Logística reversa de embalagens

Postado em 09 janeiro 2010 por Elisa Quartim

A logística reversa é a área da logística que trata dos aspectos de retornos de produtos, embalagens ou materiais ao seu centro produtivo. 

Antigamente esse sistema funcionava muito bem na indústria de bebidas, com a reutilização das garrafas. O produto chegava ao consumidor e retornava ao seu centro produtivo para que sua embalagem fosse reutilizada e voltasse ao consumidor final. O processo era contínuo e aparentemente cessou a partir do momento em que as embalagens passaram a ser descartáveis.

Hoje, empresas incentivadas pelas Normas ISO 14000 e preocupadas com a gestão ambiental, começaram a reciclar materiais e embalagens descartáveis, como latas de alumínio, garrafas plásticas e caixas de papelão, entre outras, que passaram a se destacar como matéria-prima e deixaram de ser tratadas como lixo.

Ou seja, a logística reversa hoje funciona no processo de reciclagem, uma vez que esses materiais retornam a diferentes centros produtivos em forma de matéria prima. Não voltam para a indústria de uma forma direta, passando por operativas de reciclagem e atravessadores. A logística reversa é utilizada em prol da empresa, transformando materiais, que seriam inutilizados, em matéria-prima, reduzindo assim, os custos para a empresa.

As empresas estão cada vez mais acompanhando o ciclo de vida de seus produtos para aumentar ainda mais a eficiência de todo o processo produtivo e obsrvando os impactos que cada fase pode ter no meio ambiente. As novas regulamentações ambientais, em especial as referentes aos resíduos, vêm obrigando a logística a operar nos seus cálculos com os “custos e os benefícios externos”.

Logística reversa no Brasil

No Brasil ainda não existe nenhuma legislação que abranja esta questão, e por isso o processo de logística reversa está em difusão e ainda não é encarado pelas empresas como um processo “necessário” , visto que a maioria das empresas não possui um departamento específico para gerir essa questão.

Mas iniciativas de algumas empresas já podem ser observada. Como a da rede de supermercados do Pão de Açúcar e sua marca própria Taeq. O projeto Logística Reversa Taeq traz de volta às gôndolas as embalagens que foram deixadas pelos consumidores nas Estações de Reciclagem ou nos Caixas Verdes das lojas.

A primeira etapa da ação contempla o material cartonado onde Taeq já utiliza parte do insumo proveniente de aparas de papel – 50% de material de embalagens recicláveis e 50% de resíduo industrial. Isso pode ser observado nas linhas de chás orgânicos, cama, mesa e banho, sabonete em barra, barrinhas de cereal orgânicas e uva-passa. Em 2010, a ação envolverá outros materiais, como plástico, aço, alumínio e vidro e outras linhas de produtos.

Outra projeto, mas que ainda não está funcionando, é da água Caxambu.

Além da embalagem ter um design bem bonito, no verso do rótulo eles colocam uma frase “Recompramos sua embalagem, informe-se”. Liguei para o SAC deles e falaram que esse sistema ainda não está funcionando e assim que começar eles entrarao em contato comigo. Vamos esperar, pois isso incentivará muitas pessoas a devolverem as garrafas para a indústria.

Conclusão

Na verdade, muitas empresas trabalham com o conceito de logística reversa, porém nem todas encaram esse processo como parte integrante e necessária para o bom andamento ou para o aumento nos custos das empresas. Uma empresa que recebe um produto como fruto de devolução por qualquer motivo já está aplicando conceitos de logística reversa, bem como aquela que compra materiais recicláveis para transformá-los em matéria-prima novamente.

Esse processo pode ser encarado que trará benefícios diversospara empresa, a começar pela redução de custos, ou pode ser um grande problema, pois representa custos que precisam ser controlados.

O fato é que cada vez mais todas as empresas deverão dar mais atenção para isso,ara que não se arrependa no futuro.

Fonte:

http://www.coladaweb.com/administracao/logistica-reversa

http://www.paodeacucarverde.com.br/

http://www.copasa.com.br/

6 Comente este post

  1. Wagner V. Melo Says:

    Deixo aqui uma ideia de reutilização de embalagens plásticas, retendo a embalagem nas mãos do consumidor e valorizando as mesmas na coleta de recicláveis. Gostaria, se possível, obter de vocês um retorno sobre a real utilidade ou não da idéia, já que o conhecimento obtido por vocês na área é algo respeitável.

    Novas maneiras de se ver embalagens plásticas. Seja diferente. Faça diferença.

    Embalagem plástica pode -

    ser cultura ?
    ser entretenimento ?
    ensinar cidadania ?
    ensinar valores culturais e sócio ambientais ?
    agregar valor a quem vive da sua reciclagem ?
    ajudar a minimizar o impacto sócio ambiental do seu descarte ?
    atrair o cliente para o produto ?
    ajudar a fidelizar o cliente ?
    melhorar a imagem da empresa junto à sociedade ?

    Embalagem plástica… existe vida após o consumo ?

    Se você respondeu não a uma ou mais das questões acima, está na hora de conhecer
    uma nova proposta para a questão das embalagens, proposta esta na forma de uma patente,
    “DISPOSIÇÃO CONSTRUTIVA EM RECICLAGEM DE EMBALAGEM PLÁSTICA”,
    que visa minimizar os problemas ambientais do seu uso, bem como agregar a elas valores
    positivos junto à sociedade em geral.

    A patente tem a intenção de criar uma utilização pós consumo para as embalagens, que
    poderia ser a formação de um livro, uma revista, revista em quadrinhos, cartilhas educativas,
    jogos, figuras colecionáveis, etc, tudo isto já vindo pré impresso na embalagem, que só
    teria que ser recortada e montada de uma maneira bem simples e prática, incentivando o
    cliente a colecionar as embalagens em vez de descartá-las, o que diminuiria a quantidade
    de embalagens no lixo, e manteria a mídia da empresa mais presente e junto ao cliente,
    criando nele uma imagem mais positiva sobre a empresa.

