês.

Vale a pena parar para pensar nos nossos hábitos do dia-a-dia e ver, com o resultado, como podemos melhorar. Vocês já pensaram como a embalagem faz parte do seu dia?

Como fiz o exercício:

  • Escolhi um dia comum em que trabalho em casa, saindo apenas para uma reunião fora.
  • Estabeleci que embalagem é tudo que pode conter, proteger e transportar e tenha sido produzida dentro de um sistema industrial.
  • Registrei a embalagem apenas uma vez, mesmo que tenha sido usado mais de uma vez ao longo do dia.
  • Não vale a embalagem que tenha tido apenas um contato visual, vale apenas as que tive alguma interação.
  • No final separei o que era embalagem reutilizada e o que foi para a reciclagem.
  • Considerei que embalagem reutilizada é aquela que foi usada para uma segunda função.

Resultado

  • 58 embalagens em um dia
  • 29 reutilizadas
  • 10 foram para a reciclagem

Mesmo tentando usar o mínimo de embalagem por dia, fiquei espantada com a quantidade que acabei usando, mas para quem cozinha em casa é difícil reduzir. Meu sonho é um dia poder colher a comida fresquinha no quintal de casa e não precisar guardar tanta coisa na geladeira. A reutilização é um caminho para reduzir a quantidade de embalagem por isso resolvi contar.

 

E agora o desafio: quantas embalagens você usou hoje?

 

Vejam abaixo, com mais detalhes, como foi a contagem:

 

Café da manhã

 

1 – saco de pão
2 – levedura de cerveja
1 – azeite
1 – café solúvel
1 – embalagem para guardar o levedura de cerveja
1 – embalagem para guardar o açúcar cristal
Total: 7
Total de embalagens reutilizadas: 3

Obs: Vocês podem achar estranho a levedura, mas faz tempo que parei de comer margarina e substituí por azeite com um pouco de levedura. Fica muito bom e é bem mais saudável. Uso uma antiga embalagem de azeitona para guardar e servir mas nesse dia tive que reabastecer. O açúcar eu guardo em uma antiga embalagem de mel.

 

Cesta de orgânicos

1 – caixa de papelão
1 – fita
3 – saquinhos de rede
6 – saquinhos de plástico para guardar na geladeira
Total: 11
Total de embalagens reutilizadas: 6

Obs: A cesta de orgânicos é uma ótima saída para evitar excesso de embalagens, se fosse comprar tudo no supermercado provavelmente ia vir tudo em saquinhos plásticos ou bandejas de isopor.

Considerei a fita da couve porque ela ajuda no transporte e a proteger para que as folhas não fiquem soltas. Nunca vi nenhum estudo mas acho que o saquinho de rede de plástico usa bem menos material que o saquinho distribuído no supermercado.

Esse saquinho eu sempre reutilizo para guardar as coisas na geladeira. Como ela é tipo Frost Free, desidrata muito as folhas que tenho que proteger. O saquinho reutilizado é apenas usado quando as folhas e os legumes ainda não foram higienizados. Sempre coloco uma data para saber quando guardei.

Comprei a cesta de orgânicos aqui: http://www.maisorganicos.com.br/

 

Garrafa de água

1 – garrafa de água

Total de embalagens reutilizadas: 1

Obs: Reutilizo várias vezes uma garrafa de água com gás para guardar a água filtrada. De vez em quando tenho que trocar, mas foi a embalagem mais prática que encontrei até agora e que cabe na porta de geladeira.

 

Limpeza

1 – Porta detergente
4 – cestos de lixo
6 – saquinhos de lixo reutilizados
1 – saco de lixo novo
Total:  12
Total de embalagens reutilizadas: 8

Obs: Uso detergente concentrado onde, em geral, compro uma embalagem refil e coloco no meu porta detergente.

Uso dois saquinhos de plástico para o lixo, um é para a proteção em caso de vazamento e que troco com menos freqüência. Para o lixo da pia reutilizo os saquinhos de legumes do supermercado e para o lixo maior compro um que seja produzido com plástico reciclado. Para o lixo do banheiro e do escritório eu uso um só saquinho reutilizado de legumes.

