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Embalagens frutas e hortaliças INT 3

Embalagens retornáveis para frutas e verduras do INT

Postado em 25 fevereiro 2013 por Elisa Quartim

Embalagens frutas e hortaliças INT 1

 

Entre o campo e o consumidor final, o mundo desperdiça anualmente 1,3 bilhões de toneladas, ou um terço do total dos alimentos destinados ao consumo humano, segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). No Brasil, cerca de 40% das frutas e hortaliças produzidas não chegam à mesa do consumidor, sendo as embalagens inadequadas identificadas como um importante fator para a continuidade dessa situação.

Para reverter essa situação, uma equipe de designers do Instituto Nacional de Tecnologia, apoiada pelo Fundo Tecnológico (Funtec) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desenvolveu o projeto Embalagens valorizáveis para o acondicionamento de frutas e hortaliças. O resultado foi um sistema que combina uma bandeja reciclável com uma base articulada e retornável.

Embalagens frutas e hortaliças INT 2

 

As geometrias das bandejas são variadas, resultando do escaneamento 3D de diferentes tipos e calibres das frutas contempladas pelo projeto: caquis, mangas e mamões. A base, que se dobra e arma com um simples movimento, facilita a logística, além de reduzir o tempo de montagem em relação às caixas convencionais. Os tamanhos disponíveis, por sua vez, se adequam perfeitamente aos pallets brasileiro e europeu, validando a solução tanto para uso no mercado interno quanto para exportação. As bases, mesmo com dimensões diferentes, também se encaixam entre si, permitindo um empilhamento unificado e preciso.

Embalagens frutas e hortaliças INT 3

 

A estrutura da base é aerada, leve e resistente e o encaixe perfeito, o que minimiza o impacto nas frutas e reduz o desperdício ao longo da cadeia de venda e distribuição. O sistema, mesmo quando as embalagens estão empilhadas, permite ventilação e resfriamento apropriados, evitando o amadurecimento precoce dos frutos. As bandejas podem ser produzidas em PET transparente e reciclável, permitindo visualização 360º das frutas, sendo ideais para uso nos pontos de venda.

As novas embalagens para frutas desenvolvidas pela área de Desenho Industrial do Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCTI) foram escolhidas para receber o IF Design Award, o mais importante prêmio internacional em design. Vejam o video feito para a premiação:

 

 

A equipe que desenvolveu a embalagem é composta pelos designers Luiz Carlos Motta, Gil Brito, Marcos Garamvolgyi, Welida Barbosa, Diego Costa, Karina Araujo, Marina Moreira, Luciano Gralha, Clemêncio Rodrigues e Pedro Braga. O INT tem como parceiros no desenvolvimento deste projeto o Centro de Tecnologia de Alimentos (CTAA) da Embrapa e o IMA/UFRJ.

 

Fontes:

http://www.int.gov.br/noticias/int-recebe-pr%C3%AAmio-if-design

http://exhibition.ifdesign.de/entrydetails_en.html?beitrag_id=107438

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BrickCap, tampinha que vira brinquedo de montar

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BrickCap, tampinha que vira brinquedo de montar

Postado em 04 fevereiro 2013 por Elisa Quartim

Tampinha que vira brinquedo de montar

BrickCap, tampinha que vira brinquedo de montar

 

As embalagens sempre foram ótimas para serem transformadas em brinquedos pelas crianças. Com a imaginação elas são transformadas, e se incorporam ao imaginário das crianças e prolongam o seu ciclo de vida.

A empresa fabricante de embalagens flexíveis Gualapack criou uma tampa que facilita a brincadeira. É a BrickCap, que além de dar segurança e inviolabilidade para produtos alimentícios, ela tem uma segunda função de ser transformada em brinquedo.

O design da tampa permite que ela encaixe em outra tampa podendo ser montada de várias formas, podendo ser constantemente remontada.

Vejam o video do produto abaixo:

 

 

Fonte:

http://www.packagingdigest.com/article/522820-BrickCap_A_packaging_closure_with_a_second_life.php

www.gualapack.com/en

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TIPA embalagem flexível promete ser biodegradável

Postado em 17 setembro 2012 por Elisa Quartim

A empresa israelense TIPA desenvolveu uma embalagem flexível que promete ser biodegradável e “tão benigna como uma casca de laranja”. Uma vez eliminado, esse materiais, após serem recolhidos, podem ser decompostos em até 180 dias nas usinas de compostagem assim como outros os resíduos orgânicos.

