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1º Congresso de Embalagem de Aço

Postado em 03 maio 2012 por Elisa Quartim

A Abeaço , Associação Brasileira de Embalagem de Aço, promoveu o 1º Congresso de Embalagem de Aço, que aconteceu durante a Expo Embala SP. O congresso fez parte das atividades da Vila do Aço, espaço organizado pela Abeaço para reunir as principais empresas do setor. As palestras abordaram o mercado do aço, a evolução na fabricação das embalagens, inovações, aplicações e ciclo de vida da lata de aço, com foco em meio ambiente e tecnologia.

 

Paulo Campissi destaca inovação na fabricação do aço pela CSN

Paulo Campissi, coordenador de Projetos e Inovação em embalagens do Centro de pesquisas da CSN, abriu o ciclo de palestras do 1º Congresso de Embalagem de Aço. Ele falou da Inovação e Evolução no Aço para Embalagens no Mercado Nacional e Internacional.

Ele iniciou a apresentação com um histórico do aço, desde antes de Cristo até os dias atuais. Em seguida, falou sobre como funciona a produção do aço e sobre a extração das matérias primas (carvão mineral e minério) usadas nas indústrias, seja para fabricar embalagens, carros ou eletrodomésticos, por exemplo.

Ele explicou ainda que a CSN está trabalhando para diminuir o custo de fabricação do aço e investindo em inovações para que empresa seja um referencial no mercado. “Em nosso centro de inovação fazemos a manutenção, recuperação e prospecção de mercado das folhas de flanders usadas pela indústria”, explicou Campissi.

 

Ellen Wauters falou sobre os trabalhos que a EMPAC faz para incentivar o uso de embalagens de metal

Na segunda palestra do foi com a belga Ellen Wauters, especialista em sustentabilidade que coordena atividades de sustentabilidade da EMPAC (European Metal Packaging), deu um panorama sobre as embalagens de aço na Europa e no mundo.

A EMPAC nasceu em 2006 para reunir e representar as empresas do setor de embalagens de metal. A instituição dá apoio a onze associações nacionais que representam o metal nos principais países da Europa e é composta por seis fabricantes de latas internacionais e a Apeal (Association of European Producers of Steel for Packaging).

De acordo com Ellen, a maioria das atividades da instituição está focada em sustentabilidade. O objetivo da EMPAC é garantir que os metais sejam usados em grande escala como embalagens para proteger o meio ambiente. Ela explicou ainda que o foco é fazer com que os metais saiam da categoria não renováveis e tenham uma categoria própria, pois são infinitamente recicláveis sem perder suas propriedades.

Os países da Europa reciclam 72% de suas latas de aço porque acreditam que este tipo de embalagem é um material mais fácil e economicamente viável de ser classificado e recuperado. A seleção pode ser feita por imãs.

Segundo a especialista, a EMPAC também possui um projeto para evitar o desperdício de comida incentivando o uso de metais em embalagens. “Estamos trabalhando em um programa de comunicação para mostrar que a lata é uma solução para esta questão, afinal, a embalagem funciona como um “armazém móvel”. Além de manter as propriedades, protege os alimentos”, explica Ellen.

 

Professor Fabio Mestriner destaca a importância das embalagens na hora da compra

Encerrando o segundo dia do ciclo de palestras do 1º Congresso de Embalagem de Aço, o professor da ESPM, Fabio Mestriner, falou da importância de uma boa embalagem. Ele abriu sua apresentação mostrando que as embalagens evoluíram para atender as necessidades e anseios da sociedade, contando um pouco da história das embalagens.

Depois do breve histórico de como as latas saíram dos pequenos armazéns, que vendiam alimentos a granel, para os produtos finalizados, Mestriner destacou a importância da embalagem. Na maioria dos casos, é ela que decide a compra no ponto de venda, por ser atraente e chamar a atenção. O especialista falou ainda da relação entre os produtos e a internet por meio das embalagens, grande tendência do mercado para os próximos anos.

Finalizando a palestra, Mestriner explicou que a embalagem é fundamental no marketing 3.0, afinal a maioria dos produtos não têm campanha de lançamento, por isso cabe a embalagem a missão de ser atrativa para o consumidor e as empresas precisam investir nessa área para ter um maior retorno em suas vendas.

 

Silvia Dantas fez palestra sobre qual o conceito da palavra inovação do ponto de vista do pesquisador

A pesquisadora do CETEA (Centro de Tecnologia de Alimentos e Apoio Empresarial), Silvia Dantas, abriu o segundo dia de palestras, 26 de abril, do 1º Congresso de Embalagem de Aço, com a apresentação “Inovação de Embalagem de Aço na Visão do Pesquisador”. Silvia disse que as empresas buscam inovações, principalmente, para atender as necessidades dos consumidores e ampliar suas receitas.