 

Almoço

3  – saquinhos (couve, brócolis e tangerina)
3 – caixas
1 – trigo para quibe
1 – saleiro
1 – shoyu
1 – farinha de madioca
1 – ácool para limpar a mesa
1 – adoçante Stevia
3 – vidros para tempero seco
Total: 15
Total de embalagens reutilizadas: 8

Obs: Tento guardar o que posso em caixas (legumes, folhas,temperos frescos, etc), depois de higienizados, pois dura bem mais do que guardar em saquinhos e não gera nenhum resíduo. Nem tudo está na foto pois preparei o almoço junto com meu marido e vi depois outras embalagens que não tinha registrado. Comemos uma torta viva de couve com brócolis. A torta é apenas desidratada no forno com a porta aberta.

 

 Saída à tarde

1 – batom
1 – rímel
1 – bolsa
1 – garrafa vidro com água
1 – saquinho salgado
1 – bisnaguinha
1 – pão integral
1 – geléia
1 – sacola retornável dobrável
Total: 9
Total de embalagens reutilizadas: 3

Obs: Sempre levo uma sacola na bolsa para essas compras de miudezas no supermercado. Ela é dobrável e não ocupa espaço na bolsa. Resolvi incluir a bolsa pelas funções que estabeleci no começo e, além disso, muitas vezes ela substitui muito bem um saquinho de alguma compra na rua.

Sempre levo uma garrafa pequena de vidro com água na bolsa. assim evito de comprar uma garrafinha descartável na rua ou de usar um copo plástico descartável.

Aí também está uma parte do que comi à noite.

 

Higiene pessoal

1 – shampoo
1 – gel de limpeza facial
1 – fio dental
1 – pasta de dente
Total: 4
Total de embalagens reutilizadas: 0

Obs: o sabonete que usei para lavar as mãos e tomar banho estava sem embalagem

 

Embalagens emcaminhadas para a reciclagem

Total de embalagens enviadas para reciclagem em uma dia:  10

Obs: Usei a caixa dos orgânicos para guardar as embalagens que depois joguei no cesto para embalagens recicláveis do condomínio. Como o lixo é seco não precisa usar mais um saquinho só para levar para o cesto do condomínio.

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Distant Village – comércio justo e sustentável

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Distant Village – comércio justo e sustentável

Postado em 18 maio 2012 por Elisa Quartim

Distant Village é um produtor de celuloses alternativas e embalagens especiais. Membro do Co-op America, Organic Trade Association (OTA), e do  Fair Trade Federation, eles acreditam que o principal para a sustentabilidade é a compaixão, honestidade e serviço social.

No centro de suas operações Distant Village usa um sistemas modelo, desenvolvido em 2000, chamado Complete Sustainability. Um dos aspectos deste modelo é a inclusão econômica das comunidades economicamente deslocados, muitas vezes esquecido na busca por materiais ecológicos.

 

Meio ambiente

Em um processo de produção do berço ao berço, desde extração até o processamento de matérias-primas utilizadas na criação de embalagem. Assim como a utilidade, reutilização e o impacto ambiental a longo prazo na reintegração da embalagem na natureza.

Distant Village usa papéis feitos sem árvore como o papel feito de capim, que é abundante e renovável, resíduos de fibras de banana colhidas plantações e no processamento, papéis de amoreira de ervas daninhas das árvores. Estes materiais produzem uma bonita embalagem artesanal a partir de resíduos ou materiais naturais abundantes, em vez de usar e extrair recursos valiosos.

Para secar os papéis usa o calor natural do sol. Para outras necessidades de calor, são muitas vezes usado os resíduos da casca do arroz,  em vez de combustíveis fósseis – tudo parte do atual balanço de rendimentos solar, um elemento fundamental no controle o aquecimento global.

Social

Contribuição, inclusão e promoção de artesãos, famílias e comunidades que desenvolvem embalagens em vilarejos distantes. Isso inclui uma bolsa de estudos que os clientes financiam e participam como parte de uma abordagem holística para uma percepção positiva.

Economico

Comércio justo, salários justos, e infusão de combustível na economia (emprego, dinheiro, comércio) nas vilas distantes . Isso proporciona uma saída para artesãos e oportunidades para aprender novas habilidades.

Inovação e desenvolvimento são fundamentais para a missão de Distant Village, com novidades no mercado como o aglomerado livre de árvore,  rótulos sem árvore (com eco-adesivo e papel reciclado), e embalagem agro-florestal (Composto de restos do chão da floresta). Distant Village oferece uma embalagem sustentável, mas também altamente diferenciada e projetada para atender as necessidades das empresas.