O processo de fabricação tem um uso consciente de energia e as emissões de CO² no local de fabricação é significativamente mais baixa do que a dos processos convencionais.

TIPA é um filme de multi-camada é caracterizado por sua alta flexibilidade e resistência, durabilidade, boa barreira ao oxigênio e ao vapor de água e transparência. É aprovado para contato com alimentos.

Estas características, semelhantes às do polietileno de baixa densidade convencional, (PEBD), são acoplados com o filme biodegradável exclusivo da TIPA.

O filme TIPA permite que:

  •      Proteção integral do produto embalado, bem como a sua qualidade e frescor ao longo do tempo
  •      Aumento da eficiência do processo de fabricação e processos de entrega
  •      Aumenta o shelflife (tempo de prateleira) do produto

 

A empresa foi criada em abril de 2010 por Daphna Nissenbaum e Tal Neuman, no intuito de suprir a necessidade de uma embalagem genuinamente ecológica. Até o momento, já desenvolveram três projetos de refil de bebida chamados de Dica, Tipack e Tipup.

Outra opção de pós uso oferecida pela empresa é que a superfície do topo da embalagem pode ser cortada e utilizada para vários fins decorativos.

Segundo os criadores, a ideia é encorajar não apenas a utilização de produtos verdes, mas também a criatividade nas diversas maneiras de reutilização de embalagens.

Fonte:

http://www.tipa-corp.com/

http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/maio/empresa-israelense-promete-embalagens-100

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Embalagens metalizadas flexíveis II

Postado em 20 junho 2012 por Elisa Quartim

Embalagem flexível laminada (multimateriais)

 

Este post é continuação do post anterior que focou nas embalagens BOPP metalizada ou não. Agora vou falar das embalagens flexíveis por vários materiais. As embalagens laminadas trazem diversas vantagens, tais como “uma barreira” contra agentes externos, deslizamento eficiente no fluxo industrial, selagem confiável, resistência para o processo de logística e também permite uma grande diversidade de design, valorizando produtos e reduzindo de custos na produção. Porém, apesar das vantagens de barreira e proteção do produto, conforme aumenta o número de materiais, aumenta também a complexidade para ser reciclada.

 

Materiais utilizados na laminação

Para cada tipo de produto a ser embalado, existe uma estrutura de laminação específica. E claro, cada uma irá utilizar um tipo diferente de adesivo para sua fabricação. Para definir a necessidade de cada estrutura devem-se considerar as características do conteúdo que a embalagem irá acondicionar: se são quimicamente “agressivos”, ou seja, contenham gordura e óleo, ácido, pimenta ou álcool, por exemplo. Nesse processo de escolha, leva-se em conta também o tipo de fechamento da embalagem e os processos complementares como pasteurização e esterilização a serem feitos durante o envase para, enfim, definir qual adesivo e material são os mais apropriados.

Podem ser subdivididos da seguinte forma:

  • Laminação com coating (extrusion coating);
  • Laminação úmida (wet lamination);
  • Laminação seca (dry lamination).

 

Laminação com coating (extrusion coating) 

Processo:

Consiste na aplicação de primer sobre um substrato primário, além do processo de secagem. Na etapa seguinte é feita a aplicação de um filme polimérico em fase líquida sobre filme primário e a laminação com substrato secundário. O laminado segue para o processo de rebobinamento.

Vantagens:

  • Elevada velocidade de laminação;
  • Utilização de ampla gama de substratos. Filmes porosos (papel) apresentam resistência à laminação mais elevada;
  • A espessura do coating pode ser facilmente controlada;
  • Não existe processo de cura;
  • Baixo custo de laminação.

Desvantagens:

  • Filmes laminados apresentam baixa resistência térmica e química;
  • Tempo de set-up elevado e nível de perdas elevado;
  • Dificuldade na seleção do primer apropriado para o processo de laminação

Estrutura típica para snacks e cookies:

  • BOPP/ tinta/ PE Branca / BOPP MET;
  • OPP/primer/PE

 

Laminação úmida (wet lamination)

Processo:

No processo é aplicado um adesivo à base de água sobre um substrato poroso (ex. papel) que é laminado com um segundo substrato, com a ajuda de um rolo de laminação. A estrutura laminada passa pelo processo de secagem e, na sequência, ela é rebobinada. Esse processo é amplamente aplicado na estrutura de alumínio/papel usado em embalagens primárias de cigarros.

 

Laminação seca (dry lamination)

É utilizado em grande escala nas indústrias de embalagens flexíveis. Pode ser dividido em dois grupos principais:

  • Laminação com adesivos poliuretânicos diluídos em solventes ou adesivos diluídos em água (laminação base solvente/base água);
  • Laminação com adesivos poliuretânicos sem solventes (laminação sem solventes).

