Archive | setembro, 2010

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Mais que uma onda – Embalagens feitas com caixas de papelão

Postado em 30 setembro 2010 por Elisa Quartim

As embalagens “mais que uma onda” foi o resultado de uma atividade de extensão da PUC Goiás, através da Coordenação de Arte e Cultura e do Programa de Incubadora Social, junto à Cooperativa de Reciclagem de Lixo (Cooprec), de Goiânia. Coordenado pela professora de Design, Edith Lotufo, tendo a colaboração dos designers Leandro Antonio de Oliveira e João Paulo Alves, além de alunos do curso.

Esse projeto reaproveita caixas de papelão para o desenvolvimento de brindes, módulos para expositores e mobiliário de eventos, entre outros. Os produtos apresentam maior resistência e durabilidade devido à espessura generosa das paredes dos objetos e ao tipo de acabamento de cantos arredondados. Encaixes geram peças de diversos usos e tamanhos com total aproveitamento do material empregado.

Desde 2006 o conjunto de embalagens “mais que uma onda” está sendo produzido no Núcleo Artesanal de Reciclagem da Cooprec “Arte Conquista”, coordenado por Maria Neonice de Oliveira.

Nos últimos anos o grupo da Arte Conquista realizou um grande número de encomendas entre elas para eventos da PUC, o Ministério Público de Goiás e diversas empresas de Goiânia e São Paulo. Em 2007 o projeto recebeu o Prêmio Planeta Casa na categoria Ação Social e teve agora o reconhecimento do projeto de design pelo uso consequente dos materiais, do processo de fabricação e quanto à sustentabilidade da proposta. E esse ano foi um dos selecionados para a Bienal Brasileira de Design.

Fonte:

http://www.arteconquistadesign.blogspot.com

http://www.bienalbrasileiradedesign.com.br/bienal2010/

Arte Conquista
Maria Neonice de O. Silva
mneonice [arroba] gmail [ponto] com

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lata-aluminio

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Dica Sustentável – Comunicação nas Embalagens

Postado em 28 setembro 2010 por Elisa Quartim

Desde que começamos a comprar produtos em supermercados,as embalagens tornaram-se o principal meio de comunicação do seu produto. Sem a presença do vendedor para comunicar todos os benefícios e história do produto, a embalagem é essencial para que essas informações sejam passadas na hora da venda e possibilite a escolha do seu produto.

Hoje, com os consumidores cada vez mais conscientes, essa comunicação deve ser feita sincera e responsável, caso contrário seu produto vai passar a imagem de mentiroso e suas vendas poderão cair.

Dicas para uma comunicação sustentável nas embalagens:

  • Diga a verdade
  • Use chamadas (claims) específicas – não faça grandes chamadas ambientais
  • Não exagerar atributos de um produto
  • Usar as qualificações de forma clara e visível
  • Ter provas confiáveis como backup para ter crédito
  • Distinguir entre produto, embalagem ou serviço
  • Identificação da matéria-prima de todos os componentes
  • Certifique se o consumidor pode compreender claramente o significado por trás
    das chamadas
  • Falar das características da nova embalagem e os ganhos ambientais
    conquistados
  • Uso adequado da embalagem
  • Mostrar formas de reaproveitamento da embalagem
  • Mostrar forma de desmontagem e destinação adequada
  • Seja firme, util, verdadeiro, alegre e doce.

O símbolos e ícones criados na comunicação da embalagem devem ser usados com muita responsabilidade. Usar adequadamente os símbolos de reciclagem e não criar ícones que confundam o consumidor, como de parecerem selos de aprovação ambiental. Vejam mais dicas de símbols de reciclagem no post “Dica Sustentável – Rotulagem e símbolos de reciclagem”.

Cuidado com o greenwashing.

Greenwashing significa o ato de induzir o consumidor ao erro quanto à práticas ambientais de uma empresa ou os benefícios ambientais de um produto ou serviço. A tradução literal seria uma “lavagem verde”.

Vejam os 7 pecados do greenwashing.

  1. Pecado do Custo Ambiental Camuflado
  2. Pecado da Falta de Prova
  3. Pecado da Incerteza
  4. Pecado do Culto a Falsos Rótulos
  5. Pecado da Irrelevância
  6. Pecado do “Menos Pior”
  7. Pecado da Mentira

Vejam mais informações sobre greenwashing aqui.