 

Vejam os videos do Distant Village

 

Fonte:

http://www.distantvillage.com/

 

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Embalagem de batatinha para compartilhar

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Embalagem de batatinha para compartilhar

Postado em 19 abril 2012 por Elisa Quartim

Os jovens designers Kwon Do-hyuk, Kim Seok-woo, Seo Dong-Han, In Sung-hoon, Lee Bum-ho, criaram uma nova embalagem conceitual que incentiva as pessoas a compartilhar e ganharam o prêmio Red Dot Award na categoria Design Concept.

É a Bloom Chips, uma embalagem cilíndrica de batata frita que, ao ser aberta, expande e se transforma em uma espécie de tigela. Ela permite que a batatinha possa ser consumida e compartilhado mais facilmente.

A embalagem é uma referência à clássica embalagem de Pringles, que depois que passa de um certo nível, fica quase impossível pegar sem derrubar e incentiva um consumo mais individualista.

 

Não se trata de uma embalagem com apelo ambiental, pois acaba usando mais material comparado com a outra. Mas, como disse minha amiga Rosana Vasques (que pesquisa o design para o compartilhamento de produtos), “… compartilhar talvez torne as pessoas mais preocupadas com o outro e, como possível consequência, tornar o mundo um pouco melhor (ou menos pior)…. Equalizar as diferentes dimensões da sustentabilidade sempre será um grande desafio….”

 

Fontes:

http://www.fastcodesign.com/1669476/the-pringles-package-sucks-this-chip-can-blooms-into-a-bowl

http://www.designdobom.com.br/2012/04/vai-uma-batatinha-ai.html?spref=fb

 

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hemp-4-haiti 3

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Hemp 4 Haiti – Embalagem reutilizável de fibra de cânhamo

Postado em 31 outubro 2011 por Elisa Quartim

O designer americano Blake Lowther projetou uma embalagem reutilizável para enviar alimentos não perecíveis para as vítimas no Haiti. A ideia é enviar produtos com uma embalagem reutilizável, feito com uma das fibras naturais mais resistentes (a fibra de cânhamo) e, caso seja descartada, por ser uma fibra natural, é compostável. Elimina os resíduos e poluição ambiental que os produtos de ajuda aos desastres acabam deixando para trás. A embalagem é fabricada em instalações verde.

A embalagem é trabalhada à mão com cânhamo de alta qualidade, trançado de forma que pode ser facilmente desfiada depois que as mercadorias não perecíveis forem consumidas.  Uma vez desfiada, o cânhamo tem inúmeras aplicações práticas vitais para os esforços de ajuda. Levando o pacto em produtos de socorro, Hemp 4 fornece Haiti lutando comunidades com os meios para seguir em frente.

Junto à embalagem, vem uma etiqueta, identificando o produto enviado com uma foto. Ao desdobrar a etiqueta, há algumas sugestões de como reutilizar a embalagem e a fibra de cânhamo.

Não confundir o cânhamo com a maconha, cujo teor de THC (Tetraidrocanabinol) é bem superior ao do cânhamo, apesar de ambos pertencerem ao género Cannabis. A planta é integralmente utilizada para os mais diversos fins, mas destaca-se especialmente a sua fibra, também chamada de filame, muito usada na indústria de papel, pois um hectare de cânhamo produz o mesmo que quatro hectares de eucaliptos, num período de vinte anos.

Fonte:

http://www.behance.net/gallery/Hemp-4-Haiti-Project/

http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2nhamo

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transgenicos

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Símbolo de transgênicos

Postado em 21 setembro 2011 por Elisa Quartim

O símbolo de transgêncos, um triângulo com a letra “T” em seu interior, é obrigatória para facilitar a identificação pelo consumidor sobre presença de transgênicos nos alimentos. A lei é de 2003, mas poucas pessoas acabam reparando nele ou até mesmo usando.

O símbolo tem como objetivo padronizar a informação sobre a presença de produtos geneticamente modificados, até então identificada pelo próprio fabricante.

O artigo 2º do Decreto 4.680/2003 que limita a obrigatoriedade da informação da presença de transgênicos nos rótulos dos produtos que tivessem até 1% de OGM (Organismos Geneticamente Modificados) em sua composição.