Esses sistemas apresentam dois componentes, o adesivo e o catalizador. Para os sistemas com solventes, o terceiro componente é o solvente. Para o segundo grupo, não há presença de solventes.

 

Laminação seca com adesivos diluídos em solventes.

Processo:

No processo de laminação base solvente é aplicado o adesivo sobre o filme primário por meio de um cilindro gravado. Em seguida, o filme passa por um túnel de secagem para a evaporação dos solventes. Esses solventes podem ser o de diluição do adesivo ou o residual do processo de impressão do filme que não foi retirado durante a passagem pela máquina impressora. (ver imagem INSTITUTO DE EMBALAGENS, 2011, p. 244)

Na laminação com adesivos diluídos em água, a eficiência de secagem tem de ser otimizada visando garantir a evaporação da água. Nos últimos anos, os adesivos diluídos em água t~em apresentado melhora significativa de desempenho, mas ainda não se igualam aos adesivos poliuretênicos dissolvidos em solventes.

Vantagens:

  • Podem ser utilizados em praticamente todas as aplicações. Nas aplicações de altíssima performance, como esterilização em estruturas de alumínio, envase de produtos agressivos (como defensivos agrícolas), e solventes em estruturas com alumínio, somente esses tipos de adesivos são recomendados. Os filmes sensíveis a solventes (acetato de etila), como o poliestireno (PS), não podem ser laminados com esse tipo de adesivo;
  • Possuem elevada velocidade de laminação em estruturas críticas (PET/tinta/ALU);
  • Aplicação na máquina laminadora com teor de sólidos de 45%
  • A aparência ótica final da estrutura laminada é conhecida imediatamente após a laminação;
  • Longo pot life (tempo de vida útil depois do processo de mistura adesivo + catalizador + solvente) na máquina laminadora.

Desvantagens:

  • Gasto energético do processo de secagem;
  • Impacto ambiental causado pela emissão de solvente para a atmosfera. (Em alguns países desenvolvidos, a política ambiental exige que seja feito o processo de recuperação e reutilização de solventes).
  • Possibilidade de alteração de propriedade organiléptica (odor) do produto envasado como consequência direta do teor elevado de solventes residuais na embalagem (processo de secagem ineficiente), não pode ser esquecida e constitui um risco que deve ser constantemente monitorado pelo fabricante de embalagens.

 

Estrutura típica fabricada pelo processo de laminação a seco para snacks e cookies:

  • OPP/OPP;
  • OPP/MET/OPP;
  • PE/PE.

 

Laminação seca com adesivos diluídos sem solventes. (INSTITUTO DE EMBALAGENS, 2011, p. 245).

A laminação seca com adesivos sem solventes foi desenvolvida depois da consolidação do processo de laminação seca com adesivos diluídos em solventes.

Vantagens:

  • Emissão zero de solventes para o meio ambiente;
  • Consumo energético menor, já que não existe processo de secagem;
  • Custo do adesivo aplicado mais baixo
  • Adesivos com teor de sólidos – 100%;
  • Menor possibilidade de odor residual na embalagem, uma vez que os solventes residuais são provenientes apenas do processo de impressão.

Desvantagens:

  • Lento processo de cura;
  • Pot life na máquina laminadora é pequeno (aproximadamente 30 minutos);
  • A aparência final da estrutura laminada só é conhecida depois do processo de cura;
  • Utilização ainda limitada em aplicações de altíssima performance (retort);
  • Velocidade limitada em aplicações críticas (PET/ALU).

O processo de laminação seca é com adesivos é semelhante à laminação seca com adesivos diluídos em solventes. A grande diferença é a ausência do processo de secagem

 

Reciclagem

Muitos produtos citados no post anterior também podem ser feitos com as embalagens laminadas multimateriais, mas não encontrei muitas informações, diferenciando o BOPP metalizado do BOPP laminado metalizado na reciclagem.

O que é certo, é que por não existir um mercado para este material, pouco ainda é reciclado.

 

Rotulagem

 

Apesar da norma ABNT NBR 13.230 (ASSOCIAÇÃO, 2008) não fazer referência específica aos plásticos flexíveis, porém as embalagens flexíveis também devem adotar a simbologia desta norma.