No Brasil não há um órgão específico que regule a rotulagem ambiental, mas a ABRE –Associação Brasileira de Embalagem –lançou uma cartilha com diretrizes baseadas na norma ISO 14021 que visam padronizar a rotulagem ambiental aplicada às embalagens.

Rotulagem Tipo II –Auto-Declarações Ambientais.
A norma ISO 14021 considera que os rótulos das embalagens devem:

  • ser exatos e não enganosos;
  • ser substanciados e verificáveis;
  • ser relevantes àquele produto ou serviço em particular;
  • ser específicos e claros sobre a que atributo é relativo;
  • não resultar em má interpretação;
  • ser significativos em relação a todo impacto ambiental do produto ou serviço durante o ciclo de vida;
  • ser apresentados de maneira a indicar claramente a reivindicação ambiental com uma declaração explanatória;
  • e não ser apresentados de maneira a parecer certificado por uma organização de terceira parte.

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Damazonia – embalagem em forma de cocar

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Damazonia – embalagem em forma de cocar

Postado em 24 setembro 2010 por Elisa Quartim

O objetivo das embalagens dos chocolates Damazonia é desenvolver uma embalagem que instigue o consumidor, atraindo sua curiosidade e diferenciação no ponto de venda, seja através da inovação da forma ou por seus saboresdiferenciados feitos com geléias de Frutas Amazônicas.

A cultura indígena está presente nesta embalagem. Foram feitas pesquisas para que as embalagens expressassem a maneira simples e convicta do povo amazônico.

Utiliza papel KRAFT 100% reciclado e é impresso em 2 cores, economizando tinta sem perder na comunicação. Com acabamento simples, a montagem da caixa é rápida e simples, utiliza pouca cola. Seu formato não gera desperdício.

Produto vendido no Brasil e também para exportação.

Fonte:
http://www.ekoara.com.br/
http://www.damazonia.com.br/

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papelsolidário_kitsemente

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Dica sustentável – Brindes de final de ano

Postado em 23 setembro 2010 por Elisa Quartim

Chega essa época do ano, as empresas começam a correr atrás de brindes de final de ano. Na correria acabam escolhendo brindes que serão descartados quase que imediatamente quando chegam no cliente, por não serem interessantes ou óbvios demais.

O melhor brinde é aquele que a pessoa não tem coragem de jogar fora, de tão bom que ele é. Dessa forma a marca da sua empresa permanecerá por mais tempo com o seu cliente e por não ter sido descartado, não será gerado mais um resíduo.

A seguir algumas dicas de como escolher brindes melhores e mais sustentáveis:

Brindes multifuncionais

Escolha brindes que tenham mais de uma função. Onde, por exemplo, a própria embalagem seja o brinde. Um exemplo é a caixa de vinho que vira luminária.

Além de o vinho ser um presente tradicional dado aos executivos de empresas, mesmo após o seu consumo, ele provavelmente vai manter a luminária em seu escritório ou em sua casa e não vai se esquecer de quem deu. Veja mais sobre a embalagem-luminária aqui.

Sacolas retornáveis

Nos últimos tempos as empresas querendo parecer mais ecológicas começaram a dar de brinde de natal as famosas “eco-bags” ou, como eu prefiro chamar, sacolas retornáveis. Atualmente recebemos tantas sacolas retornáveis que nem temos mais onde guardar e acabamos nos desfazendo. A melhor sacola retornável é aquela que é a mais prática, bonita e que dificilmente vamos esquecer em casa.

Um exemplo é a sacola Biobag, desenvolvida pelo DesfiacocO d.e.s.i.g.n, de Curitiba, e um dos selecionados da Bienal Brasileira de Design. As sacolas desenvolvidas por eles são práticas e funcionais. O formato leve e compacto facilita o carregamento da sacola na bolsa ou no porta-luvas do carro. Kits com mais de uma sacola possobilitam a separação das compras e permitem a melhor distribuição do peso.  O material (nylon) foi escolhido pela resistência, facilidade na limpeza e impermeabilidade.

Calendário

Um dos brindes mais comuns e que muitos acabam adotando é o calendário. Se ele for bonito, pode ser que ele seja escolhido pelo seu cliente para ficar na mesa dele durante um ano, mas certamente, em algum momento, ele será descartado. Que tal dar um calendário permanente?