A norma exige que, acima desse percentual, tanto os produtos embalados quanto os vendidos a granel ou in natura, tragam no rótulo da embalagem ou do recipiente em que estão contidos, em destaque, no painel principal e juntamente com um símbolo, algumas expressões padronizadas para informar a sua origem e composição transgênica. Há uma exceção para o Estado de São Paulo. Em 1999 foi aprovada uma lei que exige que todos os alimentos que contiverem transgênicos, independentemente da quantidade, tragam a informação obrigatória no rótulo: “alimento geneticamente modificado” ou “contém, na composição, alimento geneticamente modificado”, conforme o caso.
Aplicação

  • Ele deverá ser aplicado nos produtos embalados ou nos in natura, vendidos a granel. No caso de aplicação em embalagens coloridas, o fundo do triângulo deverá ser preenchido com a cor amarela.
  • Se os rótulos forem impressos em preto e branco, o fundo interno deverá permanecer branco (ou transparente). A proposta também estabelece as dimensões mínimas para a aplicação da marca, conforme a rotulagem do produto.
  • Ele deverá constar no painel principal da embalagem, que é o que fica voltado diretamente para o consumidor quando o produto está na prateleira.
  • Deve estar em destaque e em contraste de cores que assegure a correta visibilidade.
  • O triângulo será eqüilátero.
  • A área a ser ocupada pelo símbolo transgênico deve representar, no mínimo, 0,4% da área do painel principal, não podendo ser inferior a 10,82531mm2 (ou triângulo com laterais equivalentes a 5mm).
  • De acordo com o decreto federal, o rótulo deve ter uma das seguintes expressões, dependendo do caso: “(nome do produto) transgênico”, “contém (nome do ingrediente ou ingredientes) transgênico(s)” ou “produto produzido a partir de (nome do produto) transgênico”. O decreto determina ainda que o consumidor seja informado sobre a espécie doadora do gene no local reservado para a identificação dos ingredientes.

Se suspeitar de produto que contenha transgênico sem a devida rotulagem, o consumidor deve denunciar aos Procons, ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça (www.mj.gov.br/DPDC/) às Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais, à Secretaria de Defesa Agropecuária, a uma das Delegacias Federais de Agricultura nos estados ou o Ministério da Agricultura (www.agricultura.gov.br) .

 

Fonte:

http://www.idec.org.br/noticia.asp?id=12535

http://www.idec.org.br/emacao.asp?id=596

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SentirBem-Ponta-a-Ponta2

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Linha de aveias Sentir Bem repensa o seu ciclo de vida

Postado em 09 agosto 2011 por Elisa Quartim

O Walmart participa do Projeto Sustentabilidade de Ponta a Ponta a linha de aveias Sentir Bem. Composta por seis produtos e produzida pela Nat Cereais de Lagoa Vermelha (RS), teve seu ciclo de vida redesenhado, num processo que contemplou seis diferentes iniciativas que melhoraram a cadeia produtiva desde o plantio da aveia até o descarte da embalagem pelo consumidor final.
O primeiro passo foi repensar a origem da matéria prima e fortalecer a parceria com produtores: a forma de plantio da aveia passou a utilizar em 100% a tecnologia de manejo com plantio direto, que aumenta a produtividade por hectare e reduz os impactos de erosão do solo. Foram privilegiados produtores de aveia do entorno da fábrica – até 30 quilômetros de distância –, e foi firmado um contrato de garantia de compra entre esses e a Nat Cereais. O resultado se manifesta em duas dimensões: a social, porque prestigia a comunidade local, e a ambiental, pela maior produtividade por área cultivada, pela redução da erosão do solo e das emissões de gás carbônico, devido aos deslocamentos menores do campo até a fábrica.
A segunda parte do processo foi reaproveitar os resíduos industriais. Antes, as cascas da aveia eram em boa parte descartadas em uma área do próprio terreno da fábrica e se decompunham naturalmente, gerando gás metano. Com a intervenção, as cascas passaram a ter três destinações nobres do ponto de vista ambiental: como ingrediente de ração animal (um poder nutritivo antes desperdiçado), como cama de aviário e como combustível de caldeira em uma indústria próxima à fábrica.
Pesquisar na região da fábrica permitiu a implementação de mais uma iniciativa. Foi identificada uma oportunidade de aperfeiçoar o processo energético da fábrica, aproveitando como combustível de caldeira a biomassa de resíduos de MDF de uma indústria moveleira situada a cerca de 500 metros da fábrica, que antes era descartada, substituindo lenha proveniente de eucaliptos.

