Archive | fevereiro, 2013

Embalagens frutas e hortaliças INT 3

Embalagens retornáveis para frutas e verduras do INT

Postado em 25 fevereiro 2013 por Elisa Quartim

Embalagens frutas e hortaliças INT 1

 

Entre o campo e o consumidor final, o mundo desperdiça anualmente 1,3 bilhões de toneladas, ou um terço do total dos alimentos destinados ao consumo humano, segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). No Brasil, cerca de 40% das frutas e hortaliças produzidas não chegam à mesa do consumidor, sendo as embalagens inadequadas identificadas como um importante fator para a continuidade dessa situação.

Para reverter essa situação, uma equipe de designers do Instituto Nacional de Tecnologia, apoiada pelo Fundo Tecnológico (Funtec) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desenvolveu o projeto Embalagens valorizáveis para o acondicionamento de frutas e hortaliças. O resultado foi um sistema que combina uma bandeja reciclável com uma base articulada e retornável.

Embalagens frutas e hortaliças INT 2

 

As geometrias das bandejas são variadas, resultando do escaneamento 3D de diferentes tipos e calibres das frutas contempladas pelo projeto: caquis, mangas e mamões. A base, que se dobra e arma com um simples movimento, facilita a logística, além de reduzir o tempo de montagem em relação às caixas convencionais. Os tamanhos disponíveis, por sua vez, se adequam perfeitamente aos pallets brasileiro e europeu, validando a solução tanto para uso no mercado interno quanto para exportação. As bases, mesmo com dimensões diferentes, também se encaixam entre si, permitindo um empilhamento unificado e preciso.

Embalagens frutas e hortaliças INT 3

 

A estrutura da base é aerada, leve e resistente e o encaixe perfeito, o que minimiza o impacto nas frutas e reduz o desperdício ao longo da cadeia de venda e distribuição. O sistema, mesmo quando as embalagens estão empilhadas, permite ventilação e resfriamento apropriados, evitando o amadurecimento precoce dos frutos. As bandejas podem ser produzidas em PET transparente e reciclável, permitindo visualização 360º das frutas, sendo ideais para uso nos pontos de venda.

As novas embalagens para frutas desenvolvidas pela área de Desenho Industrial do Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCTI) foram escolhidas para receber o IF Design Award, o mais importante prêmio internacional em design. Vejam o video feito para a premiação:

 

 

A equipe que desenvolveu a embalagem é composta pelos designers Luiz Carlos Motta, Gil Brito, Marcos Garamvolgyi, Welida Barbosa, Diego Costa, Karina Araujo, Marina Moreira, Luciano Gralha, Clemêncio Rodrigues e Pedro Braga. O INT tem como parceiros no desenvolvimento deste projeto o Centro de Tecnologia de Alimentos (CTAA) da Embrapa e o IMA/UFRJ.

 

Fontes:

http://www.int.gov.br/noticias/int-recebe-pr%C3%AAmio-if-design

http://exhibition.ifdesign.de/entrydetails_en.html?beitrag_id=107438

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cmyk

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Produção embalagem – impressão offset

Postado em 18 fevereiro 2013 por Elisa Quartim

A impressão Offset é uma das formas mais comuns de impressão de embalagens.

Como qualquer processo industrial pode causar graves problemas ambientais se não for bem administrado, gera um grande volume de resíduos e consome bastante energia.

cmyk

O que é a impressão offset?

É um sistema de impressão indireto, onde a fôrma é uma chapa metálica gravada com uma imagem. Depois de entintada, essa imagem é transferida para um cilindro intermediário, conhecido como blanqueta e, através desta é transferida para o substrato.

offset
Para entender melhor, precisamos conhecer cada etapa do processo e os seus impactos, e no que se refere ao impacto ambiental, tudo o que entra e o que sai do processo de impressão. Vejam o fluxograma do sistema de impressão offset:

 

Fluxograma do sistema de impressão offset

 

Pré impressão

Na etapa de pré-impressão do sistema de impressão por offset são utilizados métodos fotomecânicos para passar a imagem do original para a forma, o que gera efluentes líquidos provenientes do processo de revelação, que podem conter ácidos, álcalis, solventes, metais de recobrimento e reveladores. Nas demais etapas do processo são gerados resíduos, como embalagens de tintas e solventes, panos e estopas sujos com solvente ou óleo, borras de tinta e emissões da evaporação de solventes e vernizes, chamados Compostos Orgânicos Voláteis (COV), ou em inglês Volatile Organic Compounds (VOC).

