A Eco Can é uma lata reutilizável e 100% biodegradável.
Feita com plástico biodegradável de fontes renováveis (PLA) e está preparada para bebidas quentes e frias.
Com a capacidade para 280 mililitros de líquido, está preparada para conservar a temperatura das bebidas, graças à sua construção com dupla parede térmica.
Outro ponto positivo é o fato do topo da lata poder ser desparafusado para lavagem e inserção de líquidos – a Eco Can possui uma ranhura semelhante às das latas tradicionais.
Pode ir facilmente a geladeira como ao lava-louças ou micro-ondas.
O preço ainda é alto, ainda que reutilizável, a Eco Can custa 15 euros. Pode ser comprado aqui.
A linha BIC ecolutions, constituída por produtos que colaboram para a preservação do meio ambiente e utilizam materiais reciclados ou materiais provenientes de fontes menos agressivas ao meio ambiente.
Embalagens
As embalagens dos produtos da linha BIC ecolutions são produzidas para ter o menor impacto no meio ambiente.
As embalagens são reduzidas ao máximo sem deixar de proteger o produto. Reduzindo o seu volume acabam otimizando o transporte, reduzindo a emissão de gazes e o seu impacto.
O papel cartão utilizado é 100% reciclado e não são clareados quimicamente.
A tintas utilizandas na impressão são à base de vegetais (basicamente soja), que não contém metais pesados.
Com menos química e sem metais pesados, quando descartadas impactam menos no meio ambiente.
As embalagens em blister a parte de plástico é feito em PET, mais fácil de reciclar, e não é toda plastificada, facilitando a separação dos materiais.
A linha é composta por diversos produtos como:
Caneta BIC ECOlutions Round Stic, cujo material reaproveita embalagens longa vida (pós-consumo) da Tetra Park, uma ação que auxilia também as atividades dos coletores e recicladores.
Cola bastão, única produzida com 100% de plástico reciclado, é lavável, segura, não tóxica.
Lápis BIC Evolution ECOlutions, fabricado com aparas de embalagens de iogurte (pré-consumo), evitando que o resíduo seja descartado na natureza sem tratamento.
Barbeador, feito de material natural renovável (o bioplástico) e bio-pigmentos de origem vegetal;
Corretivo à base de água que não tem solventes e portanto é inofensivo ao meio ambiente.
Seventh Generation é uma empresa americana que faz produtos de limpeza amigos do meio ambiente.
Recentemente eles lançaram um amaciante com uma fórmula 4X mais concentrada em uma nova embalagem feita com papel. Além da nova embalagem, o produto também é atóxico, sem clareador óptico, com fórmula biodegradável, antialérgico e sem corantes ou fragrâncias.
A parte de papel, em formato de concha, é feito com papel 100% reciclado sendo que 70% com papel cartão e 30% com papel jornal.Pode ser favilmente reciclado ou compostado.
Dentro do frasco de papel vem uma bolsa de plástico feito em PEBD e a tampa em PP, facilmente recicláveis.
Inicalmente, apenas 1/4 das embalagens de 4x Laundry Detergent virão na nova embalagem de papel/plástico.
Professores e alunos dos cursos de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos do Centro de Ciências Agrárias e de Biotecnologia, do Centro de Ciências Exatas (CCE), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), desenvolveram uma pesquisa para transformar o amido de mandioca em plástico.
A partir da pequisa eles já estão produzindo bandejas para alimentos e filmes para diversas aplicações, inclusive sacos para mudas de plantas, além de cobertura de solo, com até 60% de amido de mandioca.
As bandejas produzidas na universidade são semelhantes às bandejas de isopor comercializadas em supermercados utilizadas para embalar alimentos, porém são produzidas à base de amido de mandioca e fibra de bagaço de cana. Diferentemente das bandejas comerciais, consideradas prejudiciais ao meio ambiente, o material desenvolvido na UEL é totalmente biodegradável.O tempo de permanência do material no ambiente varia de acordo com as condições ambientais, mas a pesquisa demonstra que, em contato com a terra, luz ou água, os produtos se degradam em pouco tempo.
