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Conscious Box2

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Conscious Box faz uma seleção de produtos ecológicos

Postado em 16 maio 2012 por Elisa Quartim

Conscious Box é um novo conceito de venda, nos EUA, de produtos focado no mercado verde. Os consumidores se inscrevem e recebem a cada mês uma caixa de produtos ecológicos e naturais. Os produtos sã cuidadosamente selecionados e revisados ​​pela equipe do Conscious Box antes de serem incluídos e as empresas não podem comprar seu espaço para ter seus produtos incluídos na caixa.

Uma opção para os consumidores que estão procurando ecológicos e naturais e gostariam de experimentar os produtos antes de comprar uma versão tamanho maior. Os produtos ecológicos estão sempre mudando e surge ´produtos novos a cada dia.

Os produtos são selecionados nas melhores empresas que apóiam um estilo de vida sustentável, saudável e gratificante. São vegetarianos e boa parte veganos. Não são testados em animais.

 

A embalagem Conscious Box

 

 

Outra característica interessante da Conscious Box é sua embalagem. Os fabricantes da Conscious Box estabeleceram que ela deveria ser atrativa o suficiente para ser reutilizada, eficiente no seu transporte e mais ecológica possível. Eles trabalharam com Salazar Embalagem em Chicago, para desenvolver a solução de embalagem ideal para o produto. As caixas são feitas com 100% de papelão ondulado reciclado e produzidas com energia eólica.

Eles optaram por fazer 2 caixas, pois a de transporte em geral é colada etiquetas ou ficam sujas e provavelmente não seriam reutilizadas. Mas imagino que poderiam ter resolvido com apenas uma caixa, utilizando menos material.

 

Fonte:

http://consciousbox.com/

http://www.sustainableisgood.com/blog/2011/11/conscious-box-lets-consumers-try-variety-of-products.html

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KeepCup, copo de café reutilizável para viagem

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KeepCup, copo de café reutilizável para viagem

Postado em 08 maio 2012 por Elisa Quartim

KeepCup é um copo de café que se assemelha a um copo descartável, mas totalmente reutilizável e com design inovador. Concebido em 2009 pelos irmãos Jamie e Abigail Forsyth como uma solução para os problemas dos resíduos causados ​​pelo grande número de copos descartáveis ​​jogados fora em todo o mundo.

O KeepCup se assemelha ao design tradicional do copo descartável usado em vários países, na aparência e aplicação, mas é completamente reciclável, personalizável e pode ser usado repetidas vezes. É capaz de manter seu conteúdo quente por pelo menos meia hora.

Quatro elementos compõem sua construção modular – o copo é fabricado a partir de polipropileno. O polietileno, silicone e poliuretano termoplástico são usados ​​para a tampa, a faixa térmica e fecho, respectivamente. Os quatro elementos são fornecidos em uma grande variedade de cores, permitindo que os consumidores escolham o arranjo que mais gosta.

Estima-se que pelo menos 500 milhões de copos descartáveis ​​são usados ​​e descartados a cada ano na Austrália. Um grande número de adultos em comunidades urbanas consomem um café em copo descartável. A National Coffee Association of America revelou que em 2007, 14% dos adultos nos Estados Unidos bebeu café gourmet por dia. Apesar de copos descartáveis terem uma porcentagem baixa, os impactos do kit de café delivery e descartável parecia um problema que não justificava a conveniência. Alguns tentaram usar o copo com plástico Pós-Consumo reciclado (PCR) ou vender produtos reutilizáveis, como ‘canecas’ projetado para manter o café quente por horas. O primeiro tem problemas com regulamentos de alimentos, este último é pesado e pouco prático para o consumidor de café “on-the-go”, e não foi projetado para atender às necessidades de baristas de qualidade.

O resultado é um design leve, fácil de usar, que usa uma quantidade limitada de energia na fase de fabricação. Esta facilidade de utilização é percebida no seu uso e na manutenção, uma vez que o KeepCup pode ser usado no microondas, lava-louças e é compatível com a maioria dos porta-copos de carro e bicicleta.

