Archive | Resíduos Sólidos

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Preserve – escova de dente em embalagem para devolução via correio

Postado em 03 novembro 2010 por Elisa Quartim

A Preserve é uma empresa que faz produtos feitos com polipropileno (PP) reciclado de pós consumo, o número 5 do símbolo de reciclagem para plásticos.

Para facilitar o retorno do plástico PP para a fábrica e para se transformar em outro produto, eles desenvolveram uma embalagem que já vem com o selo pago, para que as pessoas devolvam a escova de dentes via correio.

A embalagem para retornar a escova é feita de PP com PE para ser mais leve e resistente.

Vejam os números do resultado dessa iniciativa. Preserve gasta:

  • Pelo menos 54% menos água do que com PP virgem
  • Pelo menos 64% menos gases de efeito estufa (em equivalentes de CO2) do que com PP virgem
  • Pelo menos 75% menos petróleo do que com PP virgem
  • Pelo menos 48% menos carvão do que com PP virgem
  • Pelo menos 77% menos gás natural do que com PP virgem
  • Pelo menos 46% menos electricidade do que com PP virgem

Eles recebem não apenas as escovas de dente mas como todo tipo de produto em PP que podem ser enviados via correio ou em postos de coleta nos supermercados.

Fonte:

http://www.preserveproducts.com/

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eBay box2

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eBay Box – caixa retornável

Postado em 18 outubro 2010 por Elisa Quartim

O eBay, famoso portal de intermediação de vendas de objetos do mundo, está lançando a eBay Box. O projeto piloto anunciado pelo Green Team do eBay promove uma embalagem desenvolvida especialmente para ser reutilizada.  A ideia é que cada embalagem seja reutilizada por no mínimo cinco vezes no envio de produtos negociados através do site.

As novas embalagens são feitas com papelão ondulado 100% reciclado e com certificação FSC (Conselho de Manejo Florestal, entidade que atesta o uso correto de materiais celulósicos).

Criada pelo Green Team, um departamento da empresa dedicado à criação de práticas mais sustentáveis, a caixa apresenta espaços para que os usuários escrevam pequenos relatos, ajudando a construir crônicas sobre o uso de cada embalagem. As histórias das eBay Boxes serão documentadas numa página da internet ( thebox.ebay.com).

Eles calculam que se toda caixa for reutilizada no mínimo cinco vezes, evitaram que quase 4 000 árvores sejam cortadas, irão economizar 9 milhões de litros de água e conservar energia suficiente para abastecer 49 casas por um ano.

Um programa-piloto pretende distribuir 100 000 unidades nos Estados Unidos e premiar com um cupom de 1 dólar quem ajudar a monitorar o reuso das embalagens.

O design gráfico da embalagem é lindo. As imagens criam uma ligação emocional. O fato do histórico da embalagem ficar na embalagem cria um maior envolvimento com o processo. As imagens das caixas, quando juntas, formam uma grande árvore comunicando bem a mensagem de “verdes” que querem passar.

Os gráficos e imagens são impressos em 2 cores, porém acabam usando muito mais tinta do que o usual. Além de aumentar o valor do custo da caixa, quando descartado, será muito mais tinta que irá para o meio ambiente.

Uma boa ideia para esse tipo de embalagem é poder reutilizar a embalagem usando os 2 lados como esse exemplo da Salazar Packaging.

No mais, sempre que possível, qualquer embalagem pode ser reutilizada, basta usar o bom senso.

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Embalagem sustentável – Mexerica, tangerina ou bergamota

Postado em 01 outubro 2010 por Elisa Quartim

A mexerica (Citrus reticulata), também tangerina, mandarina, mimosa, vergamota, bergamota ou poncã, é um produto originário da Ásia (Índia, China e países vizinhos de clima sub-tropical e tropical úmido). A indústria fabricante é mundial e possui vários tipos de produtos ao redor do mundo.

