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Como foi o Encontro Internacional de Sustentabilidade da ABRE

Postado em 25 março 2011 por Elisa Quartim

Ontem, dia 24 de março, foi realizado o Encontro Internacional de Sustentabilidade da ABRE. Foi o dia inteiro falando sobre tendências globais, a nova ordem da gestão empresarial e a integração da cadeia produtiva como fatores estratégicos.

Vou tentar resumir um pouco de tudo o que foi falado e dividir com vocês.

Programa de produção e consumo sustentável

Samyra Crespo – Ministério do Meio Ambiente

Samyra Crepo, secretária de articulação institucional de cidadania ambiental, falou sobre as ações que o Ministério do Meio Ambiente tem promovid, incentivando a abrir canais de diálogo com o setor produtivo.

Lembrou a aprovação no ano passado da Política Nacional de Resíduos Sólidos e como esses diálogo serão importantes para a sua viabilização. Porém o tema principal de seu discurso foi o Plano de Produção e Consumo.

O Plano de Produção e Consumo Sustentáveis uma agenda de ações em curso ou a serem desenvolvidas. Ele está aberto para consulta pública nos site do MMA (http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=243).

Ele basicamente tem 6 prioridades em um plano de ação para 3 anos, que são:

  1. Educação para o consumo sustentável
  2. Compras públicas sustentáveis
  3. Agenda Ambiental na Administração Pública/A3P
  4. Aumento da reciclagem de resíduos sólidos
  5. Promoção de iniciativas de PCS em construção sustentável
  6. Varejo e consumo sustentáveis.

A inclusão dos aspectos ambientais na gestão econômica dos negócios.

Eduardo Giannetti – economista

Considero que foi um dos destaques do encontro. Ele mexeu com vários conceitos da economia e da sustentabilidade que precisam ser revistos.

Iniciou discutindo o conceito da sustentabilidade, palavra da moda e que muitas vezes mal utilizada.Ele define como uma busca de trajetórias que garantam nossa permanência no tempo, devendo agir no presente tendo em vista o futuro.

São 2 problemas:
Cognitivos – não conseguimos perceber os nossos impactos
Comportamentais – não basta saber é preciso implementar e ter um compromisso de execução.

Com o foco na questão da mudança climática Giannetti colocou em questão qual seria o melhor modo para mudarmos para cultura de permanência?

Não vamos conseguir atingir as nossas metas de redução de emissão de gazes de efeito estufa, ou mesmo outras formas de impacto, se não for repensado o sistema de preços de produto do modo que é feito atualmente com um sistema de registro e incentivos de recursos naturais. Da forma que é hoje não contempla o impacto ambiental e o seu devido custo. Como essa mudança produtos que impactam mais o meio ambiente ficarão mais caros e os que impactam menos poderão ficar mais acessíveis.

Para o mundo empresarial o jogo da percepção é fundamental. A opinião pública está cada vez mais atuante (e a embalagem é uma das principais ferramentas) e deve estar integrado nas estratégias dos negócios.

“Não basta ser sustentável é preciso parecer. Não basta parecer é preciso ser.” Eduardo Giannetti

Comunidade Européia: visão holística da interface entre negócios, embalagens e meio ambiente.

Julian Carroll – Diretor geral do Europen

A Europen ( The European Organization for Packaging and the Environment) é uma organização da indústria e do comércio aberto a qualquer empresa com um interesse econômico em embalagens e produtos embalados. Ele representa a opinião da cadeia de valor de embalagem, da Europa, sobre temas relacionados com as embalagens e o meio ambiente. Basicamente a aprsentação foi falar sobre a Europen e suas ações.

Os principais assuntos abordados por eles falam sobre embalagens pré-consumo (requerimentos e definições) e pós-consumo (descarte e sistemas de coleta) e as políticas européias.

A visão da embalagem para a Europen é que ela deve:

  • ser projetada de forma holística
  • ser projetada com materiais de fontes responsáveis
  • ser projetada para ser efetiva em todo seu ciclo de vida
  • dentro dos critérios do mercado
  • realizar as expectativas do consumido

Uma apostila que orienta os empresários a tomarem decisãos melhores em relação às embalagens (Packaging in the Sustainability Agenda: A Guide for Corporate Decision Makers) está disponível para download no site da Europen.

Desenvolvimento sustentável: as interfaces internas de gestão empresarial.

Eloísa Garcia – Diretora do CETEA/ITAL

O CETEA (Centro de Tecnologia em Embalagem) tem como principal objetivo o atendimento da demanda do Setor Produtivo na área. Trabalham com Pesquisa e Desenvolvimento, Assistência Tecnológica e Prestação de Serviços. É membro da Associação Internacional dos Institutos de Pesquisa de Embalagem (IAPRI) que  proporciona um contato com as Instituições de Embalagem no mundo, criando condições para um aprimoramento contínuo, tanto na área técnica como na administrativa.

A palestra de Eloísa falou da importância de uma gestão ambiental nos processos produtivos em um ciclo de melhoria contínua.

Mostrou também a importância do Design for Enviroment (DfE) que é uma ferramenta da Ecologia Industrial e deve examinar todo o ciclo de vida do produto para propor alterações no projeto de forma a minimizar o impacto ambiental do produto desde sua fabricação até seu descarte. A incorporação do desenvolvimento do produto em seu ciclo de vida pode integrar a preocupação com o meio ambiente em cada etapa do ciclo de vida do produto, de forma a reduzir os impactos gerados durante este ciclo.

O CETEA é uma das referências de quando se fala em Análise do Ciclo de Vida no Brasil e é inquestionável a importância de se fazer uma boa análise, porém é crucial ter um “Life Cycle Thinking” que é uma visão holística da relação do produto com o meio ambiente.

É preciso analisar o produto em todas as etapas do seu ciclo de vida considerando os seus múltiplos aspectos ambientais fazendo uma análise crítica de efeitos colaterais negativos, tomando como referência a função e a eficácia do produto.

No site do CETEA é possível baixar a publicação Avaliação do Ciclo de Vida(ACV) como Instrumento de Gestão, que tem o intuito de divulgar a ACV no mercado brasileiro como tecnologia de gestão para melhoria ambiental contínua de produtos e processos.

O engajamento do consumidor

Eduardo Schubert – Diretor Executivo do Instituto Akatu

A palestra de Eduardo mostrou que um consumo consciente é um instrumento fundamental de transformação da sociedade.

Com base nas pesquisas promovidas pelo Akatu ele mostrou que o consumidor está mudando e que preocupado com o impacto dos produtos que compra e como as industrias estão produzindo esses produtos.

Falou de um consumidor 2.0, que através d internet, tem acesso à informação por fontes diversas e a formação de opinião agora se dá de forma diferente, e consertar uma má opinião está cada vez mais difícil. Um mundo em rede não hierárquico, transparente, interdependente e colaborativo.

Para maiores informações sobre o Encontro Internacional de Sustentabilidade, entre em contato com a ABRE no site

http://www.abre.org.br

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