Encontrei esse modelo e vários fornecedores de brindes, mas não descobri quem é o fabricante. Ele é simples, bonito e tem espaço para que a sua marca seja aplicada de forma criativa e bonita. Feito de metal, ele irá permanecer por muitos anos na mesa do seu cliente.

ONGs e instituições de caridade

Aproveite essa época e ajude instituições comprando os brindes produzidos por eles. Escolha uma instituição em que acredite e que ofereça brindes criativos, duráveis ou feitos com materiais ambientalmente corretos.

Um exemplo são os produtos produzidos pelo Instituto Papel Solidário. Eles têm como finalidade conectar as associações sem fins lucrativos, os negócios sociais, as empresas sociais e os empreendimentos solidários associados para ampliar através do empreendedorismo e da inovação, os impactos e ganhos das ações que desenvolvem nas comunidades onde atuam

Um dos produtos que eles fazem é o Kit Semente. No kit, o papel foi usado para transmitir a sua mensagem de final de ano contém sementes, que podem ser plantadas no vaso que vem no Kit e poderá permanecer por muito tempo na mesa de seu cliente.

Algumas dicas:

  • Escolha brindes multifuncionais
  • Conheça melhor o seu cliente antes de escolher o brinde
  • Utilize materiais ambientalmente corretos
  • Ajude instituições de caridade que produzem brindes criativos
  • Escolha brindes duráveis
  • Beleza é fundamental
  • Criatividade e originalidade fazem a diferença

Caso queiram mais ideias para desenvolver o seu Kit ou estão em dúvida se o brinde que escolheram é realmente sustentável, (ou até pedir um projeto original e personalizado pra sua marca) – contate serviço de consultoria de Elisa Quartim que ficaremos felizes em ajudar.

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MIHO – Embalagem de vestido feito com garrafa

Postado em 21 setembro 2010 por Elisa Quartim

A MIHO é um escritório de design que atua nas áreas de gráfico, produto e de moda. Trabalha conjugando estes serviços ao conceito de design consciente. Além de prestar serviços de design para outras empresas, eles também desenvolvem seus próprios produtos.
Todos os produtos e serviços da MIHO priorizam o uso de matérias primas sustentáveis.

O conceito das embalagens envolve  informar ao cliente sobre todas as etapas da produção e todo o material utilizado: da embalagem à malha:

As garrafas utilizadas na produção das embalagens são recolhidas diretamente após o uso pelos próprios fornecedores (buffets e adegas). Este vidro é recolhido e levado ao parceiro instituto Kairós, que faz a limpeza e o corte dos anéis.

A folha de fibra de bananeira e sua viscose são produzidas no instituto Kairós. Seu processo de produção é 100% artesanal, desde a colheita das folhas em cultura até o seu cozimento e secura ao sol.

Fabricado pela empresa Menegotti, a malha utilizada nas roupas (linha Ecologic) é 100% de algodão orgânico e seu tingimento é feito por pigmentos naturais, como a clorofila, imbuía, cebola, ipê roxo e cedro rosa dentre outros.

A tinta utilizada nas estampas é produzida industrialmente, constitui-se de pigmento orgânico e fixador químico.

O catálogo manteve o conceito. Produzido pela empresa Sulamericana com papel Silprint 120g/m 100% reciclado.

Fonte:

http://www.miho.com.br/

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Miho-Embalagem_vestido

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Embalagens da Bienal Brasileira de Design

Postado em 14 setembro 2010 por Elisa Quartim

De 14 de setembro a 31 de outubro, Curitiba vai acontecer a Bienal Brasileira de Design 2010, com o tema “Design, Inovação e Sustentabilidade”, sob curadoria geral de Adélia Borges.

O evento, de repercussão internacional, pretende refletir sobre como projetar, produzir e consumir bens, satisfazendo as demandas do mundo atual, sem comprometer o futuro do planeta. Desafio este que, desde os anos 80, se transformou em meta na agenda da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para tanto, a Bienal 2010 vai promover mostras, seminários, fóruns, workshops, ações educativas, interativas e culturais paralelas.

O objetivo da Bienal desse ano é que ela tivesse uma representatividade de todas as áreas do design e de todo o Brasil. Foi uma pesquisa de mais ou menos um ano para selecionar os produtos para a exposição, porém quando estava chgando no final da pesquisa poucas embalagens haviam sido selecionadas.