 

 

No caso de laminação e/ou coextrusão  de  diversos  materiais  para  a  fabricação  da  embalagem  flexível recomenda-se  indicar  o símbolo de reciclagem número 7, que se refere aos outros materiais, mais os  dois  componentes principais da estrutura. Esta identificação das resinas auxilia na reciclagem mecânica destas embalagens,  pois  algumas  embalagens  multicamadas,  tais  como  BOPP/BOPP,  PEBD/ad/PA/ad/PEBD, PP/ad/EVOH/ad/PP, PET/ad/PEBD, PA/ad/PP, PVC/PE, PS/PE, etc. são viáveis para a reciclagem mecânica em  processos  específicos  sem  a  necessidade  de  separação  prévia  das  camadas  da  estrutura.

O uso do símbolo de identificação de materiais contribui para a melhoria da identificação das embalagens plásticas disponíveis no mercado brasileiro e a sua devida reciclagem. As embalagens brasileiras, por não ter um legislação mais específica para isso, quando usam o usam símbolo, em vários momentos é usado de forma incorreta. Desta forma acabam prejudicando a cadeia de reciclagem do plástico no pós-consumo.

 

Bibliografia

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 13.230: embalagens e acondicionamentos plásticos recicláveis – identificação e simbologia. Rio de Janeiro, 2008. 8p.

BLOG ADESIVO EMBALAGEM. Projetando Embalagens Laminadas: a tecnologia em camadas. Disponível em: < http://www.blogadesivoembalagem.com.br/>. Acesso em: 16 Jun. 2012.

INSTITUTO DE EMBALAGENS. NAPOLITANO, Assunta (org.). EMBALAGENS: design, materiais, processos, máquinas e sustentabilidade. 1ª Ed. Barueri: Instituto de Embalagens, 2011.

PLASTIC NEW ZEALAND. The Plastic Identification Code – Bottoms up! Recycling plastic is easy at work and at home. Disponível em: <www.plastics.org.nz>. Acesso em: 20 jan. 2009.

PLASTIVIDA. Desempenho e perspectiva da reciclagem dos plásticos no Brasil. Disponível em <www.plastivida.org.br>. Acesso em 9 de dezembro de 2008.

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Embalagens metalizadas flexíveis I

Postado em 18 junho 2012 por Elisa Quartim

 

Conhecidas genericamente como embalagens flexíveis ou convertidas além de serem flexíveis no seu material também são no seu uso. Podem ser monomateriais ou laminada com multimateriais, dependendo do seu uso.

Devido à diversidade de materiais utilizados, sua devida reciclagem, após o seu uso, dificilmente acontece. Por isso a importância de conhecer como são feitas e que soluções já existem após serem usadas.

Como existem várias embalagens feitas com este material, neste post, vou falar mais especificamente das embalagens usadas para alimentos tipo snacks como salgadinhos e biscoitos. Como são muitas informações esse post será dividido em dois. O primeiro falará das embalagem BOPP metalizada ou não, e o segundo post será sobre as embalagens laminadas feitas com camadas de vários materiais.

 

Composição estrutural

A composição estrutural deve ser feita em função do conteúdo a ser acondicionado. Ela pode ser standard, média, média alta e alta. Para as embalagens de snacks (como os cookies) a composição estrutural é a standard.

Os materiais utilizados, em geral, são os filmes de PE, PP, BOPP e filmes metalizados.

 

Composição estrutural da embalagem embalagem laminada standard (para snacks e biscoitos)

  • Filme de BOPP
  • Impressão
  • Adesivo de Performance Standard
  • Filme BOPP metalizado.

 

Embalagem flexível metalizada.

 

As embalagens mais encontradas no mercado são as embalagens de polipropileno biorientado (BOPP) metalizado. Elas acondicionam uma ampla gama de produtos, pois agregam boas propriedades mecânicas e de barreira a gases de umidade.

O processo de metalização consiste na impregnação do filme por uma finíssima camada de metal (alumínio). Essa aplicação é conseguida por meio do vapor de alumínio. Todo o filme torna-se espelhado com uma excelente apresentação.

 

Vantagens:

Possui propriedades de alta barreira ao vapor d´água e ao oxigênio, com a face metalizada e tratada, preparada para impressão e/ou laminação e a face oposta termosselável. Agregam boas propriedades mecânicas e de barreira a gases de umidade.

Desvantagens:

Contudo, essas propriedades, assim como a aparência, a termossoldagem, a integridade e o desempenho da embalagem são comprometidos quando ocorre a delaminação da estrutura laminada. Além do mercado de reciclagem deste material ainda é muito pequeno, sendo seu provável destino um aterros sanitário.

