Embalagem de iPod vira caixa de som

Postado em 03 março 2009 por Elisa Quartim

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Um kit à venda no Japão no site B-Shop, transforma a embalagem dos iPods Nano em pequenas caixas de som. Podendo ainda ser usado para guardar os fones de ouvido e o aparelho quando não estão sendo usados. Reaproveitando a embalagem que seria jogada fora.

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O mesmo Kit ainda pode ser adaptado à uma garrafa de refrigerante se for cortada no mesmo tamanho

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Dica do Blue Bus  http://www.bluebus.com.br/

4 Comente este post

  1. Wagner V. Melo Says:

    Gostaria de deixar aqui uma ideia que tive para melhor aproveitamento e destino para embalagens plásticas. Gostaria, se possível, de receber algum retorno da parte de vocês, aproveitando da experiência atingida por vocês nesta área. Desde já agradeço a atenção.

    Novas maneiras de se ver embalagens plásticas. Seja diferente. Faça diferença.

    Embalagem plástica pode -

    ser cultura ?
    ser entretenimento ?
    ensinar cidadania ?
    ensinar valores culturais e sócio ambientais ?
    agregar valor a quem vive da sua reciclagem ?
    ajudar a minimizar o impacto sócio ambiental do seu descarte ?
    atrair o cliente para o produto ?
    ajudar a fidelizar o cliente ?
    melhorar a imagem da empresa junto à sociedade ?

    Embalagem plástica… existe vida após o consumo ?

    Se você respondeu não a uma ou mais das questões acima, está na hora de conhecer
    uma nova proposta para a questão das embalagens, proposta esta na forma de uma patente,
    “DISPOSIÇÃO CONSTRUTIVA EM RECICLAGEM DE EMBALAGEM PLÁSTICA”,
    que visa minimizar os problemas ambientais do seu uso, bem como agregar a elas valores
    positivos junto à sociedade em geral.

    A patente tem a intenção de criar uma utilização pós consumo para as embalagens, que
    poderia ser a formação de um livro, uma revista, revista em quadrinhos, cartilhas educativas,
    jogos, figuras colecionáveis, etc, tudo isto já vindo pré impresso na embalagem, que só
    teria que ser recortada e montada de uma maneira bem simples e prática, incentivando o
    cliente a colecionar as embalagens em vez de descartá-las, o que diminuiria a quantidade
    de embalagens no lixo, e manteria a mídia da empresa mais presente e junto ao cliente,
    criando nele uma imagem mais positiva sobre a empresa.

    Também é intenção da patente agregar valor financeiro à embalagem, para que,
    após o consumo do seu conteúdo haja interesse na sua coleta e posterior reaproveitamento,
    valorizando-a junto a quem vive ou trabalha com reciclagem de lixo. Uma embalagem com
    possibilidades de utilização após seu uso se torna mais atrativa do que uma embalagem
    comum, que possui apenas o valor no peso do material plástico de que é feita. Ao recolher
    a embalagem, pode-se trabalhá-la na confecção do livro, revista, jogo ou o que estiver
    pré impresso na mesma, sendo que a venda deste produto reverteria em maior lucro para
    recompensar o trabalho da coleta.

    Com o incentivo à manutenção da embalagem na posse do cliente e à coleta das embalagens
    que por acaso forem descartadas, obtem-se também um benefício com relação às exigências
    cada vêz maiores do governo em relação à necessidade das empresas em darem conta de um
    percentual grande e crescente dos resíduos gerados pelas embalagens comercializadas, o que
    pode gerar também um ganho financeiro indireto para as empresas.

    Ao agregar valor à embalagem após o seu uso, cria-se um incentivo a sua coleta, o que
    pode ser estendido a outros materiais descartáveis e reaproveitáveis para a reciclagem;
    criado o caminho para se incentivar a coleta da embalagem, outros materiais recicláveis
    poderiam se utilizar deste mesmo caminho, criando-se assim um ciclo virtuoso em torno da
    coleta e reaproveitamento destes materiais. Isto também teria um reflexo na melhoria do
    trabalho das empresas em tratarem dos resíduos das suas embalagens, de todas elas, não
    apenas daquelas que fossem alvo desta patente, já que todas se beneficiariam do novo
    incentivo dado à captação do lixo(pelo valor agregado às embalagens usadas).

