Native – Produtos Orgânicos

Postado em 25 agosto 2008 por Elisa Quartim

O diferencial desta linha de embalagens que abrange não apenas o açúcar orgânico, mas também café e suco de laranja, provenientes de agricultura orgânica, é a combinação dos materiais utilizados. Além de se buscar a compatibilidade entre o papel cartão e a janela que permite visualizar o produto, em celofane a base de celulose pura, as tintas empregadas são atóxicas, e o verniz de proteção é à base de água. Todos esses cuidados buscam sua reciclabilidade, com o menor impacto ambiental possível.

A solução de design, na realidade, busca uma coerência na comunicação ao consumidor nacional ou estrangeiro, de uma estratégia empresarial muito mais ampla, que inclui a criação da marca Native: o projeto Cana Verde, que iniciou-se em 1986, com o objetivo principal de desenvolver um sistema auto-sustentável de produção de cana-de-açúcar. Integrando tecnologias tradicionais e avançadas, todo o sistema produtivo adotado pela empresa foi reestruturado, abrangendo desde o preparo do solo para o plantio até o processamento industrial, até que, em 1997 a empresa conquistou o certificado internacional de produtor orgânico, junto à FVO – Farm Verified Organics, uma das mais respeitadas e rigorosas agências certificadoras do mundo. E desde então, a empresa mantém esta certificação, submetendo-se a inspeções anuais sistemáticas.

Conforme mencionado no site da empresa “A certificação orgânica é concedida a produtores de alimentos que realizam processos de produção que não utilizem quaisquer defensivos químicos ou fertilizantes minerais industrializados. Além disso, são requisitos básicos para a obtenção do certificado, que tais processos não alterem o equilíbrio ecológico nos campos de cultivo e que a empresa exerça impacto social e econômico positivo sobre a comunidade em que atua. A certificação orgânica é, portanto, um prêmio aos produtores que implantam sistemas de produção auto-sustentáveis em todos os seus aspectos”.

O processamento da cana-de-açúcar orgânica acompanha a proposta, sendo realizado sem o uso de aditivos ou produtos químicos e sofrendo monitoramento constante de qualidade. Além disso, a Usina é auto-suficiente na produção de energia, obtida de forma limpa e renovável, a partir da combustão do bagaço da cana, em caldeiras. A queima do bagaço de cana evita a queima de combustiveis fósseis, minimizando emissão de poluentes gasosos. O vapor produzido é convertido em energia térmica, mecânica e elétrica, movimentando um gerador que atende às necessidades de energia elétrica da Usina, e o excedente é comercializado com a distribuidora de energia elétrica local. A queima de bagaço de cana-de-açúcar pela empresa, num processo de co-geração de energia, desloca no tempo a necessidade de acionamento de unidades termelétricas, ligadas ao parque gerador nacional, consumidoras de combustíveis fósseis, que liberam dióxido de carbono – CO2, um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa.

Design: Brandgroup
Fabricante: Usina São Francisco

Fonte: www.sebraesp.com.br/principal/sebrae%20em%20ação/eco_negocios/arquivos_eco_negocios/manual_eco_web.pdf

1 Comente este post

  1. Letícia Says:

    Olá, Elisa. Primeiramente, parabéns pelo site. Ótimas informações. Estou pesquisando sobre embalagens para café orgânico e gostaria de saber se você conhece quem produz este tipo de embalagem. Obrigada.

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