Design da embalagem

Utiliza a cor alaranjada e possui uma textura que facilita a aderência à mão e transmite uma sensação boa ao ser tocada. O design da forma é arredondado em um tamanho que cabe na mão do consumidor.

É uma embalagem multipack. As embalagens das porções individuais são feitas com outro material com espessura mais fina, mas suficiente para proteger o produto.

Fácil de abrir, pode ser consumida em casa ou no trabalho.

Essa embalagem não possui registro de patente, pois a ideia do fabricante é que sirva de inspiração e possa ser copiada livremente.

Sobre o produto

Possui uma boa quantidade de vitamina C que ajuda a aumentar a resistência do sistema imunológico. Muito utilizada para a prevenção de gripes e resfriados.

Seu sabor é cítrico e adocicado. Pode ser consumido ao natural ou em forma de sucos.

Normalmente sua fabricação é feita entre os meses de maio a agosto, pois respeita os ciclos da natureza.
O site de fabricação é de porte mediano. Sua segurança é feita de forma natural com espinhos e  galhos. A decoração é feita com flores brancas e aromáticas, semelhantes à laranjeira.

Descarte da embalagem

Feita com material compostável, sua decomposição é rápida e não deixa resíduos tóxicos no solo.

Caso a opção seja o não descarte, ela pode ser consumida na forma de doces e geléias. Possui concentrações elevadas de vitaminas A, B1, B2, Niacina, Vitamina C, cálcio e fósforo.

Fonte: Mãe natureza, Gaia, Deus

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MIHO – Embalagem de vestido feito com garrafa

Postado em 21 setembro 2010 por Elisa Quartim

A MIHO é um escritório de design que atua nas áreas de gráfico, produto e de moda. Trabalha conjugando estes serviços ao conceito de design consciente. Além de prestar serviços de design para outras empresas, eles também desenvolvem seus próprios produtos.
Todos os produtos e serviços da MIHO priorizam o uso de matérias primas sustentáveis.

O conceito das embalagens envolve  informar ao cliente sobre todas as etapas da produção e todo o material utilizado: da embalagem à malha:

As garrafas utilizadas na produção das embalagens são recolhidas diretamente após o uso pelos próprios fornecedores (buffets e adegas). Este vidro é recolhido e levado ao parceiro instituto Kairós, que faz a limpeza e o corte dos anéis.

A folha de fibra de bananeira e sua viscose são produzidas no instituto Kairós. Seu processo de produção é 100% artesanal, desde a colheita das folhas em cultura até o seu cozimento e secura ao sol.

Fabricado pela empresa Menegotti, a malha utilizada nas roupas (linha Ecologic) é 100% de algodão orgânico e seu tingimento é feito por pigmentos naturais, como a clorofila, imbuía, cebola, ipê roxo e cedro rosa dentre outros.

A tinta utilizada nas estampas é produzida industrialmente, constitui-se de pigmento orgânico e fixador químico.

O catálogo manteve o conceito. Produzido pela empresa Sulamericana com papel Silprint 120g/m 100% reciclado.

Fonte:

http://www.miho.com.br/

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LIXÃO

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Política Nacional de Resíduos Sólidos

Postado em 31 agosto 2010 por Elisa Quartim

No dia 2 de agosto, depois de 20 anos que tramitava no Congresso, foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, que tem o objetivo de incentivar a reciclagem de lixo e o correto manejo de produtos usados com alto potencial de contaminação. Entre as novidades na nova lei está a criação da “logística reversa”, que obriga os fabricantes, distribuidores e vendedores a recolher embalagens usadas.

A legislação também determina que as pessoas façam a separação doméstico nas cidades onde há coleta seletiva. Catadores e a indústria de reciclagem receberão incentivos da União. Além disso, os municípios só receberão recursos do governo federal para projetos de limpeza pública e manejo de resíduos depois de aprovarem planos de gestão.  A lei ainda precisa passar por regulamentação. Será necessário, por exemplo, estabelecer um prazo de adaptação para as empresas e disciplinar o tipo de tratamento que deve ser dado a cada tipo de material.