 

Impressão

A impressão offset pode ser plana ou rotativa, dependendo do substrato a ser impresso tratar-se de folhas ou bobinas. Métodos fotomecânicos são geralmente utilizados para transferir a imagem do original para a fôrma, o que gera efluentes líquidos que podem conter compostos como sulfatos e prata. Os resíduos gerados nas diversas etapas do processo incluem embalagens de tintas e solventes, panos ou estopas sujos com solvente e restos de tinta, aparas de papel, chapas metálicas obsoletas ou danificadas, solvente sujo, entre outros.

 

Matérias primas

O consumo de matérias-primas gera impactos ambientais não somente devido ao aspecto de utilização de recursos naturais que representa, mas também por causa dos impactos indiretos associados às atividades de produção e transporte destas matérias-primas até a gráfica. São considerados como matérias-primas os materiais que entram no processo e que, direta ou indiretamente, levando ao produto final. Na indústria gráfica, as principais matérias-primas são:

  • as fôrmas de impressão;
  • os substratos de impressão;
  • os insumos químicos de impressão;
  • outras matérias diversas necessárias ao processo.

 

Formas

As formas, também conhecidas como portadores de imagem, podem variar com o tipo de impressora. As formas do sistemas de impressão offset são os clichês de chapas metálicas. Os impactos ambientais associados a cada tipo de forma dependem de seus respectivos ciclos de vida, desde a extração da matéria-prima para sua fabricação até o descarte. Apesar da realização recente de alguns estudos a respeito, ainda não existem dados consolidados sobre os impactos do uso de chapas ao longo de todo o ciclo de vida. Para a indústria gráfica, as principais formas de reduzir os impactos associados ao uso de fôrmas dizem respeito à destinação das formas usadas, que deve sempre privilegiar a reutilização interna e a reciclagem.

 

Insumos químicos

Os principais insumos químicos de impressão são tintas, vernizes, adesivos e solventes. Os solventes são adicionados para alterar a viscosidade ou a volatilidade dos demais insumos.

 

Water_Based_Textile_Printing_Ink

As tintas utilizadas no processo gráfico são basicamente constituídas de resinas, pigmentos (corantes), veículo (verniz), solventes e produtos auxiliares (como ceras e secantes). Para o sistema de impressão offset, em média, as tintas são compostas por:

  • Resinas: ésteres (de colofônia, maleicos ou alquídicos);
  • Óleos: vegetais à base de hidrocarbonetos alifáticos e minerais refinados;
  • Pigmentos: orgânicos (amarelo e laranja benzidina, azul ftalocianina, vermelho rubi) e inorgânicos (negro de fumo, dióxido de titânio, sulfato de bário, cromato e molibdato de chumbo);
  • Secantes: naftenatos e octoanatos de zircônio, manganês e cobalto;
  • Ceras: à base de polietileno.

Para as tintas à base de água, são compostas por:

  • Resinas: colofônia saponificada, resinas acrílicas e fumáricas;
  • Pigmentos: orgânicos (amarelo e laranja benzidina, azul ftalocianina, vermelho naftol) e inorgânicos (negro de fumo, dióxido de titânio, sulfato de bário, cromato e molibdato de chumbo) e corantes básicos (rodamina, azul vitória, violeta metil e verde cristal);
  • Solventes: glicóis, solução de amônia e água;
  • Ceras: à base de polietileno

Já as tintas UV são compostas por:

  • Oligômeros: epóxi, poliéster e monômeros (solvente reativo);
  • Pigmentos: orgânicos e inorgânicos

O uso de tintas, vernizes ou adesivos à base de água pode trazer benefícios ambientais em relação aos insumos à base de solventes orgânicos. Os produtos à base de água eliminam a necessidade do emprego de solventes para diluição e limpeza dos equipamentos, bem como a geração de solventes residuais e de resíduos com restos de solventes, além de eliminar as emissões atmosféricas de Compostos Orgânicos Voláteis. No entanto, as vantagens comparativas devem ser avaliadas caso a caso, o emprego de insumos à base de água pode requerer, por exemplo, sistemas de tratamento de efluentes líquidos. A redução do consumo de tintas pode começar com o designer, minimizando a cobertura de cores na embalagem e reduzindo o número de cores.