Vejam o video do KeepCup:

 

Avaliação do Ciclo de Vida do KeepCup

Para o desenvolvimento do produto, foi feito uma pesquisa no RMIT Centre for Design da Austrália. Copos de papel descartáveis ​​(combinado com um filme PE) têm pouco valor no mercado da reciclagem e geralmente acabam em aterros sanitários. Embora o KeepCup promove reciclagem, mesmo que permaneça por mais tempo no mesmo sistema o provável é que ele será descartado no aterro sanitário, mesmo que o consumidor separe os seus materiais. Com isto em mente, o estudo foi feito comparando o copo de KeepCup de 8 oz (ele está disponível em vários tamanhos) contra um copo de papel descartável usando a Análise do Ciclo de Vida (ACV) de forma simplificada. A unidade funcional foi tirar 1 café por dia entregue ao consumidor ao longo de um ano, até que ele fosse descartado no aterro sanitário ou até o final do período da pesquisa.

Os dados utilizados sobre a matéria-prima, fabricação, transporte e fim da vida útil foram do Inventário Australiano Ciclo de Vida (LCI) 2009 e a base de dados européia Ecoinvent 2.0. Rotas de transporte regionais foram considerados (transporte da Ásia para o copo descartável, tampa e do anel da KeepCup, caminhões do porto ao consumidor), bem como embalagens terciárias, e um ciclo de lavagem, por uso para o KeepCup, que vão desde uma rápida enxaguada com água morna, uma máquina de lavar louça totalmente carregada, com metade da máquina carregada, e lavagem na pia, os três últimos com detergente.

Foi também modelado o cultivo de café, produção e fabricação na Espanha a partir de um estudo para fora da Suíça (Humbert, Loerincik et al. 2009) para ver o que o KeepCup tinha em contexto para o “produto total”, ou uma dose de 100 ml de café, entregues ao consumidor (assumiram que os grãos de café não foram depositados em aterro).

Os resultados foram determinados usando o LCA Australian Impact Method.. O KeepCup em comparação com o copo de papel descartável (não incluindo o café), dependendo do tipo de lavagem (da pia vendo o menor através de enxágüe rápido vendo as maiores reduções de impacto ambiental), vê uma redução de 71-92% em potencial de aquecimento global, uma 71-95% de redução na utilização de água, e uma redução 95-96%  de resíduos em aterros ao longo do ano.

Embora o consumidor ainda possa comprar a embalagem para viagem em uma opção descartável ou reutilizável, é interessante ver as economias anteriormente declarados comparadas quando incluído os impactos relacionados ao café, que, em geral, dilui as economias do recipiente sobre a sua própria.

O KeepCup em comparação com copo de papel descartável (incluindo café) vê uma redução de 36-47% do aquecimento global, uma redução de 64-85% no uso da água, e uma redução de 91-92% em aterro de resíduos por ano.

A estética do KeepCup é clean, funcionalmente e cuidadosamente projetado, com o apelo global. Embora seja provável que KeepCup não seja reciclado no contexto australiano, a mudança de descartável para reutilizável acrescenta credibilidade ambiental, reduz significativamente o desperdício, aumento da economia, e permite uma mudança social, uma mudança bem-vinda para uma sociedade acostumada com a cultura do descartável.

Desde o seu lançamento, não menos do que 800.000 árvores foram preservadas, quando comparado com o de papel. Da mesma forma, 26.000 toneladas de resíduos compostos de copos descartáveis, foram evitados e cerca de dois bilhões de copos foram impedidos de ir para aterros sanitários.

 

Fonte:

http://www.keepcup.com/

http://www.core77.com/blog/

 

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haverá a idade das coisas leves

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Livro – Haverá a idade das coisas leves

Postado em 20 abril 2012 por Elisa Quartim

Haverá a idade das coisas leves
de Thierry Kazazian

 

Haverá a idade das coisas leves é uma reflexão sobre todos os objetos que invadem nosso cotidiano e pesam no nosso meio ambiente, mas que poderiam se tornar leves e duráveis se fossem verdadeiros serviços. Thierry Kazazian propõe desenvolver bens e serviços planejados de forma sustentável, desde sua concepção até seu descarte para a reciclagem.