Repensados a matéria-prima e o processo produtivo, o grupo passou a examinar a embalagem. Foi possível reduzir o peso e a utilização do papel sem que a embalagem perdesse sua função protetora. Produzidas com menos papel (cartão certificado pelo FSC – Forest Stewardship Council), as caixinhas utilizam menos 10% de massa de celulose, deixando de emitir gás carbônico e gás metano no aterro da parcela não reciclada. Além disso, foi possível conseguir mais um benefício: aumentar de 80 para cem o número de caixas de produto transportado por palete, reduzindo as viagens realizadas da fábrica ao Walmart. E, já que o objetivo era otimizar todos os aspectos possíveis, foram colocadas na embalagem orientações úteis sobre sustentabilidade e descarte, para integrar o consumidor final ao processo e estimular o consumo consciente.
A comunidade local também foi contemplada no âmbito social: tanto o fornecedor (que é uma empresa familiar) quanto o Walmart revertem a quantia de R$ 0,02 para cada unidade vendida da linha de aveias para uma instituição localizada próximo à fábrica, que atende cerca de 150 crianças e adolescentes. Com isto, estima-se que ao longo do ano seja possível captar entre R$ 15 mil e 18 mil – sem alterar o preço final do produto e sem onerar o consumidor.
Participaram diretamente desse projeto 19 pessoas do Walmart e do fabricante. O desenvolvimento do Projeto Sustentabilidade de Ponta a Ponta das aveias Sentir Bem contaminou positivamente todos os que compartilharam o esforço de aplicar conhecimento científico e necessidade mercadológica com uma visão de generosidade coletiva.

SUSTENTABILIDADE NA MEDIDA

O projeto teve como foco a forma de produção (plantio direto) com menor erosão, menor consumo de recursos (combustíveis nos processos/transporte e materiais, como o cartão das embalagens e lenha para caldeira) e aproveitamento de resíduos (casca da aveia e resíduos de MDF) em toda a cadeia produtiva, além da campanha educacional com foco na sustentabilidade ambiental e ação de responsabilidade social na região de produção da aveia. Os ganhos ambientais alcançados pelo projeto para a estimativa de venda anual na rede Walmart foram:

  • redução da emissão de CO2equivalente = – 1.105 ton
  • redução no consumo de óleo diesel/ou óleo combustível = – 4.885 L
  • redução da massa de embalagem = – 1.578 kg
  • redução de Resíduo Industrial = – 208.000 kg
  • ações de Responsabilidade Social = entre R$ 15.000,00 e 18.000,00/ano para a Instituição “Amor Perfeito – Associação Criança e Adolescente”

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Veja-Perfumes-Ponta-a-Ponta

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Veja Perfumes Sensações repensa o seu ciclo de vida

Postado em 05 agosto 2011 por Elisa Quartim

Veja Perfumes Sensações estreia com melhorias no processo e é apresentando ao mercado a sua versão dois litros. Algumas mudanças foram feitas, com a garantia de que o consumidor terá o mesmo produto que tinha antes, porém mais sustentável.

Na rotulagem foi reservado um espaço “green”, intitulado Nossa Casa, Nosso Planeta, para comunicar as melhorias ambientais do produto, incluindo os itens técnicos importantes para a reciclagem de cada um dos itens da embalagem e dicas de consumo consciente para o consumidor, como a importância da responsabilidade ambiental e do papel das empresas e das pessoas.

No processo de repensar o ciclo de vida do produto o processo produtivo foi aprimorado, agregando diversas melhorias. Foi obtida uma redução de uma hora no tempo de fabricação do produto com o desenvolvimento de uma nova fórmula e redução de energia no sopro das embalagens, além de menos consumo de papelão nas bandejas que transportam o produto, e diversas melhorias na planta como por exemplo a substituição das lâmpadas pelas de LED e um novo compressor com menor gasto de energia.

A empresa desenvolveu a versão dois litros, que usa menos 47% de material por litro de produto quando comparado com a embalagem de 500ml. Além disso, foram feitas algumas melhorias no produto atual em relação ao critério de sustentabilidade, como a redução em 7% do material da tampa e em 6% da gramatura do rótulo. Um diferencial no projeto envolve também a produção do rótulo com tinta à base de soja, que gera menos resíduos para o meio ambiente.