 

Rotulagem

Apesar da norma ABNT NBR 13.230 (ASSOCIAÇÃO, 2008) não fazer referência específica aos plásticos flexíveis, porém as embalagens flexíveis também devem adotar a simbologia desta norma.

Recomenda-se que os materiais de BOPP, metalizados ou não, apresentem o símbolo de reciclagem do PP, número 5.

O uso do símbolo de identificação de materiais contribui para a melhoria da identificação das embalagens plásticas disponíveis no mercado brasileiro e a sua devida reciclagem. As embalagens brasileiras, por não ter um legislação mais específica para isso, quando usam o usam símbolo, em vários momentos é usado de forma incorreta. Desta forma acabam prejudicando a cadeia de reciclagem do plástico no pós-consumo.

 

Reciclagem BOPP (metalizado ou não)

No banco de dados da Plastivida constam 196 empresas recicladoras de PP no Estado de São Paulo (PLASTIVIDA, 2008). Com a finalidade de confirmar a reciclagem de BOPP por estas empresas recicladoras de PP.

No relatório “Simbologia de reciclagem para laminados de BOPP”, produzido pelo CETEA, encomendado pela Vitopel fabricante de BOPP, entraram em contato com 19 empresas, sendo que oito destas empresas confirmaram que não reciclam BOPP. Em grande número das empresas consultadas, os funcionários sequer conheciam o material BOPP. E somente duas das empresas consultadas reciclavam BOPP (apenas o metalizado) pré consumo.

Segundo as informações divulgadas, estas empresas não trabalham com BOPP pós-consumo devido aos problemas de lavagem e separação do material coletado. Em alguns casos (não especificados), a presença da tinta de impressão dificulta a reciclagem. Já a metalização não apresenta este problema.

Segundo o CETEA, uma vez que a espessura da camada de alumínio (da ordem de 30 nm) presente nas embalagens de BOPP metalizadas é cerca de 1.000 vezes menor do que a espessura do filme de BOPP (da ordem de 20 μm) e não foi identificado nenhum problema tecnológico para a reciclagem deste material, é um material tecnicamente reciclável, porém apenas o de origem industrial e por poucas empresas.

Recomenda-se também que sejam investigados com maior profundidade os problemas causados pela impressão, a fim de que, com o auxílio dos formuladores de tinta, esses problemas possam ser contornados.

 

Materiais feitos com embalagens flexíveis metalizadas

Vitopaper

 

A Vitopel empresa que fabrica o BOPP e outros filmes, para fechar o ciclo de vida de seus filmes flexíveis – e também de outros plásticos – desenvolveu o Vitopaper, papel sintético feito de plásticos reciclados do pós-consumo, como as embalagens metalizadas ou transparentes, rótulos e sacolas plásticas. A fabricação do papel sintético (Vitopaper) utiliza a tecnologia aplicada na produção de filmes flexíveis de polipropileno, porém com o diferencial de usar diversos tipos de plásticos que seriam destinados ao lixo.

O Vitopaper é um material de alta qualidade visual, similar ao papel “couché”, que permite a escrita manual e a impressão pelos processos gráficos. Com textura agradável ao toque e extremamente resistente, o Vitopaper não molha, não rasga e pode ser reciclado inúmeras vezes. O Vitopaper® é um produto com patente mundial.

A Vitopel conta com o único centro de pesquisa para desenvolvimento desta tecnologia na América Latina.

 

Display com BOPP reciclado

A PepsiCo, fabricante dos produtos Elma Chips, Quaker e Pepsi, entre outros, desenvolveu o primeiro display de produtos para ponto de venda (PDV) 100 % reciclado.

Criada para a exposição de produtos Elma Chips, é fabricada a partir do BOPP e de poliestireno (PE).

A estimativa é de que em 2010 sejam produzidos 20 mil displays 100% reciclados, montante equivalente a 20% do volume anual de displays adquiridos pela companhia.

O BOPP é utilizado para a construção de 95% da estrutura do expositor. Para a produção de cada unidade é material equivalente a 675 embalagens de salgadinhos.

A geração de empregos é outro aspecto importante do programa de reciclagem do BOPP . Na Clodam, recicladora que transforma as embalagens de snacks em resina, quem executa o trabalho são detentos em regime semiaberto. A iniciativa contribui para a inserção desses presidiários no mercado de trabalho.Depois é produzido pela Fábrica de Ideias.