O livro dá uma passada nos principais acontecimentos históricos mundiais que tangenciam o design. Em seguida trabalha os principais conceitos do design para a sustentabilidade como a interdependência, o tempo e suas variedades, os ciclos de transformação (naturais e artificiais), e como chegar ao “optimum” com um produto mais leve.

No final o livro exemplifica esses conceitos de forma criativa e visual com a apresentação de 7 empresas fictícias que pertence, cada uma delas, a uma área essencial  e cotidiana da vida: água, alimentação, energia, habitação, esporte e multimídia. São ideias como, por exemplo, utilizar toda a energia produzida com os exercícios das pessoas, em academias de ginásticas, em energia para abastecer pilhas, baterias e a própria academia ou então, um sistema de utilização coletiva de automóveis, que em alguns aspectos é bastante parecido com o que já existe na França com as bicicletas. No fim de cada apresentação de empresa fictícia, ele confrontar as sugestões com as ações de grandes multinacionais francesas reais, como Danone, Renault e Suez, que são apresentadas em forma de entrevistas com executivos dessas empresas.

É um livro recomendado não só para designers como para novos empreendedores que querem se inspirar para iniciar um novo negócio ou apenas interessados em formas criativas de se criar um novo mundo melhor e mais sustentável. Incorporar o conceito da sustentabilidade em todos os setores da vida é, hoje, não só uma necessidade do ponto de vista socioambiental como também uma estratégia imprescindível de toda e qualquer empresa com pretensões a sobreviver daqui para diante.

 

SOBRE O AUTOR

Thierry Kazazian é designer, diplomado pela Domus Academy, de Milão. Em 1988, tornou-se um dos fundadores da O2, primeira agência internacional de designers que adotam o conceito do desenvolvimento sustentável em todos os seus projetos.

 

SOBRE O PROJETO GRÁFICO

Bem ilustrado e diagramado, é um livro com várias fotos, ilustrações e infográficos que ajudam a entender melhor os impactos das atividades das empresas no meio ambiente, o ciclo de produção e de vida de um item.

A obra original foi impressa em papel proveniente de 50% de madeira gerada de maneira sustentável, sem uso de cloro, e de 50% de fibras recicladas. Na edição brasileira, não havendo papel com as mesmas especificações no mercado, utilizou-se o papel couché fosco, originado de madeira de reflorestamento e produzido por empresa que preserva o meio ambiente.

 

ESTRUTURA DO LIVRO

Histórico
A utopia modernista

1851
A inauguração do Palácio de Cristal
O batismo da Revolução Industrial

1929
O craque da Bolsa
A sociedade de produção descobre a existência do consumidor

1945
Hiroshima e Nagasaki
O progresso perde a inocência

1963
O primeiro hipermercado
A sociedade de consumo

1969
O primeiro homem na Lua
Descobrimos a Terra

1973
A primeira crise do petróleo
A tomada de consciência

1986
Chernobil
Desastres e iniciativas

Hoje… a idade das coisas leves
O acordo fértil

Interdependência
O um e o todo
A economia integra a interdependência
A empresa interdependente
O produto interdependente

Tempo
Uma infinita variedade de tempos
O tempo efêmero
A empresa durável
O produto durável

Ciclo
Ciclo e transformação
A ruptura das sociedades modernas
A empresa como ecossistema
O produto como elemento de um ecossistema

Optimum
A leveza da matéria
O máximo em vez do optimum
A empresa da economia leve
O produto leve

Os serviços
Propostas para um desenvolvimento sustentável no cotidiano

Água
Problemática
Serviço Ovive
Entrevista Grupo Suez

Alimentação
Problemática
Serviço Myrtille Potiron
Entrevista Danone

Energia
Problemática
Serviço Energénie
Entrevista Grupo EDF

Habitação
Problemática
Serviço L’Atelier
Entrevista Castorama

Mobilidade
Problemática
Serviço Mobileasy
Entrevista Renault

Esporte
Problemática
Serviço Human Powered
Entrevista Grupo Lafuma

Multimídia
Problemática
Serviço Suny
Entrevista Thomson

Anexos dos serviços
Pegada ecológica
Glossário
Agradecimentos

 