    Como o número de pessoas que vive da coleta e reciclagem de lixo é muito grande,
    a valorização do material que ele coleta irá influenciar positivamente na melhora das
    suas condições financeiras, o que pode dar um cunho social à esta proposta, e refletir
    positivamente na imagem da empresa.

    A utilização das embalagens na formação de livros, feitos de material plástico,
    bonitos e duráveis, seria visto como um incentivo a divulgação da cultura, que poderia
    ser mais acessível a camadas da sociedade normalmente colocadas fora do circuito cultural.

    Uma embalagem com utilização pós uso, torna-se um diferencial no mar de embalagens
    comuns, o que pode ajudar na maior visibilidade do produto, na sua venda e na boa vontade
    do cliente junto à empresa.

    Hoje as embalagens são vistas na grande maioria das vezes como um custo na linha de
    montagem. Ao agregar tantos valores às embalagens, estas poderiam passar a ser vistas como
    um investimento, assim como a propaganda é vista, mudando o enfoque dos gastos na sua
    confecção.

    Desde já, agradeço pelo seu tempo dedicado a esta leitura, sabendo como este tempo
    é precioso, e espero que ele seja bem aproveitado aqui.

    Wagner Vasconcelos Melo.

  2. embalagemsustentavel Says:

    Wagner,

    Concordo com você na valorização da embagem fazendo com que ela tenha uma outra utilidade após o seu uso. O design entra com grande importância ness ora pois ninguém vai qurer guardar algo feio ou que não funcione.
    Porém a reutiliação de embalagens não pode ser o único caminho, ou nossa casa ficaria lotada de embalagens reutiladas.
    Em primeiro lugar devemos reduzir o consumo, comprando o que é realmente necessário, e as industrias redesenhando suas embalagens diminindo a quantidade material utilizado.
    Quanto a reciclagem valorizar a embalagem para que aumente o seu valor pode ser uma boa idéia, mas antes temos que facilitar que essa emalagem chegue a ser reciclada, facilitando o seu acesso às cooperativas e criando embalagem de fácil desmontagem.
    Depois quero ver o seu projeto na prática.

  3. Wagner Vasconcelos Melo Says:

    Bom dia.

    Foi muito bom ver a atenção de vocês ao ler e responder ao meu email. Isto dá uma idéia da seriedade e compromisso profissional embutida no seu trabalho.

    Para um melhor entendimento da minha proposta, deixo abaixo mais algumas explicações. Se após a leitura surgirem dúvidas, comentários ou mesmo ressalvas por parte de vocês, estarei a inteira disposição para dirimir as dúvidas, e ávido em receber as ressalvas, para poder evoluir mais a minha proposta. Teria mais alguns arquivos, inclusive com desenhos explicativos, mas não tem como anexá-los aqui.

    Desde já agradeço a atenção e tempo dedicados à leitura do projeto.

    O conhecimento de vocês nesta área é de extrema importância e relevância para o desenvolvimento sustentável de novas propostas para se melhorar o mundo em que vivemos, e que deixaremos para nossos filhos.

    Abraços.

    Wagner Melo.