 

Produtos feitos com embalagens

A PepsiCo além do display, em 2009, a empresa assinou acordo com a TerraCycle, empresa especializada na transformação de resíduos em bolsas, estojos e lancheiras. Para isso, foram lançadas as Brigadas PepsiCo, que têm o objetivo de engajar os consumidores no processo de reciclagem de resíduos.  A meta para 2010 é ter por volta de quatro mil pessoas envolvidas no processo de coletiva seletiva por meio das brigadas.

 

Pallets

A WiseWaste, com o auxílio de dois parceiros, reciclou 136 toneladas de embalagens de BOPP, usadas para o acondicionamento de salgadinhos. para a fabricação de 8 mil pallets plásticos, que serão utilizados pela empresa fabricante de salgadinhos para o transporte de seus produtos.

 

No próximo post falarei um pouco mais das embalagens laminadas multimateriais usadas para alimentos tipo snacks.

 

Bibliografia

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 13.230: embalagens e acondicionamentos plásticos recicláveis – identificação e simbologia. Rio de Janeiro, 2008. 8p.

http://bagarai.com.br/embalagens-metalizadas-de-bopp-sao-reciclaveis.html

BLOG ADESIVO EMBALAGEM. Projetando Embalagens Laminadas: a tecnologia em camadas. Disponível em: < http://www.blogadesivoembalagem.com.br/>. Acesso em: 16 Jun. 2012.

CETEA. Simbologia de reciclagem para laminados de BOPP.  Disponível em: <http://bagarai.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Laudo-Cetea.pdf>.  Acesso em: 18 Jun. 2012.

INSTITUTO DE EMBALAGENS. NAPOLITANO, Assunta (org.). EMBALAGENS: design, materiais, processos, máquinas e sustentabilidade. 1ª Ed. Barueri: Instituto de Embalagens, 2011.

COLTRO, L.; GASPARINO, B.F.; QUEIROZ, G.C. Reciclagem de materiais plásticos: a importância da identificação correta. Polímeros: Ciência e Tecnologia. São Carlos, v. 18, n. 2, p. 119-125, 2008.

COLTRO, L. Embalagens Plásticas flexíveis vs meio ambiente: problema ou solução? Curso “Embalagens plásticas flexíveis: propriedades e avaliação da qualidade”. Campinas: CETEA/ITAL (Palestra) (2002).

PLASTIC NEW ZEALAND. The Plastic Identification Code – Bottoms up! Recycling plastic is easy at work and at home. Disponível em: <www.plastics.org.nz>. Acesso em: 20 jan. 2009.

PLASTIVIDA. Desempenho e perspectiva da reciclagem dos plásticos no Brasil. Disponível em <www.plastivida.org.br>. Acesso em 9 de dezembro de 2008.

ESMERALDO, F.A. Monitoramento dos índices de reciclagem mecânica de plástico no Brasil (IRmP). São Paulo: PLASTIVIDA (Palestra) (2008).

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Baumgarten3

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Baumgarten faz rótulos com características sustentáveis

Postado em 30 maio 2012 por Elisa Quartim

A Baumgarten Gráfica, de Blumenau (SC), apresenta diferentes lançamentos durante a 28ª Fispal Tecnologia – Feira Internacional de Embalagens, Processos e Logística para as indústrias de Alimentos e Bebidas. Soluções inovadoras e sustentáveis são os pilares estratégicos da empresa.

Entre as novidades da empresa para este ano, com foco na sustentabilidade e inovação, está o Autoadesivo Sustentável Mais Leve. O produto se destaca por ter peso 35% menor que os demais rótulos neste segmento e pode comportar 70% a mais de rótulo por bobina, atributos que facilitam a logística e contribuem para a preservação do meio ambiente.

Além deste, a Baumgarten apresenta dois outros formatos de Autoadesivo na linha Sustentável: cana-de-açúcar e Natural. A versão Cana-de-açúcar apresenta rótulos e cola 100% biodegradáveis e compostáveis, produzidos com 95% de fibras de cana-de-açúcar. O Autoadesivo Natural utiliza material não branqueado e é também 100% biodegradável e compostável.

Bandejas

A Baumgarten também lança quatro novas versões de bandejas termoformadas em cartão, durante a Fispal. Uma opção para substituir o isopor. A Black Tray é adequada para acondicionar alimentos resfriados e prontos para consumo, como saladas, produtos de fast food, delivery e comidas japonesas.

A versão Tampa com Visor se destaca por permitir a visualização interna do produto.

 

Já a Tampa tipo Bula possui uma área maior para impressão e é ideal para itens promocionais, como coleção de receitas destacáveis.