FICHA TÉCNICA

Título: Haverá a idade das coisas leves: design e desenvolvimento sustentável
Autor: Thierry Kazazian
Editora: SENAC
Formato: 196 páginas, 24 x 20 cm
ISBN: 978-85-7359-803-2
Data de publicação: 2005
Edição: 2ª
ABNT: KAZAZIAN, Thierry (org). Haverá a idade das coisas leves: design e desenvolvimento sustentável, 2ª. Ed., São Paulo: SENAC, 2005.

 

COMPRE AQUI:

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9094&tipo=25&nitem=2752044

 

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diletto picoles

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Diletto, sorvete artesanal com embalagem biodegradável

Postado em 03 abril 2012 por Elisa Quartim

Diletto, marca brasileira de sorvetes que aposta em receitas artesanais e produtos de origem controlada, apresenta a embalagem em formato cup, feita de papel e com uma só camada de polietileno.  Segundo a Diletto, embalagem atinge 97,5% de biodegrabilidade e atende a legislação alemã, que é a mais rígida da Europa. A Diletto é a única marca de sorvetes disponível no Brasil que investe neste tipo de embalagem.

Disponível a partir da primeira quinzena de março na unidade do Pão de Açúcar Iguatemi, o Cup Diletto pode ser encontrado nos seguintes sabores: Sorbeto de Chocolate Belgica, Gelato de Coco Malásia,Gelato de Iogurte com Framboesa Patagônia e Gelato Pistache Sicília.

As embalagens de sorvete, em geral, são multimateriais, dificultando a sua reciclagem e biodegradação. Isso é necessário para proteger o produto da umidade dos congelador. No caso da Diletto utiliza dois materiais, o papel e polietileno, mínimo necessário para a proteção, mas não sei se a biodegradação anunciada funcionaria nos nossos aterros.

 

Sobre a Diletto

La felicita è un gelato (a felicidade é um sorvete) – com essa frase, o Nonno Vittorio Scabin resumia toda a sua dedicação ao Diletto, um sorvete artesanal, feito de frutas frescas e neve. O ano era 1922 e o local o pequeno vilarejo de Sappada, a região do Veneto. Mas veio a grande guerra e Vittorio viu-se obrigado a deixar sua Itália e construir uma nova vida no Brasil.

Hoje, quase um século depois, a tradição continua pelas mãos de seus netos, que uniram as evoluções da indústria às sutilezas do processo artesanal desenvolvido pelo nonno.

Apesar da abundância de sabor, os picolés da Diletto são contidos em calorias, já que o açúcar utilizado em sua composição é o de beterraba branca, mais saudável e light. Além disso, os picolés são livres de gordura trans e tem 80% menos teor de gordura que os concorrentes.
http://www.gelatodiletto.com.br

 

Fonte:

http://www.guiadaembalagem.com.br/

http://www.embalagemmarca.com.br/

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Chalk It Up – Caixa de giz multifuncional

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Chalk It Up – Caixa de giz multifuncional

Postado em 27 março 2012 por Elisa Quartim

Chalk It Up é uma caixa de giz multifuncional que tem o objetivo de ser ambientalmente correta e interativo com o usuário.
A caixa, por ter um uso secundário, acaba minimizando o seu impacto pois aumenta a sua vida útil.

O giz em si é colocado individualmente dentro de um prisma triangular que impede o giz de quebrar quando cai ou quando é transportado.

 

A embalagem é feita com o mesmo material usado para o quadro negro, tornando-se uma superfície para criar pequenas obras de arte e incentivando a criatividade.

Estas caixas são feitas para serem guardadas e reutilizados.

O design é de Sarah Minnerly

 

Fonte:

http://www.sarahminnerly.com/

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Livro – Design para um mundo complexo

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Livro – Design para um mundo complexo

Postado em 18 março 2012 por Elisa Quartim

DESIGN PARA UM MUNDO COMPLEXO
de Rafael Cardoso

O livro Design para um mundo complexo, de Rafael Cardoso, discute o papel do design em uma sociedade cada vez mais complexa. Rafael revê noções básicas como forma, função e significado, demonstrando como nossa relação com as coisas são definidas pela mutabilidade.