A tinta existente hoje para substituir a de óleos minerais é a tinta a base de óleos vegetais como o milho ou o coco. Esse tipo de tinta atinge tanto as características técnicas necessárias para a impressão quanto as características de preservação do meio ambiente. Essa troca de tinta a base de óleo mineral pela tinta com base de óleo vegetal, pode reduzir o impacto de resíduos tóxicos, tanto sólidos como a emissão de gases que de 30% passa de 2 a 4%.

 

Além dos substratos de impressão e dos insumos químicos, o processo gráfico utiliza outros materiais, como:

  • Filmes, reveladores e fixadores para o processamento das imagens;
  • Solventes para a limpeza dos equipamentos;
  • Outros materiais diversos como, por exemplo, fita dupla face para colar a chapa flexográfica no cilindro porta-clichê.

Cada um destes materiais têm impactos associados à sua fabricação. Cabe à gráfica otimizar seu consumo e valorizar a destinação dos seus resíduos, tanto em termos ambientais como econômicos.

 

Certificações

A constante preocupação das gráficas com o meio ambiente e a grande quantidade de impressos industrializados, faz com que essas operações evoluam para uma tecnologia cada vez mais correta. Para conseguir uma boa imagem no mercado, as gráficas estão adequando os seus processos, afim de que eles se enquadrem em políticas ambientais corretas e com isso sejam concedidas as certificações de preservação ambiental, comprovando a existência da preocupação e responsabilidade com o meio ambiente. As principais certificações são:

 

FSC Brasil – Conselho Brasileiro de Manejo Florestal.
Organização não governamental, independente e sem fins lucrativos, cuja missão é difundir e facilitar o bom manejo das florestas conforme princípios e critérios que conciliam as salvaguardas ecológicas com os benefícios sociais e a viabilidade econômica.

fsc-logo

RoHS – Restriction of Certain Hazardous Substances
(Restrição de certas substâncias perigosas)
RoHS são diretivas europeias que estabelecem procedimentos para que tanto as matérias-primas utilizadas no processo produtivo quanto os produtos finais estejam isentas ou em percentuais toleráveis de substâncias tóxicas como o cádmio, mercúrio e chumbo.

 

ISO 14001 – Internacional Organization of Standardization
(Organização Internacional de Padronização)
Sistema de gerenciamento ambiental que inclui a estrutura organizacional, o planejamento de atividades, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para o desenvolvimento, implementação, alcance, revisão e manutenção da política ambiental

 

A principal maneira que a indústria gráfica tem para reduzir os impactos associados à utilização de um substrato para impressão é a de reduzir suas perdas no processo. Outra maneira de redução é o usuário procurar se informar a respeito da origem das matérias-primas que garantem que os produtos provêm de bom manejo florestal e seguem critérios socioambientais de produção.

 

Fontes:

Guia técnico ambiental da indústria gráfica.

http://www.ciesp.com.br/ciesp/conteudo/guia_ambiental_setorgrafico

http://www.cetesb.sp.gov.br/tecnologia/producao_limpa/documentos/guia_ambiental.pdf

 

The Australian Resource Forum for Environmentally Graphic Design.

http://www.designbynature.org

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Urna Bios1

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Embalagens ao longo da vida

Postado em 14 fevereiro 2013 por Elisa Quartim

Qual foi a embalagem que nos trouxe ao mundo?

Quais embalagens usamos para nos proteger e transportar?

Qual embalagem nos leva embora?

 

Considerando que uma embalagem é toda envoltura que armazena algo temporariamente e tem a função de transporte, armazenamento, manipulação, proteção, e de transmitir informações sobre o seu conteúdo, podemos ampliar muito o que consideramos embalagem e nos colocar na posição de “produto”.

Logo nos nossos primeiros dias de vida, permanecemos na barriga de nossa mãe durante mais ou menos nove meses. Embalagem que a natureza tão perfeitamente desenvolveu que nos protege e transporta, e ainda podemos usar a nossa mãe para comunicar nosso desconforto dando pequenos chutes ou nos movimentando.

gravidez

 

Depois que nascemos, logo sentimos falta do calorzinho da barriga e precisamos de roupas para nos proteger do frio.

Além de proteger, a  roupa transmite informações sobre a nossa personalidade e pode até informar qual é a nossa profissão. Algumas podem aguentar desde o fogo até temperaturas abaixo de zero.

roupa

 

E no final, quando o nosso corpo atinge o máximo de sua validade, precisamos de algo que nos transporte e dê um fim a matéria que sobrou. Nos tornamos um resíduo sólido e junto todas as conseqüências de quando não é bem feita a nossa disposição final. Como qualquer resíduo orgânico o nosso corpo se decompõe e produzindo o chorume e gás metano.