    Também é intenção da patente agregar valor financeiro à embalagem, para que,
    após o consumo do seu conteúdo haja interesse na sua coleta e posterior reaproveitamento,
    valorizando-a junto a quem vive ou trabalha com reciclagem de lixo. Uma embalagem com
    possibilidades de utilização após seu uso se torna mais atrativa do que uma embalagem
    comum, que possui apenas o valor no peso do material plástico de que é feita. Ao recolher
    a embalagem, pode-se trabalhá-la na confecção do livro, revista, jogo ou o que estiver
    pré impresso na mesma, sendo que a venda deste produto reverteria em maior lucro para
    recompensar o trabalho da coleta.

    Com o incentivo à manutenção da embalagem na posse do cliente e à coleta das embalagens
    que por acaso forem descartadas, obtem-se também um benefício com relação às exigências
    cada vêz maiores do governo em relação à necessidade das empresas em darem conta de um
    percentual grande e crescente dos resíduos gerados pelas embalagens comercializadas, o que
    pode gerar também um ganho financeiro indireto para as empresas.

    Ao agregar valor à embalagem após o seu uso, cria-se um incentivo a sua coleta, o que
    pode ser estendido a outros materiais descartáveis e reaproveitáveis para a reciclagem;
    criado o caminho para se incentivar a coleta da embalagem, outros materiais recicláveis
    poderiam se utilizar deste mesmo caminho, criando-se assim um ciclo virtuoso em torno da
    coleta e reaproveitamento destes materiais. Isto também teria um reflexo na melhoria do
    trabalho das empresas em tratarem dos resíduos das suas embalagens, de todas elas, não
    apenas daquelas que fossem alvo desta patente, já que todas se beneficiariam do novo
    incentivo dado à captação do lixo(pelo valor agregado às embalagens usadas).

    Como o número de pessoas que vive da coleta e reciclagem de lixo é muito grande,
    a valorização do material que ele coleta irá influenciar positivamente na melhora das
    suas condições financeiras, o que pode dar um cunho social à esta proposta, e refletir
    positivamente na imagem da empresa.

    A utilização das embalagens na formação de livros, feitos de material plástico,
    bonitos e duráveis, seria visto como um incentivo a divulgação da cultura, que poderia
    ser mais acessível a camadas da sociedade normalmente colocadas fora do circuito cultural.

    Uma embalagem com utilização pós uso, torna-se um diferencial no mar de embalagens
    comuns, o que pode ajudar na maior visibilidade do produto, na sua venda e na boa vontade
    do cliente junto à empresa.

    Hoje as embalagens são vistas na grande maioria das vezes como um custo na linha de
    montagem. Ao agregar tantos valores às embalagens, estas poderiam passar a ser vistas como
    um investimento, assim como a propaganda é vista, mudando o enfoque dos gastos na sua
    confecção.

    Desde já, agradeço pelo seu tempo dedicado a esta leitura, sabendo como este tempo
    é precioso, e espero que ele seja bem aproveitado aqui.

    Wagner Vasconcelos Melo.

  2. embalagemsustentavel Says:

    Wagner,

    Concordo com você na valorização da embagem fazendo com que ela tenha uma outra utilidade após o seu uso. O design entra com grande importância ness ora pois ninguém vai qurer guardar algo feio ou que não funcione.
    Porém a reutiliação de embalagens não pode ser o único caminho, ou nossa casa ficaria lotada de embalagens reutiladas.
    Em primeiro lugar devemos reduzir o consumo, comprando o que é realmente necessário, e as industrias redesenhando suas embalagens diminindo a quantidade material utilizado.
    Quanto a reciclagem valorizar a embalagem para que aumente o seu valor pode ser uma boa idéia, mas antes temos que facilitar que essa emalagem chegue a ser reciclada, facilitando o seu acesso às cooperativas e criando embalagem de fácil desmontagem.
    Depois quero ver o seu projeto na prática.

  3. Rafael Quick Says:

    Olá, muito bacana estes exemplos citados por vocês…
    Tenho um escritório de Design que se chama MIHO Design Consciente, trabalhamos o design voltado para a sustentabilidade, sempre fazemos o melhor que podemos com as ferramentas que nos são dadas (orçamento, fornecedores disponíveis etc.). Estamos desenvolvendo um projeto para uma rede de produtos alimentícios, estamos estudando a viabilidade de implementar um sistema de logística reversa nas embalagens tipo garrafa, queria saber se vocês sabem algo sobre o processo de lavagem da embalagem. Existem leis que regem isto? Vocês tem conhecimento se é possível implementar um sistema deste?

    Atenciosamente,

    Rafael.

  4. embalagemsustentavel Says:

    Não conheço muito sobre o processo de lavagem da embalagem.

    Se alguém souber e quiser deixar um comentário, agradeço.

  5. Márcia sousa vollir Says:

    gostei muito do site pois tem muito conteudo informativo

  6. Renato Says:

    Parabéns pelo post.
    Realmente o processo de logística reversa ainda é incipiente no Brasil. A Itautec tem uma cartilha bem bacana sobre oa ssunto
    http://www.itautec.com.br/iPortal/pt-BR/b988613b-e5db-4e9b-bea9-97c032195bcd.htm
    A Dell acho que também tem um programa nesse sentido, mas não tenho certeza como é aqui no Brasil
    Abs!

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  1. Logística Reversa | PET Administração fala:

    [...] 1 – Retirada de < http://embalagemsustentavel.com.br/2010/01/09/logistica-reversa/&gt; em [...]

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