Design para um mundo complexo é uma homenagem e uma revisão crítica à publicação Design for the Real World, de Victor Papanek .Tem como propósito voltar a algumas questões apresentadas nos anos 1970, com um olhar sobre o mundo de hoje. Nesse sentido, trata de evidenciar as contundentes mudanças entre os anos 1960, que concebem o ensino do Design no Brasil, e a atualidade, para uma necessária mudança de paradigma no âmbito educacional. Papanek alertava para a perda de sentido do design de matriz modernista recente e perversamente estetizado em face de um mundo assolado pela miséria,  violência e degradação, e conclamava os designers a saírem de seu universo autorreferente para projetarem soluções para o mundo real.

O livro faz uma reflexão à noção modernista de função. Atualizado para o mundo real, cuja materialidade passou definitivamente a ser envolvida e permeada por uma camada de informação e imaterialidade. Segundo Cardoso, para que o design possa ter qualquer efetividade sobre esta realidade, precisará necessariamente considerar sua complexidade, entendida como um sistema composto de muitos elementos, camadas e estruturas, cujas inter-relações condicionam e redefinem continuamente o funcionamento do todo.

Ele propõe um compreensão mais aprofundada da natureza dos artefatos, levando em consideração os fatores que condicionam o processo de significação. E os significados dos objetos podem mudar com o tempo. O designer está acostumado a projetar pensando em um ciclo de vida linear, limitado ao tempo de uma única função inicialmente proposta (da fabrica chegando até o consumidor). Porém Cardoso nos chama a atenção, que ao fim da vida considerada útil para alguns pode ter um novo significado para outros, como um valor econômico para a reciclagem daquele material.

O lixo nada mais é do que a matéria desprovida de sentido. É possível redimir uma parcela das coisas que tratamos como lixo pela requalificação do seu sentido; repensar o ciclo de vida para nossa era de crise ambiental. O pensamento sistêmico talvez seja o aspecto mais importante do design no mundo atual. Quando alguém pergunta: “qual a função do objeto?”, a formulação da questão já condiciona a resposta a ser singular e necessariamente limitada no tempo. Abrimos a possibilidade de pensar o projeto do modo plural e polivalente.

Talvez a principal lição para o design seja a de que não existem receitas formais capazes de equacionar os desafios da atualidade, muito menos encantações como “a forma segue a função” que resolverão os imensos desafios do mundo complexo em que estamos inseridos. Segundo Cardoso não existe função, existem funções.

Este livro é uma poderosa ferramenta teórica, elaborada de maneira clara tanto ao leigo quanto ao estudioso.

 

SOBRE O AUTOR

Rafael Cardoso é escritor e historiador da arte. PHD em história da arte pelo Courtauld Institute of Art (Universidade de Londres), atua como professor da Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e também como curador.

 

SOBRE O PROJETO GRÁFICO

 

O projeto gráfico de Design para um mundo complexo merece um comentário à parte. A começar pelo papel, conhecido como Kraft Ouro, que substituiu os papeis comumente utilizados nos miolos de livros. Esse papel é em geral empregado na indústria de envelopes. A escolha desse papel é um comentário sobre nosso costume de destinar certos materiais a certos usos pelo engessamento de suas funções.

Não se trata, contudo, de simplesmente utilizar um papel estranho. Se os envelopes contêm mensagens, e se alguns papéis são mais utilizados para a fabricação de envelopes, eles passam também a significar embalagem, independentemente de sua configuração como envelope. Assim, além de reforçar o caráter de mensagem que permeia todo o livro, o projeto induz a outra experiência fundamental: a leitura se produz numa embalagem (a teoria), que se relaciona de forma sempre incerta e incompleta com seu conteúdo (a realidade).

