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Aterro Sanitário Sítio São João

Postado em 02 dezembro 2011 por Elisa Quartim

No dia 1º de novembro visitei o Aterro Sanitário Sítio São João e gostaria de mostrar para vocês.

O Aterro Sanitário Sítio São João, operado por regime de concessão pela EcoUrbis Ambiental S.A. desde outubro de 2004, abrange uma área de 82,4 hectares (824 mil metros quadrados) sendo que 50,0 hectares são destinados a disposição de resíduos sólidos, ou seja, 60,68% do espaço. Um dia esse espaço deve acabar e devemos desde agora separar o que é reciclável para prolongar o seu tempo de uso. Com a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, só poderá ir para o aterro o rejeito, que é tudo que não pode ser aproveitado ou reutilizado. Na visita pude ver que ainda estamos bem longe dessa realidade. Boa parte do lixo eram embalagens que poderiam ser recicladas.

O aterro, cujo início operacional data de dezembro de 1992, recebeu até novembro de 2009 cerca de 30.000.000 toneladas de resíduos.

Imagem de um dia de lixo sendo descarregado, de apenas uma parte da cidade de São Paulo.

A média diária de resíduos recebidos nos últimos anos foi de 7.000 toneladas e a geração de líquido percolado (chorume), transportado por carretas para o tratamento junto a SABESP, ultrapassavam os 1.800 m³ por dia.

O chorume não é tratado no local, ele é levado em caminhões para a SABESP para ser tratado e transformado em água de reúso.

Imagem da piscina de Chorume

 

Contribuindo para a redução de emissões de Gases do Efeito Estufa, o biogás, gerado através da decomposição dos resíduos, é captado e conduzido até a termelétrica a gás do Aterro, onde sua operação é de responsabilidade da empresa São João Energia Ambiental, que consome 12.000 m3/h de gás para a geração de 20 MWh de energia elétrica.

Mensalmente são emitidos relatórios de controle geotécnico, estudo de estabilidade do maciço e controle ambiental, com análise dos poços de monitoramento à montante e jusante, das águas de nascente e do chorume gerado.

 

Compensação Ambiental do Aterro São João

Os projetos de Compensação Ambiental do Aterro Sanitário Sítio São João foram desenvolvidos e implantados pela concessionária EcoUrbis Ambiental S/A que os assumiu ao iniciar seu contrato com a Prefeitura de São Paulo, para a coleta e destinação de resíduos sólidos domiciliares da região sudeste.

Como parte das compensações ambientais do aterro São João, a EcoUrbis já plantou cerca de 62.000 mudas de árvores de espécies nativas do planalto brasileiro, em uma área aproximada de 760.000 m²;

Também foi implantado um Viveiro de Mudas Nativas que desde abril de 2009 vem produzindo cerca de 80.000 mudas/ano destinadas para o plantio nos diversos projetos ambiental.


Imagem do Viveiro Florestal de Mudas Nativas EcoÍris

Central de Tratamento de resíduos Leste – CTL


Imagem Aterro Central de Tratamento de Resíduos Leste

A Central de Tratamento de Resíduos Leste, mais novo aterro da prefeitura de São Paulo, está inserida numa área total de 1.123.590,00 m², sendo 389.500 m² (34%) a área destinada para a disposição final dos resíduos sólidos urbanos. Recebe os resíduos domésticos gerados nas regiões Sul e Leste da cidade de São Paulo, atendendo assim mais de 6 milhões de habitantes;

A área total de plantio com árvores nativas, em cumprimento aos projetos de compensação ambiental, perfaz mais de 930.000 m² e já foram plantadas mais de 177.000 mudas. Após o término dos plantios de mudas nativas nas áreas de compensação
ambiental terão sido recuperados dentro do Município de São Paulo mais de 5,5 milhões de metros quadrados (aproximadamente 3,5 vezes o Parque do Ibirapuera, com 1,5 milhões de metros quadrados);


 Imagem Compensações Ambientais da CTL

Como compensação ambiental da CTL está sendo implantado o Parque Sapopemba com quadras e equipamentos de lazer e esportes no antigo Aterro de mesmo nome totalizando mais de 304.000 m², que serão entregues a população ainda este ano;

Também frutos das compensações ambientais serão pavimentadas diversas vias no entorno do aterro, dentre elas, Av. Sapopemba (5.400m), Av. Bento Guelfi (2.000m) e já foram concluídas as pavimentações das ruas do bairro Jardim Arantes (1.200m), totalizando 8.600m de pavimentação.

Através do programa de educação ambiental, Programa Ver de Perto, mais de 7.700 pessoas já participaram das palestras educativas promovidas pela EcoUrbis e visitas ao aterro sanitário e viveiro de mudas. A EcoUrbis já disponibilizou mais de 1000 mudas nativas para a comunidade dos bairros do entorno do aterro mostrando sua vocação concernente com sua responsabilidade ambiental.

100% do chorume gerado pelos aterros são transportados por carretas para as estações de tratamento da SABESP, de acordo com o Termo de Cooperação Técnica assinado entre a PMSP e SABESP.

Projeto de Biogás da CTL

O projeto de Biogás da CTL está em fase de enquadramento como MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) do Protocolo de Kyoto, perante a ONU (Organização das Nações Unidas). A tecnologia proposta para a exploração do gás bioquímico gerado no aterro
permitirá extrair e destruir o componente metano reduzindo significativamente a emanação de gases de efeito estufa para a atmosfera.

Estação de Queima de Biogás


Imagem do projeto da usina de Biogás

O equipamento principal do projeto é o queimador enclausurado (flare) que destrói o componente metano do gás de aterro sanitário com taxas acima de 98% de eficiência, reduzindo a emissão de odores e impactos ambientais adversos.

Usina Termoelétrica à Biogás

Imagem do Croqui ilustrativo do Projeto da Usina Termoelétrica à Biogás.

 

A Usina Termelétrica a Biogás (UTE) a ser instalada gerará aproximadamente 19,0 MW em seu pico de produção. Terá capacidade de transmitir mais de 160.000MW/ano de energia limpa para rede. A produção de energia limpa possibilitará a geração e comercialização dos créditos de carbono no mercado internacional.

Somente o projeto da CTL produzirá energia equivalente ao consumo de cerca de 300.000 habitantes. O projeto impulsionará o desenvolvimento regional sustentável, uma vez que dentre outros benefícios reduz as emissões de Gases de Efeito Estufa,
promove a geração de empregos e desenvolve tecnologias modernas de controle ambiental de aterros sanitários. O total de reduções durante o primeiro período (7 anos) na obtenção de créditos do projeto será de 5.372.779 toneladas de CO2e, aproximadamente
767.540 ton CO2e/ano que deixarão de ser emitidos par a atmosfera.

 

Como viram é bom saber como realmente deve ser um aterro. É uma obra de engenharia, e não apenas um terreno onde é jogado tudo o que a sociedade acha que não tem mais serventia. Em um aterro sanitário, é um grande controle das pessoas que trabalham no local e não há catadores trabalhando de forma insalubre. O ideal seria que todos fossem assim, mas infelizmente no Brasil, segundo dados da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) mostram que cerca de 1.600 municípios brasileiros destinam seus resíduos em lixões e apenas 27,7% dos resíduos no Brasil vão, de fato, para aterros sanitários.

A Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), instituída em 2010, prevê a extinção dos lixões no Brasil até 2014. Vamos torcer!

 

Fonte: Ecourbis

www.abrelpe.org.br/

www.abrelpe.org.br/

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