Outras vantagens que podem ser exploradas são a sensorialidade e prazer, saudabilidade e bem estar, conveniência e praticidade, qualidade e confiabilidade, ética e sustentabilidade. De acordo com Silvia, as embalagens precisam atender a todos estes fatores para ser atraente para o consumidor.

 

Joseti Gatti mostra a importância da Avaliação do Ciclo de Vida nos processos de produção das embalagens de aço

A terceira palestra foi com a pesquisadora do CETEA (Centro de Tecnologia de Alimentos e Apoio Empresarial), Joseti Gatti. Ela falou sobre a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) que contempla desde a extração das matérias-primas para a produção dos produtos até o processo de reciclagem ou descarte.

O processo da ACV, de acordo com Joseti, começa com a definição do objetivo da pesquisa, análise de inventário (estudo de campo), avaliação do impacto (consumo de recursos, poluição do ar, da água e do solo) e, por fim, interpretação dos resultados do inventário. Este tipo de estudo é importante para identificar qual é o ponto crítico do processo de produção. “Em um estudo podemos descobrir se o problema está na logística ou na tecnologia, por exemplo, e é neste ponto que devemos intervir”, ressalta Joseti.

Joseti apresentou ainda o case de um projeto do CETEA, em parceria com FINEP e CSN, que identifica as vantagens e desvantagens de usar o aço pós-consumo na fabricação de novas folhas de aço. “A ACV é interativa e dinâmica, podemos sempre atualizar os dados quando alguma parte do processo de produção é alterada”, diz.

Mas a especialista alerta que não é recomendável que as decisões sejam baseadas somente nos estudos de ACV. “Os resultados devem ser analisados junto com as questões sociais, tecnológicas e comerciais que envolvem a produção”, finaliza a pesquisadora.

 

Palestra sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos encerra o 1º Congresso de Embalagem de Aço

O último palestrante, José Valverde, falou sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) na tarde da última quinta-feira, 26/04. Valverde é especialista em Direito Ambiental e Gestão Ambiental e coordenou tecnicamente a formulação da PNRS, bem como a Política Estadual de Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo.

Valverde afirmou que só foi possível superar o processo de formulação da lei e do decreto regulador da PNRS, que já estava tramitando há 20 anos no Congresso, com a participação da sociedade e da indústria, um dos principais protagonistas. “O governo achava que o “poluidor” (leia-se indústrias) é quem deveria pagar esta conta, agora chegamos ao consenso de que o poder público e a coletividade são responsáveis pelo meio ambiente”, explica.

Segundo o especialista, foi fundamental para o processo legislativo do PNRS a articulação entre legislativo e executivo, o engajamento das entidades e a ampla participação da sociedade organizada. “Estes são os responsáveis pela efetividade das ações voltadas para a PNRS”, ressalta.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos aprovada em 2010 deve ser implementada até 2014 no país. Esta lei determina, entre outras ações, a criação da logística reversa para dar destinação correta às embalagens pós-consumo.

Para a logística reversa das embalagens ser colocada em prática, Valverde disse que são necessários acordos setoriais, regulamentos expedidos pelo Poder Público e termos de compromisso. “Um bom exemplo de como as empresas estão se organizando para atender esta demanda é a Prolata. Fiquei muito feliz quando li que seria a primeira instituição a trabalhar integralmente dentro da PNRS”, afirma o especialista.

A Associação Prolata Reciclagem, instituição sem fins lucrativos criada por 15 empresas do setor de embalagens de aço, visa reciclar embalagens de aço pós-consumo. Serão criados centros de reciclagem em todo o país que receberão diariamente embalagens vazias, que serão classificadas, prensadas e enviadas para siderúrgicas transformarem o material em novas chapas metálicas para reutilização. O primeiro centro será inaugurado em São Paula, ainda em 2012. “Esta iniciativa vai articular as entidades do setor, cooperativas e consumidores”, afirma.

 

Sobre a ABEAÇO

A Associação Brasileira de Embalagem de Aço foi criada em maio de 2003 com o objetivo de fortalecer a imagem da embalagem de aço, além de dar suporte técnico e mercadológico aos seus fabricantes. A entidade sem fins lucrativos investe e apóia em iniciativas de gestão ambiental, sobretudo quando associadas a finalidades sociais, para aproximar os interesses de toda a cadeia produtiva para desenvolver soluções e produtos, no Brasil e no exterior. A instituição soma esforços para fomentar pesquisas, desenvolver campanhas de esclarecimento, participar de eventos e divulgar as características das latas de aço.

Hoje, a Associação reúne empresas do setor interagindo intensamente com entidades empresariais, fabricantes de embalagens, organizações ambientalistas e o governo.

 

Saiba mais sobre a ABEAÇO acessando o site www.abeaco.org.br

Informações sobre o 1º Congresso de Embalagem de Aço através do e-mail abeaco [arroba] abeaco [ponto] org [ponto] br

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