Dois dispositivos visuais aprofundam e reafirmam esse comportamento: por um lado, todas as imagens mesmo as fotografias e logotipos foram transformadas em ilustrações em preto-e-branco desenhadas à mão, próximas de esboços. A capa e as demais seções do livro são identificadas e permeadas por uma padronagem hexagonal que, multiplicada, produz uma imagem semelhante às redes dentro de redes dentro de redes.

 

Mensagem, embalagem, esboço e rede, o projeto gráfico de Design para um mundo complexo pode ser entendido como uma metáfora material que transforma em experiência de leitura a afirmação de Aldous Huxley escolhida como epígrafe para o livro: Nossas teorias mais refinadas, nossas descrições mais elaboradas são apenas simplificações cruas e bárbaras de uma realidade que é, em suas amostras cada vez menores, infinitamente complexa.

Ilustrações: Francisco França
Quarta capa: André Stolarski
Impresso em papel kraft ouro 30% reciclado
Brochura com sobrecapa

 

 

ESTRUTURA DO LIVRO

 

Agradecimentos
Um apelo à leitura (à guisa de prefácio)

INTRODUÇÃO
Os propósitos do design no cenário atual

Do “mundo real” ao mundo complexo
Adequação e forma
Compressão e complexidade

CAPÍTULO 1
Contexto, memória, identidade: o objeto situado no tempo-espaço.

A imobilidade das coisas
Fatores condicionantes do significado
Memória, identidade e design

CAPÍTULO 2
A vida e a fala das formas: significação como processo dinâmico.

Formas, funções e valores.
O que dizem as aparências.
A multiplicidade de significados
A linguagem das formas.
A persistência dos artefatos.
Ciclo de vida do artefato.

CAPÍTULO 3
Caiu na rede, é pixel: desafios do admirável mundo virtual.

A paisagem deslizante da rede.
A modernidade em redes.
Informação e navegação.
A malha fina da visualidade.

CONCLUSÃO
Novos valores para o design (e seu aprendizado).

Abaixo o ensino!
Viva o aprendizado!
O designer pensante.

 

FICHA TÉCNICA

Título: Design para um mundo complexo
Autor: Rafael Cardoso
Editora: Cosac Naify
Formato: 268 páginas, 12 x 18 cm
ISBN: 9788540500983
Data de publicação: 2012
Edição: 1ª
ABNT: CARDOSO, Rafael . Design para um mundo complexo. 1ª ed. São Paulo: Cosac Naify, 2012. ISBN 9788540500983.

Compre aqui:

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9094&tipo=25&nitem=29215139

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Nomad

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Nomad – Projeto de embalagem para restaurante

Postado em 16 março 2012 por Elisa Quartim

A estudante de design da Ringling College of Art and Design, Tephie Choza, desenvolveu uma embalagem para o delivery do restaurante Nomad. O restaurante tem como base a fusão de duas culinárias, a levantina e chinesa.

 

 

Para o design da embalagem, percebeu-se que as tribos nômades dependem fortemente da natureza para matérias-primas, por isso a embalagem é feita com folhas, um material facilmente encontrado. As folhas podem ser encontrados em quase todo o ambiente, são rapidamente eliminados e são compostáveis.

 

 Sobre o Branding

Na pesquisa para o projeto, percebeu-se que as duas culturas tinham um passado nômade escolhendo casar essas duas culturas e criar um restaurante fiel às formas de estilo de vida nômade.

 

O logo é uma representação simbólica do casamento entre as duas culturas

O menu foi feito a partir de um material de papel, destinado a imitar as qualidades de couro. É uma capa dura com um menu de papel dentro. O papel pode ser facilmente removida e trocado.

Fonte:

http://tephiechoza.co/44851/390690/portfolio/nomad-restaurant-branding

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Coleção AGUUU de móveis feito com caixa de papelão.

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Coleção AGUUU de móveis feito com caixa de papelão.

Postado em 13 março 2012 por Elisa Quartim

O designer de produtos Ronaldo Edson da Silva (Rona) confecciona móveis utilizando papelão ondulado de caixas descartadas. Essa é a coleção AGUUU composta de mobiliário, luminárias e objetos.