O Susceptor é produzido em cartão e PET metalizado, com alumínio. Utilizado individualmente ou acoplado à embalagem termoformada para o aquecimento de pizzas e lanches no micro-ondas, proporciona um efeito de crocância no alimento. Apresenta a possibilidade de impressão na face oposta ao alumínio.

A Baumgarten também disponibiliza a bandeja com Impressão Offset, em seis cores. O produto se destaca pela impressão com alta qualidade de detalhes fotográficos, combinada a cores especiais na tampa e bandeja.

 

Termoencolhível

A Baumgarten ainda apresenta um novo tipo de rótulos termoencolhível sustentável. Ele é produzido em filme PLA, material biodegradável proveniente de fontes renováveis.

 

Maiores informações:

http://www.baumgarten.com.br/

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Peace Coffee – orgânico e com comércio justo

Postado em 21 maio 2012 por Elisa Quartim

Peace Coffee é uma empresa americana importadora de café orgânico de fornecedores que praticam o comércio justo. Desde a sua criação em 1996, Peace Coffee acredita que o negócio sustentável é vital para as comunidades locais, onde seus produtos são vendidos, bem como onde o café é cultivado. Todos os cafés da Peace Coffee são 100% comércio justo, com certificação orgânica e cultivado na sombra e comprado diretamente dos produtores.

Para a embalagem dos grãos de café,  Peace Coffee queria algo que pudesse transportar os grãos, e depois ser um recipiente para coletar os resíduos para depois ser descartado e completamente decomposto junto com os resíduos do café. Ao invés de se contentar com o que estava disponível, Peace Coffee trabalhou com os fornecedores para desenvolver uma solução que seria fiel à sua missão e mensagem.

Eles foram atrás de pessoas que realmente estivessem ligadas na questão de embalagems compostáveis X plásticas (com a consciência que o impacto plástico é alto). Mas Peace Coffee queria uma embalagem que pudesse ser usada desde a venda em prateleira até a sua distribuição.

Quanto a distribuição, inicalmente ela seria feita apenas de bicicleta, parecia uma solução de baixo impacto. Mas foram levantadas questões sobre a confiabilidade no seu mercado doméstico, Minnesota, onde muitas vezes a estrada fica coberta de neve e frio. Sendo realista, bem como holística, Peace Coffee acrescentou uma van à base de biodiesel para a frota de entrega de bicicletas para expandir sua área de serviço para os subúrbios e para os estados vizinhos. A opção de biodiesel ajudou a manter-se fiel à sua missão, e lhes deu a oportunidade de mostrar a outros negócios que há uma grande variedade de soluções viáveis ​​quando você está disposto a explorar novas idéias.

Em geral, Peace Coffee percebeu que o design e as escolhas de distribuição têm sido bem recebidas e ajudaram a destacá-los não só como uma empresa de comércio justo de café, mas dispostos a avaliar todos os impactos para encontrar soluções viáveis.O design gráfico utiliza de ilustrações gráficas que deixaram o café bem atrativo e passa os conceitos da empresa

Há sempre espaço para inovação e assim eles gostariam de um dia deixar de usar sacos de plástico para os seus cafés pré-embalados vendidos no mercado. Atualmente um dos poucos materiais estáveis que preservam o frescor e a integridade dos grãos, um dos produtos mais suscetíveis a variações ambientais. Seu objetivo é encontrar uma solução alternativa, que será totalmente renovável e reutilizável.

http://www.peacecoffee.com/

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Distant Village – comércio justo e sustentável

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Distant Village – comércio justo e sustentável

Postado em 18 maio 2012 por Elisa Quartim

Distant Village é um produtor de celuloses alternativas e embalagens especiais. Membro do Co-op America, Organic Trade Association (OTA), e do  Fair Trade Federation, eles acreditam que o principal para a sustentabilidade é a compaixão, honestidade e serviço social.

No centro de suas operações Distant Village usa um sistemas modelo, desenvolvido em 2000, chamado Complete Sustainability. Um dos aspectos deste modelo é a inclusão econômica das comunidades economicamente deslocados, muitas vezes esquecido na busca por materiais ecológicos.

 

Meio ambiente

Em um processo de produção do berço ao berço, desde extração até o processamento de matérias-primas utilizadas na criação de embalagem. Assim como a utilidade, reutilização e o impacto ambiental a longo prazo na reintegração da embalagem na natureza.

Distant Village usa papéis feitos sem árvore como o papel feito de capim, que é abundante e renovável, resíduos de fibras de banana colhidas plantações e no processamento, papéis de amoreira de ervas daninhas das árvores. Estes materiais produzem uma bonita embalagem artesanal a partir de resíduos ou materiais naturais abundantes, em vez de usar e extrair recursos valiosos.