O material para embalagem, na forma de filme, é resultado do processamento por extrusão, isto é, a mistura do amido de mandioca com glicerina e um polímero biodegradável sintético. O resultado prático é a substituição do material não degradável pelo produto biodegradável. Ao contrário de outros materiais, os produtos à base de amido de mandioca se decompõem facilmente.
O amido de mandioca é uma alternativa na substituição de materiais não degradáveis, ao mesmo tempo em que incentiva o aumento da produção de mandioca. A bandeja biodegradável é apenas uma das alternativas propostas pelo grupo de pesquisadores. Produtos biodegradáveis também são aplicados à agricultura com bons resultados. É o caso da cobertura para solo, utilizada no cultivo de morangos. Além dos sacos usados na proteção de frutas no campo e do acondicionamento de mudas de plantas.
No mundo, são produzidos por ano cerca de 150 milhões de toneladas de plástico. Com cerca de 60% de amido de mandioca, os produtos provocariam menor impacto ambiental. A produção com amido de mandioca tem maior viabilidade. Hoje, temos filmes biodegradáveis prontos para aplicação, que inclusive podem ser produzidos em escala industrial.
Segundo os pesquisadores, os filmes estão prontos para aplicação e utilização, mesmo assim algumas características ainda serão aperfeiçoadas. A ideia é deixar o material cada vez mais semelhante aos produtos vendidos no mercado. A tecnologia ainda está em fase de laboratório e precisa ser adaptada para a produção industrial.
Vejam uma reportagem da globo mostrando a pesquisa:
A empresa holandesa produtora de ovos, a Rondeel, lançou no varejo uma embalagem diferenciada de todas as demais existentes no mercado mundial.
A embalagem foi tecnicamente desenvolvida com a finalidade de produzir ovos dentro de padrões de total sustentabilidade futura. A caixa de ovo é feito de fibra de coco 100% natural e 100% de borracha natural, produto natural, biodegradável e que não causa impactos ambientais. . A caixa é totalmente biodegradável.
Tem um formato diferenciado que se destaca na gôndola. Porém o seu formato redondo pode dificultar a estocagem do produto em relação às embalagens tradicionais.
A Rondeel tem um conceito completamente novo no alojamento de aves poedeiras. É baseado na ideia de encontrar o equilíbrio entre a aceitação do público, o bem-estar do agricultor e do bem-estar das aves.
Fica aqui uma ideia de material para substituir a embalagem de polpa moldada de papel. O descarte do coco em muitas cidades é um problema e o não aproveitamento desse material é um desperdício pelo seu potencial em se transformar em outros produtos.
A MIHO é um escritório de design que atua nas áreas de gráfico, produto e de moda. Trabalha conjugando estes serviços ao conceito de design consciente. Além de prestar serviços de design para outras empresas, eles também desenvolvem seus próprios produtos.
Todos os produtos e serviços da MIHO priorizam o uso de matérias primas sustentáveis.
O conceito das embalagens envolve informar ao cliente sobre todas as etapas da produção e todo o material utilizado: da embalagem à malha:
As garrafas utilizadas na produção das embalagens são recolhidas diretamente após o uso pelos próprios fornecedores (buffets e adegas). Este vidro é recolhido e levado ao parceiro instituto Kairós, que faz a limpeza e o corte dos anéis.
A folha de fibra de bananeira e sua viscose são produzidas no instituto Kairós. Seu processo de produção é 100% artesanal, desde a colheita das folhas em cultura até o seu cozimento e secura ao sol.
Fabricado pela empresa Menegotti, a malha utilizada nas roupas (linha Ecologic) é 100% de algodão orgânico e seu tingimento é feito por pigmentos naturais, como a clorofila, imbuía, cebola, ipê roxo e cedro rosa dentre outros.
A tinta utilizada nas estampas é produzida industrialmente, constitui-se de pigmento orgânico e fixador químico.
O catálogo manteve o conceito. Produzido pela empresa Sulamericana com papel Silprint 120g/m 100% reciclado.
A maior parte das tintas utilizadas hoje nas embalagens, contém metais pesados.
Elas podem gerar problemas de saúde na hora da produção das embalagens quanto emite gases tóxicos que são inspirados pelos funcionários da gráfica.
