Embalagens comestíveis

Postado em 12 janeiro 2010 por Elisa Quartim

Pesquisadores brasileiros da Embrapa desenvolvem películas comestíveis que prometem conservar frescos e proteger os alimentos da ação de microrganismos por mais tempo.

Os cientistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) concentram-se justamente na produção de embalagens comestíveis que prometem conservar frescos por mais tempo alimentos como frutas, verduras e queijos. A tecnologia, que ainda está em fase de testes e não chegou ao mercado, é uma alternativa ecológica às embalagens de plástico sintético.

Essas embalagens comestíveis são uma espécie de plástico natural que, quando aplicado sobre a superfície dos alimentos, retarda a perda de água e as trocas gasosas entre o alimento e o ambiente, dobrando o tempo de vida do produto.

Em Fortaleza (CE), pesquisadores da Embrapa Agroindústria Tropical, em parceria com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), desenvolvem filmes feitos com purês de frutas para aplicação nesse tipo de alimento. Esses materiais são quase transparentes e podem ter sabor e aroma idênticos ao da fruta com que são feitos. O da foto acima é feito de à base de purê de manga que tem sabor semelhante ao da fruta.

Filme comestível

Já em São Carlos (SP), pesquisadores da Embrapa Instrumentação Agropecuária desenvolvem filmes à base de proteínas do milho – chamadas zeínas – e quitosana, polissacarídeo extraído da casca dos crustáceos que, além de prolongar a vida do alimento, tem ação antibacteriana e fungicida. “Não existe um filme universal; para cada alimento é preciso desenvolver um filme diferente, que seja adequado a sua fisiologia”, explica o físico Odílio Garrido de Assis, pesquisador da Embrapa que atualmente trabalha com o filme de quitosana para aplicação em maçãs fatiadas. Vejam a comparação de uma maçã revestida com filme de quitosana (no alto) e outra não revestida (embaixo) após oito dias de armazenamento sem refrigeração. Repare que na fruta protegida com o filme não apareceram fungos.

Os filmes comestíveis ajudam a reduzir o volume de plástico descartado no ambiente, pois ao invés de descartar no lixo a embalagem é comida, não gerando lixo. No Brasil, a produção anual de filme plástico chega a 210 mil toneladas.

Porém o filme comestível pode substituir apenas a embalagem primária, ainda é necessário manter o revestimento secundário, externo, para proteger os alimentos da sujeira e, em alguns casos, do contato com a água.

Por enquanto, o uso das nanofibras na produção dos filmes comestíveis está restrito ao laboratório, pois ainda não se conhecem os impactos que elas podem causar à saúde.

Fonte:

http://cienciahoje.uol.com.br/

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