Veja Perfumes Sensações é comercializado somente no Brasil. O projeto usou recursos internos da empresa e teve o envolvimento de 6 pessoas diretamente, entre as quais executivos das áreas de desenvolvimento de embalagens e marketing, engenheiros e pesquisadores. Houve ainda um trabalho de parceria com os principais fornecedores, que se envolveram bastante – um dos objetivos de um projeto que tem como objetivo mobilizar pessoas e organizações em direção à sustentabilidade.

SUSTENTABILIDADE NA MEDIDA


Esse projeto teve como base melhorias no processo produtivo, redução de massa de embalagem, com destaque para o desenvolvimento de uma nova embalagem de PET de 2 Litros e tecnologia para uso de embalagem 100% reciclada. Os ganhos ambientais alcançados pelo projeto para a estimativa de venda anual na rede Walmart foram:

  • redução de 1805,3 kg de material de embalagem por ano
  • redução de 14.577 kWh no consumo de energia elétrica associada ao aumento de eficiência no processo produtivo
  • economia de 33,6 litros no consumo de óleo diesel/ou óleo combustível no transporte
  • redução total de 451 kg CO2eq por ano
  • tecnologia para utilização de embalagem de PET 100% reciclado pós consumo
  • emprego de rótulos impressos com tinta à base de soja
  • utilização de rótulos de papel e caixas de papelão com certificação FSC

 

Fonte:

http://www.walmartsustentabilidade.com.br/sustentabilidade-pontaaponta-2011/

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2ª edição do programa Sustentabilidade de Ponta a Ponta do Walmart

Postado em 25 julho 2011 por Elisa Quartim

No início de 2010, o Walmart lançava um projeto para contribuir com o desenvolvimento sustentável do mercado brasileiro. Em parceria com grandes empresas fornecedoras, a rede colocou produtos nas gôndolas que tiveram seu processo de fabricação repensado para serem mais amigáveis ao meio ambiente e obtiveram um crescimento de até 40% em suas vendas. Vejam o post da época.

Agora, o varejista inicia a segunda etapa da ação, com o apoio de 13 companhias, incluindo Ambev, Danone, Kimberly-Clark, Kraft Foods, L’oreal, Mars, Philips, Reckitt Benckiser, Santher, Sara Lee, SC Johnson, Whirlpool e Nat Cereais, responsável pela marca própria Sentir Bem, do Walmart.

A ideia é modificar toda a cadeia de produção e levar a sustentabilidade aos três pilares do conhecido como triple bottom line: people, planet e profit, o que significa colaborar para o desenvolvimento social e do meio ambiente, sem deixar de lado a questão econômica.

Pensando nisso, os produtos precisam maximizar os lucros das empresas, sem mexer com o bolso do consumidor, e garantir práticas que ajudem a preservar o planeta. A ideia do projeto “Sustentabilidade de Ponta a Ponta” é fazer com que as indústrias escolham os principais itens da categoria e trabalhem para melhorar os processos envolvidos.

A partir da definição, o produto passa por uma análise técnica de todo o processo de produção, com a ajuda do CETEA, para gerar as mudanças possíveis, do início ao fim da cadeia.

Este ano, o projeto já aponta resultados positivos. As transformações realizadas nos 13 produtos representam uma decréscimo do uso de água de dois milhões de litros ao ano e 19 milhões de Kwh de energia.

Com relação às emissões de gases do efeito estufa, houve queda de 3.171 tons de CO2, correspondendo à economia de 17,3 milhões de km rodados. As reduções das embalagens também possibilitaram mais espaço nos caminhões, aumentando entre 32% e 64% na capacidade das carretas.

Observando os cases com atenção, podemos perceber que em grande parte as mudanças ocorreram na redução de materiais e repensando seus processos de produção. Parece que o redesign das embalagens não foi uma prioridade, o que poderia ajudar muito o resultado desses projetos. Em nenhum dos cases foi mostrado a equipe de design. Por que será?

Os próximos posts mostrarão os 10 produtos dessa segunda edição e os ganhos obtidos dessa parceria. É um bom exemplo de como o varejo pode e deve se envolver e apoiar iniciativas de sustentabilidade de seus fornecedores. Eles fazem parte do ciclo devida do produto e são os primeiros que percebem as necessidades do consumidor cada vez mais exigente.