É a primeira vez que as embalagens são representadas em uma Bienal Brasielira de Design. Para a seleção das embalagens a curadoria, coordenada por Adélia Borges, contou com a participação da pesquisadora Elisa Quartim, autora e criadora do blog Embalagem Sustentável, foi a única pesquisadora que focou em apenas um tipo de produto.

Vejam as embalagens que foram selecionadas para a mostra Design, Inovação e Sustentabilidade

Matte Leão Orgânico
Santa Clara

Comfort Concentrado
Casa Rex Design

Doriana
Usina de Desenho

Lazanha Pastagnolli
Design Inverso

Embalagem de Vacinas
Gisele Corrêa Miranda e Ricardo Creton Altino

Embalagens mais que uma onda
Edith Lotufo, com a colaboração de Jão Paulo Alvez, José Carlos Ladislau e Leandro Antonio

Linha premium da Itambé
New 360º

Suco Do Bem
Packaging Brands

Kellness – Kelloggs
Matriz Desenho

O.N.E. Coconut Water
Tathyne Otero

Sabonete de Neem e chá de Noni
Preserva Mundi

Embalagem Bentô
Tátil Design

Caixa cocar de chocolate amargo – Damazônia Chocolates
Ekoara –Bombons Sabores da Amazônia

Maracatu Ekos
Chelles & Hayashi

eBar
Caus

Tabela Ambiental
Natura

Linha Taeq, Pão-deAçucar
FutureBrand BC&H

Naturé
Dezign com Z

Ecobril, Bombril
MN Design

Coleção Manifesto
Equipe Miho

Água Salve
À La Carte

Naturali
B+G Design

Tampa Child Proof
CleverPack

Margarina Cyclus
Bunge
Flagship – Track & Field
Dezign com Z


Algumas embalagens selecionadas pela Bienal estão sem link para maiores explicações pois algumas eu ainda não tinha escrito. Conforme for atualizando o blog link com as imagens desse post.

Fonte:
http://www.bienalbrasileiradedesign.com.br/bienal2010/

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ergonomia

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Dica Sustentável – Ergonomia

Postado em 10 setembro 2010 por Elisa Quartim

Parece meio óbvio para quem estuda design que ergonomia é essencial, mas na prática observamos que a ergonomia é esquecida, muitas vezes por economia.

A ergonomia é a disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema, e também é a profissão que aplica teoria, princípios, dados e métodos para projetar a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho geral de um sistema.

Não podemos esquecer que quem utiliza as embalagens são seres humanos. A forma e medidas devem ser pensadas conforme as pessoas envolvidas em todo o ciclo de vida de uma embalagem.

Tenho observados muitas mudanças em prol da sustentabilidade que acabam pecando quando pensamos na hora do uso da embalagem.

Produtos de limpeza, como o amaciante de 2 litros, que antes eram produzidos em PEAD, hoje estão migrando para o PET, material mais valorizado na reciclagem e, atualmente, mais econômico para a empresa. Porém o PET, por sua forma de produção, impossibilita que a embalagem tenha alça, fazendo com que a embalagem escorregue da mão molhada.

As mini tampas das garrafas de refrigerante, já encontradas em várias bebidas em produzidas por vários fornecedores, acabam dificultando a abertura da garrafa. Apesar de sua grande economia de material, dimuiu a área de empunhadura, e com isso, tenho observado as pessoas com mais dificuldade em abrir a garrafa.

Porém, existem alguns exemplos de produtos que estão utilizando a ergonomia a favor da sustentabilidade.

Como a tampa Child Proof desenvolvidas pela Clever Pack. Normalmente as tampas que são à prova de abertura por crianças acabam atingindo também os idosos que tem dificuldade em abrir. Assim, desenvolveram uma tampa leve de apenas uma peça monomaterial, sem necessidade de montagem extra, resultando em uma peça segura, mais barata, gerando um menor impacto ambiental, além de mais prática para os idosos. Veja mais sobre a tampa Child Proof aqui.