Banco Cabelo

 

 

Confeccionados com matéria-prima proveniente do lixo do prédio onde Rona mora, como as caixas de papelão. Os tecidos são coletados em ateliês ou adquiridos em lojas populares do centro da cidade de Maceió.

A inspiração para fazer a linha de móveis são as festas populares nordestinas, o estilista japonês Kenzo Takada e a teoria do caos.

 

Cadeira Enxerida

 

Seguem o conceito “do it yourself!” (faça você mesmo!). O processo utilizado para a confecção dos produtos foi o corte, dobra, cola e encaixe, podendo ser produzido de forma manual, semi-industrial e/ou industrial. Ele difunde as técnicas e pensa que as caixas de papelão já deveriam sair da fábrica com desenhos de molde no verso para que qualquer um, que adquirisse um eletrodoméstico, transforme a caixa em um novo produto.

Sistema Sanfonado

 

 

Vejam mais no site dele:

http://carapana.wordpress.com/2009/07/09/colecao-aguuu/

Foi um dos selecionados para a Bienal de Design de 2010

http://www.bienalbrasileiradedesign.com.br/bienal2010/?p=55

 

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Design-de-embalagem_100-fundamentos

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Livro – Design de Embalagem: 100 fundamentos de projeto e aplicação

Postado em 09 março 2012 por Elisa Quartim

Design de Embalagem: 100 fundamentos de projeto e aplicação;

de Sarah Roncarelli e Candace Ellicott

 

 

O livro DESIGN DE EMBALAGEM é um guia completo, porém introdutório onde reúne os desafios do design com desenvoltura, criatividade e praticidade. É um ótimo livro para quem quer começar a entender o design de embalagens.

São duzentas páginas de projetos inspiradores de design para embalagens do mundo todo, proporcionando uma visão prática do trabalho de designers. Ele tem uma grande variedade de exemplos úteis para cada estágio do processo de design, incluindo o briefing criativo, o desenvolvimento do conceito, o processo do design, impressão, apresentação e marketing.

Uma seção do livro é dedicada a exemplos de design sustentável nas embalagens onde fala das práticas, e impressão sustentáveis, de embalagens multiuso e sobre alguns materiais utilizados. Transmite informações práticas ilustrado com exemplos que acompanham cada conceito abordado.

Segundo o livro, um design de embalagem eficiente equilibra considerações estéticas tais como forma, cor, materiais, tipografia, imagens e técnicas de impressão com requisitos práticos como a apresentação na prateleira, branding e marketing.

Esse é um daqueles livros que é bom deixar sempre a mão para aqueles momentos de falta de inspiração.

 

Sobre as autoras:

Candace Ellicott e Sarah Roncarelli são diretoras da Fifty Strategy & Creative, uma empresa de design especializada em design de marcas e em marketing. Candace e Sara criam logotipos, identidades de marcas e aplicações para todas as mídias, incluindo transmissão e distribuição de informações, peças impressas e internet para produtos e serviços de vários setores de mercado. São profissionais criativas, experientes e eternas pesquisadoras dos grandes pensadores da criação e das estratégias, independentemente do meio em que atuem.

 

Estrutura do livro

INTRODUÇÃO
O DESAFIO DO DESIGN

1. Obtenha o briefing correto
2. Design para o cliente, não para si próprio
3. Organizando uma linha de produtos
4. Design para marca própria
5. Design para expor
6. Relevância do design da embalagem

CONSIDERAÇÕES SOBRE DESIGN: MATERIAIS
7. Pesquisar as opções
8. Design de vidros e garrafas
9. Papel cartão
10. Metal
11. Plástico
12. Embrulhos
13. Materiais inovadores

CONSIDERAÇÕES SOBRE DESIGN: FORMAS
14. Marcas que incluem a forma
15. Forma define função, Função define forma
16. Design de sacolas
17. Embalagens moldadas
18. Linha de limite gráfico
19. Dobras especiais
20. Janelas reveladoras
21. Inovação