Será o fim dos lixões e do descaso que existe em relação ao lixo. Todos imaginam que quando jogamos “fora” ele desaparece como mágica, mas apenas da nossa vista pois é aí que o problema começa, e talvez agora encontre uma solução com a lei.

O que significa
O Brasil passa a ter um marco regulatório na área de Resíduos Sólidos. A lei faz a distinção entre resíduo (lixo que pode ser reaproveitado ou reciclado) e rejeito (o que não é passível de reaproveitamento). A lei se refere a todo tipo de resíduo: doméstico, industrial, da construção civil, eletroeletrônico, lâmpadas de vapores mercuriais, agrosilvopastoril, da área de saúde, perigosos, etc.

A PNRS reúne princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes para a gestão dos resíduos sólidos. É fruto de ampla discussão com os órgãos de governo, instituições privadas, organizações não governamentais e sociedade civil. A regulamentação será por meio de um decreto do presidente, a ser editado ainda neste ano.

Objetivo
A não-geração, redução, reutilização e tratamento de resíduos sólidos, bem como destinação final ambientalmente adequada dos rejeitos. Redução do uso dos recursos naturais (água e energia, por exemplo) no processo de produção de novos produtos, intensificar ações de educação ambiental, aumentar a reciclagem no país, promover a inclusão social, a geração de emprego e renda de catadores de materiais recicláveis.

O que propõe
Institui o princípio de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, abrangendo fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.

Propõe atribuições compartilhadas, tanto das instituições públicas como de particulares e sociedade em geral. É importante que os municípios se articulem politicamente com os órgãos de governo federal, estadual e municipal, a fim de construírem políticas públicas de resíduos sólidos integradas e complementares à Política Nacional, tendo como objetivo a busca por alternativas institucionais que otimizem recursos, se traduzam em oportunidades de negócios com geração de emprego e renda, sustentabilidade dos empreendimentos e receitas para o município.

Estabelece princípios para a elaboração dos Planos Nacional, Estadual, Regional e Municipal de Resíduos Sólidos. Propicia oportunidades de cooperação entre o poder público federal, estadual e municipal, o setor produtivo e a sociedade em geral na busca de alternativas para os problemas socioambientais existentes e na valorização dos resíduos sólidos, por meio da geração de emprego e renda.

Instrumentos
O município, de acordo com a Lei Nacional de Saneamento Básico é o titular do serviço público de saneamento. Contudo, a PNRS estabelece instrumentos importantes:

  • planos de resíduos sólidos;
  • inventários e o sistema declaratório anual de resíduos sólidos;
  • coleta seletiva, os sistemas de logística reversa e outras ferramentas relacionadas à implementação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;
  • incentivo a cooperativas de catadores;
  • monitoramento e a fiscalização ambiental, sanitária e agropecuária;
  • cooperação técnica e financeira entre os setores público e privado para o desenvolvimento de pesquisas de novos produtos, métodos, processos e tecnologias de gestão, reciclagem, reutilização, tratamento de resíduos e disposição final ambientalmente adequada de rejeitos;
  • educação ambiental.

Políticas públicas complementares
É importante que os municípios se articulem politicamente com os órgãos de governo federal, estadual e municipal, a fim de construírem políticas públicas de resíduos sólidos integradas e complementares à Política Nacional, em busca de alternativas institucionais que otimizem recursos, se traduzam em oportunidades de negócios com geração de emprego e renda, e receitas para o município.