Para secar os papéis usa o calor natural do sol. Para outras necessidades de calor, são muitas vezes usado os resíduos da casca do arroz,  em vez de combustíveis fósseis – tudo parte do atual balanço de rendimentos solar, um elemento fundamental no controle o aquecimento global.

Social

Contribuição, inclusão e promoção de artesãos, famílias e comunidades que desenvolvem embalagens em vilarejos distantes. Isso inclui uma bolsa de estudos que os clientes financiam e participam como parte de uma abordagem holística para uma percepção positiva.

Economico

Comércio justo, salários justos, e infusão de combustível na economia (emprego, dinheiro, comércio) nas vilas distantes . Isso proporciona uma saída para artesãos e oportunidades para aprender novas habilidades.

Inovação e desenvolvimento são fundamentais para a missão de Distant Village, com novidades no mercado como o aglomerado livre de árvore,  rótulos sem árvore (com eco-adesivo e papel reciclado), e embalagem agro-florestal (Composto de restos do chão da floresta). Distant Village oferece uma embalagem sustentável, mas também altamente diferenciada e projetada para atender as necessidades das empresas.

 

Vejam os videos do Distant Village

 

Fonte:

http://www.distantvillage.com/

 

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Ganong1

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Ganong Bros – Ovos de páscoa com embalagem à base de celulose

Postado em 22 março 2012 por Elisa Quartim

A empresa canadense Ganong Bros Ltd. lança uma linha de ovinhos de páscoa  com embalagens a base de celulose.

A embalagem é tipo stand-up pouch (aquela de plástico flexível que fica em pé) e o material da embalagem é feito com NatureFlex  produzido pela Innovia Films, e distribuido no Brasil pela Nelxon.

A embalagem usa o NatureFlex NKR, um filme transparente, selável pelo calor, compostável e  formulado para proporcionar barreira contra o oxigênio e humidade, melhorada pela adição de uma laminação de PVdC. A polpa do filme madeira é proveniente de plantações manejadas de fornecedores com certificação FSC ou equivalente.

O NatureFlex foi confirmado como adequado para a digestão anaeróbia, auxiliando o desvio de resíduos orgânicos dos aterros, mas no Brasil ainda temos poucos lugares com essa tecnologia.

O design das embalagens ganhou um prêmio da PAC (The Packaging Association) Silver Award para emblagem  Made in Canadá.

http://www.greenerpackage.com/bioplastics/easter_egg_candy_packs_are_renewable_compostable

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Regent 800 WG

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Inseticida Regent 800 WG com embalagem à base de etanol

Postado em 06 março 2012 por Elisa Quartim

A BASF anunciou o lançamento da primeira embalagem de um agrotóxico à base de etanol. Trata-se das embalagens do inseticida Regent 800 WG, um dos líderes de mercado no manejo e controle das principais pragas para cana-de-açúcar.

Diferente do processo convencional de fabricação do polietileno – que tem como matéria-prima o petróleo – a nova embalagem do inseticida Regent 800 WG será produzida a partir do processo de transformação do etanol produzido a partir de cana-de-açúcar.

Em sua tecnologia de fabricação, o etanol é transformado no hidrocarboneto conhecido como eteno e, posteriormente, em polietileno, resina termoplástica que serve de base para a fabricação da embalagem. Segundo estudos da Fundação Espaço ECO (FEE) este tipo de plástico retira até duas toneladas e meia de carbono da atmosfera para cada tonelada produzida.

Todo o polietileno utilizado é produzido pela Braskem. Em seguida, o material é enviado aos fornecedores da BASF que fabricam a embalagem a base de etanol, incluindo as tampas e frascos.

PE verde da Braskem pode ser reciclado e misturado com outras embalagens de PE que não são feitas com etanol, porém isso deve ficar muito claro no rótulo, ou as pessoas podem começar achar que é biodegradável e começar a enterrar perto das plantações.

Embalagem de agrotóxico está entre os resíduos perigosos que, segundo a Lei LEI Nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, são “aqueles que, em razão de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade, apresentam significativo risco à saúde pública ou à qualidade ambiental, de acordo com lei, regulamento ou norma técnica” . essas embalagens devem ser tratadas de forma diferenciada e devidamente separada.

Agora, pensando no ciclo de vida completo do produto (não apenas a embalagem), será que a mudança minimiza o impacto do produto?

 

Fonte:

http://www.basf.com.br/default.asp?id=6998

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