Outro exemplo é a embalagem de tinta Dulux, the EasyCan desenvolvida por Martin Bunce da Tim Horse. A embalagem, em um volume pequeno, é para pessoas que querem fazer pequenos serviços em casa. Muitas dessas pessoas são mulheres. Com a embalagem antiga, as mulheres não conseguiam segurar com uma mão só, tendo que apoiar a embalagem no chão. Como a distância entre o local de trabalho ficava longe de onde estava a lata, a tinta acabava respingando gerando muito desperdício de tinta. Como a forma acinturada, as mulheres podem segurar com uma mão só e usar a outra para pintar. Sustentabilidade também é desenvolver embalagens que aproveitem o máximo o seu produto.

Algumas dicas:

  • Observar as necessidades do usuário final
  • Testar inovações com pessoas não envolvidas no desenvolvimento da embalagem
  • Segurança do usuário na hora de abertura e fechamento
  • Ergonomia de leitura, respeitando um tamanho de letra mínimo que possa ser lido pela maioria das pessoas.
  • Otimizar seu desempenho para não haver desperdício de produto na hora do uso
  • Otimizar a embalagem visando a integração em todo o seu ciclo de vida

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Chá de Neem e Noni da Preserva Mundi

Postado em 08 setembro 2010 por Elisa Quartim

Os chás de Neem e Noni são chás 100% orgânicos e certificados pela Control Union.

Produzidos pela Preserva Mundi. É é uma empresa brasileira localizada no município de São João de Pirabas, estado do Pará, onde fica um pedaço da floresta Amazônica. Todo trabalho é feito em parceria com comunidades ribeirinhas, contribuindo com a renda de várias famílias e o desenvolvimento da região.

A embalagem, desenvolvida por Paula Maia da Aff Design, deveria distinguir para os produtos Neem e Noni de forma que elas conversassem em seu projeto gráfico.

As embalagenspodem ser expostas nas gôndolas tanto de pé (com base plana) como pendurada (orifício pra suporte de ferro). A embalagem otimiza o espaço na hora do transporte, cabendo o máximo de unidades possível por caixa (com o modelo antigo era de 52/cx e hoje com a nova são 60/cx).

Impresso em papel 100% reciclado (Cartão CGN, Ramenzoni, 300 g/m²), possui um uma janela onde pode ser visualizado o chá e a sua qualidade. Seus materiais podem ser separados facilmente para a reciclagem. É vendido à granel, não gerando mais resíduos (tecido-não-tecido do saquinho).

Sobre o Neem e Noni

Neem
O Nim (neem – Azadirachta indica) é um dos principais componentes da medicina é Ayurveda, sendo usado no tratamento e na prevenção de doenças, como a hipertensão e ainda diabetes.

A planta também é indicada no controle de colesterol, reumatismo, e enxaqueca. O Nim (neem – Azadirachta indica) ajuda ainda no combate a insônia, e é usado na medicina estética para o tratamento de acne e celulites.

Noni

É uma fruta utilizada há mais de 2.000 anos pelos povos das ilhas do Oceano Pacífico. O noni possui propriedades terapêuticas que ajudam a promover a boa saúde e o bem-estar.

É essencial para a renovação das células, reduzindo os efeitos do envelhecimento. Estila a produção de hormônios e fortalece a massa muscular e a estrutura óssea.
O Noni (Morinda Citrifolia) contém muitos alcalóides que ajudam o corpo humano a regenerar as cédulas danificadas e a aumentar as defesas do organismo, de forma natural. O Noni (Morinda Citrifolia) é rico em Xeronina, que é uma sustância que ajuda no bom funcionamento de hormônios, anticorpos, e enzimas.

Fonte:

http://www.preservamundi.com.br/

http://affdesign.com.br/

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Design na Brasa 2010 e play rethink game

Postado em 06 setembro 2010 por Elisa Quartim

O play rethink game, jogo de tabuleiro dedicado aos designers e pessoas que querem desenvolver soluções sustentáveis, será uma das oficinas no Design na Brasa.

rethink.jpg

Descrição:

O jogo, feito em parceria do Rethink Games Ltd. e idds (Instituto de Design para o Desenvolvimento Sustentável), atua como uma ferramenta facilitadora de inovação sustentável e entendimento do uso de ferramentas e estratégias em design sustentável.

Play rethink game pode ser utilizado em escolas, faculdades, empresas e exposições que buscam desenvolver habilidades para soluções criativas e sustentáveis.

Além disso, está previsto a criação de um banco de dados online internacional, onde usuários do jogo podem compartilhar desenvolvimentos e aprendizados, facilitando a implementação de soluções em outros locais.