Nesse contexto, os Consórcios Públicos intermunicipais ou interfederativos, que aproximam municípios e Estado, surgem como uma possibilidade concreta e assegurada nas Leis de Consórcios Públicos e de Saneamento Básico, para a gestão integrada dos resíduos sólidos nos municípios brasileiros. Assim, a gestão dos resíduos sólidos antes considerada um problema socioambiental passa a ser uma oportunidade para a atuação do poder público no atendimento dos diferentes grupos sociais, bem como a estruturação de uma Política Nacional de Resíduos Sólidos vem ao encontro de um dos grandes desafios a ser enfrentado pelos governos e pelo conjunto da sociedade brasileira – o problema da geração de resíduos sólidos.

Relação com outras leis
Harmoniza-se com a Lei Nacional de Saneamento Básico (Lei nº 11.445/07) e com a Lei de Consórcios (Lei nº 11.107/05), e seu Decreto regulamentador (Decreto nº. 6.017/2007). De igual modo está inter-relacionada com as Políticas Nacionais de Meio Ambiente, de Educação Ambiental, de Recursos Hídricos, de Saúde, Urbana, Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior, e as que promovam a inclusão social.

Vejam o vídeo do programa Cidades e Soluções sobre a nova lei:

Fonte:
http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=ascom.noticiaMMA&idEstrutura=8&codigo=6016

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm

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Bamboo_Bottle2

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Garrafa reutilizável de bambu.

Postado em 23 agosto 2010 por Elisa Quartim

A Bamboo Bottle tem exterior de bambu, tampas e fundo de plástico reciclado e interior de vidro que é também 60% reciclado.

O Bambu por ter um crescimento rápido acaba sendo um caminho mais sustentável. Vejam alguns fatos sobre o bambu:

  • Bamboo reabastece no ambiente o ar que respiramos.
    Bamboo libera 35% a mais de oxigênio  do que o equivalente em árvores. E pode seqüestrar até 12 toneladas de dióxido de carbono do ar por hectare. (Bamboo realmente ajuda a combater o aquecimento global!
  • A colheita do bambu não destrói o seu sistema radicular, ou seja, não há erosão do solo.
  • A colheita do bambu minimisa os impactos da vida selvagem, em comparação a extração de grandes madeiras, onde máquinas grandes rasgam a terra.
  • O bambu é colhido em áreas designadas e apoiado pelo governo chinês para a sustentabilidade da espécie.

Além disso cada parte da garrafa é fácil de desmontar, facilitando a limpeza (o bambu não pode ser lavado em máquina de lavar) e viabilizando a reciclagem de seus materiais no final do seu ciclo de vida. Mas o objetivo da garrafa não é a reciclagem, e sim a sua reutilização para que não gere mais nenhum tipo de resíduo.

Fonte:

http://www.bamboobottleco.com/

http://www.ecoblogs.com.br/

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Gaia

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Projeto Gaia – Whirlpool

Postado em 18 junho 2010 por Elisa Quartim

Prover uma solução ecologicamente correta para as embalagens de produtos entregues no sistema de comercialização porta-a-porta, promover uma logística reversa, resgatar a cidadania em parceria com uma organização não-governamental e aumentar a percepção do consumidor sobre a importância das questões ambientais.

Estes são os objetivos do Projeto Gaia, um dos principais programas de responsabilidade ambiental adotado pela Whirlpool. Implantado em junho de 2003, inicialmente na região da Grande São Paulo e na Baixada Santista, o Projeto conta com uma frota sub-contratada de veículos dedicada à entrega e recolhimento de embalagens nestas regiões.

Durante os anos de 2004 e 2005, o projeto recolheu 24,40 toneladas. Em 2006, foram recolhidas 12,34 toneladas até o mês de setembro. Em 2007, a meta, que era recolher 40% de todas as embalagens de produtos vendidos durante o ano, foi batida com 47,91%, colaborando para minimizar o processo de esgotamento dos aterros sanitários e a disposição de resíduos em lixões. Desde a implantação do projeto, a empresa já captou mais de 70 toneladas de material.