CONSIDERAÇÕES SOBRE DESIGN:RÓTULOS
22. Design de rótulos
23. Formato
24. Aberturas e dobras em rótulos
CONSIDERAÇÕES SOBRE DESIGN:IMPRESSÃO
25. Litografia com quatro cores
26. Litografia com três ou menos cores
27. Flexografia
28. Gravação a laser
29. Serigrafia
30. Técnicas especiais: tintas e vernizes
31. Técnicas especiais: estampagem metálica

CONSIDERAÇÕES SOBRE MARCA E MERCADO
32. Embalagem como ferramenta de vendas
33. Dados demográficos
34. Dados psicográficos
35. Design com padrão de marca
36. Embalagens para mastígio
37. O que há num nome?
38. Embalagens mascotes
39. Banho, beleza e saúde
40. Tecnologia
41. Doces e confeitos
42. Vinhos e licores
43. Bebidas
44. Livros e mídias
45. Moda
46. Alimentos
47. Casa e jardim
48. Produtos para crianças
49. Material de escritório e de arte
50. Produtos para animais de estimação
51. Artigos para adultos

DESIGN SUSTENTÁVEL
52. Práticas sustentáveis
53. Impressão sutentável
54. Opções de plástico
55. Opções de papel
56. Embalagens multiuso
57. Embalagens biodegradáveis e recicláveis

PROCESSO DE DESIGN
58. Criar uma ligação emocional
59. Contar uma história
60. Defi nir o tom correto
61. Design lúdico
62. Metáforas e parábolas
63. Humor e perspicácia
64. Informar
65. A arte do exagero
66. Imite com “Faux”
67. Buscando o equilíbrio
68. Explorar padrões
69. Linhas e regras
70. Pintura e desenho
71. Iconografi a e simbolismo
72. Xilogravuras e desenhos
73. Fotografia
74. Design retrô
75. Uso tático das cores
76. Ausência de cores
77. Exagero nas cores
78. Não esconda a base
79. Design minimalista
80. Usar todos os lados
81. Hierarquia e dominância
82. Noções básicas sobre letras
83. Fontes que dão humor e caráter
84. Letras artesanais
85. Letras como imagem
86. Adaptando de outras línguas
87. Código de barras e informações importantes
88. Impacto na prateleira
89. Proteção para o produto
90. Desembrulhando
91. Design de funcionalidade conveniente
92. Vários produtos por embalagem
93. Embalagens decorativas e colecionáveis
94. Gargalos, etiquetas e acessórios
95. Quebrando as regras

PESQUISA E REVISÃO
96. Testando e fazendo alterações
97. Medição do retorno do investimento
98. Antecipando a marca de amanhã
99. Pesquisa com o cliente
100. Celebrando uma marca de sucesso

CONTRIBUIÇÕES
SOBRE AS AUTORAS

 

Ficha técnica

Título: Design de Embalagem: 100 fundamentos de projeto e aplicação
Autor: Sarah Roncarelli e Candace Ellicott
Editora: Blucher
Formato: 208 páginas, 21,5 x 25,5 cm
ISBN: 9788521205647
Data de publicação: 2011
Edição: 1ª
ABNT: RONCARELLI, Sarah; ELLICOTT, Candace. Design de Embalagem: 100 fundamentos de projeto e aplicação. 1ª ed. São Paulo: Blucher, 2011. ISBN 9788521205647.

Compre aqui:

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9094&tipo=25&nitem=22462861

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Tay Clean and Pure – embalagens feitas com bambu

Postado em 28 fevereiro 2012 por Elisa Quartim

As linha de produtos de beleza Tay Clean and Pure, feitas com bambu, tem um design moderno,  bonito e simples. Mistura o masculino e feminino.

As informações do rótulo são gravadas no bambu. A tinta utilizada apenas é encontrada por baixo, onde o código UPC e informação de produto são impressas em um papel feito de pedra.

 

As embalagens utilizam bambu e PET reciclado. A escolha do bambu foi por sua textura e aparência natural além de ter propriedades anti-microbianas, além de sua capacidade de repelir a água. A fórmula também é sensível a luz e o bambu cria uma atmosfera escura que protege o produto.

Fonte:

http://tayeveryday.com/

http://www.thedieline.com/

 

 

 

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