Fonte:

http://www.walmartsustentabilidade.com.br/sustentabilidade-pontaaponta-2011/

http://exame.abril.com.br/

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Embalagem para a redução de desperdício de comida

Postado em 11 maio 2011 por Elisa Quartim

Um dos grandes problemas do mundo atual é o fato de milhões de pessoas passarem fome enquanto um volume excessivo de
alimentos é perdido. Pelas estimativas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), as perdas podem atingir 1,2 bilhão de toneladas por ano. Nos países desenvolvidos o desperdício chega a 300 quilos per capita por ano. A embalagem pode desempenhar um papel importante no combate a esse flagelo protegendo o alimento e facilitando a sua distribuição.

Por isso, fechou uma parceria com a alemã Messe Düsseldorf, organizadora da feira Interpack, para realizar paralelamente
ao evento, nos dias 16 e 17 de maio próximo, um congresso sobre o tema: o Save Food. O objetivo da FAO e da Messe Düsseldorf é reunir no evento representantes de indústrias de alimentos e embalagem, do varejo, políticos, pesquisadores e organizações não-governamentais (ONGs).

Para os organizadores, medidas têm de ser tomadas agora para evitar uma catástrofe ainda maior no futuro. Hoje  a maioria das perdas de alimentos ocorre durante a cadeia produtiva, como resultado de práticas inadequadas de fabricação, acondicionamento, transporte e venda. Aprimoramentos em embalagem podem ajudar a reverter a situação.

Durante o evento, a FAO irá apresentar os resultados de três estudos atualmente em curso. O primeiro deles investiga as razões e o grau de perdas de alimentos em países desenvolvidos e calcula o nível em que diferentes tipos de embalagem podem ajudar a remediá-las. O segundo estudo é similar, mas calcado em economias emergentes. Já o terceiro visa quantificar os investimentos necessários para garantir, nesses mesmos países subdesenvolvidos, o suprimento suficiente
de alimentos embalados.

Fonte:

http://www.embalagemmarca.com.br

http://www.save-food.org

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Novo selo de produtos orgânicos

Postado em 29 março 2011 por Elisa Quartim

Desde o início do ano, todos os produtos orgânicos vendidos no Brasil deverão usar o selo do SisOrg (Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica). Para obter o selo os produtos são certificados por Auditoria e Sistemas Participativos de Garantia.

Selo do SisOrg

O Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica – SisOrg é gerido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa e é integrado por órgãos e entidades da administração pública federal e pelos Organismos de Avaliação da Conformidade, entendidos por Certificação por Auditoria e Sistemas Participativos de Garantia, credenciados pelo Mapa. Os Estados e o Distrito Federal poderão integrar o SisOrg mediante convênios específicos firmados com o Mapa.

Um selo para facilitar a identificação e um consumo mais consciente

O selo de Produto Orgânico vem para ajudar o consumidor que deseja consumir um produto orgânico mas não conhece todas as entidades que credenciam esse tipo de produto. Agora basta observar um selo.

Antes várias entidades tinham o seu próprio selo. Elas continuam certificando, porém agora o selo é igual para todas.

Vejam os selos das empresas certificadoras:

Design do selo SisOrg

Apesar da vitória da união de todas as certificadoras em um único selo, infelizmente o design escolhido para uma função tão importante não ficou bem resolvido.

Problemas de design encontrados:

1- Redução limitada

  • O texto em letras pequenas abaixo do selo, impossibilita a sua redução.
  • O tamanho mínimo exigido é de 2,5 cm de largura.
  • Obrigação de informar se o selo foi obtido por Certificação por Auditoria ou Sistemas Participativos de Garantia.

2- Formato horizontal

O ideal é que o formato de um selo de certificação seja quadrado ou redonda, para aumentar as possibilidades de aplicação. É só observar como são os selos de outros países

China

Canadá

Estados Unidos

3- Obrigatoriedade de estar na face frontal da embalagem

  • Briga com a marca do produto
  • Dificulta a identificação do produto
  • Em casos em que a embalagem é pequena (temperos, geléias, etc) a marca fica enorme

Isso pode desestimular o seu uso, que além de ser caro ainda vai atrapalhar a visualização da marca do produto.

Cartilha sobre orgânicos

Veja a cartilha, ilustrada por Ziraldo, que fala sobre o selo e sobre os produtos orgânicos.

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