A Whirlpool acredita que a reintegração do material devolvido ao processo produtivo, por meio da reciclagem e reutilização, é fundamental para a Sustentabilidade, pois promove a preservação dos recursos naturais e a inclusão social. Dessa forma, as embalagens doadas são reutilizadas das seguintes formas:

  • empresas que reutilizam o poliestireno expandido (EPS) na confecção de blocos para a construção civil;
  • projetos de integração ambiental na comunidade;
  • empresas de reciclagem;
  • doações para a organização não-governamental SuperEco;
  • embalagem de produtos da própria Whirlpool no processo de transferência entre suas Unidades produtivas.

http://www.whirlpool.com.br/site/p/responsabilidade-social/meio-ambiente/projeto-gaia

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Sabão TopMax – Projeto End-to-End

Postado em 24 janeiro 2010 por Elisa Quartim


Este projeto teve como base o desenvolvimento de um produto novo focando na reutilização de resíduos de óleo de cozinha coletados por clientes, funcionários e parceiros para a produção de um sabão mais sustentável e com melhor custo para o cliente. Os ganhos são:

  • Conscientização e engajamento de clientes, funcionários e parceiros para a separação e destinação correta de resíduos de óleo de cozinha;
  • Criação de um processo de logística reversa para os resíduos de óleo de cozinha coletados nas lojas participantes;
  • Utilização de 20% de óleo de cozinha reciclado para a fabricação do produto;
  • Aumento na disponibilidade de pontos de coleta de resíduos de óleo vegetal nas lojas Walmart;
  • Oferecimento de um produto mais sustentável e com preço 20% menor para o consumidor.

Esse projeto não apresentou nenhuma melhoria em embalagem, apesar de todas as outras empresas do Projeto End-to-Endo do Walmart terem se preocupado com isso. Estranho pois o produto deles deveria ser referência em embalagem. Além de não ter tido nenhuma melhoria para a sustentabilidade na embalagem, o design gráfico é horrível e confuso. Eles ainda tem muito trabalho pela frente.

Vejam o video de apresentação:

Fonte:
http://www.walmartbrasil.com.br/imprensa/releases_interna.aspx?id=1035

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ciclo-vida

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Logística reversa de embalagens

Postado em 09 janeiro 2010 por Elisa Quartim

A logística reversa é a área da logística que trata dos aspectos de retornos de produtos, embalagens ou materiais ao seu centro produtivo. 

Antigamente esse sistema funcionava muito bem na indústria de bebidas, com a reutilização das garrafas. O produto chegava ao consumidor e retornava ao seu centro produtivo para que sua embalagem fosse reutilizada e voltasse ao consumidor final. O processo era contínuo e aparentemente cessou a partir do momento em que as embalagens passaram a ser descartáveis.

Hoje, empresas incentivadas pelas Normas ISO 14000 e preocupadas com a gestão ambiental, começaram a reciclar materiais e embalagens descartáveis, como latas de alumínio, garrafas plásticas e caixas de papelão, entre outras, que passaram a se destacar como matéria-prima e deixaram de ser tratadas como lixo.

Ou seja, a logística reversa hoje funciona no processo de reciclagem, uma vez que esses materiais retornam a diferentes centros produtivos em forma de matéria prima. Não voltam para a indústria de uma forma direta, passando por operativas de reciclagem e atravessadores. A logística reversa é utilizada em prol da empresa, transformando materiais, que seriam inutilizados, em matéria-prima, reduzindo assim, os custos para a empresa.

As empresas estão cada vez mais acompanhando o ciclo de vida de seus produtos para aumentar ainda mais a eficiência de todo o processo produtivo e obsrvando os impactos que cada fase pode ter no meio ambiente. As novas regulamentações ambientais, em especial as referentes aos resíduos, vêm obrigando a logística a operar nos seus cálculos com os “custos e os benefícios externos”.