    A proposta prevê algumas alternativas de utilização das embalagens plásticas, átis como confecção de livros, revistas em quadrinhos, figurinhas colecionáveis, etc, mas vou me ater apenas na confecção de livros, por achar que esta envolve um maior potencial de valorização e aproveitamento das embalagens pós uso.
    Como exemplo de embalagem, utilizarei as do tipo refil. A princípio, ao utilizar e incentivar embalagens deste tipo, já obtemos um ganho com relação à quantidade do material e na energia gatos na sua confecção em relação às embalagens normais. Também existe uma diminuição no peso e volume na hora de se enfardar as embalagens para reciclagem, o que pode facilitar e baratear um pouco no seu manuseio.
    Para a funcionalidade da proposta, algumas poucas alterações deveriam ser feitas na confecção destas embalagens:
    – As áreas externas das embalagens não conteriam mais dados sobre o produto, a empresa e outros que normalmente vêem impressos. Estes dados passariam a ser impressos em um fino filme plástico(uma opção), que teria apenas esta função. Na embalagem viriam impressas as páginas do livro, tanto do lado externo como interno.
    – Este filme plástico viria colado/soldado às extremidades já soldadas da embalagem, de um ou ambos os lados, de forma que poderia ser descartado no momento do recorte da embalagem para se aproveitar as áreas impressas das páginas do livro, pré-impressas na embalagem. Hoje o diferencial das embalagens pode estar no seu exterior, mas com esta proposta passaria a ser o seu conteúdo interior, ou seja, no novo layout e design das páginas impressas, a possibilidade de se obter algo mais nobre da embalagem, que traria agregado consigo outros valores(comerciais, sócio-ambientais, financeiros, de inovação e design, etc.). Mesmo o acréscimo do filme plástico à embalagem não geraria um aumento muito significativo em relação a material e valor gasto a mais na sua confecção, tendo sempre como parâmetro a embalagem normal. Os valores agregados às mesmas seriam suficientes para diluir este acréscimo. Também, no rastro do incentivo à coleta das embalagens, este acréscimo de plástico seria mais facilmente direcionado à reciclagem.
    – Nas áreas externas e internas das embalagens já viriam pré-impressas as páginas do livro. No ato de se colecionar as embalagens após seu uso, se daria a sua confecção.
    – A confecção das embalagens, bem como seu layout não sofreriam nenhuma outra alteração, além das expostas acima.

    O processo de confecção do livro seria bem simples, sem necessidade de nenhum ferramental específico, bem como de mão de obra qualificada. Seria necessário apenas uma tesoura, um furador de papel, uma espiral do tipo que se utiliza para encadernações e papel mais duro(papelão, cartolina, etc.), que serviria de capa para o livro(com relação à capa, por exemplo,esta poderia vir como brinde na compra de uma quantidade específica do produto). A embalagem seria recortada com a tesoura, em locais que poderiam vir previamente demarcados nela, retirando as áreas de solda/cola nas extremidades, bem como da base desta.

    Assim, cada embalagem viraria duas páginas, frente e verso, do livro. Com o furador de papel, seriam feitos buracos por onde passaria a espiral, juntando assim as páginas do livro. O papel duro seria colocado de forma a conter as páginas entre si, servindo de capa, formando-se assim o livro.
    A reutilização das embalagens como livros traz algumas vantagens quando se vê o resultado final:
    – O livro tem qualidades que atrairiam os consumidores, sendo em si um fim de qualidade para a reutilização das embalagens.
    – Tem um formato compacto, de fácil manuseio e utilização.
    – Mantém a mídia da empresa sempre em contato com o consumidor.
    – A impressão em plástico, de boa qualidade, tem uma coloração mais vívida e bonita, e o plástico tem uma resistência e durabilidade maior.
    – Como o processo de confecção das embalagens, essencialmente, não seria alterado, e a criação do livro não alteraria as características do plástico das embalagens, sempre existiria a possibilidade de se reciclar este livro.
    – Livro é cultura. Embalagem que vira livro também é cultura. Isto não seria uma utilização mais nobre para elas, agregando valores financeiros, culturais e
    sócio-ambientais ?

    Resumindo:

    Um livro pode ter um bom acabamento, sendo bonito e agradável, e sempre funciona como entretenimento e difusor de cultura.
    Se houver um excesso de livros em uma residência(livro nunca é demais), estes sempre poderão ser vendidos ou doados. Livro sempre é um bom presente
    No final da sua vida útil, o livro poderá ser reciclado como plástico.
    O incentivo à utilização de embalagens tipo refil, que vem embutido nesta proposta, já traz em si uma diminuição no material e na energia para confecção das mesmas, em relação às embalagens normais, que seriam substituídas.
    Como visto antes, o processamento das embalagens para confecção de livros é muito simples, não requerendo instrumental específico nem mão de obra especializada.
    Como a venda de um livro obtido através da reutilização das embalagens pós uso geraria um ganho bem maior do que a venda das mesmas apenas pelo peso do plástico, isto geraria um incentivo à coleta e remanejamento das embalagens. Este incentivo à coleta pode ser um caminho aberto para que outros produtos recicláveis dele se aproveitem, aumentando assim a quantidade de materiais reciclados, gerando assim um círculo virtuoso.

  4. embalagemsustentavel Says:

    Uma ideia bem interessante a da embalagem virar livro. Tomara que vá para frente.

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