Um cadáver médio, por exemplo, pode produzir entre 30 e 40 litros de chorume, ou necrochorume, que pode ser ainda mais nocivo. Ele resulta da mistura de água, sais minerais e substâncias tóxicas como a putrescina e a cadaverina, podendo contamidar o solo e o lençol freático. Os cemitérios deveriam ter o mesmo tipo de construção que os aterros sanitários, com uma camada impermeabilizante, mas não é essa a realidade. Sem falar os resíduos do caixão (ainda não ouvi falar em caixão reutilizável).

Para que opta por esse fim, alguns designers pensaram em opções de embalagens para o enterro.

Uma dessas opções foi desenvolvida pelo designer espanhol Hazel Selina. O Ecopod é feito com folhas de amoreira e papel reciclado compressado (principalmente jornais usados) disponível em diversas cores.

Ecopods1

Tem ainda a opção escolhida pelo inglês Keith Floyd que encomendou um caixão feito com cascas de banana. Vejam a história dele aqui.

caixao palha

Para quem optar por ser cremado, apesar de gerar menos resíduo, acaba também impactando o meio ambiente. Cada cremação libera entre 200 kg e 400 kg de gases do efeito estufa na atmosfera, o equivalente a uma ida e volta de carro entre Rio e São Paulo e e consome cerca de 45 quilos de GPL (gás de cozinha). A cremação é responsável pela emissão de mercúrio, poluição que termina no ar e nos mares, segundo a organização The Natural Death Centre.
Os mesmos fabricantes do Ecopod também pensaram em uma solução de embalagem para isso, a urna ARKA Acorn Urn, onde elas também são desenvolvidas em várias cores e com papel reciclado.

Urna ARKA Acorn Urn

 

Já os designers espanhóis Martín Azúa e Gerard Moliné criaram a Urna Bios, uma pequena caixa em forma de cone que pode abrigar cinzas humanas e, quando enterrada, dá inicio a uma outra vida pois dentro dela há uma semente de planta, escolhida pelo freguês antes de morrer, que poucos dias depois de enterrada, começa a germinar e a crescer, marcando claramente o novo lugar que o antigo corpo ocupa na terra. De acordo com o site de Azúa, “a Urna Bios reintegra o homem ao ciclo de vida natural”.

Para não prejudicar o solo, a Urna Bios é feita com casca de coco, celulose e turfa – um material de origem vegetal – e pode se desintegrar na natureza sem impactá-la.

 

Urna Bios1

 

Assim como as embalagens dos produtos que consumimos no nosso dia a dia, pouco paramos para pensar nas embalagens que nos protegem. Ainda bem que já estão pensando nisso.
Fontes:

http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/blog-da-redacao/urna-biodegradavel-enterra-as-cinzas-de-morto-e-germina-uma-arvore/

http://super.abril.com.br/blogs/planeta/um-crime-depois-de-morto/

http://www.nopatio.com.br/ecofriendly/caixoes-biodegradaveis-feitos-de-jornal/

http://www.ecopod.co.uk/

http://www.institutodeengenharia.org.br/site/noticias/exibe/id_sessao/4/id_noticia/6364/Funeral-verde-ganha-adeptos-no-Reino-Unido

http://www.martinazua.com/cas/cas/urna-bios/

 

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BrickCap, tampinha que vira brinquedo de montar

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BrickCap, tampinha que vira brinquedo de montar

Postado em 04 fevereiro 2013 por Elisa Quartim

Tampinha que vira brinquedo de montar

BrickCap, tampinha que vira brinquedo de montar

 

As embalagens sempre foram ótimas para serem transformadas em brinquedos pelas crianças. Com a imaginação elas são transformadas, e se incorporam ao imaginário das crianças e prolongam o seu ciclo de vida.

A empresa fabricante de embalagens flexíveis Gualapack criou uma tampa que facilita a brincadeira. É a BrickCap, que além de dar segurança e inviolabilidade para produtos alimentícios, ela tem uma segunda função de ser transformada em brinquedo.

O design da tampa permite que ela encaixe em outra tampa podendo ser montada de várias formas, podendo ser constantemente remontada.

Vejam o video do produto abaixo:

 

 

Fonte:

http://www.packagingdigest.com/article/522820-BrickCap_A_packaging_closure_with_a_second_life.php

www.gualapack.com/en

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