Logística reversa no Brasil

No Brasil ainda não existe nenhuma legislação que abranja esta questão, e por isso o processo de logística reversa está em difusão e ainda não é encarado pelas empresas como um processo “necessário” , visto que a maioria das empresas não possui um departamento específico para gerir essa questão.

Mas iniciativas de algumas empresas já podem ser observada. Como a da rede de supermercados do Pão de Açúcar e sua marca própria Taeq. O projeto Logística Reversa Taeq traz de volta às gôndolas as embalagens que foram deixadas pelos consumidores nas Estações de Reciclagem ou nos Caixas Verdes das lojas.

A primeira etapa da ação contempla o material cartonado onde Taeq já utiliza parte do insumo proveniente de aparas de papel – 50% de material de embalagens recicláveis e 50% de resíduo industrial. Isso pode ser observado nas linhas de chás orgânicos, cama, mesa e banho, sabonete em barra, barrinhas de cereal orgânicas e uva-passa. Em 2010, a ação envolverá outros materiais, como plástico, aço, alumínio e vidro e outras linhas de produtos.

Outra projeto, mas que ainda não está funcionando, é da água Caxambu.

Além da embalagem ter um design bem bonito, no verso do rótulo eles colocam uma frase “Recompramos sua embalagem, informe-se”. Liguei para o SAC deles e falaram que esse sistema ainda não está funcionando e assim que começar eles entrarao em contato comigo. Vamos esperar, pois isso incentivará muitas pessoas a devolverem as garrafas para a indústria.

Conclusão

Na verdade, muitas empresas trabalham com o conceito de logística reversa, porém nem todas encaram esse processo como parte integrante e necessária para o bom andamento ou para o aumento nos custos das empresas. Uma empresa que recebe um produto como fruto de devolução por qualquer motivo já está aplicando conceitos de logística reversa, bem como aquela que compra materiais recicláveis para transformá-los em matéria-prima novamente.

Esse processo pode ser encarado que trará benefícios diversospara empresa, a começar pela redução de custos, ou pode ser um grande problema, pois representa custos que precisam ser controlados.

O fato é que cada vez mais todas as empresas deverão dar mais atenção para isso,ara que não se arrependa no futuro.

Fonte:

http://www.coladaweb.com/administracao/logistica-reversa

http://www.paodeacucarverde.com.br/

http://www.copasa.com.br/

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pactpak10

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PACT Underwear

Postado em 22 dezembro 2009 por Elisa Quartim

A PACT é uma linha de roupas íntimas desenvolvidas de forma sustentável.

Criado por Jason Kibbey e Jeff Denby, eles decidiram lançar sua nova linha baseada em princípios de empreendedorismo social e design sustentável. Uma prioridade é que as roupas íntimas fossem não apenas sustentáveis mas estilosas. Que fossem em cores e estampas chamativas e embrulhadas em embalagens amigas do meio ambiente.

Outra preocupação foi estabelecer uma cadeia de rastreabilidade que se estende desde a escolha dos agricultores que cultivam o algodão até a fábrica turco que fábrica que utiliza tintas de baixo impacto no meio ambiente até chegar nas embalagens reutilizáveis ou compostáveis para o transporte.

E parte do lucro eles vai para ONGs que trabalham em prol do meio ambiente, integrando causa e design em um produto.

Esta embalagem para entregas é compostável e pode ser reciclada.

As etiquetas são fáceis de serem retiradas.

As etiquetas das roupas são feitas em papel reciclado. Simples e bonitas.

Junto vem um folheto falando da instituição que o consumidor está ajudando adquirindo o produto. Impresso no mesmo papel reciclado da etiqueta, na frente tem uma ilustração que pode até virar um quadro e no versõ contém as informações da instituição.

Fontes:

http://www.wearpact.com/

http://changeobserver.designobserver.com/entry.html?entry=10477

http://www.notcot.com/archives/2009/08/pact_undies_unp.php

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