Vejam alguns trabalhos aqui.

A embalagem do jogo também está adequada dentro dos critérios de sustentabilidade. Vejam o post onde falo sobre o lançamento do jogo no Brasil e descrevo a embalagem aqui.

Público-alvo
Designers, professores, estudantes, facilitadores, consultores criativos e pessoas de indústrias criativas

Tutores
Elisa Quartim
Coordenadora do Comitê de Pesquisa e Desenvolvimento em Embalagens Sustentáveis do idds, é especialista em design sustentável com ênfase em design de embalagem e design gráfico.

Marcella Sholl
Coordenadora do Comitê de Pesquisa e Desenvolvimento em Design Gráfico Sustentável do idds, e especialista em design gráfico sustentável.

Vicente Carvalho
Consultor associado do idds e especialista em design estratégico e industrial.

Vejam o video do jogo:

Quando: 11 de setembro de 2010
Horas: 15h00 às 18h00
Local: Av. Olavo Fontoura, 1.209, portão 34 – Anhembi Parque – Santana
Quanto: Evento gratuito
Inscrições: As inscrições para as oficinas devem ser feitas no local.
Informações sobre Design na Brasa: http://www.designnabrasa.com.br/
Informações sobre o play rethink: http://idds.com.br/

Alguns exemplares estarão à venda no local.

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Peepoo – Saquinho vira banheiro descartável

Postado em 03 setembro 2010 por Elisa Quartim

Um empreendedor sueco está tentando produzir e comercializar uma sacola plástica biodegradável, que funcionaria como banheiro descartável para favelas urbanas.
Uma vez usada, a sacola pode ser amarrada e enterrada. Uma camada de cristais de ureia quebra os dejetos e os transforma em fertilizante, matando os elementos patogênicos – causadores de doenças – encontrados nas fezes.

A sacola, chamada de Peepoo, é criação de Anders Wilhelmson, arquiteto e professor de Estocolmo. “Ela não é somente sanitária”, afirmou Wilhelmson, que patenteou o produto. “Também pode ser usada para cultivar plantações”.

Em sua pesquisa, ele descobriu que favelas urbanas do Quênia, apesar de densamente povoadas, possuíam espaços abertos onde os dejetos poderiam ser enterrados.
Ele também descobriu que habitantes de favelas locais coletavam seus excrementos num saco plástico e se dispunham deles arremessando-os, o que chamavam de “banheiro voador” ou “banheiro helicóptero”.

Vejam o filme sobre o produto:

Os planos são vender as sacolas por 2 ou 3 centavos de dólar – comparável ao custo de um saco plástico comum. Mas será que a sacolinha que usavam antes tinha algum custo? Para o autor esse valor pode ser pouco, mas para quem não tem nada é muito.

Calcula-se que 2,6 bilhões de pessoas, ou cerca de 40% da população mundial, não tenham acesso a banheiros, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).
Trata-se de uma crise de saúde pública: a defecação a céu aberto pode contaminar água potável, e aproximadamente 1,5 milhão de crianças em todo o mundo morrem anualmente de diarreia, em grande parte devido a problemas de saneamento e higiene. Mas será que defecando em um saquinho não estamos criando um outro problema?

Uma alternativa para o problema de fezes a céu aberto seria o banheiro seco. Ele é uma alternativa ecológica ao banheiro comum (que utiliza água para levar os dejetos até centros de tratamento ou diretamente aos arroios e rios).

Não produz maus odores e não consome nada de água. É uma alternativa ecológica por que considera os ciclos naturais. O sistema de banheiro com descarga é um sistema altamente poluidor e gera grandes gastos com encanamentos, tratamento, além de problemas de saúde pública.

Ele parece um banheiro normal, mas as fezes não “somem”. Em geral existe um separador de urina, a qual vai para um tanque, e é posteriormente reutilizada como adubo, após tratada, como a opção do saquinho, porém sem um elemento a mais para ser descartado na natureza.

A solução do saquinho pode até ser uma solução temporária mas, ao invés de inventar novos produtos para serem consumidos, ou novos materiais que não sabemos exatamente como se comportará na natureza, vamos observar os ciclos naturais e a partir daí criar soluções.

Fonte:

http://www.peepoople.com/

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/

http://planetasustentavel.abril.com.br/

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