Depois, no pós consumo, a tinta vai para o meio ambiente contaminando o solo. (isso se não for reciclada).
Por isso aqui vai algumas dicas de com reduzir esse impacto causado pelas tintas:
Usar o mínimo de tinta possível
Com um bom design, é possível limitar a quantidade de tinta usada, aproveitando a cor do papel na comunicação da embalagem. Vejam o exemplo do Matte Leão:
Usar tintas à base de vegetais
Hoje já existem muitas tintas que são à base de vegetais como a soja. Com esse tipo de tinta a embalagem pode ser mais facilmente ir para a compostagem, pois não corre o risco de contaminar o solo. E aumenta a quantidade de papel/papelão que pode ser reciclada porque as fibras são menos danificadas. Vejam o exemplo do Sansung Reclaim:
Usar tintas à base d’água
Não contém tantos metais pesados e não impactam tanto o meio ambiente.
A Bamboo Bottle tem exterior de bambu, tampas e fundo de plástico reciclado e interior de vidro que é também 60% reciclado.
O Bambu por ter um crescimento rápido acaba sendo um caminho mais sustentável. Vejam alguns fatos sobre o bambu:
Bamboo reabastece no ambiente o ar que respiramos.
Bamboo libera 35% a mais de oxigênio do que o equivalente em árvores. E pode seqüestrar até 12 toneladas de dióxido de carbono do ar por hectare. (Bamboo realmente ajuda a combater o aquecimento global!
A colheita do bambu não destrói o seu sistema radicular, ou seja, não há erosão do solo.
A colheita do bambu minimisa os impactos da vida selvagem, em comparação a extração de grandes madeiras, onde máquinas grandes rasgam a terra.
O bambu é colhido em áreas designadas e apoiado pelo governo chinês para a sustentabilidade da espécie.
Além disso cada parte da garrafa é fácil de desmontar, facilitando a limpeza (o bambu não pode ser lavado em máquina de lavar) e viabilizando a reciclagem de seus materiais no final do seu ciclo de vida. Mas o objetivo da garrafa não é a reciclagem, e sim a sua reutilização para que não gere mais nenhum tipo de resíduo.
A Mio, fabricante de navegadores GPS para carros, anunciou que a partir deste ano, toda a tinta que a empresa utiliza nas embalagens dos produtos será substituída por óleo à base de soja.
Além de ser ambientalmente favorável, a soja absorve CO2 da atmosfera e, durante a reciclagem, causa menos poluição do ar.
Além disso, com o material, aumenta-se a quantidade de papel/papelão que pode ser reciclada e é produzido papel reciclado de melhor qualidade, isso porque as fibras são menos danificadas.
Desde 2007, a empresa taiwanesa já reduziu 41% o tamanho das embalagens dos produtos. Com isso, a Mio economiza aproximadamente seis voos anuais de ida em remessas para a Europa.
Paul Stamets, um micologista americano, inventou ‘The Box Life’, uma caixa de embalagem de papelão, impregnado de uma mistura de esporos e sementes que podem ser plantadas para crescer em árvores. Basta rasgar a caixa, planta-la no solo e regar com a água.
Vejam as instruções na caixa feitas com icones.
O Suite Life Box de produtos baseia-se na sinergia de fungos, esporos de plantas e sementes infundidos juntos, dentro de materiais de embalagem que podem ser plantadas. A Árvore da Vida é feita de fibra de papel reciclado. Nesta fibra, são inseridos uma grande variedade de sementes de árvores, polvilhadas com esporos de fungos micorrízicos. Os fungos micorrízicos protegem e cuidam das mudas jovens. Os fungos “brotam” ou germinam para formar uma ligação com as células da raiz que se estende até o solo com uma rede de teia fina de células chamado de micélio. As mães micélio do viveiro de sementes, fornecem água e nutrientes, protegendo assim as árvores em crescimento da doença, seca e fome.
A Life Box pode ser usada em embalagens de vários tipos de produtos, como DVD/CD, caixas de transporte e caixas de pizza.
Assista abaixo o vídeo do criador Paul Stamets, falando sobre sua invenção: